Tecnologia – Do mp3 ao mp9

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mp7

Primeiro Deus fez o mp3 e então a vida começou.

Quando formos escrever a nossa própria bíblia para deixar aos povos futuros poderíamos começar com esta frase (em paródia à original “e fez-se luz“, ou algo parecido).

Pois bem, o MP3 foi uma das invenções mais explêndidas que pude ver nascer. Se hoje o pendrive que carrego no peito tem a capacidade de armazenar em torno de 2000 músicas, ou mais de 100 álbuns, isso tudo se deve ao formato mp3 que compactou o arquivo original de música digital mantendo a qualidade (ouvível) do CD.

Tá certo que no mesmo pendrive de 8 GB caberiam também muitos arquivos no formato WAV, mas não fosse o MP3 surgindo no momento que surgiu e impulsionando toda uma geração tecnológica, o nosso desenvolvimento certamente seria diferente.

O fato é que logo começaram a surgir Discmans que realizavam a proeza ler um CD recheado de MP3. Então, perceberam que o CD não era a melhor coisa do mundo. Exigia cuidados para gravar, manusear, guardar e mesmo assim arranhava, descascava e mofava. Resolveram manter o formato e mudar a mídia, começaram a aparecer os players com memória embutida. Muito bom, mas o CD ainda tinha suas vantagens. Se o seu player tivesse uma memória de 256MB ou 512, o CD, além de possuir mais espaço (650MB na época) tinha a facilidade de te permitir andar com uma sacola com diversos CDs.

Este pequeno problema foi resolvido com o avanço da tecnologia das memórias flash e a sua miniaturização permitiu colocar cada vez mais informação em espaços cada vez menores. Ou seja, 2, 4 ou 8 GB dão e sobram.

O fato é que a Apple lançou o melhor MP3 player do mercado que unia tecnologia de ponta, inovação, bom gosto e qualidade: o IPOD. Um sonho de consumo para 10 entre 10 pessoas das quais apenas 0,1 poderiam comprar (uma vez que os preços eram e ainda são caríssimos).

No outro lado da história e visando, talvez, a democratização da tecnologia, começaram a aparecer as marcas genéricas. Algumas muito boas já outras, quase descartáveis. Passaram a chamar estes aparelhos então de “MP3” porque na verdade eles eram “MP3 players“, mas o nome é difícil. Resumindo ficou MP3.

Um belo dia resolveram lançar um produto superior, com mais inovações e que iria atender à sede das classes menos favorecidas por consumo eletrônico, lançaram assim o MP4, que era um MP3 com uma telinha ordinária para passar pequenos videos e fotos.

Melhora uma coisa aqui, outra ali e pronto. Nasceu o MP5.

Hoje já estamos no MP9 e basta você entrar no Shopping Oi ou no site do Mercado Livre para ver as ofertas tentadoras. Tem televisão, touch-screen, 2 chips, mp3 player, video, internnet, bluetooth, irda, leitor de cartão e o diabo. E tudo isso por 400, 300 reais.

Há algo estranho no ar. Quando a esmola é demais o santo desconfia, já dizia o ditado. Peque uma marca maior qualquer e veja o preço dos celulares com muito menos recursos: 500, 600 reais. Agora pegue o topo de linha: 2000 reais. Como é possível então uma marca genérica oferecer os menos benefícios por 1/4 do preço? Bondade? Humildade? Benevolência? Tecnologia revolucionária? Não, não. Gambiarra!

O blog da Bia Kunze (A Garota Sem Fio) teve um post hoje que nos ajuda a questionar ainda mais o que falta a estes aparelhos e manter o pé atrás na hora da compra, se não, o repúdio total aos eletrônicos genéricos.

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