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Música – Offspring em BH

janeiro 19, 2014

Eu não sou punk! Nunca fui. Não usei cabelo vermelho, rosa, verde, com parafina, corrente, calça rasgada, piercing, nada disso. No máximo um jeans surrado, um tênis furado e uma camisa preta de banda. E um cabelo desdrenhado. Mas nada radical, nada punk.

Apesar disso eu simpatizo com a idéia, com a filosofia, com o foda-se e principalmente, com o ritmo musical.

O punk enquanto ritmo são aqueles três acordes mal tocados, uma bateria acelerada e um meliante se esganiçando e provocando ao microfone.

O punk, penso, nasceu com os Sex Pistols na Inglaterra e virou Ramones na América. Gosto e respeito os dois.

Diga-se de passagem, “Ramones” não é uma marca de grife para estampar camisetas femininas, da mesma forma como é ridículo lojas caras venderem jeans rasgados e justamente por serem rasgados, são muito mais caros.

O que diriam os velhos punks mendigos que só tiveram um jeans na vida se pudessem receber royalties pela exploração comercial da moda que eles lançaram?

Meus primeiros contatos com o mundo do rock não vieram pelo Ramones ou Sex Pistols, mas sim pelo Green Day e pela MTV. E na época, Green Day era chamado de punk. Hoje eu tenho maturidade o suficiente para entender que, talvez um dia eles tenham brincado disso mas, naaa, deixa.

O punk de verdade, todos sabem, vai muito além da sonoridade e está muito mais ligado à atitude.

Está aí o Jim Morrisson, um grande e verdadeiro punk. Um baderneiro. Um cara que liga o foda-se sem desfazer o cabelo e no entanto o The Doors não é uma banda punk.

Mas o Green Day é. Ou era. Ou queriam que fosse.

O fato é que a primeira vez que ouvi When I Come Around achei muito legal e comprei o Dookie.

Considero, até hoje, o Dookie um dos meus melhores discos. Mas não acho que seja um disco puuuunk por assim dizer. É sim um disco cujo ritmo punk-rock é muito bem feito. Tá certo que os integrantes deviam ser uns drogados vivendo loucamente a juventude e o rock and roll e isso está intimamente ligado ao universo punk mas ainda sim rolava um quê de MTV demais. E ainda rola né.

Enfim, depois do Green Day busquei outras referências punk e acabei trombando com o Offspring cujos especialistas juravam que era muuuito melhor.

Comprei um tal de Smash e, PQP, que disco! Virei fã. Melhor ou pior que o Dookie? Não sei, esses rankings cansam. O importante era que eu tinha uma nova banda a adorar.

Foi então que depois do Smash lançaram Ixnay on the Hombre e achei bacana. Não conseguiram repetir a uniformidade de músicas boas do Smash mas ainda assim tinha Mota, Me and My Old Lady e o hit-MTV ‘All I want’.

Acho que foi aí que a coisa desandou, MTV!

O próximo disco, Americana, veio cheio de bobagens tipo Pretty Fly For a White Guy e Why DOn´t you get a job que foram ultra sucessos mundiais.

Aí foi aquela coisa, milhares de fãs da noite pro dia que nunca tinham ouvido Come Out and Play, Bad Habit ou até mesmo Self ESteem, e o pior, achavam que Offspring era essa bobagem alegrinha de “Uno, dos, tres, cuatro, cinco, cinco, seis”

Desisti! Larguei pra lá. Nunca mais procurei nada. Ignorei. Liguei o foda-se!

Duzentos anos depois, num certo Pop Rock Brasil, em Belo Horizonte, anunciaram Offspring como atração principal.

Fiquei curioso! Pensei, será que rola?

O problema era que, mesmo sem acompanhar nada da banda, o fato dela tocar num festival tão idiota quanto Pop Rock Brasil já não precisava dizer mais nada. Resolvi não ir.

De forma saudosista, olhei o setlist tocado e até vi que tinham músicas interessantes, claro! Mas não tive estômago para assistir NX Zero enquanto esperava o show principal. Ignorei.

Hoje, outros duzentos anos depois, ao passar pelo Chevrolet Hall, também em BH, vi um cartaz “The Offspring, 5 de fevereiro”.

Pensei, não estou fazendo naaada, quem sabe não rola uma nostalgia? E quem sabe não rola “Bad Habit”?

Vou conferir!

Música – 15 anos de Da Lama ao Caos

novembro 15, 2009

chico

Foi por pouco, mas por muito pouco mesmo, que eu não fico de fora da festa de comemoração aos 15 anos do lançamento do cd Da Lama Ao Caos. Não fosse o despretencioso comentário do ´Véi´, como quem sugere uma ingênua opção de lazer, o show teria passado incólume.

Em 1994, em Recife,  quando Chico Science reuniu a Nação Zumbi e lançou o seu primeiro CD, ninguém imaginava que a mistura de rock com maracatu iria ganhar o Brasil e fazer sucesso lá fora a ponto do disco, hoje, ser considerado um divisor de águas na música brasileira e, talvez, o último grande movimento musical, a exemplo da Tropicália, o Mangue-Bit.

Liderado por Chico Science e Fred 04 (do Mundo Livre SA) o movimento fez sucesso primeiro lá fora, depois no Brasil. E historicamente, Da Lama Ao Caos acabou sendo considerado o marco zero da empreitada.

O show (que já havia passado por BH ao celebrar os 10 anos, e eu perdi) consiste na execução total do CD, de cabo a rabo, e sendo a obra prima que é garante a insuperável qualidade do entretenimento da noite. Tivemos também as participações de Otto (sim, o marido da Alessandra Negrini) e do Fred 04.

O repertório da noite contou ainda com Manguetown, Cidadão do Mundo (do Afrociberdelia), Bossa Nostra e fechou com chave de ouro no primeiro clássico da era pós-Chico, Quando A Maré Encher.

Para mim, que acompanho a banda desde 96 e já assisti a mais de 10 apresentações do grupo, nenhuma música chegou a ser novidade mas é claro que o clima esquenta quando clássicos como Banditismo por Pura Maldade, A Cidade, Praieira, Maracatu de Tiro Certeiro (perfeita!), Computadores Fazem Arte, Samba Macosa, Risoflora, Coco Dub e aquela que da nome ao disco, Da Lama ao Caos, são tocadas. Ainda assim, a faixa que talvez tenha mais me emocionado foi uma que é originalmente instrumental e cantada no disco CSNZ (ao vivo) por Chico Science: Lixo do Mangue (aqui cantada por Gilmar Bola8)

Pois bem, enquanto a obra não for superada, seguimos celebrando o último momento genial da música brasileira, e que venham os 20 anos com a Nação a todo vapor hipnotizando e zumbiando a platéia sedenta por música boa.

Pout-Pourri no disco ao vivo CSNZ com a versão de Lixo do Mangue cantada por Gilmar Bola 8 no melhor momento da noite.

Música – Show Marcelo Camelo no Music Hall

junho 1, 2009

mc3

Quase 7 meses se passaram da primeira apresentação solo de Marcelo Camelo em Belo Horizonte. Nesse meio tempo foi possível digerir melhor o disco ‘Sou‘ e retirar o resto de ansiedade e expectativas ‘hermânicas’ que poderiam se manifestar com relação ao show. Na verdade, nesse meio tempo eu tive até o privilégio de assistir um show do Los Hermanos. Talvez estivesse ali exorcizando os últimos demônios, ou, quem sabe, fechando a tampa do caixão.

O show do Los Hermanos foi estranho. As músicas eram ótimas, a banda perfeita, a platéia, o ambiente mas faltou alguma coisa. Talvez o Radiohead tenha sugado todo o clima. Talvez era só o momento errado. Eu sei é que eu não saí de lá ávido por novidades neste sentido e sim com o pensamento de ‘dê mais tempo ao tempo‘. Talvez um show hoje só de Los Hermanos fosse diferente, mas mesmo assim não passa pela cabeça de ninguém pensar no fim definitivo da banda. Já o Camelo, em recente entrevista ao portal UAI do Estado de Minas, quando perguntado se os fãs poderão ver o Los tocando novamente, foi preocupante: “Não temos estes planos.”.

E assim, olhando para o futuro, chegamos ao Music Hall para um show mais intimista do poeta. Eu achei que a liberdade da pista, em oposição à vigilância dos assentos marcados do Palácio das Artes, proporcionaria um show mais memorável. Mas a verdade é que liberdade demais é um perigo. Você dança, canta, levanta os braços, bate palmas, vai ao banheiro, encontra um conhecido, bate um papo, pega uma cerveja, volta ao banheiro, vai pra fila, compra ficha, fica perdido, volta pra turma e nesse meio tempo o show rolando… No Palácio das Artes, vez por outra acontecia um silêncio sepulcral onde o violão, a voz e acompanhamentos ganhavam destaque e, com este clima, fascinada pelo espetáculo, a platéia não perdia um único movimento sequer.

No Music Hall, mesmo tendo tocado o disco inteiro e algumas ‘extra‘ deu aquela sensação de show curto. Talvez justamente porque ninguém queria que acabasse mas o importante é que voltamos pra casa de coração e alma lavada mais uma vez.

O que mais chama a atenção (no Camelo e no Los Hermanos) é a participação da platéia que, como sempre, não se limita a refrões, cantaria tudo até de trás-para-frente se fosse solicitado.

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Sozinho, Marcelo Camelo entrou no palco e abriu o show com Passeando. Em seguida, já com o Hurtmold posicionado, veio Téo e a Gaivota, Tudo Passa e daí pra frente só alegria. Dizem (não vi) que, durante a música Janta (parceria de Marcelo com Mallu Magalhães) ele se emocionou. Nessa altura a Providência que eu tinha tomado ‘mais logo’ já não me permitia discernir entre um Camelo choroso ou um Marcelo apaixonado, só sei que, quando rola Los Hermanos, aí é que tudo desaba mesmo, não tem jeito.

Poisé e Além do Que Se Vê, como se já não fossem extraordinárias, quando executadas ao violão ganham brillho novo e o povo transborda em catarse. Morena não tenho certeza se rolou ou se sonhei mas Santa Chuva também terá sempre o seu lugar. Um dia perfeito seria acompanhar um dueto entre Camelo e Maria Rita nesta canção.

De repente, sem aviso e sem graça o show acabou. Será que foi demasiadamente curto ou demasiadamente bom? Com certeza os dois.

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Felizmente, para os ausentes e para os desmemoriados, existe o YouTube que não me deixa mentir.

Mais Tarde e Janta

Santa Chuva

Pois É

Menina Bordada

É morena…

Tecnologia – Favor pra Lady

março 27, 2009


OBS: Todos os softwares e procedimentos citados neste texto foram adquiridos de forma lícita. Os exemplos que por ventura possam citar algum procedimento tido como ilegal ou imoral, assim aconteceram apenas de forma ilustrativa para melhor compreensão do leitor.

computer-doctor

Tão logo chegamos em Campinas a Lady já veio com aquela conversa: “Tenho um servicinho pra você, meu notebook está com problemas!” – “Oba, diversão!” – Pensei.

Problema

O notebook veio com Linux e ela pediu a um filho de Deus que instalasse o Windows XP (lembrando, de forma lícita, claro!). O cidadão assim o fez, porém, particionou o HD em uma partição principal de 4GB e outra de 140GB.

Missão

Juntar as duas partições. Sem, obviamente, perder nada.

Problema

Para juntar as partições, o melhor seria formatar o notebook e, na instalação do windows, definir o tamanho da nova (ou novas) partição(ôes). Como não estávamos com tempo e nem material para backup e ferramentas para re-instalar os programas que lá já estavam, me lembrei de um utilitário que possibilita fazer a alteração das partições sem formatar, o Norton Ghost. Entrei no Mininova e baixei (lembre-se, é apenas uma simulação de situação para compreensão, na verdade corremos até a loja e compramos o programa).

Problemão!

No final do download me lembrei que o Ghost não serve para isso, ora bolas, e o programa correto era o Partition Magic que foi igualmente adquirido. Perdemos uma 1 hora por este deslize.

Andando pra frente

Consegui alterar o tamanho das partições, a de 4 passou para 120 e a de 140 para 20. Beleza! Poderíamos parar por ai, mas ela queria juntar as duas partições.

Perigo à vista

Utilizei o comando “merge” para fundir as duas e ao clicar no “apply” o programa me avisou “não existe nenhuma partição ativa, deseja continuar?” Dei uma lida, uma procurada, uma fuçada, olha aqui, olha ali, pessoas ao redor perguntando “vai demorar?” e por fim resolvi ignorar o alerta: YES! – cliquei.

Cagada

O computador reiniciou e entrou no esquema de recondicionamento do HD: dedos em figa. Ao final da operação, BUM!, nada. Nada? Nada! Não liga, não desliga, não entra, não sai, nada!

Problema

O HD perdeu a referência de boot, com isso não achava o Windows.

Solução

Formatar. Ai ai ai.

Solução 2

Baixar, por outra máquina, um CD Live do Windows XP, acessar o Partition Magic e tentar definir a tal da partição ativa.

< RADIOHEAD CONCERT BREAK >

< No outro dia, de ressaca, contando minutos para partir >

Mãos à obra

Utilizei meu equipamento e o coleguismo de desconhecidos bondosos da internet para baixar um Live CD do WinXP. O download demorou horas e horas e horas para finalizar, e nisso o tempo pro busu que ia pra SP começou a correr mais rápido que o normal. A missão era simples, terminar de baixar a ISO, gravar o CD, dar o boot no notebook com o Live, entrar no Partition, definir a partição e um abraço! Zé-fini!

Problema

O CD terminou de baixar 12:20, o ônibus era 13:10! Gravei o ISO, dei o boot, tudo indo bem e… e… e… e… PEDIU SENHA!!!! O que??? O live CD pediu senha!! Que ótimo!!! Agora não dá tempo de entrar na net pra procurar a senha. Resultado, troca de notebooks, fique com o meu que fico com o seu, no final de semana que vem, quando estiver em BH, a gente destroca.

< correria pela cidade, correria pela rodoviária, compra passagem, compra chips, compra BOBs, vai ao banheiro, correria pelas escadas, ônibus andando, motorista puto, 13:11, entra no ônibus. – Campinas – Tietê – Congonhas – Confins – BH – casa >

< no mesmo dia mais tarde >

Procurando a senha

Voltei no local de download e o autor dizia que a senha era bond007. Tentei e nada. Tenta maiúsculo, minúsculo, com espaço, bond7, bondzerozerosete,jamesbond, james007, JAMES007, jb07 – nada! Não funciona.

< nos dias seguintes até hoje, sexta >

Solução 3

Procurei outro live CD para baixar e não encontrei. Vi outra alternativa, boot pelo pendrive, WinXP Portable. Baixa e não funciona. Maravilha.

Solução 4

CD Live do Linux. Tentei um Ubuntu Live que tinha. Sabe-se lá porque o notebook não reconheceu o CD. Maravilha. Tentei um Ubuntu normal e nele tinha a opção de apenas carregar o sistema sem instalar, ok. A tela começou a rodar e rodar. Maravilha. Reset nele e vi a opção “Modo de gráfico simples que deve funcionar”, vai você mesmo. Tcha! Funciona, entrou no Ubuntu. Entra aqui, entra ali, discos e… e… e… não reconheceu HD, não reconheceu partição, não reconheceu bulhufas! Maravilha.

Solução 5

Com o tempo passando e o final de semana chegando tive que tentar algo radical, o bom e velho format. Até então a situação estava ligeiramente sobre controle, à partir daqui começamos a correr sérios riscos de dano e perda de informação permanente, vá comigo Deus.

Win XP

Sentei no QG da Eng. Eletrônica na PUC, saquei um CD (original sempre) do Windows XP e sentei o ferro na boneca! Format all! Kill ´em all!! Logo após apagar todos os dados o CD pediu o serial do XP. Putz! Qual era mesmo? Não tinha anotado… f*deu.

Win XP2

Um filho de Deus parecido com o Wolverine e famoso por andar com soluções de TI à tira-colo apareceu e eu o abordei: Tem um serial de XP aí não fera? Ele olhou, pensou e disse: “Estás com sorte, tenho um CD (original) que nem pede serial!” Maravilha! Pegou o bicho e zap, pronto!

Wireless

Windows rodando agora é hora de começar a reconfigurar tudo, inclusive, recuperar os arquivos confidenciais que estavam no aparelho tipo monografia, textos de mestrado, planos de golpe de Estado estas coisas… Só precisamos de uma conexão à internet para resgatar tudo. Vamos utilizar a wireless do QG. Putz! XP não reconheceu a placa de rede sem fio. Conversei com a secretária e com duas Googladas achou o bendito driver. Baixa, grava no pendrive, roda e… e… e… não funciona.

Saga wireless

É, não deu certo. Melhor ir para a minha Central de Processamento de Dados em casa, lá terei as ferramentas necessárias. Cheguei em casa e entrei novamente no site do fabricante, constatei que havíamos baixado o driver errado, maravilha! Cliquei no drive certo, baixei e quando vai instalar: BUM! Arquivo corrompido. No próprio site do fabricante???? Maravilha!

Demais drivers

Através do desktop baixei o driver da placa de rede cabeada e instalei sem problemas, com isso entrei na internet pelo note e fui instalando os demais drivers sem problemas. Constatei então que dos 20 arquivos que baixei o ÚNICO que estava com problema era o wireless. Murphy.

Wireless the end

Peguei o modelo da placa de rede, taquei no Google e rapidamente ele ofereceu uma alternativa, baixei, instalei e funcionou. Maravilha!

Pacote de sobrevivência

Agora estamos com o notebook beleza, Windows, drivers, wireless, cartão de memória, placa de rede, placa de video, placa de som, webcam, tudo!! Vamos aos programas: Firefox, Flash, Java, AVG, Office, AcrobatReader, MSN, Skype, Azureus e Winrar. Maravilha!

Última milha

Finalmente o notebook estava redondo, 90% beleza! Pra fechar o caixão mesmo só faltava, pequeno detalhe, os arquivos pessoais… Ai ai ai, e agora? Lembrei de um programa que o Suzin me passou uma vez, GetDataBack NTFS, vamos tentar. Instala, roda, começa a varrer o HD. 100 milhões de horas de varredura, PARE! Cansei! Vamos ver se já deu pra achar alguma coisa. Achou!! A pasta estava lá linda e perfeita igual eu havia deixado: BACKUP LADY! Restaurar, cliquei. PAM! Só é possível restaurar na versão registrada do programa. Corri até a loja, registrei o produto e recuperei o arquivo. PAM!! Arquivo corrompido. Ai meu Deus, essa trabalheira toda e estava corrompido?? Talvez tenha sido porque eu interrompi o scan.

Últimas emoções

Desliguei o notebook e fui pra aula, cheguei na sala, peguei uma tomada, estalei os dedos e liguei o GetDataBack, Scan Start!

Scan

Scan

Scan

Scan

Scan

Horas

Scan

Horas

Horas

Horas

FIM!

Processa

Processa

Pensa

Pensa

Pensa

FIM!

Procurei os arquivos, ok!

Peguei uma foto, ok!

Clica!

Copy!

Paste!

Open!

e…

e…

e…

FUNCIONOU!!!!

Cliquei na pasta e restaurei tudo, todas as fotos, todos os textos, todas as mp3, tudo! E assim, com muito sufoco, aperto, sorte, azar, aprendizado e paciência finalmente o notebook estava pronto. Realmente Lady, foi mais divertido do que eu imaginava. Obrigado pela estadia 🙂

Música – Show do Iron encheu!!

março 19, 2009

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Valei-me São Francisco!! Ó Minas Gerais, verás que um filho teu não foge à luta!! E assim, contrariando as expectativas, o show do Iron Maiden na capital  não decepcionou e fez tremer as paredes do Mineirinho.

Como sempre ocorre nestes eventos (show do Iron) o público foi um show à parte. Sem briga, sem tumulto, sem confusão, sem correria, sem nada! Apenas uma mancha negra enfileirada para entrar no templo e rezar sua missa. De contra-tempo só um ou outro que exagerou na bebida e ficava ali, sentado, deitado, vomitado no seu cantinho sem incomodar ninguém. Do lado de dentro era festa. Quando o show começou então, ouvia-se em uníssono “Maiden! Maiden! Maiden!” Repetindo o espetáculo de todos os outros lugares por onde passa.

O setlist foi praticamente o mesmo dos outros shows no Brasil e igualmente emocionante. Mesmo sabendo que Aces High seria a primeira, quando começa, você chora. Sabendo que ia rolar Wrathchild, quando começa, você chora. Sabendo que em Fear Of The Dark o coral ia ser estrondoso, quando começa, você chora. Sabendo que no intervalo pro Bis, a volta seria ao som da introdução de Number Of The Beast, quando começa, você chora. Sabendo que o Eddie ia aparecer, quando aparece… é lindo demais.

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Fotos Jornal O Tempo

Música – Deus castiga ou…

fevereiro 16, 2009

…malandro é malandro, mané é mané.

alanis

Alligator: Cara, vai no show da Alanis?

Bussa: Não sei, tô pensando ainda.

Alligator: Vamos bicho! Já comprei o meu e comprei mais dois.

Bussa: Uai, comprou pra quem?

Alligator: Pra ninguém! Quer dizer, comprei pra vender. Veja bem, paguei 70 reais em cada um como preço de estudante do primeiro lote. O último lote é o dobro disso então na hora (no dia do show) consigo uma boa grana vendendo na porta. Anima de fazer isso não?

Bussa: Ah num sei não, não sei nem se vou no show… Mas com certeza dar uma de cambista não animo.

Alligator: Que isso, é garantido! Pensa, sucesso!

<< Meses depois, semana do show >>

Alligator: Vai no show da Alanis?

Colega de serviço: Ah eu até queria ir mas o último lote tá um absurdo, 150 reais meia entrada, eu preciso de dois convites, mas neste preço não tem jeito.

Alligator: Olha, deixa eu te falar uma coisa, o preço é esse mesmo viu mas infelizmente não deve ter mais pra vender na portaria, só com cambista.

Colega: Sério?? Que pena! Eu realmente queria ir ao show se ainda tivesse ingresso.

Alligator: Então, eu posso te ajudar. Mas deixa baixo, só porque nós somos colegas há um bom tempo, somos amigos e eu sei que você faria o mesmo por mim. Eu tenho dois ingressos para vender e posso te passar pelo preço do último lote.

Colega: 150?? Tá louco?? Se fosse pagar esse preço eu teria comprado antes.

Alligator: Não sô, calma. Fica fria e relaxa. Pense bem, é uma oportunidade única de ver um show desta qualidade em Belo Horizonte. Pense com calma e me responda depois.

<< Tempo >>

Colega: Olha, conversei com minha amiga e nós aceitamos pegar seu ingresso por 120 reais cada.

Alligator: Hmm, 120? << Olhos brilhando >> Infelizmente não vou poder te passar nestas condições porque, você sabe, tenho passado uma certa dificuldade financeira e tal e realmente precisava do dinheiro e assim, não leve a mal, não vai ter jeito.

<< Olhos brilhando! >>

Alligator: Estou rico! Com o último lote esgotado, na porta vendo por uns 200 fácil.

<< Dia do show, porta do Chevrolet Hall >>

Cambistas: Ingresso!! Olha o ingresso!! Ingresso!! Alanis!! Ingresso!!

<< Semanas após o show >>

Bussa: E aí Alligator meu amigo, como foi o show da Alanis?

Alligator: Showzaço cara.

Bussa: E a sua trama comercial?

Alligator: Tomei no c* bonito! No dia do show o que mais tinha é cambista naquele lugar, só consegui vender os ingressos a R$50,00 cada.

< Fim >

Rodovia da Morte

dezembro 30, 2008

Costumam chamar de Rodovia da Morte o trecho da BR-381 que liga Minas a São Paulo mas, sinceramente, nada se compara ao trecho BH-João Monlevade no sentido Minas-Vitória/ES. E não precisa ir longe, a maioria dos acidentes são perto de Caeté e Sabará.

A polícia aponta as causas dos acidentes: chuva e IMPRUDÊNCIA! Parabéns aos motoristas, bateram um recorde esse ano!

 

acidente1

 

DE 22 A 30/12/2007        

Total de acidentes 593
Feridos  456
Mortos 31 

DE 20 A 28/12/2008 

Total de acidentes 903 ( 52,2%) 
Feridos 617 ( 35,3%)
Mortos 50 ( 61,3%) 

Fonte: PRF 

Aí, enquanto você ainda comemora o resultado anterior, abre outro jornal e vem a surpresa(?):

 

acidente2

 

Acho que o mundo está acabando mesmo. E pra piorar, neste meio tempo as chuvas ainda não cederam e a previsão é de granizo para sexta-feira.

 

É amigo, se ainda vai viajar para escapulir das super atrações de BH, aconselho então que não mire aqueles lados de Guarapari, Vitória ou qualquer coisa que pegue aquela estrada porque as estatísticas estão aí. Vá pro outro lado, vá pro Rio e seja feliz! Vem Comigo!

 

Feliz 2009!

 

Abraço

Música – Alanis em BH

dezembro 27, 2008

A Alanis Morissette não foi exatamente o maior amor da minha vida mas eu posso dizer que, na época curti bastante o disco Jagged Little Pill. Bem, foi eu e metade do mundo né. Não importa. O que importa é que ela andava sumida (com suspeita de nunca mais voltar a brilhar) e então abro o jornal e o que aparece? “Alanis vai fazer 11 shows no Brasil!” Wow!

Eu não gosto tanto dela a ponto de viajar para ir no show mas sendo em casa fica tudo diferente num é? Então peixe, anota aí um bom programa pro dia 5 de fevereiro de 2009:

alanis

And I’m here to remind you
Of the mess you left when you went away
It’s not fair to deny me
Of the cross I bear that you gave to me
You, you, you oughta know


Show no metrô?

novembro 26, 2008

bhmusicstation

Uma vez na vida, outra na morte, alguém tem uma idéia boa em Belo Horizonte e o festival BH Music Station é uma dessas oportunidades que não podemos deixar passar. Na verdade eu falo com a mágoa de quem deixou passar uma vez e se arrependeu. Na oportunidade teriamos o show de Cássia Eller e Nando Reis (se não me engano). Agora imagina você perder um show destes. A Cássia Eller estava na fase pré-Acústico MTV e ainda não tinha “estourado” nas FMs do Brasil. O show (imagino) devia ser insano. Vendo o disco Veneno Ao Vivo sinto um pouco do que perdi. E tudo isso, pra completar, num ambiente totalmente improvável que era uma estação de metrô. A festa se chamava Karlsberg Music Station

Depois disso tudo estamos aqui novamente e vejo na rua: “BH Music Station, o retorno“. Quase caí pra trás! A festa mais saudosa estava de volta e pra ser perfeito, só faltava uma atração bacana, quem seria? Ah, os organizadores não iriam errar na mão, claro que não, e acertaram em cheio: Nação Zumbi!! Ca-ra-ca mer-mão!! Não! Não é o primeiro show da Nação que eu vou mas pensa só, Nação Zumbi no metrô!!! 

Certa vez quando estava em transe encontrei com o espírito de Chico Science e prometi a ele jamais perder um show de seus parceiros que eu tivesse a oportunidade de ir. Desde então tenho cumprido a promessa e a cada show reafirmo minha devoção vendo os sucessores do mangue mestre. Apenas uma vez eles tocaram na mesma cidade que eu estava e eu não pude ir, mas foi por causa nobre. É que no mesmo dia o Sepultura apresentava aos conterrâneos o novo baterista, também belorizontino, Jean Dolabella.

Eis então que nem tudo vai bem, talvez um outro evento se concretize logo no mesmo dia da Nação. Putz…É a Lei de Murphy??? Cacete de agulha!!

Mas deixemos de conversa e afinal de contas, serão 4 sábados de shows de madrugada nas estações de metrô. 

Para ver a programação completa acesse: http://bhmusicstation.com.br

Eu recomendo!

Música – R.E.M no R.I.O

novembro 9, 2008

Quem nunca curtiu REM que atire a primeira pedra! E a banda está de volta ao Brasil para algumas apresentações. Eles tocaram no Rio de Janeiro dia 8 de novembro, logo depois de também tocarem por lá Maroon 5 e Offspring. Porque então não seguiram a filinha e vieram a BH?? Deixa quieto…

Parece que o show foi muito legal, cheio daqueles super clássicos e daquelas farofas maravilhosas, que ninguém mais aguenta e que só são ouvíveis na voz dos originais.

Achei este video na internet que capta um momento eufórico do show. Com destaque para quando a gordinha vira a câmera para si e também no povo alisando a careca do Stipe.

 

REM – The One I Love