Música – Comunidade Transferida…

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Em 2004, ano que recebi (e ignorei) o convite de um amigo para fazer parte de um tal de Orkut, foi justamente o ano em que criei a comunidade do Udora (então Diesel).

Após insistência do amigo resolvi aceitar o convite, assim descobri as redes sociais. Era tudo muito novo e divertido. A comunidade de Belo Horizonte possuía algo perto de uns 300 usuários e era realmente possível conhecer alguém por ali. Todos sentiram orgulho quando a mesma ultrapassou os 1000 membros mas por outro lado perdemos a intimidade e a graça.

O jeito então era procurar comunidades mais divertidas e saíamos desbravando a rede e rolando de rir ao encontrar coisas como “Eles Perguntam/Elas Respondem“, “Imagino gente levando fatality“, “Meus pais falam MAQUE Donalds” e por aí vai… sem contar aquelas de “Odeio Axé!“, “Odeio Funk!“, “Odeio Gugu!“, “Odeio acordar cedo!“, “Odeio quem odeia qualquer coisa!“…

Depois de um tempo, paramos de procurar comunidades dos outros e começamos a criar as nossas próprias. Vibrávamos eufóricos quando a mesma atingia um nível respeitável de popularidade (qualquer coisa acima de um membro hehe).

Um amigo criou a Eu Odeio a MTV Brasil (criticando a péssima fase pela qual passou a emissora) e outro criou a Farra Todo Dia (em homenagem a um estilo de vida).

Foi então que eu pensei, pensei, pensei e resolvi eu também iniciar a minha própria. O tema seria uma homenagem a melhor banda de Belo Horizonte na época, o Diesel.

Com orgulho (e sem propaganda!) vi a comunidade crescer dia após dia. Foram 2, 5, 10, 100, 1000 membros. Outras comunidades da banda apareceram mas a minha, por ser a primeira, mantinha a liderança.

Um momento marcante foi quando os próprios membros da banda começaram a fazer parte e, vez por outra, se manifestar. Depois que voltaram dos Estados Unidos então, o Gustavo (vocalista) percebeu o poder da ferramenta e começou a ter uma participação ativa postando agenda, novidades, encontro com os fãs e até respondendo perguntas. Mas a coisa cresceu tanto que ele decidiu criar a sua própria comunidade do Udora (nada mais justo…)

Então, foi aí que o som da banda mudou radicalmente. Começaram a cantar em português e novos fãs foram atraídos (batemos nos 3 mil membros). A comunidade viveu dias de luta e discussão (quaantas discussões e reflexões e inflexões e filosofias sobre o que estava acontecendo) e os fãs se polarizaram: os novos e defensores da atual fase contra os antigos rancorosos.

Do meu lado eu acabei me afastando da confusão e a comunidade deixada às traças e conflitos. Por diversas vezes alguém me procurava para apagar um incêndio ou moderar um comentário mais exaltado. Outros pediam apenas atualizações, mas não deu. Foi ficando e ficando…

Hoje resolvi virar a página e aproveitar o prestígio que a comunidade ainda tem para jogá-la na mão de alguém que possa movimentar o pessoal e continuar a tarefa de promover uma grande banda orgulho de Belo Horizonte.

Boa sorte ao novo dono e boa sorte ao Udora.

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