Aula de hoje

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proc1

Sabe aquele lance de chegar em casa e estudar? Então, não que seja o caso, mas hoje, excepcionalmente, eu tive uma aula interessante. Vamos à ela.

Computadores

A aula, Digitais IV – Arquitetura de Computadores, foi um bate-papo bem tranquilo sobre a evolução dos micros e tal. Vou tentar repassar algumas informações em linguagem leiga (tanto porque de outra forma extrapola meu sentido e vontade).

Geração Zero – computadores mecânicos (com relés)

Eu até anotei algumas coisas (visando o blog, e não a prova) mas esqueci o caderno na mochila então vai de cabeça mesmo. Este período de Geração Zero, se não me engano, ia de 1600 e qualquer coisa até 1945. Justamente ano do fim da 2a guerra. O professor até comentou alguma coisa sobre a influência da guerra no desenvolvimento da tecnologia e eu me lembrei de uma frase da Legião Urbana que diz: “…uma guerra sempre avança a tecnologia, mesmo sendo guerra santa, quente, morna ou fria… “. Mas muito mais do que isso me lembro que recentemente (tem uns anos) a IBM estava sendo “processada” por ter fornecido ‘tecnologia’ aos nazistas para catalogar e organizar os judeus. Sem isso o número de baixas (6 milhões) poderia ter sido consideravelmente menor.

Geração Um – computadores valvulados

Acho que ia de 1945 a 1955. Os computadores eram gigantescos e ocupavam um andar inteiro de um prédio. Mais ou menos por aí, depois de já ter investido muita grana no projeto, alguém viu que esse esquema de computador poderia realmente trazer algum retorno útil para aplicações específicas, e assim as pesquisas continuaram.

Geração Dois – computadores transistorizados

Não vou usar o Google para trazer uma data certa, mas confiando na minha memória diria que este período foi de 1955 a 1964?? Num sei… O importante é que aqui veio o primeiro grande boom do negócio. O transistor, apesar de ter muito ruído e causar discussões acaloradas por parte de fans da eletrônica que defendem as válvulas até hoje, proporcionou avanços notáveis como a drástica redução de tamanho, consumo de energia e ganho de velocidade. Além de queda brutal no preço. Com isso os computadores que ocupavam um andar passaram a ocupar… uma salinha, vamos dizer assim. Na verdade, ainda hoje os computadores são baseados no bom e velho transistor e o grande tcham foi colocar cada vez mais transistor em cada vez menor espaço. Só para se ter uma idéia, um processador Pentium IV tem (ai memória), 1,4 bilhão de transistores.

PS: Não me responsabilizo por este número, não conferi anotações nem a internet.

Geração Três – computadores com CI´s

Esse foi de 1964 até 1985 (contando que o 1964 esteja correto). O lance do CI (Circuito Integrado) é dividir os esquemas em blocos. Ou seja, se você tem 20 transistores para determinada aplicação específica, substitua essa gambiarra por um bloco chamado CI que vai fazer a mesma coisa. Com o tempo os CI´s foram fazendo cada vez mais e mais coisa e simplificando o projeto.

Geração Quatro – Very Large System Integrated

1985 até hoje… Nessa altura eu já tinha viajado e não lembrei de nada interessante para escrever.

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Outra parte legal foi uma discussão sobre a Lei de Moore. O tal do Moore, ou era genial ou muito à toa. A sua lei diz que “a cada 18 meses os computadores vão dobrar a quantidade de transistores dentro da pastilha” ou seja, do seu encapsulamento, do processador. O meu professor defendeu a lei como sendo verdade indefinidamente mas eu não acredito nisso. Vi numa reportagem dia desses dizendo justamente que, de um tempo pra cá, a lei não estava mais funcionando pois estávamos chegando no limite físico da coisa. Tanto que, ao invés de continuar socando transistor no mesmo espaço, a opção tem sido trabalhar com mais núcleos ao mesmo tempo e com isso vem surgindo os dual-core, quad-core e até de oito núcleos que deve ser ‘octopus-core‘ hehe. O fato é que, pelos últimos 30 anos, a lei valeu e nem Nostradamus teve um nível de acerto tão grande. Mas aí o professor já começou a viajar falando que, junto com a quantidade de transistores, havia uma variação linear (acompanhando o esquema de dobrar a quantidade) de capacidade de processamento e quantidade de memória. Além disso, o tamanho do diâmetro do transistor (que hoje está na casa dos 45 nanômetros) também sofria uma redução previsível de tempos em tempos baseado na lei, e é aí que esbarramos no limite físico.

Mas bem, pouco importa. O que importa é uma outra história que ele contou.

La pela época da 3a geração (CI´s) surgiram empresas importantes como a Intel e a Motorola.

Em 1900 e bolinha a Intel lançou um processador de 2 bits chamado 4004. Foi um sucesso horroroso. Passado um tempo lançou o 8008 de 4 bits. Depois veio o 8080 de 8 bits, mas não eram 8 bits reais. Então aconteceu um racha interno (área técnica contra comercial) e os responsáveis pela área técnica fundaram a Zilog (ai meu Deus, era esse nome?) e eles lançaram um processador de 8 bits reais que se chamava Z80. Esse bicho fez tanto sucesso que quase fechou as portas da Intel.

Mas ela não deixou barato, jogou sujo, re-contratou alguns funcionários que havia perdido pra Zilog(?) e lançou um proc. de 16 bits. Foi uma merda. Não tinha pente de memória que dava conta do recado então era necessário, além do processador, 16 pentes de 1 bit, o que encarecia e inviabilizava o produto. Então, tô embolando, re-dividiram o processador de 16 bits em 8 novamente e lançaram algo baseado na tecnologia x86. Com pouco tempo veio, finalmente, os 80286, 386, 486, Pentium, Pentium II, Pentium III, Pentium IV e por aí vai. Até chegar em hoje nos Quad-Core Xtreme Edition.

Legal né? Tinha outras informações que devem estar rabiscadas no meu caderno mas minha memória bloqueou. Não interessa. O que importa é, fique de olho aberto quando ver um processador revolucionário da Intel porque no fundo deve ser alguma gambiarra que o comercial aprovou e os técnicos foram encorajados a deixar passar. Será?

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3 Respostas to “Aula de hoje”

  1. Fred Bitt Says:

    Alguma chance de lembrar o nome do professor de micro com o Zé80 dele?

    • bussainchains Says:

      Se não me engano, JK!
      Só estou na dúvida se era Juscelino ou John Kennedy.
      Talvez fosse mesmo Juvenal Kilowatt 🙂

  2. Karina Rodrigues Says:

    Eu li.. rsrs e gostei muito!

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