Posts de março \31\UTC 2009

O mal amado

março 31, 2009

mainardi

Sabe quando o professor dá aquela sacaneada com a turma ou, o seu chefe te passa uma tarefa faltando 1 minuto para o fim do expediente e você diz “a mulher dele deve ter dormido de calça jeans” ? Acredito que este seja o mal do qual padece Diogo Mainardi, colunista da Veja e membro da mesa de discussão do Manhattan Connection do GNT.

Tente procurar um único texto em que ele faça qualquer elogio a qualquer pessoa do mundo. Simplesmente não existe. A sua declarada antipatia pelo Presidente Lula (ou por qualquer outro político) é notória, de tal forma, que não mais justifica sequer a leitura porque já sabemos que de lá vão sair apenas críticas, ofensas, piadas e todo tipo de reza torcendo contra o sucesso do assunto em questão.

No Manhattan Connection, muitas vezes os seus colegas de bancada parecem perder a paciência com as posturas radicais e “do contra” de Diogo.

Na Veja, sua coluna é sempre citada como uma das que recebem mais cartas dos leitores, justamente por conta da sua postura radical e polêmica. Sabe quando o mundo estava em flerte com Obama? Diogo falou mal.

Às vezes até acontece de você dar razão para ele (quando por exemplo ele esculacha envolvidos em escândalos políticos) mas basta ir um pouco adiante e encontrar algum assunto que você simpatize que lá estará Diogo e sua língua afiada rogando pragas.

Mas desta vez ele foi longe demais. Há muito tempo não lia seus textos mas este, por falar de música, me chamou a atenção. Música? A pedra de gelo ouve música? Não só ouve como foi no show do Radiohead. Mas o alvo não eram os ingleses e sim os alemães do Kraftwerk.

Por mais que eu desgoste do estilo, acho que seria um pouco grosseiro de minha parte chamá-los de “O fracasso da minha geração”, tal qual fez Diogo Mainardi no texto desta semana. Texto, aliás, que teve o título alterado de “Kraftwek – O fracasso da minha geração” para “Kraftwerk e Mozart”. Será que alguém puxou sua orelha ou foi uma crise de consciência por ter pegado pesado demais?

Kraftwerk e Mozart – Revista Veja

Mito da Caverna

março 30, 2009

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Vai deixar?

março 30, 2009

galoraposa

Eu não sou muito fã de futebol, muuito menos de me envolver em discussões exacerbadas sobre o assunto, porém, hoje, navegando pelo Google Earth, algo me chamou a atenção.

Sabe aquela ferramenta fantástica, chamada “3D buildings“, que cria modelos em três dimensões de prédios e monumentos famosos ao redor do mundo? Então, estava eu ‘sobrevoando’ a Pampulha quando me deparei com o modelo do Mineirão. Ao explorar as minúcias do estádio encontrei uma cena que não condiz muito com a realidade.

E aí Máfia Azul, vai deixar? hahaha

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Papa tem razão!

março 30, 2009

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Mesmo sendo acusado de tergiversar(*) a ciência, ao condenar o uso de camisinhas, eu acho que faz sentido o que prega o Papa.

Num primeiro instante eu pensei, condenar o uso de preservativo? Que idéia ultrapassada e absurda! Mas no segundo instante, observando o discurso como um todo, não é bem isso que prega a Igreja Católica.

Você já reparou nas propagandas anti-AIDS? Elas se limitam a dizer: “USE CAMISINHA! USE CAMISINHA! USE CAMISINHA!” Ninguém diz: “Não transe com qualquer um, tenha uma parceira fixa, não sejo promíscuo.” Imagine uma criança assistindo televisão: “Papai, eu quero usar camisinha!!”

Recentemente, na África, o Papa disse que a luta contra a AIDS deveria se dar pela abstinência e pela fidelidade. Não faz sentido?? A melhor maneira de evitar a propagação do vírus não é transando com camisinha e sim, deixando de transar. Não digo jejum, ou abstinência total, mas pelo menos, escolher bem a pessoa e mantê-la.

Mas pense bem, isso vai realmente contra tudo aquilo o que a grande mídia prega e que a geração atual vive. A geração do “ficar“. Fica aqui, fica ali, vai no Axé, agarra 20, 30, transa com quantos? Mas use camisinha! Parceiro fixo e namoro de sofá? Já era! ‘Beijo na boca é coisa do passado, a moda agora é namorar pelado.’

(*) tergiversar – 1 Voltar as costas. 2 Usar de evasivas, rodeios ou subterfúgios; inventar desculpas ou pretextos; procurar maneira de se escapar; hesitar

Cinema – Volver

março 29, 2009

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Fim de semana nublado, onde a chuva só finge que vai dar trégua e depois volta com mais força, o que você faz? Vê filme.

Este é um típico filme do Almodóvar. Uma confusão danada, você custa a entender pra que lado as coisas estão caminhando, dramas humanos, comportamentos duvidosos e um final repentino que te deixa com a sensação de que faltou explicar alguma coisa, ou então, você é convidado a imaginar o seu próprio desfecho. Legal.

Cinema – Todos Os Homens do Presidente

março 28, 2009

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Em 2005 um video flagrou um ex-diretor dos Correios, Maurício Marinho, recebendo R$3000,00 em propina. Sílvio Pereira, secretário-geral do PT, ganhou um carro de luxo (Land Rover de R$80.000,00) de presente de uma empreiteira por ter facilitado a licitação em obras da Petrobras. Uma secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio (que foi sondada para pousar pela Playboy) levou uma agenda à CPI com datas de reunião, valores e dias de saques de dinheiro. Roberto Jefferson, ex-presidente do PTB, rasgou o verbo, chamou José Dirceu (Ministro chefe da Casa Civil) de canalha e afirmou ter recebido 4 milhões de reais do PT como forma de garantir votações favoráveis aos interesses do partido. Hoje, 4 anos depois, com exceção de um suposto esquema de delação premiada para Marcos Valério, ninguém fala mais nada sobre o Mensalão.

Com muito menos, seguindo uma pista muito menor, dois repórteres do Washington Post, em 1972, iniciaram uma grande investigação que acabou por derrubar o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, envolvido no maior esquema de corrupção deflagrado daquele país, o Watergate.

Seguindo a origem de um cheque de 25 mil dólares, e com ajuda de uma fonte anônima chamada ‘Garganta Profunda‘, os dois repórteres conseguiram desmembrar o esquema que acabou na renúncia do Presidente Nixon.

A verdadeira identidade do Garganta Profunda só foi conhecida em 2005, quando este veio a público assumir a participação nos eventos. Até 2002, escondeu a identidade até para os familiares. Faleceu ano passado, em 19 de dezembro de 2008.

No caso do Mensalão, mesmo com tantas provas e evidências escrachadas, ninguém foi preso, ninguém caiu nem renunciou. O Watergate tinha envolvimento do FBI, CIA e outros. Talvez o acobertamento do Mensalão seja maior e só não veio tudo à tona porque não iria se limitar a derrubar o atual governo e sim, quem sabe, os anteriores e os próximos.

Todos os homens do presidente

Tecnologia – Favor pra Lady

março 27, 2009


OBS: Todos os softwares e procedimentos citados neste texto foram adquiridos de forma lícita. Os exemplos que por ventura possam citar algum procedimento tido como ilegal ou imoral, assim aconteceram apenas de forma ilustrativa para melhor compreensão do leitor.

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Tão logo chegamos em Campinas a Lady já veio com aquela conversa: “Tenho um servicinho pra você, meu notebook está com problemas!” – “Oba, diversão!” – Pensei.

Problema

O notebook veio com Linux e ela pediu a um filho de Deus que instalasse o Windows XP (lembrando, de forma lícita, claro!). O cidadão assim o fez, porém, particionou o HD em uma partição principal de 4GB e outra de 140GB.

Missão

Juntar as duas partições. Sem, obviamente, perder nada.

Problema

Para juntar as partições, o melhor seria formatar o notebook e, na instalação do windows, definir o tamanho da nova (ou novas) partição(ôes). Como não estávamos com tempo e nem material para backup e ferramentas para re-instalar os programas que lá já estavam, me lembrei de um utilitário que possibilita fazer a alteração das partições sem formatar, o Norton Ghost. Entrei no Mininova e baixei (lembre-se, é apenas uma simulação de situação para compreensão, na verdade corremos até a loja e compramos o programa).

Problemão!

No final do download me lembrei que o Ghost não serve para isso, ora bolas, e o programa correto era o Partition Magic que foi igualmente adquirido. Perdemos uma 1 hora por este deslize.

Andando pra frente

Consegui alterar o tamanho das partições, a de 4 passou para 120 e a de 140 para 20. Beleza! Poderíamos parar por ai, mas ela queria juntar as duas partições.

Perigo à vista

Utilizei o comando “merge” para fundir as duas e ao clicar no “apply” o programa me avisou “não existe nenhuma partição ativa, deseja continuar?” Dei uma lida, uma procurada, uma fuçada, olha aqui, olha ali, pessoas ao redor perguntando “vai demorar?” e por fim resolvi ignorar o alerta: YES! – cliquei.

Cagada

O computador reiniciou e entrou no esquema de recondicionamento do HD: dedos em figa. Ao final da operação, BUM!, nada. Nada? Nada! Não liga, não desliga, não entra, não sai, nada!

Problema

O HD perdeu a referência de boot, com isso não achava o Windows.

Solução

Formatar. Ai ai ai.

Solução 2

Baixar, por outra máquina, um CD Live do Windows XP, acessar o Partition Magic e tentar definir a tal da partição ativa.

< RADIOHEAD CONCERT BREAK >

< No outro dia, de ressaca, contando minutos para partir >

Mãos à obra

Utilizei meu equipamento e o coleguismo de desconhecidos bondosos da internet para baixar um Live CD do WinXP. O download demorou horas e horas e horas para finalizar, e nisso o tempo pro busu que ia pra SP começou a correr mais rápido que o normal. A missão era simples, terminar de baixar a ISO, gravar o CD, dar o boot no notebook com o Live, entrar no Partition, definir a partição e um abraço! Zé-fini!

Problema

O CD terminou de baixar 12:20, o ônibus era 13:10! Gravei o ISO, dei o boot, tudo indo bem e… e… e… e… PEDIU SENHA!!!! O que??? O live CD pediu senha!! Que ótimo!!! Agora não dá tempo de entrar na net pra procurar a senha. Resultado, troca de notebooks, fique com o meu que fico com o seu, no final de semana que vem, quando estiver em BH, a gente destroca.

< correria pela cidade, correria pela rodoviária, compra passagem, compra chips, compra BOBs, vai ao banheiro, correria pelas escadas, ônibus andando, motorista puto, 13:11, entra no ônibus. – Campinas – Tietê – Congonhas – Confins – BH – casa >

< no mesmo dia mais tarde >

Procurando a senha

Voltei no local de download e o autor dizia que a senha era bond007. Tentei e nada. Tenta maiúsculo, minúsculo, com espaço, bond7, bondzerozerosete,jamesbond, james007, JAMES007, jb07 – nada! Não funciona.

< nos dias seguintes até hoje, sexta >

Solução 3

Procurei outro live CD para baixar e não encontrei. Vi outra alternativa, boot pelo pendrive, WinXP Portable. Baixa e não funciona. Maravilha.

Solução 4

CD Live do Linux. Tentei um Ubuntu Live que tinha. Sabe-se lá porque o notebook não reconheceu o CD. Maravilha. Tentei um Ubuntu normal e nele tinha a opção de apenas carregar o sistema sem instalar, ok. A tela começou a rodar e rodar. Maravilha. Reset nele e vi a opção “Modo de gráfico simples que deve funcionar”, vai você mesmo. Tcha! Funciona, entrou no Ubuntu. Entra aqui, entra ali, discos e… e… e… não reconheceu HD, não reconheceu partição, não reconheceu bulhufas! Maravilha.

Solução 5

Com o tempo passando e o final de semana chegando tive que tentar algo radical, o bom e velho format. Até então a situação estava ligeiramente sobre controle, à partir daqui começamos a correr sérios riscos de dano e perda de informação permanente, vá comigo Deus.

Win XP

Sentei no QG da Eng. Eletrônica na PUC, saquei um CD (original sempre) do Windows XP e sentei o ferro na boneca! Format all! Kill ´em all!! Logo após apagar todos os dados o CD pediu o serial do XP. Putz! Qual era mesmo? Não tinha anotado… f*deu.

Win XP2

Um filho de Deus parecido com o Wolverine e famoso por andar com soluções de TI à tira-colo apareceu e eu o abordei: Tem um serial de XP aí não fera? Ele olhou, pensou e disse: “Estás com sorte, tenho um CD (original) que nem pede serial!” Maravilha! Pegou o bicho e zap, pronto!

Wireless

Windows rodando agora é hora de começar a reconfigurar tudo, inclusive, recuperar os arquivos confidenciais que estavam no aparelho tipo monografia, textos de mestrado, planos de golpe de Estado estas coisas… Só precisamos de uma conexão à internet para resgatar tudo. Vamos utilizar a wireless do QG. Putz! XP não reconheceu a placa de rede sem fio. Conversei com a secretária e com duas Googladas achou o bendito driver. Baixa, grava no pendrive, roda e… e… e… não funciona.

Saga wireless

É, não deu certo. Melhor ir para a minha Central de Processamento de Dados em casa, lá terei as ferramentas necessárias. Cheguei em casa e entrei novamente no site do fabricante, constatei que havíamos baixado o driver errado, maravilha! Cliquei no drive certo, baixei e quando vai instalar: BUM! Arquivo corrompido. No próprio site do fabricante???? Maravilha!

Demais drivers

Através do desktop baixei o driver da placa de rede cabeada e instalei sem problemas, com isso entrei na internet pelo note e fui instalando os demais drivers sem problemas. Constatei então que dos 20 arquivos que baixei o ÚNICO que estava com problema era o wireless. Murphy.

Wireless the end

Peguei o modelo da placa de rede, taquei no Google e rapidamente ele ofereceu uma alternativa, baixei, instalei e funcionou. Maravilha!

Pacote de sobrevivência

Agora estamos com o notebook beleza, Windows, drivers, wireless, cartão de memória, placa de rede, placa de video, placa de som, webcam, tudo!! Vamos aos programas: Firefox, Flash, Java, AVG, Office, AcrobatReader, MSN, Skype, Azureus e Winrar. Maravilha!

Última milha

Finalmente o notebook estava redondo, 90% beleza! Pra fechar o caixão mesmo só faltava, pequeno detalhe, os arquivos pessoais… Ai ai ai, e agora? Lembrei de um programa que o Suzin me passou uma vez, GetDataBack NTFS, vamos tentar. Instala, roda, começa a varrer o HD. 100 milhões de horas de varredura, PARE! Cansei! Vamos ver se já deu pra achar alguma coisa. Achou!! A pasta estava lá linda e perfeita igual eu havia deixado: BACKUP LADY! Restaurar, cliquei. PAM! Só é possível restaurar na versão registrada do programa. Corri até a loja, registrei o produto e recuperei o arquivo. PAM!! Arquivo corrompido. Ai meu Deus, essa trabalheira toda e estava corrompido?? Talvez tenha sido porque eu interrompi o scan.

Últimas emoções

Desliguei o notebook e fui pra aula, cheguei na sala, peguei uma tomada, estalei os dedos e liguei o GetDataBack, Scan Start!

Scan

Scan

Scan

Scan

Scan

Horas

Scan

Horas

Horas

Horas

FIM!

Processa

Processa

Pensa

Pensa

Pensa

FIM!

Procurei os arquivos, ok!

Peguei uma foto, ok!

Clica!

Copy!

Paste!

Open!

e…

e…

e…

FUNCIONOU!!!!

Cliquei na pasta e restaurei tudo, todas as fotos, todos os textos, todas as mp3, tudo! E assim, com muito sufoco, aperto, sorte, azar, aprendizado e paciência finalmente o notebook estava pronto. Realmente Lady, foi mais divertido do que eu imaginava. Obrigado pela estadia :)

A pu da Daslu foi presa

março 27, 2009

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Coitada 1

Relatório assinado pelo médico Sérgio Daniel Simon, oncologista do Hospital Albert Einstein, informa que Eliana “é portadora de adenocarcinoma de pulmão (raro câncer pulmonar) com metástases em coluna lombo-sacra” e que “se encontra em tratamento radioterápico e quimioterápico”. Por isso, “não deve permanecer em prisão comum, sendo mais seguro a prisão domiciliar com os cuidados médicos apropriados”, afirma.

Coitada 2

A advogada Joyce Roysen, que atua na defesa da empresária, considerou a sentença “totalmente descabida” e sua prisão “ilegal e arbitrária”.

Coitada 3

Ao chegar à prisão, a empresária foi obrigada a trocar suas roupas pelo uniforme padrão das detentas: camiseta branca sem nenhum tipo de estampa e calça amarela ou cáqui. Normalmente, o calçado é o que a pessoa usava quando chegou ao presídio, mas sem os cadarços –para evitar que a presa os utilize para tentar se matar.

Coitada 4

A Penitenciária Feminina da Capital tem 450 vagas e hoje abriga 810 mulheres -muitas presas por tráfico. É a mesma prisão na qual Suzane Louise von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais, foi mantida refém durante rebelião feita por presas ligadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital). No motim, uma detenta foi morta.

Coitada 5

A condenação máxima de 94,5 anos de prisão dada à empresária Eliana Tranchesi e seu irmão Antonio Carlos Piva de Albuquerque, ex-diretor da butique de luxo, foi motivada pelo fato de o grupo ser considerado uma quadrilha que cometeu crimes financeiros de forma habitual e recorrente, mesmo após a denúncia do Ministério Público Federal.

Fonte: Jornal Estado de Minas e Folha de São Paulo

Cinema – O Menino da Porteira

março 26, 2009

o-menino-da-porteira-cartaz

Quem não conhece a história, ou nunca prestou atenção na letra da música, é melhor deixar para rever estes detalhes após o cinema e assim garantir a emoção.

O que salva este filme inclusive, é a boa história e a relação de afeto que cada um desenvolveu com a música ao longo das décadas que ela foi tocada aqui, ali e acolá.

Ao contrário de outros filmes nacionais recheados de artistas globais, este não conseguiu fugir do clima de novela e algumas interpretações soam forçadas e sofridas, com exceção, é claro, do velho de guerra José de Abreu. Já o Daniel a gente dá um desconto, ele se esforçou.

Suas melhores cenas são tocando violão e a versão de Disparada (famosa na voz de Jair Rodrigues) ficou muito boa. Já a tão aguardada Menino da Porteira, quando aparece, acho que Daniel deveria ter poupado na emoção e sido fiel à original.

Resumindo, não é um “2 filhos de Francisco” mas é um bom filme.

Música – Só um festival

março 24, 2009

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Procurando notícias sobre a repercussão do show do Radiohead em SP (pelo festival JUST A FEST) no último domingo dei de cara com uma cronista do jornal O Tempo (de BH) falando justamente sobre o sofrimento do mineiro que se vê de fora do grande circuito de shows e que se dispõe a gastar grandes quantias para realizar um sonho, ou vários sonhos.

Além de arcar com o rombo no orçamento em si, muitas vezes ainda temos que conviver com o preconceito e desmérito daqueles que não entendem como é possível fazer uma viagem com o simples objetivo de ver um show. De minha parte eu não entendo como é possível pagar R$50,00 para entrar em uma boate (só para entrar) e lá dentro ainda conviver com assalto no bar, mas tem gente que gosta. Deixa eles! Deixa eu!

Dessa forma voltamos mais uma vez à capital cultural mais democrática do país para assistir um show que os verdadeiros fãs não só esperaram por quase 2 décadas para assistir, mas sim poderiam ter morrido ali, felizes da vida. Eu confesso não ter chegado nem perto da morte (talvez em outro show, do Ozzy, quando tocou Iron Man, fosse um momento mais adequado) mas curti cada segundo com a resposabilidade de ter tido a oportunidade de ver aquele momento. Eu e mais 30. 30 mil.

Achei estranho os relatos indignados da mídia paulista sobre a má-organização do evento. Como a minha referência a grandes festivais era aquele que uma certa rádio de Belo Horizonte jura ser o maior festival do Brasil, o Pop Rock, não tive do que reclamar, achei tudo lindo, grandioso e maravilhoso. Com exceção, é claro, do preço da cerveja pois 5 reais numa latinha é de doer. Já a lama e o afunilamento da multidão na saída não me causaram desconforto. Uma reclamação sim, agora é sério, com relação ao estacionamento, mais especificamente, à saída dele. Quando estávamos subindo para buscar o carro vimos um caminhão reboque descendo de ré, na contra-mão e complicando o trânsito lá dentro. Pensei, isso vai nos avacalhar a sair. Só não imaginava que isto iria representar 2 horas parado dentro do carro, paciência.

Outro problema é o descaso de policiamento nas redondezas do show. Como pode cambistas e flanelinhas circularem livremente sem nenhum instrumento do Estado para conter suas malignas intenções? Felizmente não acreditamos quando vários deles tentaram arrumar locais alternativos para estacionar o carro, uma vez que, segundo eles, o estacionamento oficial já estava lotado. Hoje vejo que vários carros, desses locais alternativos, foram arrombados. Não diga!

Los Hermanos

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O show começou religiosamente às 18:31 (no meu relógio) com a música Todo Carnaval Tem Seu Fim do Los Hermanos. A plateia cantou, a plenos pulmões, não só esta, mas todas as músicas do tão sonhado re-encontro dos barbudos. Lá na frente, do palco, o povo parecia mais empolgado, porém, lá atrás, assistindo mais pelo telão, eu e os arredores nos limitamos a cantar baixinho e assistir o show sem maiores demonstrações de entusiasmo. O show foi bom, mas não foi tão empolgante. Foi morno. Talvez um pouco ofuscados pelo Radiohead mais logo, talvez a ressaca da overdose de dois anos atrás ainda não tenha passado. Mas de todo jeito foi bom.

Kraftwerk

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Logo em seguida a organização posicionou quatro notebooks no palco, e só. Eu confesso que um dos maiores desafetos na música que tenho, é a eletrônica. Odeio! Odeio DJ! Odeio rave! Odeio tunst-tunst! Odeio haus, techno, trance e qualquer coisa do gênero. Porém, fui obrigado a concordar que o show do Kraftwerk surpreendeu. Talvez pela minha total ausência de expectativa. Fui deixado levar e aquelas imagens hipnóticas romperam o preconceito e tornaram o show numa experiência quase agradável. Duas músicas chamaram a atenção, uma que a letra só dizia assim: “machine, machine, machine, machine, machine, machine, machine” e outra que repetia “1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 5! 6! 7! 1, 2, 3, 4! 1, 2, 3, 4!” Foi legalzinho. Longe de ser empolgante, mas no final das contas, ouvível e legalzinho.

Radiohead

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Finalmente chega o momento. Pontualmente às 22hrs sobe ao palco o Radiohead. Eu vi dois relatos interessantes nos jornais da internet. Um fazia uma resenha dirigida aos fãs e outro aos não-fãs. É interessante notar que até os não-fãs apreciaram a apresentação, uma vez que o conjunto de sons, imagens e público toma uma dimensão e harmonia tão grandes que é impossível não se emocionar.

Não escondo que fui ao show à espera das farofas e digo que daí vieram os melhores momentos, para mim, claro. Fake Plastic Trees foi linda. Karma Police e outras que nem sei o nome, me empolgaram. No palco os telões mostravam a banda dividida em imagens menores enquanto lasers, luzes e efeitos estroboscópicos cuidavam do clima da apresentação. E que clima! Talvez tenha sido o palco mais espetacular e exuberante que já vi. Ah não, o segundo, pois o palco de PopMart (do U2) ainda vai demorar a ser superado.

Pois bem, estava tudo lindo e perfeito mas ainda faltava uma música pra eu poder ir embora tranquilo sabendo que o investimento iria ser lembrado (e justificado) pelas próximas décadas, Creep. Vi no jornal que fazia muito tempo que eles não tocavam esta música, porém, ela apareceu recentemente no México (parece). Depois veio a notícia, “RJ teve Creep”, seria então questão de tempo apreciá-la em SP. E aconteceu… Foi a última música. No 3º bis, como esperado. Magistral, fenomenal, perfeita. A música, o show e a viagem. Valeu a pena.


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