Posts Tagged ‘asus’

Tecnologia – Ubuntu e Eu [2]

janeiro 12, 2011

DOWNLOAD

O primeiro passo da nossa jornada rumo à liberdade de espírito é justamente conseguir o Ubuntu! E como não poderia deixar de ser, consegui-o-o gratuitamente no site do projeto www.ubuntu.com.

Qual versão baixar? Bem, a última! Claro. Mas foi só depois de baixar que eu vi que existe uma versão do sistema especialmente desenvolvida para Netbooks e que pode ser encontrada aqui.

Antes de começar vamos falar da minha máquina para ilustrar melhor a história. Pretendo instalar o Ubuntu no meu netbook que é um Asus EEEPC 1002HA com processador de 1.6GHz, 160GB de HD, 1GB de memória RAM, wireless, video integrado, bluetooth, webcam e etc.

Infelizmente, na correria eu acabei baixando a versão 10.10 32bit (a última até o momento) para Desktop do Ubuntu. Mas como eu rodo o Windows 7 – 32bit sem problemas, acredito que vai ser fichinha pro Net. Se der certo mesmo pode ser que no futuro troque pela versão Net.

EXPECTATIVA

Agora uma questão filosófica, quais as minhas necessidades computacionais atuais? Na reta final do curso de Engenharia Eletrônica eu precisava de uns softwares bem específicos que eu nem ousei pesquisar se tinha versão para Linux, tipo Matlab, Siemens Step7, Logo, Wizcon, WinHP, compilador Arduíno e etc. Mas agora que o suplício acabou as necessidades ficaram bem mais modestas, mas ainda assim com certo desejo de qualidade.

Hardware

Eu preciso de um sistema operacional que converse bem com o hardware disponível e de preferência, identifique e configure tudo automaticamente. Ou seja, a placa de rede cabeada e wireless, além do bluetooth, speaker, video, microfone, webcam, mouse touchpad, leitor de cartão e portas USB tem que funcionar perfeitamente.

Software

Alguns programas são básicos para a sobrevivência de qualquer pessoa no ano de 2OOZY como um editor de texto, planilha e apresentação. Bem como PDF, imagens, player de música, player de video, editor de video (estilo Windows Movie Maker), Itunes e também os programas feitos para CLOUD COMPUTING (nome chic pra caramba).

Internet

A vida hoje é online e online devemos ficar. E como temos Firefox para Linux, então ‘seus problemas se acabaram-se‘. Mas ainda assim quero ver o suporte e a performance do bicho para rodar Flash (contrariando os desejos da Apple), Java e demais páginas. Bem como aqueles serviços fundamentais como os Instant Messengers MSN, Google Talk, Skype, Facebook, Myspace e outros jovens à vista.

Pergunta: o Ubuntu vai me oferecer tudo isso? E mais, EU saberei saborear estes recursos do Ubuntu? Vamos que vamos.

Programa baixado, é hora de instalar.

BACKUP

Antes de instalar, uma vez que vamos formatar geral, é importante fazer um backup bacana dos seus arquivos atuais. No meu caso, são cerca de 100GB de backup. Como o netbook não tem drive de cd, muito menos de blue-ray, o jeito é fazer o backup via pendrive ou rede. Hmmmmmm, 100GB em pendrive? Não, vamos via rede. E ainda assim foi um parto! 2 dias de conexão wireless inconstante e uma taxa máxima de transferência de 2MB/s. O grande problema é que você não pode simplesmente selecionar tudo e mandar copiar porque de tempos em tempos dá pau e você tem que clicar num ‘Continuar‘ ou simplesmente recomeçar o processo. Para monitorar a transação do netbook para desktop, utilizei o excelente site Logmein que permite controle remoto do computador e é tema de um futuro post, quem sabe.

 

PENDRIVE DE BOOT

Para instalar um sistema operacional novo numa máquina que não tem drive óptico (nem disquetes, diga-se de passagem) é possível fazê-lo através de um drive de CD externo, conectado via USB ou simplesmente através de um pendrive de boot, (‘bootável’, como dizem). Pode ser feito também via LAN, mas vamos de pendrive mesmo.

Peguei o meu pendrive guerreiro de 4GB e formatei em NTFS, seguindo os procedimentos que eu tinha num antigo roteiro que ensinava a fazer justamente um pendrive bootável. Foi então que percebi o problema de não conseguir dar boot na unidade, porque era NTFS. Reformatei rapidamente em FAT32 e deu tudo certo. Mas como fazer?

1) Entre nas configurações da BIOS do seu computador, opções de BOOT e habilite a opção de dar boot a partir de um pendrive (ou flash unit, flash memory…) É claro que o computador tem que ter suporte a isso, mas os mais novos todos tem.

2) Prepare o pendrive bootável do Ubuntu. Como fazer? Nesta página tem os procedimentos rápidos e simples de como criar. Basicamente você precisa instalar o Universal-USB-installer e a partir dele indicar onde está o arquivo ISO (que baixamos do site do Ubuntu) e qual o pendrive a ser transformado. Sem segredo. Feito isso podemos finalmente começar a saga!

E isso será assunto para a parte [3].

Anúncios

Informática, para que te quero?

abril 22, 2010


Você aperta um botão, a TV liga.
Aperta outro e ela muda de canal.
Mais um abaixa o volume e outro desliga.
Porque o computador não pode ser assim?

É claro que o computador oferece possibilidades infinitamente maiores que qualquer televisão, mas ainda assim isso às vezes chateia a gente.

Ora pois, veja você, instalei o Windows 7 no meu querido e ‘velho’ desktop e a operação foi concluída sem problemas exceto por um pequeno detalhe, não identificou a placa de rede.

A placa é do tipo onboard (junto com a placa-mãe) e o driver vem naquele CD que a acompanha. Quando o sistema operacional não identifica e instala automaticamente os drivers necessários você recorre a este CD. Foi então que tive uma desagradável surpresa, o driver do CD era incompatível com o Windows 7. Cacete!

A placa mãe da Asus (modelo K8U-X), desenhada para o Windows XP (ou seja, 2 gerações de Windows atrás) foi tida na época como um modelo básico para atender às necessidades básicas de um usuário básico (descobri isso hoje) e querer que ela funcionasse 100% com 2 gerações à frente seria realmente exigir um pouco de mais da coitada, mas ainda assim eu confio no seu potencial e continuo precisando que ela supra as minhas necessidades BÁSICAS. Se fosse um ‘som’ on board que tivesse dado problema, ou o ‘video’ (tenho video off-board) ainda ia, mas a rede?? O que fazemos hoje num micro sem rede? Sem internet?

No site da Asus dizia que a placa-mãe era simplesmente incompatível com o Windows 7 (e até com o Vista, era usável até o XP), beleza!

Tentei instalar manualmente através das opções oferecidas pelo Windows. São milhares de fabricantes e modelos mas nenhum dos que peguei aleatoriamente funcionou. Alguns inclusive dando aquela simpática tela azul. Beleza!

Começamos então o garimpo no Google. Procurei por “K8U-X LAN WINDOWS 7”, “K8U-X LAN”, “GOD HELP US WITH 7” mas nada parecia adiantar. Foi então que vi um infeliz comentando que a LAN da K8U-X era uma Realtek8021CL. Procurei exaustivamente por este driver mas não consegui. Voltei nas sugestões do windows e encontrei o fabricante REALTEK com alguns modelos 8019, tentei e INSTALOU! Bão demais, só tinha um problema, não funcionava. Cacete!

Tentei mudar uns parâmetros, resetar, modo de segurança mas não identificava a rede de jeito nenhum. Voltei pro Google. Foi assim que vi oooutro infeliz comentando que a parte de rede da K8U-X era to tipo PHY (???!) e que eu só conseguiria estes drivers através da atualização do CHIPSET da placa-mãe que no caso era ULI M qualquer coisa.

Chip quem? Chips! Oba!

Hmm, agora temos outra direção a caminhar. Tentei novamente o CD da placa-mãe, instalar o Chipset mas, nada, incompatível com W7.

Procurei então por atualização do meu chipset e tal, e blabla e blabla, download, pendrive, instala e: YES! YES! YYESSEYY! Funcionou!

O problema do computador é que ele é muito frio. Da mesma forma que você liga e ele mostra uma mensagem curta e grossa do tipo: “NÃO CONECTADO”, quando o problema é resolvido ele simplesmente navega, como se não houvessem glórias e dragões deitados por trás desta façanha.

Ah não, após uma maratona dessas devia aparecer algum incentivo na tela: “parabéns cara!! Você é foda!!! Pensou em desistir tantas vezes, voltar pro XP, comprar outra placa de rede, mas NÃO!, você venceu, a placa agora funciona! Você é O CARA!

Missão cumprida, qual o botão em comum do computador com a televisão?

TURN OFF.

Tecnologia – Internetês

setembro 11, 2009

didi_betania

Quando eu era pequeno adorava um sujeito da televisão que se chamava Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo. Boa parte da sua graça se devia ao português intencionalmente errado  que eu, humildemente, imitava a fim de fazer gracinha.

Minha mãe um dia me advertiu, dizendo que aquilo não só era feio (sem graça) como fazia também com que eu me acostumasse ao errado e esquecesse o correto.

Foi então que veio a Geração Bate-Papo de Internet. Na pressa pelo diálogo aceleramos a digitação e muitas vezes abreviamos as palavras. De fato, é muito mais prático escrever “vc” do que “você” (ainda mais observando o acento) e no final o entendimento será o mesmo. Mas o problema vem dos exageros. Alguns infelizes abusaram tanto da técnica que praticamente criaram um novo dialeto, o ‘internetês‘.

É claro que isso teve reflexo na sala de aula. Alguns professores acenderam a luz amarela e chamaram a atenção para justamente aquilo que minha mãe me disse anos atrás. Os novos alunos, viciados em salas de bate-papo, ICQ, MSN e afins, estavam levando o linguajar fajuto da rede para as redações manuscritas, provas e etc.

É um tal de colocar “x”,  “h”, abreviar e improvisar para todo lado. ‘Não‘ virou ‘naum‘, ‘Acho‘ ‘axo‘, ‘tchau‘ ‘xau‘ e por aí vai. Sem contar nos malditos emoticons que deveriam ser resumidos a apenas 2:

🙂 feliz

😦 triste

Nada de:

coração ou

=* beijo

Seguindo a onda, na contra-mão do bom senso e de olho numa possível fatia mercadológica (dos acéfalos) o Telecine Brasil teve uma idéia genial. Criar um programa onde os filmes seriam legendados em ‘internetês’, então o sujeito iria ouvir o som original do filme e se deliciar com a legenda esdrúxula e errada.

Cadê o comitê contra baixaria na TV?

Pois bem, os fóruns de informática na internet são uma fonte riquíssima de conhecimento baseada em trocas de experiências entre os usuários, com isso, se tornaram a primeira opção de solução para qualquer problema informático de qualquer cidadão minimamente instruído ou que deseja vir a sê-lo. O problema, é que muitos dos colaboradores destes fóruns são justamente aqueles bastardos acéfalos que gastam seu precioso tempo descobrindo uma maneira de burlar um joguinho ou conseguir aquela versão beta da próxima versão de não sei quem. Então, haja paciência para ler os seus relatos.

Hoje eu estava com uma dúvida simples, qual a melhor marca de placa-mãe (Asus ou Gigabyte?), e resolvi recorrer à experiência e versatilidade da tribo mundial. Muito bom, muito bom… Desde que, é claro, alguém entenda alguma coisa.

RETIRADO DE FÓRUM:

eu sempre ouvi dizer tembem k as asus era melhore mas o k se ve nos benk e k com = chipset as giga sao bastantes vêz melhore. um caso particular de mao mother da asus e aquela de chipset nvidia sli 2x pcie 16x
da intel, existe essa e uotra de 2x pcie 8x fizera um benk como essas duas e outras e o resultaldo e k a diference de desempenho cpu n existe de sli e de 5-10% (se bem me lembre) mas era mt instavel e que a não ser para sli com gpus hight-end era melhor comprar a de 2x pcie 8x por causa da instabilidade

Tecnologia – Oops! I did it again

agosto 13, 2009

lordepc

O único lugar onde eu entendo a aflição feminina perante uma vitrine, é em frente uma loja de informática.

Tecnologia – Netbooks

novembro 16, 2008

eeepc1

Mais do que um celular bacana e envenenado, a moda que está chegando com tudo é a dos Netbooks. Já ouviu falar? Então prepare-se em breve estarão por todo lado talvez até na sua mochila.

Mas o que é um Netbook? Nada mais é do que um Notebook com menos recursos, a princípio voltado para navegação (daí o “net”) mas atualmente eu diria voltado para mobilidade/praticidade total. O fato de ter menos recursos permite aos netbooks terem o tamanho extremamente reduzido, bem como o peso e, o mais interessante, o preço.

Tudo começou com a corrida dos governos de alguns países para lançar o notebook de 100 dólares para uso educacional e na integração digital dos menos favorecidos. A Asus foi uma das empresas que começou a pesquisar mas não conseguiu atingir o objetivo. Resolveram então lançar um produto baseado naqueles conceitos porém com outras finalidades, para ver como o mercado iria recebê-lo. Lançaram assim o primeiro EEEpc. “Easy to Learn, Easy to Play, Easy to Work”. Este notebook da Asus tinha as dimensões de uma agenda, tela de 7”, webcam, microfone, leitor de cartão, 2GB de armazenamento, entradas USB, saída de video, pesava 900 gramas e custava 300 dólares. Não deu outra, foi um sucesso estrondoso. Tão grande que a linha EEE hoje se multiplica intensamente e, de olho na recepção do mercado, vão sempre lançando novos modelos para ver aqueles que melhor funcionam. Aumentaram a tela de 7 para 8,9” e enfim 10”. Aumentaram o armazenamento de 2GB para 4GB e enfim 12GB. Hoje tem modelos com HD (de verdade) com até 160GB. Colocaram bluetooth, tiraram bluetooth, aumentaram resolução da Webcam, aumentaram peso para 1,4Kg depois voltaram para 1Kg e por aí vai. Cada variação dessa corresponde a um modelo diferente e fica a cargo do freguês escolher o que melhor atende. O último modelo lançado (EEE S101) segue a tendência do MacBook Air da Apple e exibe um notebook ‘slim‘ ou seja, fininho. Para o futuro a Asus prepara a primeira versão com touch screen (tela sensível ao toque).

asus_eee

O sucesso do EEE não mexeu apenas com a Asus, a concorrência, ao perceber o filão de marcado que nascia, rapidamente resolveram copiar e lançar seus próprios netbooks. Hoje tem um modelo da HP (2133) que é bem elogiado, porém mais caro, e outro da Acer que bate de frente com o EEE pois está na mesma faixa de preço e oferece configurações parecidas. Até a Dell prepara o seu mini-notebook.

Mas porque alguém iria querer um notebook com menos recursos? Os notebooks tradicionais custaram a alcançar desempenho parecido com os desktops e agora o mercado anda para trás? Hoje temos notebook com processador DualCore, 8GB de RAM, 300GB de HD, placa de video dedicada, tela anti-reflexo e drive gravador de discos Blue-Ray, porque então abrir mão disso tudo e pegar um notebook com processador simples, 1GB de memória RAM, armazenamento simbólico e sem drive algum de CD, DVD ou qualquer coisa?

reveee_laptop

A resposta é simples. Primeiro porque os super notebooks custam na casa dos 3, 4 mil reais. Já os mini custam na casa dos 900. Segundo porque, qual o objetivo principal do notebook? Mobilidade! E isso não fica restrito ao fato de você usá-lo na sala, na cozinha ou no quarto. Isso quer dizer carregar o notebook com você para cima e para baixo, pro campo ou pra fazenda, pra praia ou pro escritório. Por mais “leves” que os tradicionais se sintam, faça o teste, coloque um na mochila e ande com ele nas costas o dia inteiro. Ele vai te lembrar a todo momento de sua presença. Já os netbooks, com seus irrisórios 1kg e pouco (ou menos) podem ser facilmente esquecidos dentro da bolsa sem incomodar a ninguém. 

Lá fora a moda está quase consolidada e por aqui ainda engatinha. Recentemente a Asus abaixou o preço do modelo básico do EEE para 200 dólares ou seja, está quase atingindo os 100 desejados. Já por aqui, parece que os empresários não entenderam a tendência. O objetivo não é apenas lançar um notebook pequeno mas sim um que seja pequeno e barato. Os primeiros que estão sendo vendidos no Brasil tem uma variação de preço de 900 a 1700 reais. Nos resta então aguardar a moda pegar ou pedir a alguém que esteja indo para o exterior para trazer uma EEEncomenda especial.