A programação foi divulgada no site da cidade e como o Clube da Esquina é o grande homenageado, as atrações já eram quase previsíveis. Mas que podia ter uma Maria Rita podia…
Não foi pela MTV muito menos pelo Fantástico. Conheci Michael Jackson em 1982, quando então com 2 anos, um amigo do meu pai me presenteou com o grande LP do ano, Thriller.
Mais tarde, não sei presente de quem, meu pai trouxe para casa uma fita VHS com o making of completo do videoclipe da música que dava nome ao disco, o mesmo Thriller. Além de trazer os mais de 10 minutos do clipe, a fita mostrava etapas de maquiagem (com os mortos-vivos e o lendário lobisomem), efeitos especiais da transformação, edição de áudio, ensaio da coreografia, entrevista com John Landis (diretor) e o próprio Michael, entrevista com fãs e trechos de imagens de arquivo como o clipe de Beat It, alguma coisa de Jackson 5 e o histórico Moonwalk durante Billie Jean na festa da Motown.
Procurei a fita para relembrar aqueles momentos e não encontrei, deve estar perdida no meio de alguma bagunça. Na verdade acho que hoje é possível assistir ao mesmo documentário no YouTube. Só o fato da fita ainda existir já é quase um milagre, não sei como ela não rasgou ou furou, afinal, não foram nem 1 ou 2 dezenas de vezes que ela tocou e sim centenas de exibições sempre marcadas pela tentativa de imitar a coreografia ou pelo olhar amedrontado de quem se intimidava pelo terror.
Nos anos 80, quase todos que foram à minha casa assistiram uma sessão do video. A visita chegava e meu pai já dizia “coloca o Michael Jackson!” E todos comentavam ‘esse cara é foda hein‘.
No domingo 21 de junho de 2009, durante um almoço de família, uma tia lembrou saudosa: “ah esses meninos eram terríveis, colocavam o monstro de Michael Jackson na televisão e ficavam me chamando pra assistir, eu não gostava de ver aqueles defunto dançando e tinha medo, mas eles riam e riam e ficavam imitando.” No dia 25 de junho a notícia da morte do cantor pegou a todos de surpresa. Liguei pra mesma tia e ela disse “lembrei de vocês pequenos, ainda no domingo a gente falava dele né?“.
Ao acompanhar o noticiário e posteriormente assistindo os documentários sobre o rei do pop que pipocavam para todos os lados, lembrei, mas não de Michael. Não de lobisomem, Thriller, moonwalk, robô, chapéu, luva, vitiligo, pedofilia nada disto. Eu lembrei de mim. Quantas vezes assisti a cada um daqueles clipes? E quantas vezes o mesmo clipe me surpreendeu novamente? Quantas vezes redescobri o talento de Michael Jackson? A princípio eu gostava do visual e dos efeitos especiais, depois descobri a música. Com o tempo descobri o Jackson 5 e tudo fazia sentido, tudo se encaixava. Quem escuta Michael com menos de 10 anos cantando diz ‘está aí o futuro rei’ e não deu outra.
Infelizmente, nos últimos anos, parece que Michael se esforçou ao máximo para quebrar tudo que construiu, dentre elas, a profunda admiração que cativou numa geração inteira. Não havia nada mais triste que, ao longo dos anos, conviver com o deboche das pessoas que riam do seu branqueamento, do seu cabelo, nariz fino, lábios finos e posteriormente, o pior de todos, acusação de pedofilia. O pior entretanto, é que o próprio Michael não nos deixou escolha. Como defender um cara daqueles? Não era a mesma pessoa, não podia ser. Parece que Michael (o gênio) entrou em coma em meados dos anos 90 e só saiu agora quando seu corpo físico não suportou mais tamanha insanidade.
Com a notícia da morte o mundo pôs os pés no chão. Ao invés de incriminá-lo e ridicularizá-lo vieram as devidas e emocionantes homenagens que estavam adormecidas pelos escândalos dos últimos anos. Afinal de contas, Michael Jackson não era isso ou aquilo, ele era tudo isso. Desde as surras de criança até a acusação de pedofilia, tudo compôs o universo Michael Jackson e não fosse um destes elementos, positivos ou negativos, a história seria outra e talvez o grande artista, ou gênio, não tivesse se manifestado.
Ficam os escândalos, insanidades mas fica também a atitude, a dança e o suingue daquele que quebrou barreiras e mudou a história do showbusiness.
Por uns minutos estive certo de que não havia mais clima pra realizar uma Festa Junina. As comidas, bebidas e festividades em nada mais me interessavam.
A dor era tão intensa que tive que recorrer aos meus velhos discos de vinil e a um copo duplo de Hi Fi para amparem minha sofrida alma. Mas tamanha tristeza não é superada apenas com muletas, precisa-se de mais.
Nessa hora lembrei-me do também imortal Vilibaldo Alves quando disse “As lágrimas correm sobre minha face”. Foi para o Atlético. Também sofrido. Também amado. Também idolatrado. De passado também glorioso. Também Preto. Também Branco.
Ele morreu. O Peter Pan de Chicago morreu. Morreu menino, pois sempre se recusou a crescer. E a Terra do Nunca nunca mais será a mesma.
Morreu em casa. Subitamente. Não teve a emoção de James Dean, a glória de Senna, a mística de Elvis ou mesmo o estrelato de Jimi Hendrix. Enfartou sozinho. Procurou na morte a simplicidade que não teve na vida.
Recompondo-me das lágrimas percebo o egoísmo desumano que seria praticado ao deixar de celebrar, também na morte, as inúmeras alegrias que o Rei do Pop nos proporcionou ao longo de nossas vidas. A Festa está mantida. E vai ser épica, única e empolgante, regada a Billie Jean, Beat It, Thriller, Bad e tudo a que temos direito. É a melhor homenagem que poderíamos prestar.
Sabe-se que uma pessoa é Rei quando, mesmo em baixa, morre em alta. O mundo hoje é órfão de uma pessoa que fez sucesso há 20 anos e que, pelos últimos anos de sua vida, deve chegar ao céu de costas.
Sempre que a Mega Sena acumula a gente começa a sonhar.
Se alguém me chamar de à toa eu vou ficar muito triste então guarde sua sinceridade para você. hihi
Então, estava eu mais uma vez perante o cartãozinho de possibilidades com 60 números mágicos donde apenas 6, escolhidos by the hands of the almighty, escolherão, dentre os mortais, aquele cujo destino será alterado.
Quais números marcar? Existe uma lógica de sucesso ou o acaso será sempre Senhor da sorte? Você olha pra um lado e vê a propaganda da Intelig, marca o 23. Um carro passa e quase te atropela, anota a placa, soma os digitos e marca o 6. Olha as horas e são 12:30. Marca o 12 e o 30. Faltam 2. Passa o ônibus 2151 e fecha a combinação de sucesso:
6-12-21-23-30-51
Vem o sorteio e pá! Infelizmente não foi desta vez. A má notícia: você não ganhou. A boa notícia: ninguém ganhou, continua acumulado.
Pois bem, e se eu tivesse jogado esta combinação em todos os outros sorteios da Mega Sena que já existiram, será que teria ganhado alguma vez?
A resposta é NÃO! Como sei? No site da Caixa Econômica Federal eles disponibilizam uma lista com todos os resultados de sorteio da Mega Sena que já existiram, basta então conferir a sua combinação com os números já sorteados desde 1996.
Aahh agora você vai me chamar de à toa! Quer dizer que eu conferi o meu jogo com os outros 1.085 jogos do passado pra ver se aquela sequência matadora já saiu? Não não, alto lá. O Excel fez isso pra mim.
Eu montei uma planilha com todos os resultados disponíveis no site da Caixa e fiz um esquema para conferir o meu jogo com aqueles resultados. Eu até pretendia explicar o passo a passo da composição desta planilha mas a preguiça me destrói. Basta dizer que eu somo todos os 6 números do jogo e acho um valor X. Depois multiplico todos os mesmos 6 números e acho Y. Feito isso divido Y/X e acho um número de confirmação ou validador. Basta dividir o validador do seu jogo com o validador de todos os outros resultados que, onde o resultado for igual a 1, existe um encaixe perfeito e completo, ou seja, você acertou todos os 6 números.
Para garantir a combinação dos 6 acertos, além de dividir o validador 1 pelo 2, fiz também a subtração de um pelo outro, onde o resultado é ‘zero’ quer dizer que os números são iguais.
E pra que serve isso?
Serve de curiosidade para saber se a sua sequência certeira o teria feito milionário em outras épocas, ou (com um pouco de inteligência), pense comigo, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, qual a probabilidade de saírem 6 números hoje que já foram sorteados antes?
Sacou a moral meu rei? Não quero que ninguém fique milionário no meu lugar, só espero que, se alguém ganhar com base nesta ferramenta probatória que desenvolvi, que pelo menos se lembre deste humilde mortal e deposite 1 milhãozinho pra eu rir à toa pro resto da vida.
OBS: Não informa ganhadores de quina nem quadra nem quantos e quais números você acertou, serve apenas para quando os 6 números coincidirem.
OBS2: A planilha contempla resultados até o sorteio do dia 24 de junho de 2009 mas cada um pode ir atualizando a lista ao ir inserindo os novos resultados nas linhas posteriores ao último sorteio lançado.
Primeiro veio o alarde, depois o descaso. Num belo dia qualquer de algumas semanas atrás, o mundo inteiro tomou um susto com a ameaça de uma terrível e nova pandemia que poderia infectar gigantescas quantidades de pessoas em curto período de tempo. Era a tal da Gripe Suína.
A lembrança de outras crises de gripe que ceifaram milhares de vidas no passado deixou todos em alerta porém, com a baixíssima letalidade, tratamento (e melhora) dos doentes, a doença foi perdendo sua força. Pelo menos nas manchetes de jornal.
E foi assim até o dia em que o Avião da AirFrance desbancou de vez a gripe dos noticiários. Parecia coisa do passado, problema resolvido.
Durante um mês não se falou de outra coisa, gripe aqui, gripe ali, primeiro caso no Brasil, primeiro caso em Minas, primeira morte nos Estados Unidos, centenas de casos no México, casos no mundo todo, morte não sei aonde e por aí foi. Até que, de repente, nada. Só uma noticiazinha aqui e outra ali.
Com este cenário parece que não só a curiosidade coletiva relaxou, como também, a fiscalização. O número de casos confirmados no Brasil encontrou uma ascendente preocupante e já passam de 300. Em Belo Horizonte, agora é oficial, a gripe chegou.
No Colégio Dom Sillvério, na região sul da cidade, foram confirmados 11 alunos e 1 professora doente o que foi o suficiente para suspender as aulas de quase 3 mil alunos.
Imagina esse povo pegando um ônibus, no cinema, no restaurante, tossindo e espirrando? A contaminação pode explodir em proporções exponenciais. E mesmo com a baixa letalidade, porém, milhares de infectados, sabe-se lá onde isso pode chegar.
Se a dengue (doença de terceiro mundo e com relativa fácil prevenção) já causa um problema danado e ainda hoje mata várias pessoas, o que esperar do desconhecido?
Uma das programações mais aguardadas do ano é a lista de atrações do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana. Por lá costumam aparecer os maiores e melhores shows, de graça. Pois bem, o único problema (eu não consigo entender o porquê disso) é a desagradável mania dos organizadores de só divulgar a lista de shows em cima da hora.
Você entra no site diariamente e não tem nem uma dica de nada apenas uma notinha dizendo: em breve a programação completa. Em breve?! Semana que vem já é julho! E tooodo ano é essa novela. Mas não adianta estressar, o negócio é esperar e seguir a vida. Quando a agenda for divulgada, se der pra ir bem, se não der amém.
Com esta infinita indefinição logo os boatos começam a correr pela cidade e agitar os bastidores da festa. Alguns juram de pé junto que vai ter show de fulano. Outros mais modestos dizem “ouvi dizer em ciclano” mas não revela suas fontes.
Ano passado as apostas estavam altas e vários nomes cotados mas quando a organização divulgou a lista oficial pegou todos de surpresa. Nem o mais otimista dos especuladores imaginaria um show de Maria Rita com Ouro Preto de cenário. Pois foi, só que, não foi. Em cima da hora cancelaram a atração e encaixaram o Monobloco no lugar.
As apostas deste ano (segundo esta comunidade no Orkut), onde o tema do Festival é o Clube da Esquina, circulam entre o próprio Milton Nascimento (figurinha carimbada) e, mais uma vez, Maria Rita. Além de um improvável, mas fantástico, Djavan. Será?
Deus ajuda que seja! No mais, só torcer e esperar.
Nada é mais gostoso e mais simpático que o frio do inverno. É claro que solidarizamos com aqueles que moram na rua e passam frio de verdade mas as campanhas de agasalho são bem sucedidas no intuito de minimizar este sofrimento. Fora isso adooooro o frio cortante e congelante do inverno que assola Minas Gerais (e boa parte do Brasil) nos meses de junho e julho. E tão bem vindo quanto o frio são os Festivais de Inverno, Torneios Leiteiros, Exposições Agropecuárias e todas estas festas maravilhosas que pipocam pelo riquíssimo interior do Estado.
Eu sou fã de todas elas e se pudesse iria em todas, principalmente naquelas onde o show é de graça (adoooro show de graça) mas nas outras também vou porque o ingresso costuma ser baratin baratin e você vive a cultura regional de forma agradabilíssima.
As festas que eu costumo ir todo ano são Festa dos Pés-de-Pomba (Barão de Cocais), Torneio Leiteiro (Santa Bárbara) e os Festivais de Inverno (Ouro Preto, Mariana, Itabira, Diamantina…) Só coisa fina! O único problema é que às vezes parece que o mês fica pequeno e aí os finais de semana começam a entrar em choque de atrações com outros povoados. Aí é triste, mas fora isso vamos conciliando.
A música também nem sempre é aquela jóia mas não tem problema. Você chama uma pinga no peito pega um churrasquinho e vai pra galera.
Para começar a divulgar a rica e disputada agenda cultural de junho e julho criei uma agenda pública do GOOGLE AGENDA e aquilo que tomar conhecimento, vou também divulgando aqui com posts específicos.
A primeira a divulgar suas atrações foi a prefeitura de Santa Bárbara (100km de BH).
SANTA BÁRBARA-MG
Festa: 33o TORNEIO LEITEIRO
09 de Julho (quinta-feira) – DANIEL (entrada franca)
O demônio inventou: misto-quente com molho barbecue. 2 years ago
Toda vez q vejo uma propaganda d banco, quase choro. Graças a deus existem estas instituições q visam apenas proteger a felicidade no mundo. 2 years ago
Pode ser duo-quad ou caráio-core. Na hora de ligar, liga e vai dar uma voltinha pra ele se sentir a vontade antes de começar o dia... 2 years ago