
Eu acho que o fato de nenhum Cavalera ter participado do disco não influenciou em nada no produto final, apesar da infelicidade ser um prato cheio pros críticos e desafetos da formação.
Na minha opinião o Sepultura atingiu o clíMAX criativo com o trio Arise-Chaos-Roots e de lá pra cá, tirando obviamente as perdas que teve, não fez nada que equivalesse. A nova química, substituindo Max por Derrick, chegou em sintonia perfeita no disco Dante XXI mas, para encaixar agora Jean e reencontrar a identidade do grupo, talvez tenham que lançar mais algumas coisas.
De cara o disco mostra sua melhor faixa, Moloko Mesto, um hard-metal-core pesadão, gritado e com a assinatura Sepultura, ainda com direito a excelente virada de bateria no meio. Mas pára por aí, seguindo, as faixas perdem o brilho e ficam parecendo músicas apenas razoáveis de uma banda competente.
Sem contar essa história de fazer disco baseado em livro. Bem, não li os livros(*) então não deveria criticar, mas acredito que eles não fizeram isso na pretensão de que os fans o fossem fazer. Fizeram talvez para agradar a crítica intelectual. O fan quer mesmo é paulera, né não? Mas é claro que uma letra profunda, com conteúdo e significado são bens vindas desde que, é claro, sejam a amarra entre sonoridade e mensagem.
Outra boa faixa é a música The Treatment, onde novamente a bateria se destaca. O resto do CD até tem bons momentos como Filthy Rot e What I Do! Mas no fundo, no fundo, o álbum não empolga.
(*) Dante XXI foi baseado no livro Divina Comédia e A-Lex na Laranja Mecânica.

Tags: a-lex, cavalera, moloko mesto, sepultura
fevereiro 18, 2009 às 16:59 |
Que pena!!!! Mas eles têm potencial… chegam lá.
novembro 16, 2011 às 23:34 |
[...] o rapaz era digno de substituir um Cavalera restava a dúvida do estúdio. O seu primeiro disco A-lex dava dicas de que a nova arquitetura, apesar de ainda não estar 100%, poderia retomar os dias de [...]