Tecnologia – Disco de 3,9TB!

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Com relação a armazenamento de informações digitais, temos hoje duas vertentes distintas:

1) Cloud Computing

2) Mass Storage

Mas porque usar o nome em inglês não é verdade?

1) Computação nas Nuvens

2) Armazenamento de Massa

À medida que tudo ao nosso redor vai  se digitalizando é cada vez maior a necessidade de armazenar, processar e correr mundo com estas informações. O exemplo mais feliz da convergência digital talvez tenha sido na área fotográfica. Por mais que algum charme do álbum de papel ainda persista, ninguém é doido de comprar uma máquina analógica com filme e passar por aquele processo de aguardar revelação e etc. O lance é manter tudo digital e, vez por outra, imprimir as melhores fotos, seja num álbum especial ou em montagens divertidas.

Outro sucesso digital é a música. Não existe nada mais retrógrado que um CD, fita K7 ou LP. No caso do LP ainda existem alguns fanáticos que defendem a qualidade sonora e o incomparável charme de um disco de vinil mas na prática não cabe mais. O mundo tem tudo nas mãos para passarmos à era da música digital e SÓ AS GRAVADORAS (maiores prejudicadas coitadas) é que ficam nadando contra a maré e freando o desenvolvimento do mercado.

Só isso (foto e música) já gera uma enorme quantidade de informação digital. Agora some à conta os videos caseiros (filmadoras digitais), TV Digital (com a possibilidade de gravar a programação) e todo tipo mais de texto, imagem, arquivo, documento e CONHECIMENTO que possa existir ou ser criado. Tudo digital.

Para tanta informação é necessário espaço de armazenamento. Voltando às tendências:

1) Computação nas Nuvens

Se trata de uma linha de pensamento que consiste em redistribuir etapas da computação clássica, que são: processamento, armazenamento e software; para a internet. Ou seja, exemplo, você não precisa ter o Excel instalado na sua máquina, basta entrar no Google Docs e fazer ou editar planilhas. Com o tempo, quem sabe, nem de sistemas operacionais vamos precisar, basta um link com a internet.

Mas este modelo enfrenta vários desafios atuais como velocidade de conexão, cobertura, disponibilidade, preço e, porque não?, confiança nos servidores. Você estaria disposto a colocar 100% dos seus arquivos pessoais na internet?

2) Armazenamento de Massa

Enquanto o primeiro não vira realidade os dispositivos de armazenamento vão ficando cada vez mais fantásticos, robustos e ao alcance de todos nós. Um HD de 1TB (Tera Bytes ou seja 1000 Giga bytes) tem o custo hoje aproximado de U$ 150,00 ou seja, R$ 300,00 (lá na gringa!).

Os pendrives não só vão encolhendo como desafiando os limites do espaço físico no quesito capacidade. Já se fala em pendrives de 128GB! Eu me lembro de um Notebook Toshiba Satelite Pentium II com o enoooooorme HD de 4GB (como dizia sua própria etiqueta).

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Mas pendrive não veio salvar ninguém quando o assunto é backup. Ele é muito útil para transporte de dados e não backup. É aí que vem outra turma, os discos.

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No meu tempo, quando comecei a brincar com estas coisas, existia o disquete de 5”1/4 com a capacidade de 600 KB. Depois vieram os disquetes pequenos de 3”1/2 de 700K, os discos 5”1/4 de 1.2 MB e finalmente disquetes de 1,44 MB. Aí a coisa agarrou por um bom tempo até que apareceram os CDs.

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Apesar da gigantesca capacidade (de 650 – 700 MB) os CDs não eram práticos como os disquetes e aí surgiram os “disquetões”, na verdade, ZipDrive. A capacidade dos disquetões era de 100MB depois 200 e 750 mas o avanço dos CDs regraváveis enterrou sua família.

Mais uns dias se passaram e começaram a surgir os DVDs. Os DVDs mataram 2 coelhos com 1 tiro só. O CD e as fitas VHS. De fato os CDs continuam sendo mais práticos (e baratos) que os DVDs pois não é sempre que precisamos movimentar 4.7GB. Já a fita VHS mor-reu mesmo.

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Atualmente o mercado celebra a definição da queda de braço entre HD-DVD e o BluRay (à exemplo da luta entre VHS e Betamax do passado) mas por “incrével que pariça” mal mal a luta se definiu (com o BluRay) e outro salvador aponta no horizonte. Estamos falando de HVD.

O HVD muda tudo!

Quer dizer, nem tudo, mas quando falamos em processo de gravação, aí sim, tudo. Do CD ao BluRay a principal mudança está no melhor aproveitamento do mesmo espaço físico (seja diminuindo comprimento de onda do laser de gravação para gravar pontos menores, seja incluindo camadas) agora finalmente o processo muda. A informação é gravada em 3 dimensões.

HVD – Holographic Volatile Disc (Disco Volátil Holográfico).

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Não vamos entrar nos pontos técnicos da nova técnica de gravação, basta dizer que a capacidade inicial dos discos holográficos gira em torno de 300GB (contra 25 em camada única do BluRay) e a promessa, quando estiver totalmente desenvolvido é de incríveis, inacreditáveis, admiráveis 3,9 TeraBytes num único disco!!

3.900 GIGA BYTES!!

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Considerando o tamanho de um arquivo de música (MP3), na média, em volta dos 5 MB, vejamos o exemplo abaixo:

Para gravar uma música seriam necessários 4 disquetes.

Em um CD, é possível gravar por volta de 140 músicas.

Em um DVD: 940 músicas.

Blu Ray: 5 mil músicas

HVD: 780 mil músicas

Tá ruim ou não?!

Para saber mais:

http://hvd-forum.org/forum/overview.html
http://pt.tech-faq.com/hvd.shtml&prev=hp
http://eletronicos.hsw.uol.com.br/hvd5.htm
http://www.guiadopc.com.br/forum/index.php?showtopic=24493
http://electronics.howstuffworks.com/hvd2.htm
http://www.baixaki.com.br/info/1665-o-que-e-hvd-.htm
http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=7742
http://www.holophile.com/history.htm
http://www.answers.com/topic/holographic-versatile-disc
http://www.absoluteastronomy.com/topics/Holographic_Versatile_Disc
http://www.grcblog.com/?p=779

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2 Respostas to “Tecnologia – Disco de 3,9TB!”

  1. Celio Barros Says:

    Em termos de indústria de massa, concordo plenamente que o mp3 (era para ser o atrac 3, se a sony não o mantivesse em caixa preta por 15 anos – testei a mesma taxa de compressão em ambos os formatos e o atrac ganhou de longe em fidelidade) seja o formato mais prático e consumido para música de grande consumo e divulgação em geral. De qualquer forma, os fãs do vinil e fita de rolo estão certos, pois a taxa de amostragem do CD áudio já compromete absurdamente os sons mais agudos. Isso não é problema pros surdos que ouvem mp3 no talo nas ruas barulhentas das grandes cidades, ou freqüentadores assíduos de grandes shows, raves e baladas em geral. Em princípio esses sons quase ou totalmente inaudíveis não parecem fazer sentido de serem registrados, mas as resultantes dessas freqüências é que fazem os sons se aproximarem do natural. É como ver alguém ao longe. Se vc aumentar o zoom muito irá ver traços da trama do tecido de suas roupas. Ao longe isso não vai aparecer de forma direta, mas irá dar nuances à luz que incidir sobre a roupa, caracterizando uma resultante que indica que é tecido e não plástico liso, por ex. Resumindo, ouvir música em mp3 é como assistir a um filme com qualidade de video de celular, ou acampar na selva com um terno/vestido caro.

    A tecnologia evolui pra obtermos mais qualidade, assim como o vídeo e foto evoluiram para as atuais câmeras de mais de 10 megapixels e o Full-HD no Blu-Ray.

    Infelizmente a música caminha no sentido contrário para o usuário final há pelo menos 20 ou 30 anos, ao menos par ao usuário final comum. Ganhou-se recursos técnicos, e até mesmo oportunidade de se gravar em altas resoluções – 24 bits/196 kHz – que ocupam 65M por minuto em arquivo estéreo, algo que poderia e deveria já ter sido mais explorado nos DVDs, Blu-Rays e quem sabe nos HVDs, mas o que acontece é que como foi citado, busca-se ter uma biblioteca de música, que pode ser bem interessante como índice de catálogo, mas que eu duvido que o proprietário tenha tempo disponível em vida para poder ouvir todas elas. Segundo meus cálculos, para ouvir 780 mil músicas de 5 minutos, precisaríamos de mais de 22 anos ouvindo música durante 8 horas por dia, só par conseguir ouvir cada uma delas uma única vez. São 65 mil horas de música. Não faz sentido ter um acervo pessoal desses. É como ter uma coleção de livros não lidos, ou de quadros nunca vistos, ou de filmes nunca assistidos.

    Sou um entusiasta do HVD enquanto capacidade de armazenamento, que permita arquivos de altíssima resolução, permitindo mais detalhes em áudio e imagem e não como uma conseqüência de um campeonato de quem tem a maior coleção do mundo de arquivos.

    Tão entusiasta que estou a procura de drivers e mídias para começar ,a acompanhar preços. Por isso cheguei aqui (sim alguém leu ;)). Afinal, preciso fazer bkp de projetos com 16 ou mais canais de audio em 24bits/192kHz. Que HVD chegue e barateie o quanto antes.

    • bussainchains Says:

      Bom dia,

      Excelente análise! E eu confesso que não tinha pensado em armazenamento de massa
      com este critério de qualidade x quantidade de informação.

      Muito obrigado pelo texto, e por ter lido!

      Abraço

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