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Música – DVD Zé Trindade

junho 15, 2009

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Certa vez um amigo me disse “você é um grande promotor do Los Hermanos” e foi assim que tomei consciência da minha péssima mania de sair divulgando bandas. É como se existisse a ‘boa da vez’. Não posso empolgar com uma banda que pronto, lá vai eu fazendo campanha, emprestando CD e implorando ‘vamos ao show de fulano?

Porque isso?

Na verdade tudo é fruto de uma injustiça e vem do triste fato do mercado ditar as regras. Mas quem faz o mercado é o povo. O povo tem o poder! Sim, o problema é que somos influenciados por uma grande mídia que às vezes até nos deixa com a ilusão de que temos algum poder restante, mas na verdade foi tudo pensado e calculado entre altos e baixos de audiência e ranking de ibope. Nessa história ganha destaque quem eles querem ou quem consegue furar o esquema. Por isso, estou nessa. Para dar uma força a quem se atreve a furar o esquema.

Quando estes ‘atrevidos’ são de Belo Horizonte é aí que a coisa ganha um gostinho todo especial. Nos anos 80 o Sepultura balançou a cidade, que ficou pequena e se mudaram para São Paulo, de lá, para o mundo. Mais tarde outras promessas do Rock from Gerais apareceram mas nenhuma me emocionou tanto quanto o Diesel. Ah o Diesel… ainda hoje matei a saudade de algumas faixas de seu único álbum; Drain, My Pain, Burn My Hand, Redhead Saint, Sleeping Giant… maravilha, mas a banda acabou.

Vieram então tempos de morosidade. As grandes bandas da cidade estavam adormecidas e sem fazer show. Talvez cansadas de tanto bater na porta do sucesso que preferia escalar um Tihuana aqui ou um Detonautas acolá. Pra não dizer um 9 mil Anjos da vida… não!!  Foi nesse clima de desilusão que conheci o Zé Trindade e comprei a briga.

Finalmente! Alguém por quem lutar, alguém por quem dar a cara a tapa, alguém por quem outra vez dizer com orgulho eu sou de BH e lá se faz rock and roll!

Ok, eu fui um pouco dramático agora mas o espírito é esse hehe. E assim sendo não poderia ficar de fora da festa de lançamento do DVD ao Vivo do Zé e comemoração de 5 anos da banda.

A festa foi no Castelinho Caiçara para um público seleto de admiradores do melhor do rock autoral da cidade e, como dizia o convite, a vista e o pôr do sol fizeram show a parte.

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A abertura esteve a cargo da banda Pacto Livre que apresentou boas composições próprias além de covers de primeira linha que foram, a divertida, Jumento Celestino dos Mamonas, Porque a Gente é Assim do Barão Vermelho e uma versão matadora de Moby Dick, clássico do onipresente Deus de todos, Led Zeppelin.

Legal, mas a noite era mesmo do Zé Trindade que após apresentar algumas composições novas desfilou com desenvoltura pelos seus “clássicos“. O Trem, Blues da Lua, Denis Pilantra e tantas outras. Uma música que gosto bastante e tenho sentido falta nestas apresentações é Porque Você Não Me Escuta que abre o disco de 2007.

Tudo bem, assim como aconteceu outro dia na Federal, o fechamento do show ficou por conta da bênção do Led Zeppelin numa versão espetacular de The Song Remains The Same.

O DVD

O ingresso da festa dava direito a um brinde que podia ser uma camiseta da banda, o primeiro (e por enquanto único) CD ou o tão aguardado DVD ao Vivo no Music Hall. Peguei o DVD.

Me lembro bem do dia da gravação, a casa não encheu mas quem compareceu assistiu uma banda competente em sua melhor fase e rumo ao que de melhor essa área pode oferecer. O DVD mostra o registro do show e a força das músicas novas e antigas que devolvem o sorriso ao rosto de quem curte um som bem feito e a soma perfeita de guitarra, baixo e bateria. Em pouco mais de 1 hora de vídeo o Zé mostra a que veio e o porquê de tanto burburinho com seu nome, mas a melhor definição mesmo vem do próprio ‘release’ do DVD:

Trindade significa a “união de três pessoas distintas que formam um só Deus” que, no caso, existe em forma de música, mineira de Zé e mundial de rock!

Eu recomendo!

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Música – Festa Lançamento DVD Zé Trindade

junho 8, 2009

Tecnologia – Disco de 3,9TB!

junho 2, 2009

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Com relação a armazenamento de informações digitais, temos hoje duas vertentes distintas:

1) Cloud Computing

2) Mass Storage

Mas porque usar o nome em inglês não é verdade?

1) Computação nas Nuvens

2) Armazenamento de Massa

À medida que tudo ao nosso redor vai  se digitalizando é cada vez maior a necessidade de armazenar, processar e correr mundo com estas informações. O exemplo mais feliz da convergência digital talvez tenha sido na área fotográfica. Por mais que algum charme do álbum de papel ainda persista, ninguém é doido de comprar uma máquina analógica com filme e passar por aquele processo de aguardar revelação e etc. O lance é manter tudo digital e, vez por outra, imprimir as melhores fotos, seja num álbum especial ou em montagens divertidas.

Outro sucesso digital é a música. Não existe nada mais retrógrado que um CD, fita K7 ou LP. No caso do LP ainda existem alguns fanáticos que defendem a qualidade sonora e o incomparável charme de um disco de vinil mas na prática não cabe mais. O mundo tem tudo nas mãos para passarmos à era da música digital e SÓ AS GRAVADORAS (maiores prejudicadas coitadas) é que ficam nadando contra a maré e freando o desenvolvimento do mercado.

Só isso (foto e música) já gera uma enorme quantidade de informação digital. Agora some à conta os videos caseiros (filmadoras digitais), TV Digital (com a possibilidade de gravar a programação) e todo tipo mais de texto, imagem, arquivo, documento e CONHECIMENTO que possa existir ou ser criado. Tudo digital.

Para tanta informação é necessário espaço de armazenamento. Voltando às tendências:

1) Computação nas Nuvens

Se trata de uma linha de pensamento que consiste em redistribuir etapas da computação clássica, que são: processamento, armazenamento e software; para a internet. Ou seja, exemplo, você não precisa ter o Excel instalado na sua máquina, basta entrar no Google Docs e fazer ou editar planilhas. Com o tempo, quem sabe, nem de sistemas operacionais vamos precisar, basta um link com a internet.

Mas este modelo enfrenta vários desafios atuais como velocidade de conexão, cobertura, disponibilidade, preço e, porque não?, confiança nos servidores. Você estaria disposto a colocar 100% dos seus arquivos pessoais na internet?

2) Armazenamento de Massa

Enquanto o primeiro não vira realidade os dispositivos de armazenamento vão ficando cada vez mais fantásticos, robustos e ao alcance de todos nós. Um HD de 1TB (Tera Bytes ou seja 1000 Giga bytes) tem o custo hoje aproximado de U$ 150,00 ou seja, R$ 300,00 (lá na gringa!).

Os pendrives não só vão encolhendo como desafiando os limites do espaço físico no quesito capacidade. Já se fala em pendrives de 128GB! Eu me lembro de um Notebook Toshiba Satelite Pentium II com o enoooooorme HD de 4GB (como dizia sua própria etiqueta).

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Mas pendrive não veio salvar ninguém quando o assunto é backup. Ele é muito útil para transporte de dados e não backup. É aí que vem outra turma, os discos.

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No meu tempo, quando comecei a brincar com estas coisas, existia o disquete de 5”1/4 com a capacidade de 600 KB. Depois vieram os disquetes pequenos de 3”1/2 de 700K, os discos 5”1/4 de 1.2 MB e finalmente disquetes de 1,44 MB. Aí a coisa agarrou por um bom tempo até que apareceram os CDs.

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Apesar da gigantesca capacidade (de 650 – 700 MB) os CDs não eram práticos como os disquetes e aí surgiram os “disquetões”, na verdade, ZipDrive. A capacidade dos disquetões era de 100MB depois 200 e 750 mas o avanço dos CDs regraváveis enterrou sua família.

Mais uns dias se passaram e começaram a surgir os DVDs. Os DVDs mataram 2 coelhos com 1 tiro só. O CD e as fitas VHS. De fato os CDs continuam sendo mais práticos (e baratos) que os DVDs pois não é sempre que precisamos movimentar 4.7GB. Já a fita VHS mor-reu mesmo.

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Atualmente o mercado celebra a definição da queda de braço entre HD-DVD e o BluRay (à exemplo da luta entre VHS e Betamax do passado) mas por “incrével que pariça” mal mal a luta se definiu (com o BluRay) e outro salvador aponta no horizonte. Estamos falando de HVD.

O HVD muda tudo!

Quer dizer, nem tudo, mas quando falamos em processo de gravação, aí sim, tudo. Do CD ao BluRay a principal mudança está no melhor aproveitamento do mesmo espaço físico (seja diminuindo comprimento de onda do laser de gravação para gravar pontos menores, seja incluindo camadas) agora finalmente o processo muda. A informação é gravada em 3 dimensões.

HVD – Holographic Volatile Disc (Disco Volátil Holográfico).

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Não vamos entrar nos pontos técnicos da nova técnica de gravação, basta dizer que a capacidade inicial dos discos holográficos gira em torno de 300GB (contra 25 em camada única do BluRay) e a promessa, quando estiver totalmente desenvolvido é de incríveis, inacreditáveis, admiráveis 3,9 TeraBytes num único disco!!

3.900 GIGA BYTES!!

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Considerando o tamanho de um arquivo de música (MP3), na média, em volta dos 5 MB, vejamos o exemplo abaixo:

Para gravar uma música seriam necessários 4 disquetes.

Em um CD, é possível gravar por volta de 140 músicas.

Em um DVD: 940 músicas.

Blu Ray: 5 mil músicas

HVD: 780 mil músicas

Tá ruim ou não?!

Para saber mais:

http://hvd-forum.org/forum/overview.html
http://pt.tech-faq.com/hvd.shtml&prev=hp
http://eletronicos.hsw.uol.com.br/hvd5.htm
http://www.guiadopc.com.br/forum/index.php?showtopic=24493
http://electronics.howstuffworks.com/hvd2.htm
http://www.baixaki.com.br/info/1665-o-que-e-hvd-.htm
http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=7742
http://www.holophile.com/history.htm
http://www.answers.com/topic/holographic-versatile-disc
http://www.absoluteastronomy.com/topics/Holographic_Versatile_Disc
http://www.grcblog.com/?p=779

Los Piratas

janeiro 23, 2009

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Hoje estava conversando com um primo (irresponsável) que foi pai recentemente e descobri que justamente hoje sua filha completava 2 anos de idade. Pensei em mandar um presente, um CD, algo clássico que tivesse significado para mim e que pudesse ser descoberto por ela um dia. Talvez um Iron Maiden, Metallica… não! Led Zeppelin. Isso! Perfeito! Fui então ao shopping com a árdua missão de comprar um CD de presente.

Tão logo entrei na loja vários sentimentos me tomaram. Aquela vasta quantidade de CDs, artistas, estilos, shows, tudo separado por ordem alfabética ou, ‘Cantor Nacional‘, ‘Grupo Internacional‘. Me deliciei passeando pelas prateleiras e re-descobrindo um antigo hábito gostoso de vagabundar em lojas de discos.

Flertei com Death Magnetic do Metallica, um ao vivo do Iron, Nirvana Acústico… tudo na faixa dos 30 e poucos reais. De repente ele me saltou aos olhos, Led Zeppelin – Mothership. Não era um simples CD, era uma coletânea histórica. Disco duplo + DVD com material bônus. Essa coletânea (mais uma na discografia do Led) foi lançada em 2007 na época que fizeram o tal show em Londres após 30 anos do fim da banda. Perfeito, além de tudo o CD tinha história. Na etiqueta tinha um número que dizia 3196, pensei, ‘comeram uma vírgula aí e o preço deve ser R$31,96 ótimo!’. Não era lá “de graça” mas estava um bom preço para CD duplo + DVD.

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Já ia ao caixa pagar quando passei por um ‘box‘ do Led Zeppelin com 10 CDs, edição de colecionador. Meu coração arrepiou e fiquei com medo de perguntar o preço. Minha namorada foi mais rápida e perguntou: POW! R$599,00! Que??! Vamos embora rápido!! E o vendedor ainda veio com uma conversa assim “mas são 10 CDs e a caixa é importada…“. Antes que eu me precipitasse ela emendou na pergunta o preço daquele CD Mothership que estava em minhas mãos. Pra que? “R$196,00” – disse o vendedor quase sorrindo. “Pra saber o preço você tira o ‘3’ da frente na etiqueta“. Foi assim que descobri que aqueles outros CDs (Metallica, Nirvana) que eu achava que estavam na casa dos 30, eram na verdade 40 e poucos reais. Larguei o CD(*), larguei o presente e saímos da loja filosofando.

Em plena época da pirataria as lojas ainda praticam preços abusivos como estes? Então vocês vão me desculpar, mas a pirataria deve continuar até fecharem todas as lojas de CD do mundo. O custo de um CD pra uma gravadora que estampa milhares de álbums, deve ser na casa dos centavos, e ainda assim o preço não é repassado ao consumidor. Quanto mais a tecnologia se desenvolve (e o preço de fabricação cai) mais caro fica o CD.

Dizem que o dinheiro da pirataria é o mesmo dinheiro do tráfico. Mas, antes de falarmos dos horrores pirata, vamos falar dos horrores da sociedade de consumo e de um grupo de empresários (e nem sempre os artistas) que se beneficiam com o mercado convencional de música.

O Lobão foi um dos primeiros a criticar as gravadoras, alegando que os números que elas revelam são maquiados, uma vez que os CDs não são numerados. Na prática o que acontece? Se a gravadora diz que um artista vendeu 100 mil cópias, paga a ele os direitos referente a este valor mas na verdade (é provável) que tenha vendido um número infinitamente superior.

Mas isso não é problema meu! Não é problema seu! É problema dos envolvidos. O que é problema meu? Pagar 30 reais num CD.

A pirataria tem os seus prós. Não fosse a pirataria o preço de um CD jamais iria baixar e sabe o que segura os preços hoje? O fato das pessoas terem escolha. Esta loja que eu citei foi um caso infeliz que vai na contra-mão da tendência que é, arranjar um meio mais justo (para todos) de compartilhar música.

Graças a MP3 e a internet, e ao Napster e às redes P2P foram desenvolvidos os sistemas ITunes e MySpace. Muito bom, agora sim estamos falando de evolução e de futuro. Não fosse esta imposição que veio de baixo as gravadoras nunca iriam evoluir do CD e DVD convencionais e com preços alegóricos.

O engraçado é que ninguém comenta este outro lado da história. Só o Lobão. Graande Lobão! Essa semana vi duas reportagens sobre o assunto, a primeira comentava sobre um grupo de jovens extremamente corretos que jamais compraram um CD pirata ou baixaram música na internet (e certamente tem um belo paitrocínio). A outra dizia que o brasileiro ainda não tinha tomado consciência dos malefícios da pirataria uma vez que a mesma continua crescendo.

Perguntaram às pessoas que não consomem produto pirata, o porque de não fazê-lo e elas responderam que era por falta de qualidade e de garantia. A repórter então analisou o caso como uma lástima, uma vez que, as pessoas que compram em lojas só o fazem para ter qualidade e garantia e não por terem a ética de não consumir pirata. Agora, você vem me falar de ética unilateral? Qual é a ética do abuso e de artitas e empresários bilionários?

Não defendo a pirataria como um todo. Só acho que esta existe porque é uma resposta da sociedade contra a imposição das políticas abusivas de consumo.

Hay que endurecer!

(*) Mais tarde encontrei o mesmo Mothership (desta vez só os CDs, sem DVD) por R$29,90… justo.

Música – Los Hermanos na Fundição Progresso

dezembro 11, 2008

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Certa vez (antes do Orkut nascer) eu estava acompanhando o fórum (Coollist) da banda Diesel e tinha acabado de rolar um show do Silverchair em BH, foi então que um membro falou: ‘próximo bom show, Los Hermanos‘. Fiquei intrigado. Los Hermanos não era aquela banda da Anna Júlia? Eu até ouvi dizer que eles lançaram um segundo disco com uma proposta diferente mas, será que presta? Devido a credibilidade do fórum fiquei encucado.

Passados uns dias um amigo meu, o Saulo, me disse eufórico: ‘cara fui num dos melhores shows da minha vida, Los Hermanos‘. Poxa, até você meu rei? Me diga lá o que é que os Hermanos tem? ‘-A banda é do caralho! Todas as músicas são boas e no show você não acredita na energia que rola, todo mundo sabe todas as letras eu fiquei até sem graça porque só conhecia algumas músicas mas no próximo eu vou estar afiado, estou decorando tudo e vou te passar umas músicas pra você ir também‘. Ok, foi assim que ouvi pela primeira vez ‘Samba a Dois‘, ‘Quem Sabe‘, ‘Outro Alguém‘, ‘Cadê Teu Suin‘ e outras picadas.

As primeiras ouvidas confesso que não foram nada sobrenatural mas com o tempo já não conseguia ouvir coisa que não fosse da banda. Eis então que o sonhado segundo show foi anunciado, Saulo me ligou doido para comprarmos ingresso, isso era uma segunda-feira. “Ah, comprar ingresso segunda pro show de sábado? Pres´tenção sô! Lá pra quarta ou quinta a gente compra isso“. Quando cheguei no Lapa Multishow, na quarta-feira, senti a faca do arrependimento a me fitar, os ingressos estavam esgotados

Saulo ficou inconformado e no dia do show foi até a porta pra ver se conseguia entrar. Não conseguiu. Tinha até alguns cambistas vendendo mas o preço tinha sido absurdamente inflacionado. Ele falou que do lado de fora do Lapa tinha centenas de pessoas sem ingresso querendo entrar de todo jeito e foi tanto que até fecharam a rua. 

Mas nem tudo era tristeza, devido a grande procura, uma semana depois já tinha outro show dos Hermanos marcado. Desta vez no Chevrolet Hall (lugar grande) e com o Pato Fu. Agora eu não perco de jeito nenhum! Comprei os ingressos com antecedencia e fiz o dever de casa, ouvi os CDs da banda até a exaustão. Além disso ainda gravei uma coletânea pra patroa também ir se interando.

E o show, como foi? Soberbo!! Por mais que eu ja tivesse sido avisado sobre o comportamento do público, quando você está ali no meio, é bonito dimais.. Estávamos na frente do palco quando os primeiros acordes de ‘O Vencedor‘ soaram como uma tormenta e o chão começou a tremer. Todos ao redor pulavam. Na hora dos versos a banda diminuiu e passou a responsabilidade pro povo e este gritou como se estivessem se despedindo da vida, exatamente como no clipe ao vivo da música.

–>   http://www.youtube.com/watch?v=VLPURvCvPP0   <–

O resto do show foi exatamente do mesmo jeito e cada música causava o seu frisson. Sai de lá querendo mais e toda vez que a banda estivesse na cidade, lá estaria eu.

Fui no show do Pop Rock (por causa deles), do Mix Garden, do lançamento da Telemig GSM, outro no Chevrolet e um na calourada da PUC no Mineirinho. Todos foram absurdamente bons mas após esta quase overdose senti a necessidade de diminuir um pouco o ritmo para não enjoar. Antes que eu deixasse de acompanhar eles próprios anunciaram a pausa da banda.

Ai ai ai, esse negócio de pausa não costuma dar certo. Um pouco antes surgiram boatos de que Camelo e Amarante iam fazer carrera solo, o que foi desmentido, mas esta história de pausa, num sei não.

Como agradecimento aos fans sempre presente decidiram fazer um show no Rio de Janeiro de despedida. Seriam dois dias na Fundição Progresso. A procura, mais uma vez, foi tão grande que abriram o terceiro dia. Eu até ia no show mas devido a uma complicada soma de fatores (falta de ingresso, custo de viagem e final de semestre) não foi possível. Alguns amigos foram e disseram que foi o melhor dos shows, o que já era de se imaginar uma vez que todos estavam com a emoção à flor da pele e o coração apertado pela despedida. Como se não bastasse ainda disseram que na porta estava chuvendo ingresso de cambistas a preços irrisórios. 

Enfim, para quem não foi ao show ou até mesmo para quem deseja conhecer um pouco da energia que era um show do Los Hermanos, este show de despedida rendeu o belíssimo CD+DVD ‘Ao Vivo na Fundição Progresso’. Ouvindo as músicas, pra quem gosta é impossível não se emocionar e pra quem não conhece, impossível não se espantar com tamanha devoção.

Uma amostra dessa loucura já havia sido registrada no DVD Ao Vivo no Cine Íris mas acho que foi a dor do adeus sem a certeza do retorno que temperou este show com a euforia dos músicos e a voracidade da platéia que cantou as 31 músicas dizendo ‘vá descansar mas volte logo para nos alegrar’.