Música – Offspring em BH [2]

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Finalmente chegou o grande dia e eu ainda estava naquela de “vou” “não vou” devido a falta de companheiros dispostos a encarar a missão que na verdade nem foi das mais tenebrosas, uma vez que tomar cerveja e ver uma boa banda ao vivo, sossegado, encostado num cantinho da pista, não há de ser nunca um mal programa. É claro que no meio destas linhas tinha um indigesto e salgado ingresso, além da antipatia contumaz de uma típica quarta-feira.

Chutei o balde e fui. Meus temores começaram a se concretizar logo de cara e foi muito engraçado (triste) se ver tão dissonante (velho) no cenário (horda de adolescentes com camisa preta). Antes assim.

Peguei uma cervejinha e fui humilde pra pista tentar uma boa visão sem atrapalhar ninguém (aquelas rodinhas de mosh que acontecem quando a energia se concentra num ponto sabe? Então, vamos passar longe.)

E não demorou os caras entraram no palco. Nada de cabelo vermelho moicano, rapado com parafina pra cima. Não fossem algumas tatuagens e os instrumentos em punho, eu diria que era o Vinny on stage.

Dexter Holland (à dir.) todo almofadinha pagando de Vinny (à esq.)

Dexter Holland (à dir.) todo almofadinha pagando de Vinny (à esq.)

Como disse no post anterior não tinha grandes expectativas com o show mas esperava ansiosamente que pelo menos alguns clássicos do Smash rolassem e, por que não, minha querida Bad Habit.

Foi então que, logo de cara, iniciaram a apresentação com a porrada All I Want. Seguida de, ninguém mais, ninguem menos que BAD HABIT! E como se não bastasse logo a terceira música foi Come Out And Play! Ao mesmo tempo que a feliz sequência pudesse apontar para uma noite lendária me veio aquela pontada de preocupação: “já tocaram 90% do que eu vim ver”.

E foi dito e feito. Depois disso vieram diversas coisas esquisitas e outras mesmo bobas, como as já citadas Pretty Fly e Get A Job (levaram o público à loucura).

Saquei que o show era isso e me contentei a simplesmente esperar pelo final que, ao que tudo indicava seria com Self Steem. Antes do fim ainda fui muito bem surpreendido pela bela The Kids Aren´t Allright, que àquela altura da noite meu mal humor já tinha limpado das expectativas. Foi bem bacana. Aí veio mais uma e fechou a conta com Self Steem.

Resumindo, missão cumprida, todos felizes e Offspring nunca mais.

O Tempo – Offspring faz show agitado em BH na abertura da turnê brasileira

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