Receita – Café

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Estava eu submergido em minhas tarefas quando me vi com coriza, febre, tosse de cachorro e dor de garganta. Fitei o horizonte em busca de redenção e vi o sol tímido deixando o frio dançar e convidando a chuva para talvez também riscar o salão.

Que m*rda, preciso de uma droga! – pensei. Fui até a cozinha em busca logo da mais forte delas: café. De repente me deparo com a garrafa vazia. Oh no! Please god help me!

Calma, se você tentar, você mesmo, fazer o café, acredito que não vá doer.

Então vamos lá, seguindo orientações:

1) OBS: Este conjunto de orientações só é válido para café feito na máquina. Para café de fogão muda tudo raaadicalmente e eu não faço a menor idéia de como fazê-lo. Um dia quem sabe nos aventuramos.

Pois então, identifique dentre os aparelhos eletrônicos aquele se pareça (ou que tenha escrito) máquina de café. No nosso caso a máquina tinha um compartimento escondido onde o pó deve ser inserido. A peça é girada para fora revelando o compartimento sujo.

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Calma! Não coloque o pó ainda. O compartimento está sujo mas isto não é falta de higiene, é normal. Esta marca inclusive, chamada de borra, deve ser preservada tal como está a fim de permitir a leitura do futuro por um profissional capacitado. Mesmo fenômeno pode ser observado em copos e xícaras após o ato de consumir café (por isso tais recipientes não podem ser lavados imediatamente após, talvez com um intervalo de 2 semanas a 1 mês).

2) Onde você encontrou o pó do café, provavelmente também tinha um esquema como este da figura abaixo. Retire apenas 1 (um) saquinho.

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3) Desdobre o esqueminha e insira-o no compartimento apropriado conforme figura.

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4) Agora vem um grande mistério, as quantidades. Não sei quantas partes de água devem ser inseridas para X colheres de pó. Por via das dúvidas vamos acreditar na medida que foi passada: pouco mais da metade do reservatório de água e 3 colheres de pó.

c45) Agora vem uma parte reconfortante. Ligue o dispositivo (apenas virando a chavinha) e aguarde.

6) Incríveis 5 min depois a máquina começou a fazer um barulho estranho, como que estivesse “pedindo água”. E estava mesmo!  Já tinha sugado tudo.

Voilà!

O café está pronto e ninguém machucado.

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7) Depois fui avisado que é deveras interessante colocar o café pronto na garrafa térmica, por razões físicas estudadas à exaustão em “Fenômenos do Transporte”. Eu realmente achava que esta disciplina tratava de algo como Ronaldinho pegando um ônibus, me enganei e o café esfriou.

Paciência. Mas no final, não é que ficou agradável?

Boa overdose!

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