Música – Death Magnetic

by

O aclamado novo disco do Metallica é um tapa na orelha! Daqueles bem plantados. Acredito que uns 10% da minha audição tenham ido embora por causa deste disco. Claro que não é o melhor álbum do grupo mas o conjunto de fatores que nos trazem a este momento faz com que no último mês eu o tenha ouvido quase que exclusivamente. PS: Nos momentos de descanso escuto um Marcelo Camelo para relaxar.

Mas como ia dizendo, os fatores são: decadência do rock, decadência da música mundial, decadência do pop, decadência dos valores, decadência de tudo. Já viu funk em aniversário de criança? Ah, que que tem? Normal! Todo mundo curte… Então amigo, decadência. O próprio Metallica não vinha ajudando muito. Primeiro veio aquela história de fazer balada (Nothing Else Matters), depois cortaram o cabelo e compraram roupa de grife (Load e Reload), então lançaram disco de covers (Garage Inc.) e por fim foram fazer terapia para recobrar a fúria (e o prestígio) tocando o rock dos novos tempos (St. Anger). Resumindo, só fizeram cagada! Mas desta vez não, agora a coisa é diferente, eles voltaram e voltaram com tudo botando pra quebrar. “O lançamento deste disco do Metallica é igual a invasão da Georgia pela Rússia, um repentino ato de agressão de um gigante adormecido.” Queee isso.., eu até arrepiei quando vi esta frase perdida numa resenha qualquer.

Nas primeiras ouvidas eu simpatizei com Broken, Beat & Scarred e My Apocalypse. Depois foi a vez de That Was Just Your Life e The End of the Line. A esta altura já sentia que se tratava de um bom álbum afinal de contas, das 10 músicas já curtia 4. Mas não eram nem as melhores. Venci o preconceito e fui ouvir a tal da The Unforgiven III. E num é que a danada é boa? Legal. Mas aí veio um tropeço, The Day That Never Comes (*). Achei a introdução meio esquisita, meio U2 demais. Meio “Staring at the Sun“.. Não que o U2 seja ruim (muito pelo contrário) mas é que U2 é U2 e Metallica é, ou já foi, ou será novamente, Metallica.

Depois do tropeço reencontrei a felicidade total e absoluta em Cyanide e All Nightmare Long. Esta última inclusive, só hoje, já ouvi 5 vezes. Considerando seus 8 minutos, foram então pelo menos 40 minutos de felicidade total (num dia de 24 horas tá bom).

A verdade é que se trata de um disco muito bom e não quero perder meu tempo analisando pensamentos do tipo ‘é o Metallica tentando se copiar, ou voltar no tempo, ou recuperar fama’ ou etc. É um disco pro cara que já era fã e estava meio cabisbaixo. É pra bater cabeça. É pra tocar air-guitar. É pra tocar guitarra de verdade. É pra tocar Guitar Hero (lançaram uma versão exclusiva com o disco).É pra dançar e riscar o salão. Como diria um primo meu o disco é bom até na capa porque, segundo ele, ela lembra “a dita cuja”.

(*) O preconceito passou e consegui ouvir a música além da introdução e para surpresa geral, também é uma excelente faixa (lá pelos 5, 6 minutos…)

Tags: ,

Uma resposta to “Música – Death Magnetic”

  1. Música - Phoenix Magnetic « Será que alguém vai ler?! Says:

    […] no coração dos presentes. Desta forma já era de se imaginar que o show da atual turnê (do disco Death Magnetic) seria um sucesso e agora reforçam nossas orações por shows na América […]

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: