Archive for the ‘Uncategorized’ Category

20 de junho de 2013

junho 21, 2013

Há alguns anos atrás Lula era Presidente e sua popularidade não parava de bater recorde de aprovação. Recebeu prêmios internacionais e até Barack Obama falou que ele era “O cara”. Com tudo dando certo e surfando nessa onda positiva, Lula conseguiu ainda mais duas vitórias quase pessoais para a carreira, o Brasil iria sediar a Copa do Mundo de Futebol e ainda as Olimpíadas de 2016.

É claro que os céticos torceram o nariz e os ranzinzas começaram a reclamar mas o povo, ah o povo, este saltou de alegria e comemorou como nunca o anúncio. No dia, milhares de pessoas se reuniram (de tarde e no horário de expediente) nas areias das praias do Rio de Janeiro para fazer a “torcida” pelo Brasil e quando a vitória foi anunciada pronto, Carnaval.

Eu, que não gosto de futebol, não tenho time, não vejo jogo e repudio fanatismo alienista, ainda assim gosto da Copa do Mundo. Na verdade, não é que eu não gosto de futebol, não gosto é de fanatismo e como futebol no Brasil (no mundo?) é fanatismo… Pois bem, ainda assim pensei “vão acontecer maracutaias, o povo não vai falar de outra coisa, a mídia não vai falar de outra coisa e enfim tempos de torpor vão se instaurar no país.”

Mas não sei porque cargas d´água até eu comecei a achar que no final das contas a Copa no Brasil teria um saldo positivo. Roubalheira aconteceria, fanatismo aconteceria, alienação aconteceria mas ainda assim, no final das contas, o saldo seria positivo. No fundo queríamos sim receber o mundo, mostrar a todos que temos competência para organizar as cidades, receber turista, construir estádio, construir aeroporto, construir metrô, contar a história, nossa história, mostrar as cidades, não só Rio e São Paulo, mas Belo Horizonte, Recife, Brasília, coisas que geralmente não chegam lá fora. E além disso, deste sentimento de ansiedade de quem vai receber visita importante, havia a esperança de que obras importantes aconteceriam (mesmo que fosse às custas de safadeza). A tal da infraestrutura sairia do papel, aeroportos duplicados, modernizados, acesso aos estádios, novos estádios, metrô pra todo lado, hotéis, redes de telecomunicações 3G, 4G…

O tempo foi passando e nada.

A prefeitura de Belo Horizonte chegou a anunciar o tão sonhado metrô mas rapidamente jogou um balde de gelo em todos falando que as obras não seriam concluídas até o mundial, por isso não ia nem tentar. Ao invés disso lançaram o projeto do BRT. 

BRT…, BRT.

Pegaram a recém inaugurada Av. Cristiano Machado e jogaram tudo no lixo, quebraram tudo de novo. Tudo pelo BRT. Até hoje ninguém sabe ao certo como vai funcionar mas é a única obra anunciada e que de fato se vê alguma coisa. Curiosamente passa longe do Mineirão e de Confins mas é uma obra da Copa, BRT.

O tempo foi passando e começaram as notícias de obras pelo Brasil, obras nos estádios. E detalhe, todos atrasados. Começou uma corrida contra o tempo e com denúncia de tudo quanto é lado falando que era um atraso intencional com o objetivo de dispensar licitações na etapa final.

Brasília, que nem tem time de futebol, ganhou o estádio mais caro orçado em mais de um bi. Bilhão de reais.

Ronaldo, herói, homem gol, embaixador, vencedor, não desiste nunca e que foi pra delegacia num rolo com travestis, falou que não se faz Copa do Mundo com hospitais. Isso não foi agora, foi em 2011.

E de lá pra cá tudo foi acontecendo na mais absoluta normalidade. As notícias eram absurdas, como de costume, e a consequência dela não passava de um comentário, uma pauta a mais no bate-papo das pessoas no intervalo do cafézinho ou do almoço. 

Certa sexta-feira estive no aeroporto de Confins, na região metropolitana de BH, às 10 horas da noite e peguei um congestionamento monstro. Tudo parado, tudo travado. E não tinha problema no aeroporto, na estrada, na cidade, não tinha tempo fechado, não tinha evento, não tinha nada. Só tinha muita gente chegando ou partindo. Só tinha um aeroporto que não comportava o fluxo normal de uma sexta-feira a noite. Foi então que pensei “imagina na Copa”. 

Era o sentimento do Brasil inteiro. Com todas as notícias de obras que não aconteceram que a gente ia vendo o sentimento era um só “imagina na Copa”.

Um dia vi uma menina com uma camisa ainda mais interessante que dizia “imagina depois da Copa”.

Pois bem, o tempo foi passando e o grande teste para a Copa do Mundo chegou, a Copa das Confederações. Finalmente as autoridades foram revelando os verdadeiros planos para a Copa.

O que eu achei engraçado foi uma onda leviana que passou pela cabeça das pessoas com a idéia de que deveriam aproveitar a Copa no Brasil para também lucrar algum dinheiro. Ok! Ótimo, mas vender latinha de cerveja na porta do estádio não é empreendedorismo nenhum, é esmola, e o povo besta vendo a Copa mais cara de todos os tempos num país que não tem dinheiro para corrigir o salário mínimo dignamente fica feliz é justamente com esmola.

Mas nem isso deu certo. Os ingressos começaram a ser vendidos (Copa Confederações) e o plano de mobilidade urbana consiste em dar feriado para as pessoas e bloquear quarteirões ao redor do estádio, além de varrer mendigo das ruas e limpar (derrubar casas) áreas ocupadas próximas aos eventos.

Poucos dias antes da abertura aconteciam algumas greves em Minas e os grevistas ameaçavam timidamente arranhar a imagem do evento. E em São Paulo um grupo que protestava contra o aumento da passagem de ônibus fui trucidado pela polícia.

Normal. Tudo normal.

Chegou então o grande dia. O início oficial do grande teste para o Brasil mostrar ao mundo a sua verdadeira face.

“Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim” – Já dizia Cazuza lá nos anos 80.

Todos reunidos para ver o primeiro jogo da Copa das Confederações, Brasil em campo, estádio cheio, festa bonita, mídia em festa e DE REPENTE, uma notícia que arrancou risada de todos. Risada no sentido de “QUE DOIDO MEU! Isso está acontecendo???”

Enquanto o Brasil sentava em frente a televisão para ver a repercussão que o mundo daria ao início do torneio, um grupo tocava o terror e manifestava do lado de fora do estádio.

Em plena abertura??? Foi sensacional!! Mas a PM mais uma vez agiu com rapidez, truculência e o movimento dispersado.

Dentro do estádio é a hora de ouvir o presidente da Fifa e a presidente do Brasil, Joseph Blatter e Dilma Rouseff.

Uma inacreditável, alta e sonoríssima vaia ecoou por todo o planeta dizendo “essa é pra vocês, mas não é tudo, vocês não perdem por esperar!”

A opinião pública se dividiu, pôxa que feio, vaiando a Presidente?

Me lembro de uma música bonita que o Gabriel Pensador fez para o Collor em 92 que dizia “hoje estou feliz, matei o presidente”.

De lá pra cá os videos da PM batendo nos estudantes e na mídia correram o mundo e isso deu força não para que os estudantes se acoassem, mas para que reunissem o ódio guardado no coração e convocassem manifestações ainda maiores. 

Como quem diz “ontem éramos 10mil, hoje somos 20, vai fazer o que, me bater?” E como um vírus o Brasil pegou fogo. Tudo que estava na garganta há 1 semana, 1 mês, 4 anos, 10 anos, 50 anos, 500 anos resolveu sair de uma só vez.

I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!

No país do futebol, em plena Copa das Confederações, a última notícia do jornal é futebol.

Chegamos ao extremo utópico fantástico de hoje, 20 de junho de 2013 ver a Rede Globo de Televisão DEIXAR DE TRANSMITIR UM JOGO OFICIAL DA COPA PARA FAZER COBERTURA DE PROTESTOS.

Ontem, no segundo jogo da seleção brasileira, milhares de manifestantes tentaram IMPEDIR O ACESSO DO ÔNIBUS DA SELEÇÃO AO ESTÁDIO.

Wiliam Bonner ABANDONOU A COBERTURA DA COPA PARA COBRIR PROTESTOS.

Repórter da Globonews aparece numa imagem chocante com um baita de um buraco na testa, causado por um tiro de borracha da polícia.

Manifestantes saem às ruas em todo o Brasil e só no Rio de Janeiro, um levantamento rápido indica no mínimo 300 mil pessoas gritando contra o governo.

É notícia demais, é rápido demais, é incompreensível demais, é lindo demais. Ainda não dá para analisar o momento, nos cabe colaborar e participar.

De quebra, a FIAT tirou sua propaganda boba do ar porque o tiro saiu pela culatra e agora estão usando sua música tema como hino dos protestos.

Realmente é um momento sem palavras e é impossível negar: O GIGANTE ACORDOU.

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JD Vital no Opinião Minas

agosto 21, 2012

Jornalista JD Vital comenta lançamento do livro “Como se faz um bispo” no programa Opinião Minas da Rede Minas.

Parte 1

Parte 2

Como se faz um bispo

agosto 11, 2012

Lançamento em Belo Horizonte do livro “Como se faz um bispo” do jornalista JD Vital.

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Dia 20 de agosto de 2012 às 19:30 no auditório da CEMIG, Av Barbacena 1200.

http://comosefazumbispo.wordpress.com

virada2010

abril 26, 2012

virada2010

Música – Sepultura / Kairos / Jean Dolabella

novembro 16, 2011

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O Sepultura sempre foi a minha banda preferida do coração. Às vezes mais, outras menos mas estamos lá, sempre juntos desde 94, 95 quando peguei o bonde andando e não desci mais.

O primeiro contato foi através da MTV que anunciava o clipe de Roots Bloody Roots e me incentivou a comprar o primeiro CD da banda, Roots.

Rapidamente percebi que existia uma grande e gloriosa história que precedia e construía uma base sólida e que nos traria ao fantástico Roots. Essa história era ilustrada por álbuns como Chaos AD, Arise, Schizophrenia, Benneath the Remains, Bestial Devastation e outros afora.
Pouco depois que elegi esta como a banda guia veio a primeira tragédia, Max Cavalera abandona o grupo.

Ferida incurável! Mas amenizada pela entrada do excelente Derrick Green.

O livro ‘Sepultura – toda a história’ ilustra melhor estes anos gloriosos até a transição para o vocalista americano.

Me senti culpado por não ter curtido a banda antes e vivenciado momentos históricos como o show que o Sepultura (com Max) fez com o Ramones e Raimundos em Belo Horizonte.

Haja visto que nenhuma das três bandas existem mais (pelo menos da forma como eram), quem foi neste show hoje em dia deveria excursionar pelo país fazendo palestras dizendo como foi aquela tarde histórica.

Como eu não podia mais me dar ao luxo de perder momentos históricos, quando o Sepultura anunciou o primeiro show em BH, em 1999 com o vocalista novo, eu, é claro, não poderia ficar de fora.

E sim! Foi histórico. Me lembro de estar grudado no palco como um metaleiro inconsequente quando de repente Andreas, Paulo, Igor e Derrick entram andando no palco, sem cerimônia e o ambiente vira uma panela de pressão prestes a explodir aos primeiros acordes de “Spit”. Foi foda, foi tenso, foi ducar*lho!

Vieram os discos Against, Roorback, Sepulnation, Dante XXI e etc, quando não mais que de repente Igor também anuncia, ‘estou fora!’

E agora, o que será do Sepultura? Jogar as baquetas, fechar o buteco? Não!! Para alegria geral da SEPULNATION eles conseguiram encaixar outro grande baterista Jean Dolabella e para alegria maior ainda dos belorizontinos old school de plantão o rapaz também era mineiro, beozonte, roqueiro, gente boa e de outra banda importante na história da cidade, o Diesel. Só restava saber se a química entre os novos quatro seria tão forte como aquela que um dia consagrou a banda.

O primeiro teste foi em outro show lendário que tive o prazer de testemunhar em Belo Horizonte. O primeiro do Sepultura com Jean na capital mineira. Sai de lá com excelentes sentimentos e com a impressão de que um helicóptero estava estacionado no palco durante a apresentação. Era a fúria bumbo duplo do ex-Diesel.

Se ao vivo o rapaz era digno de substituir um Cavalera restava a dúvida do estúdio. O seu primeiro disco A-lex dava dicas de que a nova arquitetura, apesar de ainda não estar 100%, poderia retomar os dias de paixão.

E foi então que finalmente, em 2011 o Sepultura finalmente se reencontra e, emanando o poder do Deus do Metal, lança aquele que talvez possa ser considerado o melhor disco desde o saudoso Roots de 95: KAIROS.


A banda estava completa. Harmonia, poder e sucesso. Num álbum que homenageia a sua própria história destacam-se os riffs bem construídos das guitarras a solidez do baixo e a potência destrutiva da bateria e do vocal.

Elogios vinham da Europa, dos EUA, do Brasil e do… Rock in Rio! Escalados para tocar no palco secundário o Sepultura bateu forte na cabeça e conseguiu abafar o tal do Glória (banda emo e sem história) que inexplicavelmente ($erá?) tocava no palco principal.

É, os bons dias estavam de volta. Para mim só faltava uma coisa, presenciar, em mais uma sequência de momentos históricos, a performance de Kairos ao vivo. E o tão aguardado dia chegou, numa sexta-feira: 11 do 11 do 11.

Que pena, mal sabia eu que este dia peculiar seria muito mais histórico do que eu imaginava…

O show em si foi quase impecável. ‘Quase’ porque cheguei atrasado e fiquei num lugar ridículo para assistir e também porque justamente achei que a banda iria valorizar mais a nova fase tocando mais músicas de Kairos/A-lex/afins do que os ditos ‘clássicos’ do Sepultura.

Apesar de serem músicas fantásticas criadas por 50% dos caras no palco, e que merecem total reconhecimento pela sua criação, ainda assim ver o novo Sepultura tocando qualquer coisa pré-Derrick, soa como banda cover. Principalmente quando boa parte do show é dedicada a estas músicas e a platéia, é claro, responde melhor a elas.

Eu, por ter feito o dever de casa, preferia um Kairos na íntegra com algumas do Dante XXI, A-lex, Roorback e, num determinado momento, aquele saudosismo com Desperate Cry, Troops of Doom, Inner Self, Territory e Roots Bloody Roots.

Mas tudo bem, seria hipocrisia minha reclamar de um show com um setlist privilegiado destes. Saí de lá novamente com a alma lavada e sensação de mundo melhor.

Hoje, quando estou lendo a resenha do show no Mondo Metal, logo abaixo da frase que diz que a competência de Jean Dolabella nas baquetas não fez ninguém sentir falta de Igor Cavalera, estava a notícia:

Após 5 anos, Jean Dolabella deixa o Sepultura.

Fui pego de surpresa! Como assim? Após a sintonia? Após Kairos? Após o tapa de luvas negras do Rock In Rio?

Não sei o que dizer…

Só resta novamente, agradecer ao Jean por também escrever páginas brilhantes na biografia da banda e mais uma vez desejar, do fundo do coração força e sorte ao SEPULTURA!

É hoje!

janeiro 30, 2010

Música do Dia – Leve Desespero

setembro 17, 2009

Capital Inicial
Leve Desespero

Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
É importante, todos me dizem
Mas nada me acontece como eu queria

Estou perdido, sei que estou
Cego para assuntos banais
Problemas do cotidiano
Eu já não sei como resolver

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

Então é outra noite num bar
Um copo atrás do outro
Procuro trocados no meu bolso
Dá pra me arrumar um cigarro?

Eu não consigo mais me concentrar
Eu vou tentar alguma coisa para melhorar
Já estou vendo TV como companhia

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

Talvez se você entendesse
O que está acontecendo
Poderia me explicar
Eu não saio do meu canto
As paredes me impedem
Eu só queria me divertir

As paredes me impedem
Eu já estou vendo TV como companhia

Sob um leve desespero
Que me leva, que me leva daqui

Música do Dia – Gota D´água

setembro 12, 2009

Chico Buarque
Gota D´água

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor…

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d’água…

Hoje

setembro 9, 2009

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09 de setembro de 2009

Réveillon 2010 é Copacabana na cabeça!

julho 27, 2009

u2360

O U2 está novamente cada vez mais perto dos brasileiros. Duas cidades de peso já se manifestaram publicamente sobre o desejo (e início de negociações) para trazer a melhor banda em atividade no mundo para tocar de graça em seus palcos.

A primeira foi Brasília que anunciou o nome dos irlandeses como sonho de consumo para colorir a mega festa de aniversário dos 50 anos da Capital Federal que está sendo desenhada.

Hoje foi a vez do Rio de Janeiro, que quer U2 na festa de Réveillon em Copacabana. Já imaginou? Aquela multidão fazendo a contagem regressiva no melhor estilo “Um, dois, três, quatorze!!!” Eu não consigo nem imaginar uma cena dessas, só de ler a notícia já tive alteração de pressão e tremedeira nas mãos.

Mas todos sabemos que o sucesso da operação vai muito além de boa vontade política e rios de dinheiro (ah se fosse fácil assim), depende é do U2.

Malandros que são, os cariocas já tem uma carta na manga caso algo dê errado: Roberto Carlos.

É claro que a primeira opção nem se compara à segunda mas esta também garantiria bom entretenimento e riscaria o nome do Rei da minha lista de shows ainda por assistir.

Por um ou por outro, 2010 é ano de Copa!