Posts de janeiro \31\UTC 2009

Tecnologia – POA – Power Over Air

janeiro 31, 2009

tomada

A praia de Copacabana no Rio, o Parque do Ibirapuera em São Paulo e a Praça da Liberdade(??) em Belo Horizonte tem wireless gratuito.

Além disso todos os aeroportos, praça de alimentação dos shoppings, colégios, faculdades, alguns vôos comerciais e até uma empresa de ônibus do Paraná (com viagens para SP) tem o sinal disponível.

Muito bom, mas enquanto a energia elétrica sem fio não chega, eu gostaria que eles disponibilizassem mesmo é algumas tomadas públicas por aí. No caso do ônibus podia ter até um gerador ligado nas rodas que alimentava os pontos. Porque não? hmm..ok.

Tomara que chegue aqui!

janeiro 30, 2009

Tomara que essa mania cheque aqui, mas rezo para, até lá, eu estar andando armado.

Cinema – Marley e Eu

janeiro 29, 2009

marley

Acho que todo filme de cachorro é bom. Mas não aquele bom garantido de “pode ir tranquilo que vai ser um filmaço“, mas sim um bom ‘sacado‘ do tipo “pra gostar do filme vai depender do tanto que você deseja se envolver com a história“.

No fundo é sempre a mesma coisa, o cãozinho bagunceiro que aprendemos a amar. Mas essa obviedade toda não é culpa dos roteiristas ou autores, é culpa da vida e da natureza. Todo mundo que tem, ou já teve, um cachorro sabe o quanto nos envolvemos com esses bichinos e quão grande é a dor na hora que eles se vão. A raiva do estrago causado é rapidamente suprimida por aquela manifestação espontânea de felicidade pelo simples fato de te ver.

Como Marley e Eu existem milhares de outras histórias idênticas por aí. Eu mesmo poderia escrever “Michael e Eu” com a mesma carga de bagunça, estrago, alegria e tristeza do filme. Acontece que eu não estava de muito bom humor e tão pouco receptivo à uma historinha água com açúcar do sujeito e seu cachorro, com isso, até a metade achei o filme bonitinho, bobinho e forçado e pensei que a única coisa que iria salvar era a música de Hootie & The Blowfish, The Verve e uma versão salsa-reggae-mpb de Lithium do Nirvana. Me enganei. Assim como os cachorros na nossa vida, quando caí na realidade não tinha mais volta e a esta altura você já está na dúvida se torce por Marley ou sai do cinema e visita um pet-shop.

Quanto ao final, bem, todos sabem como termina um filme de cachorro e eu não chorei..

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..mas confesso que segurei pra c*ralho!

Cinema – Titãs – A vida até parece uma festa

janeiro 26, 2009

CARTAZ TITAS

Assisti na pré-estréia nacional no Festival de Cinema de Tiradentes. Filme ao ar livre em praça pública. Antes de começar a sessão o diretor falou um pouco sobre o projeto, sobre a banda, sobre o Branco Mello e ainda ganhou um troféu do Festival pela sua participação.

No início dos anos 80, também no início da banda, Branco Mello (vocalista) comprou uma câmera VHS e começou a registrar os bastidores da sua vida e do conjunto. Filmou tudo que tinha direito por quase 30 anos. Esse material virou o documentário Titãs – A vida até parece uma festa que faz justiça a uma das maiores e mais importantes bandas brasileira.

Quando eu comecei a acompanhar o cenário musical achava o Titãs uma banda farofa de pop rock. Era na época do disco Domingo. Um belo dia vi uma entrevista do Sepultura dizendo que a música Polícia (que eles haviam gravado) era na verdade do Titãs. Fiquei encabulado, resolvi perguntar a um primo mais velho o que havia acontecido. Ele disse que o Titãs foi simplesmente a banda que ele mais curtiu na vida e que tem todos os discos, quer dizer, todos MENOS o Domingo que foi quando a coisa desandou. Veio então o Acústico MTV que foi um excelente álbum, repleto de clássicos e ótimas versões de músicas consagradas. Foi um sucesso arrebatador. Na época vi uma entrevista com alguém da banda dizendo que agora eles viam “os erros do passado“. Aquilo me deixou preocupado, como assim os erros? Quer dizer que o que estava por vir seria melhor? Duvido. E o que veio? Acústico II e mais um monte de farofinhas bonitinhas de novela junto com outras músicas fracas e bobas.

É, o Titãs havia acabado. A saída de Arnaldo Antunes foi um golpe quase fatal mas, talvez, Nando Reis ainda segurava as pontas. Quando este resolveu sair o Brasil também abandonou o Titãs. O lado triste é que muita gente quando escuta a banda hoje, nem sonha com a importância e influência que eles disseminaram no passado. Eu, por causa dos meus primos metaleiros, ficava com aquela pulga atrás da orelha querendo redescobrir a maior banda de rock pesado brasileira dos anos 80 e assim fui atrás dos discos Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas.

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Muito bom, mas para entender mesmo o cenário completo da coisa, só se habituando no espaço/tempo em que tudo aconteceu. Era preciso voltar no tempo, voltar aos anos 80, sem computador, sem internet, sem celular, sem tv-a-cabo e o mais importante, saindo de um regime militar para aí sim entender o que foi o Titãs. O Brasil precisava e merecia uma banda com a inteligência, ousadia e irreverência do Titãs. Inteligência esta que estava presente nas letras e atitudes de Arnaldo Antunes, Branco Mello, Sérgio Brito, Marcelo Fromer, Nando Reis, Tony Beloto, Paulo Miklos e Charles Gavin. 8 músicos, 8 vocalistas, 8 letristas, 8 artistas.

Titãs no inicio com antigo baterista

Titãs no início

O documentário vem lançar luz sobre aqueles anos dourados e talvez explicar as transformações pelas quais cada um veio passando até mudar tudo para o que é hoje. Entendendo o filme e evoluindo com os caras é mais fácil aceitar e compreender a mudança no som e na postura de letra e melodia daquele bando de moleques rebeldes que viraram homens e constituíram família.

Sobre os momentos históricos contemplados no filme há uma infinidade de imagens maravilhosas como os Titãs no Rock In Rio 2, na TV Tupi, no Qual É a Música do Sílvio Santos, no Perdidos na Noite do Faustão e por aí vai. Tem uma participação no início da carreira de Gugu Liberato que mostra que os seus programas sempre foram uma grande besteira. Tem também uma participação na Hebe que lembrou uma cena de Austin Powers quando eles voltam no tempo e todos estão muito mais novos, com exceção de uma senhora que já era velha no passado. Desta forma, quando mostram o programa de Hebe em 1980 e qualquer coisa, ela está exatamente igual hoje em dia hehehe.

Outro ponto alto do filme é uma declaração de Roberto Carlos se manifestando sobre o desejo de tocar com o Titãs. E um momento triste, como não poderia deixar de ser, a morte do guitarrista Marcelo Fromer em 2001.

Cheio de sucessos, o público presente se emocionou bastante com o filme dançando, cantando e revivendo cada canção. O documentário veio fazer justiça e cobrar respeito a banda mais inteligente e áspera dos anos 80 mas não revela nada a respeito do futuro afinal de contas, o Titãs acaba de se tornar mais uma vez A Melhor Banda de Todos Os Tempos Da Última Semana.

TRECHO FILME

Cinema – 12a Mostra de Cinema de Tiradentes

janeiro 26, 2009

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Vamos dizer que, de cinema mesmo, aproveitamos muito pouco, pois só deu pra assistir um filme mas apesar disso a impressão da cidade e do festival foram as melhores possíveis.

Excelente organização, divulgação, produção e conteúdo. Cidade com infra-estrutura adequada de hotéis e restaurantes além de intervenção no trânsito e atrações culturais. Sem esquecer dos passeios de charrete. Por falar nisso, achei bastante desnecessário pintar os cavalos de rosa ou enfeitá-los com plumas e outros adornos de gosto duvidoso. Enfim, acho que R$35,00 podem ser melhor empregados em outras coisas.

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O passeio foi legal mas foi corrido. Voltamos com gostinho de quero-mais. O ideal era tirar a semana para entrar no clima da cidade. Você participa de uma oficina de manhã, almoça, pega um filme de tarde, pousada, relaxa, toma uma, dorme, filme de noite depois showzin de graça. No outro dia queima uma carne e dá uma volta, no terceiro dia, começa tudo denovo.

Esses festivais geralmente tem uma programação agitada e diversificada mas, quem dispõe de pouco tempo, tem que escolher bem e sacrificar o resto.

Com relação as oficinas não faço a menor idéia de como funciona ou aonde aconteciam. Já os filmes eram exibidos em dois ambientes, na praça central ou na tenda, tudo de graça.

Na praça havia um telão gigantesco (de cinema mesmo) com som fantástico e cadeiras para um punhado de gente. Como o lugar era aberto, é claro que as cadeiras foram poucas então todos arrumaram o seu cantinho em pé, no chão, ou de longe observando de soslaio.

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Na tenda, uma super-estrutura, rolavam vários ambientes. Tinha a sala de projeção, o “lounge” (palavra chic e chata) onde tinha apresentações musicais e o bar.

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Ao olhar a programação não tivemos a menor dúvida de qual filme assistir, escolhemos a pré-estréia nacional do filme documentário Titãs  – A vida até parece uma festa.

A exibição foi na praça que ficou abarrotada de gente. Durante a tarde uma fina garoa ameaçou estragar a festa mas felizmente de noite o céu abriu e colaborou com o evento ao ar livre. Para fazer a abertura do festival e conversar rapidamente com o diretor do filme chamaram ali, ao vivo, o showman Tuti Maravilha. Ele que anima as tardes belorizontinas à frente do Bazar Maravilha da Rádio Inconfidência. Por falar nisso, durante esta semana de Festival, o programa será inteiramente transmitido Ao Vivo de Tiradentes e pode ser ouvido na rádio Inconfidência (100,9 MHz) ou pela internet no site www.radioinconfidencia.com.br.

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Depois do filme todo mundo desceu pra tenda onde ia acontecer um show. Antes do show, boate. Não sou muito fã de boate e além disso estava muito cheio, mas ainda assim deu pra esperar o show começar e tomar uma cervejinha antes de seguir feliz pra casa.

No outro dia, já era hora de voltar, só deu pra curtir um pouco o clima da cidade. Aquele ambiente maravilhoso com cenário histórico, cheio de gente de todo tipo lotando as ruas, bandinha aqui, bandinha ali, violeiros, artistas, fanfarra, botecos, restaurantes, alegria… era quase carnaval.

Resumindo, mesmo sem interagir completamente com o festival, o pouco que aproveitamos já valeu a pena e o passeio como um todo foi “mara”, maravilhoso!

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Música – E o No Doubt tá voltando

janeiro 23, 2009

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O ano era 1997 e o país, Alemanha (*). Eu, Christoph e uma menina de nome e cabelos estranhos pegamos o trem em Wittenberg com destino a Berlim. Lá chegando paramos em um supermercado com a missão de comprar alguma coisa para me divertir. Para eles não era necessário, a diversão era outra. Compraram assim uma garrafa de vodka e outra 2 litros de Coca-Cola. Eu estava assustado e animado ao mesmo tempo.

Passamos no McDonnald‘s para lanchar. Em meio a confusão escutei uma voz de mulher gritando ao longe “Cláááudia…”. Olhei para todos os lados, procurei, inconscientemente e quis puxá-la pelo braço e dizer “me ajuda com essa gente esquisita!“. Mas ela se misturou na muvuca e não vi um rosto.

Lanche feito hora de partir, destino, show do No Doubt.

Não lembro direito mas acho que fomos pra lá de metrô. Seguimos o fluxo (de jovens tatuados e cabelos coloridos, quase clubbers) e chegamos num campo grande e aberto. Lá, como uma grande praça, os jovens deitavam no chão, corriam, brincavam e se embebedavam.

Meus amigos olharam pra mim e disseram `it’s time my friend`. Christoph abriu a Coca e disse `Want some pure? I think you should` Dei boas goladas no refri e ele virou o restante de meia garrafa no chão. Olhei curioso. Abriu a vodka e completou os 2 litros. `That’s it, have fun, we don’t have much time and you have to be cool within minutes!`. Meu Deus. Eu nunca tive intimidade com vodka e com 17 anos confesso que a intimidade era ainda menor. Fechei os olhos e dei uma golada cinematográfica.

`How was it?` perguntou Christoph. Hmm nothing special, respondi. Na verdade eu tinha tirado de letra. Estava até gostoso! `Keep working then..` E fui bebendo e bebendo. Quando assustei meu inglês havia melhorado mais de 100% e a amiguinha tinha ficado, pasme, linda! Que maravilha! E comecei a sorrir, cantar, conversar.

`We have to go now, drink the last and throw it away`. – Yes sir!! Babujei a garrafa, molhei a blusa e soltei um arrotinho simpático no final. Deixei a garrafa (pela metade) num canto e me levantei.

Woooow, giro de 360 e wooooowww… não sinto as pernas! Hahaha gargalhadas. Encosta na árvore, segura, respira fundo e vai! Ok, agora caminhamos. Chegamos no lugar do show e nos misturamos a centenas de pessoas que, mais ou menos, simulavam uma fila. `Stay here, we’ll be right back‘. Ok brother! I won’t go anywhere haahahaha gargalhadas.

De repente estou sozinho, bêbado, com dificuldade de fixar o olhar e ficar de pé. Isso tudo em Berlim, do lado de fora do show do No Doubt e não falando mais do que “ja, nein, danke, bitte” em alemão. Onde foram os dois? Aqueles, glup, filho da… `hi there!`. Ah, chegaram né! `Ready to rock?! Yeees!!`

Entramos no show. Daí pra frente não lembro de muita coisa. Lembro de um galpão gigantesco e muito lotado. Lembro de uma banda de abertura que eu nunca vi mais gorda. Rodinhas de mosh, pessoas estranhas e de repente uma loira com roupa de ginástica pulando no palco. Era o No Doubt. Todos sumiram e fiquei sozinho de novo. Lembro que tudo rodava e sentei no chão. De repente meus amigos apareceram. Nunca fiquei tão feliz! `Can you see my eyes ball, are they big, are they big?` dizia o sujeito. Hein? – pensei – minha cabeça tá rodando maluco me deixa dormir!!

Fotos genéricas do No Doubt em ação

Fotos genéricas do No Doubt em ação

Aaaahhh!!! – a multidão gritou. “You and meeeee, we used to be togheter…” ahn, essa eu conheço(**)!! Senti um puxão no braço me levantando, `go there!!` me disse Christoph me empurrando. Fui pro meio do povo e assisti um pouquinho mas, estava tudo tão escuro, o som tão alto e às vezes, tão longe… Acaba logo! – pensei. E acabou. A loira (era até bonita, muito prazer) também muito simpática com a platéia, disse algumas palavras e se foi. Voltei pro meu cantinho e com pouco tempo encontrei os dois novamente.

Saímos do galpão, caminhamos um pouco e pegamos o metrô. Nosso vagão estava vazio. Sentamos nós três e eu senti a cabeça pesada. Pra falar a verdade, senti um pequeno mal estar de longe no estômago. `Aaai… se eu reclinar a cabeça pra trás tudo passa.`

BLAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRGHHH!!!!!!!

Voltei a cabeça pra frente com violência explodindo em vômito e quase atingindo a garota.

Silêncio

Silêncio

`Man, what was that are you ok?`

Silêncio

`I think that… I can’t play with vodka`

hahahahahaha gargalhadas! e mais gargalhadas e mais gargalhadas

Mudamos de lugar e, graças a Deus, chegamos no centro novamente. Novamente McDonnalds. O trem de volta era umas 5hrs da manhã e isso devia ser perto de 1hr. A estação só abriria às 4 e precisávamos de um lugar quente para descansar.

Foi só chegar no McDonnalds que o meu estômago aprontou novamente, `I need a toilet, a toilet NOW!!!` Entrei e BLAAARGH!! Mais uma vez… Ufa, foi por pouco. Mas é melhor não comer nada, eu só queria uma cama quente meu Deus.

Ficamos horas no McD olhando pro teto e depois descemos pra estação fechada. Sentamos no chão e esperamos abrir, quase congelando (diga-se de passagem). Mas felizmente pegamos o trem e voltamos pra casa. Chegando em Wittenberg mais uma gofadinha (a esta altura todos já estavam acostumados) e então encontramos a mãe do Christoph que nos aguardava anciosamente. `No one needs to hear details about the night ok?` – ele me disse, e assim foi, até hoje. hehe

E o No Doubt?
Bem, antes de voltar ao Brasil comprei por lá mesmo o Tragic Kingdom e foi paixão instantânea. Excelente álbum, excelente banda.

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Depois parei de acompanhar. Lançaram outro disco e eu só ouvi X-Girlfriend que tocava na MTV. Tempos depois ouvi dizer que a banda tinha acabado e que a bela e talentosa Gwen Stefani estava fazendo carreira solo. O primeiro disco foi quase um No Doubt o segundo foi quase uma Britney Spears.

Esse ano, em meio a tantas notícias boas no mundo da música, mais uma, No Doubt estará de volta!! Oba!! Vodka!!

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(*) Sim, ainda temos algumas histórias a contar.

(**) Nessa época Don’t Speak era trilha sonora de Malhação

Cinema – O Curioso Caso de Benjamin Button

janeiro 23, 2009

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Este filme recebeu nada mais, nada menos que 13 indicações ao Oscar 2009 sendo o filme com a maior quantidade de indicações. Assisti ontem e não tenho certeza se ele vai receber todas, mas as indicações foram justas.

O filme não é genial nem surpreendente mas sim… curioso. Realmente curioso. Por um instante sentimos inveja de Benjamin (que nasceu velho e vai rejuvenescendo) mas depois somos convidados a refletir sobre os problemas desta situação e no final chegamos à conclusão de que as coisas realmente tem que ser do jeito que são.

Quanto ao Oscar não sei se levaria o melhor filme mas com certeza merece a melhor maquiagem de todos os tempos. Eu pensei que, mais difícil do que fazer Brad Pitt velho seria fazê-lo com cara de moleque de 18 anos, e até isso conseguiram. O Brad, diga-se de passagem, teve uma ótima interpretação e foi indicado ao melhor ator. Já sua colega não foi indicada à melhor atriz, mas também merecia.

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Los Piratas

janeiro 23, 2009

musicpirate

Hoje estava conversando com um primo (irresponsável) que foi pai recentemente e descobri que justamente hoje sua filha completava 2 anos de idade. Pensei em mandar um presente, um CD, algo clássico que tivesse significado para mim e que pudesse ser descoberto por ela um dia. Talvez um Iron Maiden, Metallica… não! Led Zeppelin. Isso! Perfeito! Fui então ao shopping com a árdua missão de comprar um CD de presente.

Tão logo entrei na loja vários sentimentos me tomaram. Aquela vasta quantidade de CDs, artistas, estilos, shows, tudo separado por ordem alfabética ou, ‘Cantor Nacional‘, ‘Grupo Internacional‘. Me deliciei passeando pelas prateleiras e re-descobrindo um antigo hábito gostoso de vagabundar em lojas de discos.

Flertei com Death Magnetic do Metallica, um ao vivo do Iron, Nirvana Acústico… tudo na faixa dos 30 e poucos reais. De repente ele me saltou aos olhos, Led Zeppelin – Mothership. Não era um simples CD, era uma coletânea histórica. Disco duplo + DVD com material bônus. Essa coletânea (mais uma na discografia do Led) foi lançada em 2007 na época que fizeram o tal show em Londres após 30 anos do fim da banda. Perfeito, além de tudo o CD tinha história. Na etiqueta tinha um número que dizia 3196, pensei, ‘comeram uma vírgula aí e o preço deve ser R$31,96 ótimo!’. Não era lá “de graça” mas estava um bom preço para CD duplo + DVD.

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Já ia ao caixa pagar quando passei por um ‘box‘ do Led Zeppelin com 10 CDs, edição de colecionador. Meu coração arrepiou e fiquei com medo de perguntar o preço. Minha namorada foi mais rápida e perguntou: POW! R$599,00! Que??! Vamos embora rápido!! E o vendedor ainda veio com uma conversa assim “mas são 10 CDs e a caixa é importada…“. Antes que eu me precipitasse ela emendou na pergunta o preço daquele CD Mothership que estava em minhas mãos. Pra que? “R$196,00” – disse o vendedor quase sorrindo. “Pra saber o preço você tira o ’3′ da frente na etiqueta“. Foi assim que descobri que aqueles outros CDs (Metallica, Nirvana) que eu achava que estavam na casa dos 30, eram na verdade 40 e poucos reais. Larguei o CD(*), larguei o presente e saímos da loja filosofando.

Em plena época da pirataria as lojas ainda praticam preços abusivos como estes? Então vocês vão me desculpar, mas a pirataria deve continuar até fecharem todas as lojas de CD do mundo. O custo de um CD pra uma gravadora que estampa milhares de álbums, deve ser na casa dos centavos, e ainda assim o preço não é repassado ao consumidor. Quanto mais a tecnologia se desenvolve (e o preço de fabricação cai) mais caro fica o CD.

Dizem que o dinheiro da pirataria é o mesmo dinheiro do tráfico. Mas, antes de falarmos dos horrores pirata, vamos falar dos horrores da sociedade de consumo e de um grupo de empresários (e nem sempre os artistas) que se beneficiam com o mercado convencional de música.

O Lobão foi um dos primeiros a criticar as gravadoras, alegando que os números que elas revelam são maquiados, uma vez que os CDs não são numerados. Na prática o que acontece? Se a gravadora diz que um artista vendeu 100 mil cópias, paga a ele os direitos referente a este valor mas na verdade (é provável) que tenha vendido um número infinitamente superior.

Mas isso não é problema meu! Não é problema seu! É problema dos envolvidos. O que é problema meu? Pagar 30 reais num CD.

A pirataria tem os seus prós. Não fosse a pirataria o preço de um CD jamais iria baixar e sabe o que segura os preços hoje? O fato das pessoas terem escolha. Esta loja que eu citei foi um caso infeliz que vai na contra-mão da tendência que é, arranjar um meio mais justo (para todos) de compartilhar música.

Graças a MP3 e a internet, e ao Napster e às redes P2P foram desenvolvidos os sistemas ITunes e MySpace. Muito bom, agora sim estamos falando de evolução e de futuro. Não fosse esta imposição que veio de baixo as gravadoras nunca iriam evoluir do CD e DVD convencionais e com preços alegóricos.

O engraçado é que ninguém comenta este outro lado da história. Só o Lobão. Graande Lobão! Essa semana vi duas reportagens sobre o assunto, a primeira comentava sobre um grupo de jovens extremamente corretos que jamais compraram um CD pirata ou baixaram música na internet (e certamente tem um belo paitrocínio). A outra dizia que o brasileiro ainda não tinha tomado consciência dos malefícios da pirataria uma vez que a mesma continua crescendo.

Perguntaram às pessoas que não consomem produto pirata, o porque de não fazê-lo e elas responderam que era por falta de qualidade e de garantia. A repórter então analisou o caso como uma lástima, uma vez que, as pessoas que compram em lojas só o fazem para ter qualidade e garantia e não por terem a ética de não consumir pirata. Agora, você vem me falar de ética unilateral? Qual é a ética do abuso e de artitas e empresários bilionários?

Não defendo a pirataria como um todo. Só acho que esta existe porque é uma resposta da sociedade contra a imposição das políticas abusivas de consumo.

Hay que endurecer!

(*) Mais tarde encontrei o mesmo Mothership (desta vez só os CDs, sem DVD) por R$29,90… justo.

Música – Com a faca e o queijo

janeiro 22, 2009

seplex

Na semana de lançamento do seu próximo disco de inéditas (A-Lex) o Sepultura deu uma entrevista ao jornal Estado de Minas onde comenta, além das inspirações do álbum, o fato de, em 2009, a banda estar completando 25 anos de estrada.

Andreas Kisser, falando sobre as comemorações das Bodas de Prata, comentou a possibilidade de haver um show especial com a participação de ex-integrantes, leia, Max e Igor Cavalera!!

Já faz um tempo Max Cavalera vem dizendo em entrevistas que não guarda ressentimentos de ninguém e que adoraria tocar novamente com o Sepultura. Do outro lado, os integrantes remanescentes sequer se manifestavam a respeito do assunto. Agora, foi a primeira vez que o tema foi abordado pelo lado Sepultura.

Estão todos com a faca e o queijo na mão, só falta acertar alguns detalhes e pronto, nasce um acontecimento daqueles na história do rock mundial digno de arrancar lágrimas dos mais intrépidos bárbaros.

Quem sabe assim meu sonho não se concretiza? Infelizmente, para um show destas proporções é bem capaz que escolham São Paulo de cenário, uma vez que lá se concentra a maior parte dos fans da banda. Mas no meu sonho, este dia histórico aconteceria na Praça Duque de Caxias, no Santa Tereza onde tuudo começou. Sepultura no palco com Max, Igor, Andreas, Paulo, Derrick, Jean e Jairo, e lá embaixo, Bolão distribuindo macarrão para sanar a fome de metal de toda Sepulnation.

Cinema – Mostra de Cinema de Tiradentes

janeiro 22, 2009

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Festival de Cinema, com a mesma relevância dos festivais de Gramado, Cannes ou Cuba(*), a 200km de Belo Horizonte, evento gratuito e eu nunca fui? Vou corrigir este deslize este ano e semana que vem voltamos com as notícias do Festival.

Enquanto isso, curta a programação completa no site do Evento.

(*) Fala aí Zaidan! Bora?


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