Cinema – Romance

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Quando vi o trailer achei interessante e acreditei que se tratava de um bom filme. Mas não seria óbvio, seria denso e exigiria sensibilidade. Para um gladiador falar de sensibilidade, ou até mesmo sentí-la, é necessário haver um raro alinhamento de fatores dentre os quais o bom humor é Vital.

Digamos pois, que hoje então não era exatamente o melhor dos dias para prestigiar a película mas, devido a minha benevolência e desvantagem em qualquer entrave sentimental, acabei cedendo.

O filme começa com o casal 20 ensaiando uma cena de Tristão e Isolda para uma peça de teatro que estão montando. Devido a uma recaída negativa de humor pensei: “Que dureza, Capitão Nascimento falando manso e Leila Lopes Cover de roupa, ambos apaixonados conversando manteiga, vai ser um longo filme.

Não mais que de repente algo mudou. Não sei se foi a dinâmica, as falas, a roupa (que saiu hehe), o meu humor ou a música de Caetano(*); algo mudou. O filme ficou triste, envolvente, cativante, revira-voltas e então, aquela música… sim, os fatores estavam se alinhando. Leila Cover virou Letícia e Wagner Moura apareceu em toda sua dramaticidade. Eu estava finalmente à flor da pele.

Ando tão à flor da pele que qualquer beijo de novela me faz chorar

Estes versos fazem sentido. Mas não mais que a adaga que Caetano enfia no peito de Isolda:

Não vamos fuçar nossos defeitos
Cravar sobre o peito as unhas do rancor
Lutemos mas só pelo direito
Ao nosso estranho amor

Nesta altura o filme já ficou grandioso, você se segura na cadeira e não ousa pensar no final. Em noite de gala, grande elenco aparece para coroar a obra prima e são eles Giovani Improta, Radical Chic, Lineu e o TaxiBoy depois do Fantástico(**). Digo, hehe, José Wilker, Andréa Beltrão, Marco Nanini e Vladimir Brichta.

Em suma, mesmo aos mais turrões recomendo a sessão e, aproveitando a deixa, indico um disco de Caetano que tem a música Nosso Estranho Amor. O disco é o Totalmente Demais gravado ao vivo e tem apenas voz e violão.

Neste inspirado álbum, performances explêndidas do rapaz e interpretações memoráveis para músicas como Vaca Profana, O Quereres, Nosso Estranho Amor e Amanhã dão o tom. Além disso é o disco que (dizem) rendeu aquela história sobre as primeiras empreitadas artísticas de Cazuza quando, ainda desconhecido, Caetano incluiu no repertório Todo Amor Que Houver Nessa Vida e a mãe de Cazuza, na platéia, comentou com o marido que a música era do filho e este não acreditou que Caetano cantaria Cazuza.

Pois é, pois foi. Tudo é lindo, divino e maravilhoso, mas para aproveitar, só com sensibilidade.

caetanodemais

(*) A música está disponível no site do filme (www.romanceofilme.com.br) em ‘Downloads’.

(**) Alguns personagens marcantes. José Wilker sempre me lembra o Giovani Improta da novela Senhora do Destino. Andréa Beltrão interpretava a personagem e apresentava programa de mesmo nome,  Radical Chic. Lineu é o grande paizão da Grande Família e o tal taxista está muito melhor no filme do que naquele programa chato depois do Fantástico.

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2 Respostas to “Cinema – Romance”

  1. Flávia Says:

    Você não está em desvantagem na questão amorosa, eu só argumentei e os meus argumentos foram melhores….

    O filme é realmente MARAVILHOSO!!!!!! Recomendo, claro que para as pessoas que gostam de Romance!

    No mais você continua escrevendo maravilhosamente bem!!!!

  2. Bauer Says:

    Amigo,

    qt sensibilidade!!! Estou comovida!

    Ps.: É claro que Ela manda em vc… e está certissima por isso!

    Vc faz falta!

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