Posts de fevereiro \28\UTC 2009

Tecnologia – Warchalk

fevereiro 28, 2009

warchalk

Certa vez eu  estava no meu antigo serviço, vendo a apresentação de uma empresa que oferecia uma solução de rede wireless, quando a vendedora mencionou a questão de segurança, eu então comentei sobre a prática de “warchalk“.

Não foi surpresa descobrir que ela nunca tinha ouvido um nome tão feio mas eu, caridosamente, expliquei do que se tratava. Ela então, com pitadas de arrogância disse que a idéia era absurda, ridícula e que duvidava que de fato existisse.  Paciência.

O warchalk era um termo utilizado por hackers (ou simples desocupados) que saiam pelas ruas da cidade, com seus notebooks em punho, verificando aonde existia rede wireless sem senha, ou, sem proteção alguma. Na prática eles queriam algum lugar para navegar na internet de graça.

Quando encontravam tais resorts, ficavam tão felizes que sentiam a necessidade de compartilhar a informação entre seu bando. Escreviam então, com um giz, na calçada em frente ao prédio (loja, casa) marcando aquele lugar como um free-hotspot. Ou seja, se você visse uma marca de giz na calçada na rua, encontraria uma rede wireless sem proteção.

Rapidamente a mania, warchalking, ganhou adeptos nos Estados Unidos e Europa(*) mas o sucesso da brincadeira foi uma das coisas que acelerou o seu próprio fim.

No início das redes wireless já existiam formas simples de segurança e criptografia de dados, porém, muitas vezes os administradores não se preocupavam com estas questões, pois, antes de tudo, para se conectar à rede, era necessário uma placa de rede wireless, que, como era novidade, ninguém tinha. Então, proteger pra que?

Hoje o cenário se inverteu. Todos vêem o ganho de mobilidade e praticidade das redes sem fio, com isso é cada vez mais necessário o desenvolvimento de técnicas mirabolantes e complicadas de proteger a integridade dos dados.

Maaas, mesmo assim, vira e mexe andamos por aí e encontramos algum filho de Deus que, por descaso, descuido ou ignorância, não colocou senha em sua rede.

Não é que uma chave WAP ou WEP sejam garantia de segurança absoluta mas com certeza dificultam bastante a ação dos mal intencionados e anulam a comodidade daquele gente boa que só quer dar uma navegadinha.

Àqueles sem senha ao meu redor (são poucos, mas tem) podem ficar tranquilo, não vou marcar a calçada de vocês afinal de contas, isso é um segredo nosso.

(*) Pouco antes do fim apareceram algumas marcas em São Paulo e Rio de Janeiro, (in)felizmente não deu tempo de chegar a Belo Horizonte.

Cinema – Operação Valquíria

fevereiro 27, 2009

valq

O mais desavisado dos telespectadores poderia se surpreender, ou, se aborrecer ao ler aqui que Hitler não morre na operação armada no filme para assassiná-lo. Tal fato demonstraria não só o descaso com relação ao roteiro do filme (que trata de uma tentativa mal sucedida de assassinato) mas sim com a história em si, quando todos sabem, ou deveriam saber, que Hitler, cercado e tecnicamente vencido no final da guerra, suicidou.

Um filme (boa pedida) que trata quase que exclusivamente do tema (suicício do führer) é A Queda. Filme alemão, denso, arrastado, parado porém que cumpre bom papel de reconstrução histórica.

Alguém me disse que não assistira Operação Valquíria porque este iria ‘americanizar demais’ os acontecimentos como fizeram com Pearl Harbor. Poderia até ser não fossem dois detalhes: Hitler é tido como bandido por todo o mundo (não só na visão dos americanos) e, a Operação em questão foi protagonizada por uma resistência que veio de dentro do próprio alto escalão alemão.

Gostei. Muito bom filme. Já tinha ouvido falar do episódio, não na escola, mas num documentário do Discovery que analisava como/porque Hitler havia sobrevivido e o que poderia ter acontecido caso tivessem tido sucesso. Parece que a bomba fora colocada num local infeliz perto do pé da mesa e a própria ajudou a absorver parte do impacto que salvou sua vida.

Ah, o filme é com o Tom Cruise né? Mas pode assistir, ele não conseguiu estragar nada… hihih brincadeirinha.

Limpa tudo, sara tudo

fevereiro 26, 2009

spit

Lá estou tranquilo em ambiente de trabalho quando um “colega” se senta próximo para discutirmos os traçados de um projeto. Papo vem, papo vai e ele, inadvertidamente, taca a caneta na tela do notebook para apontar um trecho em discussão.

Me incomodei um pouco com a situação mas, respeitando os seus cabelos brancos e falta de maldade com a tecnologia, não o adverti adequadamente.

Tão logo nossa reunião acabou constatei na tela do aparelho, simpáticos pontinhos riscados e marcados para sempre estragando o equipamento.

Passei o dedão com desdém e a marquinha não saiu. Paciência.

Foi então que cheguei hoje, feliz da vida após um carnaval de paz, e meu chefe se sentou simpaticamente ao meu lado fazendo uma observação:

-Você reparou aquela marca ali no notebook?

<Glup!>

-Marca?? Onde?? Deixa eu ver.. nossa! O que é isso?! Gente, não tinha visto. Eu vou limpar…

Tão logo ele se retirou esfreguei o dedão na tela, desta vez com mais veemência, para matar logo o problema. Não saiu. Corri na pia peguei uma bucha e tentei, tentei, tentei. Passei água, sabão, detergente e nada!

-É, não vai ter jeito. Eu devia ter dito a verdade desde o princípio. Eu não sou merecedor de estar aqui – pensei.

Foi então que uma luz me veio, ‘não custa tentar‘.

Molhei o dedão com cuspe e esfreguei a unha pacientemente sobre os pontos e pude constatar que, aos poucos, aquela terrível mancha de alguns pixels ia cedendo, se desfazendo, desmanchando atééé…….. sumir!! Oba!

Use com moderação.

Tecnologia – Latitude

fevereiro 26, 2009

latitude

“Istrurdia” o Google lançou outro serviço daqueles, o Google Latitude. O serviço mescla funcionalidades de localização com, o já perfeito, Google Maps. O objetivo é, através do seu companheiro querido e inseparável, celular, mostrar no mapa a sua exata localização.

Muito fácil, desde que o aparelho venha equipado com GPS (como agora estão vindo). O problema é localizar aqueles aparelhos que não dispõe do dispositivo. Foi então que veio o pulo do gato, através de um sistema de triangulação de sinal, antena, estação rádio-base, pula pra lá, pula pra cá e dá cambolhata eles conseguem dizer aonde você está. É claro que a margem de erro é bem maior do que a do GPS (que chega na casa dos 10 metros ou menos) mas ainda assim é fantástico.

Com isso a graça do esquema está em utilizar seu celular como GPS (mesmo sem ser) e, tcharam, compartilhar sua localização com terceiros. Aí abre espaço para toda aquela discussão de  privacidade e tal e tal e tal e tal e tal e tal. Eu acho que devíamos discutir, num primeiro instante, os benefícios da tecnologia ao invés de caçar chifre na cabeça de cavalo. Quando lançaram o primeiro celular apareceu uma maré de desafortunados exorcizando o aparelho e hoje, graças a maturidade coletiva, todo mundo aprendeu a utilizar o bichinho e usufruir o que ele trouxe de bom, minimizando o que poderia trazer de ruim.

Ah mas com o celular eu sou obrigado a atender e falar com quem não quero! Tudo bem, mas quando estiver andando na rua, no cafundós do brejo e tiver um infarto e precisar urgentemente pedir ajuda e ligar pro seu pai, mãe, esposa, marido, filho, chefe, polícia, Superman, bombeiro… faça o seguinte, corre pro orelhão ou pra Liga da Justiça e peça ajuda.

Voltemos então ao Latitude. Por enquanto este serviço de compartilhar a minha localização com terceiros ainda não está disponível mas a minha localização pra mim sim. E com isso posso traçar rotas, ver as opções de transporte coletivo e todas aquelas alegrias que já estamos acostumados no desktop.

Legal, mas para saber se o serviço é bom mesmo eu queria uma situação prática, ver na real se funciona ou não. Foi então que me vejo chegando em Vitória no sábado de carnaval com destino a casa de um primo em Jacaraípe e, novidade, não sabia chegar. Perguntei um capixaba filho de Deus que passava por ali, qual direção tomar e ele me deu um caminho tão complexo quanto duvidoso que achei mais sensato perguntar ao meu próprio primo. Ligação feita e esse mais confundiu do que ajudou. “Sempre em frente, sempre em frente” não ajudou muito diante de tantas opções.

Foi aí que, com o celular na mão, apertei o botão Iniciar Google Maps. Wow! Minha localização, num raio de 700 metros, centro de Vitória. Traçar rota, Jacaraípe-Serra. Wow! E assim fui, meio desconfiado, meio cabreiro porém, confirmando cada metro que avançávamos. Tinha que virar rua tal, avenida tal, pegar BR-101, pegar ES-010, Rodovia do Sol e o diabo. O Google ia atualizando nossa localização e com isso podíamos, inclusive, ter certeza de qual via estávamos. Dessa forma com pouco tempo chegamos sãos e salvos ao nosso destino.

A única pendência agora é, uma vez que toda a transferência de dados é tarifada pela operadora, quanto vai custar a brincadeira???

Enfim, gostou? Entra aí: www.google.com.br/latitude e boa viagem.

Na contra-mão do carnaval

fevereiro 20, 2009

Tá na mão. Yes burn baby, burn!

Esse ano vai ser diferente, só vai começar mesmo depois do show do Iron Maiden.

Up the Irons!

maideninhandsflames1

Carnaval e Diamantina

fevereiro 20, 2009

diamantina

Eu gosto do Carnaval. Independente de estar indo para gandaia ou não, eu acho que é uma festa bonita e deveria ser aproveitada por todos, cada um curtindo a sua onda, a sua brincadeira, a sua festa.

De um tempo pra cá, ou sempre foi assim?, as coisas mudaram um pouco, o Axé dominou e agora divide lugar com o funk que vai ganhando espaço. As ruas viraram puteiros, ou sempre foi assim?, e a galera só quer saber de ficar, ficar, ficar e trepar.

Cadê aquela inocência de ir pra rua fantasiado, tomando uma cervejinha e levando os meninos pra pular carnaval? Os homens vestidos de mulher, bêbados, e as mulheres vestidas de homem, bêbadas. Um lança-perfume no ar colore a brincadeira enquanto todos seguem a bandinha animada pela bateria e a algazarra das marchinhas.

É, isso se perdeu. Mas ainda assim é bom. Só dou um conselho, fique longe da televisão. Principalmente se não morar em São Paulo ou no Rio de Janeiro. As ‘teles’ desenham aqueeeela festa maravilhosa, aquele circo cheio de palhaço desfilando e você, espertão em casa, lá assistindo. No meio dos desfiles vemos os artistas se divertindo nos camarotes caríssimos e com modelos semi-nuas, e você, em casa assistindo. Então, desligue o aparelho.

Você sabia que tem gente que paga pra desfilar? Ah, faça-me o favor! Pior, quase todos que estão ali pagaram. Vai gostar de aparecer lá longe. Na minha opinião o melhor carnaval de Minas (e se bobear do Brasil) é em Diamantina. A cada ano, no rítmo exato do inverso da fama, a qualidade vai caindo mas, ainda hoje, é bom.

Lá temos um carnaval democrático, apesar do funk ser ouvido em qualquer ponto da cidade (Q-U-A-L-Q-U-E-R-!) e tem festa pra todos. Tem até uns barzinhos que tocam rock! Mas não vá pra lá com essa cabeça. Vá com clima de festa. 24hrs de festa. E não é festa de bacana desfilando e o povo aplaudindo não, é o povo fazendo festa pro povo. É gente cuidando de gente. Liberte-se dos horários! Quer dormir de tarde e sair de casa 3 hrs da manha? Faça! Quer dormir às 3 e sair de casa meio dia? Faça! Não importa! Qualquer horário que for é isso mesmo. E além do mais, se for de turma, rola sempre aquele churrasquinho em casa então, se for pra descansar, descanse fazendo churrasco.

Agora não deixe de ver a Bartucada. É uma experiência marcante (quem conhece provavelmente já cansou, mas é marcante). Eles são tão talentosos e inovadores que se dividiram em duas bandas, a outra se chama Bat-Caverna.

O fato é que a Bartucada abusou da fórmula e perdeu o brilho, cansou, encheu o saco. Enquanto isso, para ganhar espaço, a Bat-Caverna foi se esforçando e re-inventando de tal forma que hoje o show é bem melhor. E aquela parada do Batman descer do telhado num cabo de aço e cair no palco? Sensacional!!!

Na verdade, a história da Bartucada é linda e sua existência beira os 40 anos de folia, sempre em Diamantina. Rola uns ‘causos’ de que os Bailes de Carnaval na cidade, na época, eram muito caros então, alguns amigos sentaram no bar da esquina e começaram a beber cerveja e tocar tambor. O trem deu tão certo que hoje são a maior atração da cidade e garantem o melhor carnaval de Minas.

Mesmo assim este ano não vou pra lá, vou respirar outros ares, ver outras paisagens e curtir outros sabores. A tolerância com o funk chegou no limite, do intolerável, então achei sensato buscar um abrigo nuclear em Piúma! O que? E lá não vai ter punk? ops, perdão, funk? Vai… vai… Mas pelo menos a outra metade que acompanha o pacote-desgraça não vai estar presente, os cariocas!

Resumindo, faça o que quiseres pois é tudo da lei, no carnaval pooode… e se beber, não dirija, se dirigir, respeite as leis, se viajar, juízo e se for ficar….. boa sorte.

Espetáculo!

fevereiro 20, 2009

dsc011752

Você sabe que está ficando velho quando…

fevereiro 19, 2009

oldman

1) …pára de fazer amigos e começa a fazer contatos.

2) …CBN e Globonews não são uma desgraça.

3) …tem mais de 5 anos de namoro.

4) …sábado à noite não é desejado, aguardado e planejado, eles simplesmente acontecem.

5) …sair, jantar e voltar é um bom programa.

6) …não escolhe a vodka pelo preço, mas pela marca.

7) …pensa “música alta deve incomodar os vizinhos” ao invés de “eles devem estar gostando.”

8.) …a seção de guloseimas do supermercado passou de “Paraíso” para “Dispensável” e beira a fronteira do “Isso deveria ser proibido pois só serve para engordar, aumentar pressão e colesterol.”

9) …a frase “no meu tempo” se refere a períodos há 10 anos atrás onde você já era chamado de adulto.

10) …as meninas com a metade da sua idade estão entrando numa faixa etária da qual só vão sair lé pelos 60.

11) …hippie não tem a menor graça e deveria arrumar um emprego.

12) …falta 1 dia pro Carnaval e ainda não tem certeza se vai visitar aquele primo casado com filhos (longe da muvuca) ou se fica por aqui mesmo ‘aproveitando’ a cidade vazia.

13) …pensa, “o Carnaval é na terça” ao invés de “sexta, sábado, domingo, segunda, terça e quarta”.

14) …os cabelos… bem, você já entendeu né?

Deus Dourado

fevereiro 19, 2009

led

Cerveja bem, eu que sou preto, num é que me nasce um único fio de cabelo loiro na minha mão??? Fiquei encucado com esse trem. Como assim?? Não sei se ele descoloriu com o tempo ou se nasceu assim, o fato é que, um belo dia este detalhe me chamou a atenção.

E num é conversa mole não, nem papo fiado! Mando abaixo a foto que comprova tal mutação e esta não sofreu qualquer manipulação digital.

Após muito refletir, cheguei à única explicação plausível, eu estou me transformando num Deus Dourado.

Clique para ampliar

Clique para ampliar

Música – Sepultura – A-Lex

fevereiro 18, 2009

alex

Eu acho que o fato de nenhum Cavalera ter participado do disco não influenciou em nada no produto final, apesar da infelicidade ser um prato cheio pros críticos e desafetos da formação.

Na minha opinião o Sepultura atingiu o clíMAX criativo com o trio Arise-Chaos-Roots e de lá pra cá, tirando obviamente as perdas que teve, não fez nada que equivalesse. A nova química, substituindo Max por Derrick, chegou em sintonia perfeita no disco Dante XXI mas, para encaixar agora Jean e reencontrar a identidade do grupo, talvez tenham que lançar mais algumas coisas.

De cara o disco mostra sua melhor faixa, Moloko Mesto, um hard-metal-core pesadão, gritado e com a assinatura Sepultura, ainda com direito a excelente virada de bateria no meio. Mas pára por aí, seguindo, as faixas perdem o brilho e ficam parecendo músicas apenas razoáveis de uma banda competente.

Sem contar essa história de fazer disco baseado em livro. Bem, não li os livros(*) então não deveria criticar, mas acredito que eles não fizeram isso na pretensão de que os fans o fossem fazer. Fizeram talvez para agradar a crítica intelectual. O fan quer mesmo é paulera, né não? Mas é claro que uma letra profunda, com conteúdo e significado são bens vindas desde que, é claro, sejam a amarra entre sonoridade e mensagem.

Outra boa faixa é a música The Treatment, onde novamente a bateria se destaca. O resto do CD até tem bons momentos como Filthy Rot e What I Do! Mas no fundo, no fundo, o álbum não empolga.

(*) Dante XXI foi baseado no livro Divina Comédia e A-Lex na Laranja Mecânica.

21-2


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.