Tecnologia – Warchalk

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warchalk

Certa vez eu  estava no meu antigo serviço, vendo a apresentação de uma empresa que oferecia uma solução de rede wireless, quando a vendedora mencionou a questão de segurança, eu então comentei sobre a prática de “warchalk“.

Não foi surpresa descobrir que ela nunca tinha ouvido um nome tão feio mas eu, caridosamente, expliquei do que se tratava. Ela então, com pitadas de arrogância disse que a idéia era absurda, ridícula e que duvidava que de fato existisse.  Paciência.

O warchalk era um termo utilizado por hackers (ou simples desocupados) que saiam pelas ruas da cidade, com seus notebooks em punho, verificando aonde existia rede wireless sem senha, ou, sem proteção alguma. Na prática eles queriam algum lugar para navegar na internet de graça.

Quando encontravam tais resorts, ficavam tão felizes que sentiam a necessidade de compartilhar a informação entre seu bando. Escreviam então, com um giz, na calçada em frente ao prédio (loja, casa) marcando aquele lugar como um free-hotspot. Ou seja, se você visse uma marca de giz na calçada na rua, encontraria uma rede wireless sem proteção.

Rapidamente a mania, warchalking, ganhou adeptos nos Estados Unidos e Europa(*) mas o sucesso da brincadeira foi uma das coisas que acelerou o seu próprio fim.

No início das redes wireless já existiam formas simples de segurança e criptografia de dados, porém, muitas vezes os administradores não se preocupavam com estas questões, pois, antes de tudo, para se conectar à rede, era necessário uma placa de rede wireless, que, como era novidade, ninguém tinha. Então, proteger pra que?

Hoje o cenário se inverteu. Todos vêem o ganho de mobilidade e praticidade das redes sem fio, com isso é cada vez mais necessário o desenvolvimento de técnicas mirabolantes e complicadas de proteger a integridade dos dados.

Maaas, mesmo assim, vira e mexe andamos por aí e encontramos algum filho de Deus que, por descaso, descuido ou ignorância, não colocou senha em sua rede.

Não é que uma chave WAP ou WEP sejam garantia de segurança absoluta mas com certeza dificultam bastante a ação dos mal intencionados e anulam a comodidade daquele gente boa que só quer dar uma navegadinha.

Àqueles sem senha ao meu redor (são poucos, mas tem) podem ficar tranquilo, não vou marcar a calçada de vocês afinal de contas, isso é um segredo nosso.

(*) Pouco antes do fim apareceram algumas marcas em São Paulo e Rio de Janeiro, (in)felizmente não deu tempo de chegar a Belo Horizonte.

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