Música – Cavalera Conspiracy – Inflikted

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maxigor3

Estava devendo uma resenha deste disco, achei ele jogado e falei, é hoje..! Então, o que dizer? Como diria Dinho Ouro Preto tenho duas palavras: “Do carálho!” Simples assim.

Esta nova banda que apareceu na praça marca o retorno musical (e pessoal dizem) de duas figurinhas muito querida em nossos corações que são os irmãos Max e Igor Cavalera.

Igor e Max Cavalera na época do saudoso álbum Arise do Sepultura e agora com o Cavalera Conspiracy

Igor e Max Cavalera na época do saudoso álbum Arise do Sepultura e agora com o Cavalera Conspiracy

A história todo mundo sabe (ou deveria saber!!!(*)); os irmãos moradores do bairro Santa Tereza em Belo Horizonte fundaram o Sepultura em 1984 indo na contra-mão do movimento Clube da Esquina que também nasceu por ali nas redondezas. Alguns milhares de discos, turnês na Europa, Estados Unidos e 12 anos depois o impensável aconteceu, Max (vocal e guitarra) briga com o resto do pessoal e sai da banda (que mais tarde retoma os trabalhos com Derrick Green). Outros 10 anos se passam e em meados de 2006 é a vez de Igor largar as baquetas do Sepultura. Foi um golpe quase fatal (de quem ainda fechava as cicatrizes de 96) mas o jovem Jean Dolabella (ex-baterista do Diesel/Udora) chega com fúria dando sangue novo.

Derrick Green, Andreas Kisser, Jean Dolabella, Paulo Jr.

Derrick Green, Andreas Kisser, Jean Dolabella, Paulo Jr.

Paralelamente à tentativa do Sepultura de sobreviver, Max Cavalera monta o Soulfly e levanta seu nome, principalmente nos Estados Unidos.

Tão logo Igor saiu da banda (quando ainda brindavam a fase positiva e o sucesso do álbum DanteXXI) começaram a surgir os boatos de que ele iria tocar com Max. Felizmente os boatos se concretizaram e assim nasceu a nova banda Cavalera Conspiracy.

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O disco de estréia é visceral e sem frescura, com raiva e com pressa. Soa quase como um presente aos fans que ainda sonham em ver o Sepultura reunido e, não fosse a guitarra solo, muitas vezes parece que os bons tempos voltaram. O timbre brutal de Max, gritos esganiçados e a bateria tribal de Igor estão juntos novamente.

Tirando as já clássicas Inflikted e Sanctuary, as minhas preferidas no momento são Hex, Bloodbrawl e The Doom Of All Fires. Passando também por Dark Ark e Terrorize.

Agora, é verdade que, se você ouvir de uma vez, o álbum fica repetitivo e cansativo. Além disso, haja ouvido para tanta gritaria, bateria e solos estridentes. O ideal mesmo é ouvir uma música aqui, outra ali e por aí vai. Assim você curte ao máximo a fúria do momento.

Ainda sobre o Cavalera Cospiracy, dizem que devido a boa recepção este trabalho deve ter um sucessor e, se Deus quiser, uma turnê mundial. Neste caso espero que além de brindar as pazes e bom tempo em família, os dois possam também se redimir com sua cidade natal.

(*) Outro dia estava conversando com o meu eterno vocalista da minha banda (que é um pooouco mais novo) e tive a quase decepção de descobrir que ele não sabe muita coisa que eu julgo VITAL para a sobrevivência como por exemplo a história de bandas consagradas ou sequer mesmo conhecer os clássicos de bandas como Led Zeppelin e Sabbath. Como costumo dizer a ele “temos que trabalhar isso.”

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5 Respostas to “Música – Cavalera Conspiracy – Inflikted”

  1. Fred Bitt Says:

    Ele curte NX?
    Se não curtir tá bom: o resto é consertável.

  2. Bauer Says:

    Amigo,

    seu blog está ficando tão “cultural”…. isso é bom viu?!

    Bjs!

  3. Andressa Says:

    Ah legal a resenha! Agora discordo quando disse que ” o álbum fica repetitivo e cansativo”. Depois que escutei pela primeira vez, escuto todos os dias e mais de uma vez.
    Ainda bem que os irmãos Cavalera voltaram!!!

  4. Amyta Says:

    Po, curti tua resenha! Embora eu adore esse album, concordo com o lance de q se ficar ouvindo direto, soa cansativo. Quando li isso, ate confirmei com a cabeça, rs. Isso não desmerece o som, acho q acontece qd fica muito tempo ouvindo som pesado, da mesma banda. Qd vc pára um pouco de ouvir, toma uma agua, responde uns emails e volta, soa menos cansativo e mais interessante. 😉

    Mas agora quem vai brindar algo sou eu! Pq dia 11/10 estarei la no SWU Festival curtindo o som dos caras ao vivo!

    =*

    • bussainchains Says:

      Opa! Concordo com você, realmente quando damos um tempo, uma descansada na cabeça e voltamos a ouvir o disco, ele soa novamente interessante. Foi assim que, de um tempo pra cá descobri outras músicas boas (da metade do disco pra lá) e passei a considerá-las as melhores! E fiquei também sem paciência pras primeiras.. hehe Faz parte do processo de aprender a curtir um bom disco por inteiro.

      Quando vi o show do CC no SWU fiquei doido e confirmei presença, mas infelizmente o RATM foi marcado para outro dia e assim fui obrigado a adiar este momento fantástico…

      Gde abraço!

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