Posts Tagged ‘kurt cobain’

Cinema – O Lutador

abril 27, 2009

the-wrestler1

Este filme marcou o retorno de Mickey Rourke ao estrelato. Mas quem foi Mickey Rourke? Boa pergunta! Na verdade, não faz (pra mim) tanta diferença. O fato é que, seja lá ele quem quer que tenha sido, a atuação neste filme está perfeita.

Dizem que a sua história pessoal está intimamente ligada ao personagem do filme. Muito sucesso no passado, problemas e decadência no presente. Pelo menos na vida real, ao que tudo indica, Mickey conseguiu dar a volta por cima. Já no filme não fica claro, quer dizer, não vou contar né.

Eu não sou muito fã de filmes com finais vagos, não que eu goste de tudo mastigado, mas o final extremamente vago deixa o desfecho aberto para a interpretação de cada um. E aí, o cara faliu de vez, fez sucesso, morreu ou simplesmente continuou ladeira abaixo na rua da amargura? Entenda como quiser.

Outro destaque do filme é a trilha sonora de rock dos anos 80. Coisa finíssima! A música “Ball to the walls” me lembrou as recentes maratonas de Guitar Hero 80´s. Agora, um comentário em especial de Randy “The Ram” me fez dar boas risadas:

“Os anos 80 foram o máximo! Depois veio a bicha do Cobain e fudeu com tudo.”

hahaha desculpa Kurt, mas eu tive que rir.

Semana Santa

abril 9, 2009

https://i0.wp.com/buzzworthy.mtv.com/wp-content/uploads/2008/03/kurt_cobain2.jpg

“…it´s okay to eat fish,


´cause they don´t have any


feelings… ”

Antes fosse…

abril 8, 2009

dead

Esta semana, dia 5 de abril, completaram 15 anos da morte de Kurt Cobain. Ele foi um dos primeiros artistas contemporâneos cuja morte me lembro. Aliás, passei a ouvir o Nirvana devido a tamanha comoção ao redor da notícia.

Me lembro da retrospectiva daquele ano (94) quando um dos destaques foi a morte do cantor que influenciou milhares de pessoas e criou um movimento na música mundial, o Grunge. Depois disso, quando a MTV “comemorava” meses do acontecido, resolvi assistir alguns especiais e, inevitavelmente, virei fã.

A morte de Renato Russo ouvi pelo rádio. Foi mais ou menos a mesma história do Nirvana. Não conhecia seu trabalho e comecei a destrinchar mesmo após a morte. Já o Mamonas, esse eu conhecia bem (e quem não?), minha irmã então novinha me deu a notícia com os olhos cheios de lágrimas.

Também me lembro do Chico Science. Estava viajando e não sabia de nada quando de repente uma ligação do meu irmão me revelam duas trágicas notícias: 1-Max saiu do Sepultura; 2-Chico Science morreu. Meses antes ouvi na rádio “Chico Science e Nação Zumbi tocam em Belo Horizonte pela segunda vez em menos de um mês!“, pensei, ‘se estão vindo direto, oportunidade é o que não vai faltar’. E faltou, até hoje me arrependo.

Já a Cássia Eller eu estava na praia. Morreu no reveillón. Lembro de estar sentado num boteco quando um menino passou vendendo um jornal de longe que trazia alguma notícia sobre a Cássia na capa, achei que se tratava de algum show importante na virada (realmente ela ia fazer o reveillón de Copacabana). No outro dia o Scooby, com a sua delicadeza que lhe é peculiar me disse: “…e a Cássia hein? Foi pro saco!”

Um dia resolvi perguntar pessoas mais velhas sobre como foi a notícia e repercussão da morte de pessoas famosas. Eu mesmo nasci num dia trágico. Essa história quem conta é meu pai, no dia 9 de julho de 1980 se apaga uma estrela e outra se acende. Morria Vinícius de Morais e eu nascia. hehe

Mas nada foi mais forte e sincero que o depoimento do meu querido Tio Zinho a respeito da morte de seu maior ídolo. Em suas palavras:

Zinho: “eu estava em alguma boate em Belo Horizonte quando Miltinho veio correndo afobado e dizendo ‘Zinho você não sabe quem morreu’. Pelo jeito que veio achei até que fosse alguém da família, tomei coragem e perguntei ‘Quem? Fala logo!” Ele disse: John Lennon. -Puuuta que pariu!!, desabafei, antes fosse alguém da família.

Música – A Legião no Jô

dezembro 27, 2008

legiao_jo

Durante décadas assistir ao Jô Soares era garantia de bom entretenimento mas ultimamente está um pouco chato. Não sei se sou eu ou se é ele, só sei que não tenho paciência mais pra piadinhas, não deixar o entrevistado falar e tudo isso que aqueles que não gostam ficam dizendo.

Estava então pulando de video para video no YouTube e achei uma entrevista do Legião Urbana no Jô em 1994! Eu não sabia que a Legião tinha ido lá, e pior, foram duas vezes.

Pra quem curte a banda vale a pena assistir e matar a saudade. Em 1994 Renato Russo estava quieto e falando sobre o sucesso do seu tratamento contra drogas e contra depressão. Estava com medo de ter o mesmo fim de Kurt Cobain (que suicidara naquele ano). O triste é constatar que dois anos depois, afundado em depressão, o próprio Renato se entregou na luta contra a Aids.

Já o programa de 1989 mostra um Renato mais falante e descontraído. No YouTube tem os 4 blocos da entrevista.

Falando em Legião acabo de me lembrar de uma história que meu pai me contou. Disse que uma vez estava conversando com uma senhora simpática sobre ‘filhos’ (imagino que o assunto deveria ser filhos problema ou filhos desmotivados) e então a senhora disse o seguinte: “..lá em casa eu sempre briguei com os meninos por causa de escola. Tinha um que era estudioso, esforçado e brilhante. Virou engenheiro e hoje ta aí, cheio de dívida e vive com a corda no pescoço. Já o outro, o que gostava de violão, cansei de brigar com ele… O que aconteceu? Coleciona fazendas.” E ela era mãe de quem? Dado Villa-Lobos, guitarrista da Legião Urbana.

Isso me lembra a história do violão de John Lennon. Parece que uma tia deu a ele seu primeiro violão mas antes, fez questão de escrever no verso “lembre-se este instrumento nunca vai te levar a lugar nenhum na vida

1994

1989