Posts Tagged ‘michael jackson’

Cinema – This Is It

novembro 4, 2009

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Graças a Deus que eu não li a crítica de Veja sobre o filme antes de ir ao cinema, porque se tivesse feito teria quebrado o velho Thriller que descansa numa prateleira.

De cara o filme já avisa que é para os fãs e assim caminha até o final. Se você tem curiosidade em ver o que seria o retorno de Michael aos palcos e, de quebra, as suspeitas sobre o maior espetáculo audio visual de todos os tempos, então assista. O mega espetáculo POPMart do U2 em 98 fica no chinelo se comparado ao que seria This Is It.

O filme mostra a grandiosidade da produção e do artista que se dedica a todos os detalhes sempre pensando e falando nos fãs. Ele dá instruções ao tecladista, ao baixista, à guitarrista, ao cara das luzes, à banda como um todo, ao diretor e, claro, aos dançarinos. Sem deixar de lado também a produção das vinhetas que seriam apresentadas durante o show, como um remake de Thriller.

Assim, o show que não foi ficou registrado e magistralmente editado neste documentário. Fica óbvio também a boa condição física de Michael para suportar o batente e isso alimenta aquelas idéias conspiratórias e incômodas de que, talvez, o rapaz valesse mais morto que vivo, antes que outro escândalo comprometesse de vez o legado dos Jacksons.

Música – Michael Jackson brasileiro…

agosto 29, 2009

…ou seria Susan Boyle brasileiro??

Tanto faz. O negócio é que o negão mandou bem demais!

Música – Michael Jackson Bad Tour live Japan 87

agosto 17, 2009

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Estava passeando pela loja Americanas quando vi um DVD “Michael Jackson ao vivo no Japão na turnê do Bad“. Pensei: “Compro? Não compro? Compro? Não compro? Compro? Não compro? Compro? Não compro?…” Comprei-o-o!!

E o encarte ainda diz “Veja o Rei do Pop ao vivo na melhor fase de sua carreira“. Sei… Mas tudo bem, o show é bom mesmo. Uma multidão de japoneses presenciaram (sentadinhos) uma performance fantástica de um show memorável.

O setlist é matador e de cara, as primeiras músicas são Beat It, Billie Jean, Thriller e Bad. Como assim??! Os grandes sucessos (até então) logo de cara?? Depois disso podia ir até embora! Mas na verdade, googleando por aí, achei outros shows da turnê com as músicas em outra ordem… tanto faz.

O show vai caminhando e a banda desfila sucesso atrás de sucesso. Além dos já citados, fazem parte da lista, Wanna Be Starting Something, Human Nature, Off The Wall, Rock With You, Working Day and Night e I Just Can´t Stop Loving You. Bem como sucessos do Jackson Five como I Want You Back, I´ll Be There e The Love You Save.

Explosões, efeitos, danças, coreografias e tudo aquilo que um mega show tem direito. Está tudo ali. Mais pro final, ele começa a cantar umas músicas estranhas e desconhecidas (para mim!!) o que tornou o espetáculo um pouco quase que chato, mas tudo bem. O conjunto vale a pena e mostra um pouco de uma das muitas faces geniais do artista, que não satisfeito em ser excelente cantor, compositor, dançarino, produtor e diretor, é no palco que ele se realiza e proporciona o êxtase coletivo.

PS: O DVD está quase todo disponível no YouTube, claro.

Música – Eternal Moonwalk

julho 14, 2009

Belíssima homenagem e diversão garantida por horas e horas e mais horas e horas e horas e horas…

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Música – Ao Vivo

julho 7, 2009

Como já era de se esperar o mundo inteiro (ou pelo menos a mídia) parou para assistir ao funeral e memorial de Michael Jackson. Os ingressos sorteados pela internet apareceram em sites de leilão com preços de até 30 mil dólares. Isso me lembra o sorteio semelhante que aconteceu no retorno do Led Zeppelin em 2007.

Pois bem, sortudo mesmo é o repórter Jorge Pontual da Globonews. Uma mineira de Três Corações chamada Marcela foi uma das contempladas com um par de ingressos para o memorial. Como ela é uma mineira muuuuito gente boa e prestativa, dividiu seu lugar não com um amigo, namorado, parente ou outro fã qualquer, mas sim com o Brasil inteiro. Ela deu os ingressos para que o repórter da Globonews pudesse transmitir seus comentários ao vivo de dentro do Staples Center através de um telefone celular.

US$30.000.

Será que deu mesmo?

Globonews ao vivo, video de We Are The World e o corpo de Michael Jackson indo do cemitério para ginásio.

Globonews ao vivo, video de We Are The World e o corpo de Michael Jackson indo do cemitério para ginásio.

Ao vivo na CNN!

Ao vivo na CNN!

Música – Na formatura

julho 5, 2009

Música – 3 years old Thriller

julho 3, 2009

Música – Seriado The Jacksons

julho 2, 2009

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Dizem que no atual testamento de Michael Jackson ele deixa tudo para a mãe e para os filhos. O pai, Joseph Jackson, teria ficado de fora assim como a ex-mulher barriga de aluguel Debbie Rowe.

Ontem re-assisti a mini-série exibida na Globo nos anos 90 chamada The Jacksons: An American Dream e ela ajuda a explicar a origem de tudo, desde a solidão e excentricidade de Michael até o desafeto de todos pelo pai.

Na internet é possível encontrar o DVD original da série, que possui 4 capítulos, mas o nostálgico mesmo é assistir o programa que passou na Globo, ripado de VHS, dublado em português e até com aquelas chamadas “no último programa aconteceu isso, isso e isso” com aquela voz de chamada de Globo Repórter.

LINK : http://www.reidopop.com/mjbeats/showthread.php?t=5004

LINK2: http://www.4shared.com/dir/4703923/430c9971/sharing.html

O início da série vai além do nascimento do Jackson 5 e mostra o começo do namoro de Joseph e Katherine Jackson. Ele, metalúrgico e músico nas horas vagas, tinha o sonho de largar a indústria e ganhar dinheiro com arte. Entre uma demissão e outra sempre montava um conjunto para ganhar uns trocados mas tão logo arrumava outro bico deixava o sonho de lado.

Um dia, chegando do trabalho, Joseph descobriu que um dos filhos havia mexido em sua guitarra, e pior, mexiam sempre. Mal sabia ele que durante o dia rolavam verdadeiras festas musicais em sua residência durante a faxina da casa. Desconfiado do que poderia estar acontecendo, Joseph reuniu a família, entregou a guitarra a Tito e disse “eu quero ver você tocando, e é melhor tocar direito“. O menino amedrontado se levantou com o instrumento em punho e soltou a voz. Logo os irmãos entraram acompanhando e mostraram os primeiros passos de dança que já vinham ensaiando. Nascia assim os Jackson 4.

Michael queria muito entrar mas por ser tão pequeno era ignorado pelo pai e pelos irmãos. Foi numa apresentação da escola que seu talento apareceu pela primeira vez, cantando sozinho pegou a todos de surpresa fazendo sua mãe dizer “acho que agora os Jackson 4 são Jackson 5.”

A mini-série vai caminhando pelas dificuldades da família e primeiros acertos do grupo. Concursos musicais e pequenos shows. Um dia os Jacksons ganharam um televisor colorido ficando em segundo lugar num concurso. Joseph deixou o prêmio para trás, amargurando os meninos, e dizendo ‘os Jacksons não ficam em 2º lugar, precisamos treinar mais, precisamos de mais dança‘.

Outro momento marcante foi a apresentação para o diretor da gravadora Motown, onde fizeram história e foram içados ao sucesso mundial. Não fosse a insistência de sua assessora talvez o diretor não perdesse tempo com um grupo de crianças mas foi só ver o gingado da banda com a voz e deslizes de Michael Jackson que ele não teve mais dúvida, contratou os irmãos.

Daí para frente são shows, discos, estúdio, viagem, fãs, histeria, sucesso, casa, mansão, dinheiro e fortuna. Só uma coisa nunca mudou, a rigidez estúpida de Joseph Jackson que mesmo depois do sucesso controlava não só a carreira como a vida pessoal dos filhos.

No início dos anos 80 o mundo estava passando por várias mudanças no cenário musical e talvez não houvesse mais espaço para o Jackson5, por outro lado, o talento solo de Michael precisava ser manifestado. Lançou o disco Off The Wall e, dizem, que sozinho vendeu mais que toda a obra dos Jacksons. A sorte estava lançada e era um caminho sem volta, o próximo disco, que enterraria o Jackson 5 e consolidaria Michael como rei do Pop, além de se transformar no maior sucesso comercial da história da música, foi Thriller.

Em 1984, atendendo aos apelos da mãe, dos irmãos e ainda com palpites marketeiros (e bem sucedidos) do pai, Michael Jackson se reúne ao Jackson 5 para a turnê de despedida Victory. A mini-série acaba aí.

Para termos idéia do sucesso da turnê e da força do Rei no auge, basta relermos a Veja do dia 18 de julho de 1984 (disponível para assinantes no site) que trás Michael na capa e comenta bastidores do show.

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A mini-série The Jacksons ajuda a entender a fase ascendente de Michael Jackson. Para entender o que veio depois (plástica, pedofilia e bizarrices gerais) recomendo assistir ao documentário da BBC chamado Living With Michael Jackson, que eu já assisti e escrevo aqui em breve.

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Trecho da reportagem: “Naquele instante, usando um dos acessórios indispensáveis de seu vestuário, ele iniciava de maneira triunfal a primeira apresentação de Victory, o show musical mais caro, espetacular e controvertido dos últimos anos, reunindo Michael e seus cinco irmãos do conjunto The Jacksons.

Música – Michael Jackson

junho 29, 2009

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Não foi pela MTV muito menos pelo Fantástico. Conheci Michael Jackson em 1982, quando então com 2 anos, um amigo do meu pai me presenteou com o grande LP do ano, Thriller.

Mais tarde, não sei presente de quem, meu pai trouxe para casa uma fita VHS com o making of completo do videoclipe da música que dava nome ao disco, o mesmo Thriller. Além de trazer os mais de 10 minutos do clipe, a fita mostrava etapas de maquiagem  (com os mortos-vivos e o lendário lobisomem), efeitos especiais da transformação, edição de áudio, ensaio da coreografia, entrevista com John Landis (diretor) e o próprio Michael, entrevista com fãs e trechos de imagens de arquivo como o clipe de Beat It, alguma coisa de Jackson 5 e o histórico Moonwalk durante Billie Jean na festa da Motown.

Procurei a fita para relembrar aqueles momentos e não encontrei, deve estar perdida no meio de alguma bagunça. Na verdade acho que hoje é possível assistir ao mesmo documentário no YouTube. Só o fato da fita ainda existir já é quase um milagre, não sei como ela não rasgou ou furou, afinal, não foram nem 1 ou 2 dezenas de vezes que ela tocou e sim centenas de exibições sempre marcadas pela tentativa de imitar a coreografia ou pelo olhar amedrontado de quem se intimidava pelo terror.

Nos anos 80, quase todos que foram à minha casa assistiram uma sessão do video. A visita chegava e meu pai já dizia “coloca o Michael Jackson!” E todos comentavam ‘esse cara é foda hein‘.

No domingo 21 de junho de 2009, durante um almoço de família, uma tia lembrou saudosa: “ah esses meninos eram terríveis, colocavam o monstro de Michael Jackson na televisão e ficavam me chamando pra assistir, eu não gostava de ver aqueles defunto dançando e tinha medo, mas eles riam e riam e ficavam imitando.” No dia 25 de junho a notícia da morte do cantor pegou a todos de surpresa. Liguei pra mesma tia e ela disse “lembrei de vocês pequenos, ainda no domingo a gente falava dele né?“.

Ao acompanhar o noticiário e posteriormente assistindo os documentários sobre o rei do pop que pipocavam para todos os lados, lembrei, mas não de Michael. Não de lobisomem, Thriller, moonwalk, robô, chapéu, luva, vitiligo, pedofilia nada disto. Eu lembrei de mim. Quantas vezes assisti a cada um daqueles clipes? E quantas vezes o mesmo clipe me surpreendeu novamente? Quantas vezes redescobri o talento de Michael Jackson? A princípio eu gostava do visual e dos efeitos especiais, depois descobri a música. Com o tempo descobri o Jackson 5 e tudo fazia sentido, tudo se encaixava. Quem escuta Michael com menos de 10 anos cantando diz ‘está aí o futuro rei’ e não deu outra.

Infelizmente, nos últimos anos, parece que Michael se esforçou ao máximo para quebrar tudo que construiu, dentre elas, a profunda admiração que cativou numa geração inteira. Não havia nada mais triste que, ao longo dos anos, conviver com o deboche das pessoas que riam do seu branqueamento, do seu cabelo, nariz fino, lábios finos e posteriormente, o pior de todos, acusação de pedofilia. O pior entretanto, é que o próprio Michael não nos deixou escolha. Como defender um cara daqueles? Não era a mesma pessoa, não podia ser. Parece que Michael (o gênio) entrou em coma em meados dos anos 90 e só saiu agora quando seu corpo físico não suportou mais tamanha insanidade.

Com a notícia da morte o mundo pôs os pés no chão. Ao invés de incriminá-lo e ridicularizá-lo vieram as devidas e emocionantes homenagens que estavam adormecidas pelos escândalos dos últimos anos. Afinal de contas, Michael Jackson não era isso ou aquilo, ele era tudo isso. Desde as surras de criança até a acusação de pedofilia, tudo compôs o universo Michael Jackson e não fosse um destes elementos, positivos ou negativos,  a história seria outra e talvez o grande artista, ou gênio, não tivesse se manifestado.

Ficam os escândalos, insanidades mas fica também a atitude, a dança e o suingue daquele que quebrou barreiras e mudou a história do showbusiness.

Pelos meus anos 80, valeu Michael!

Música – Morreu pra você, desnaturado

junho 26, 2009

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Por uns minutos estive certo de que não havia mais clima pra realizar uma Festa Junina. As comidas, bebidas e festividades em nada mais me interessavam.

A dor era tão intensa que tive que recorrer aos meus velhos discos de vinil e a um copo duplo de Hi Fi para amparem minha sofrida alma. Mas tamanha tristeza não é superada apenas com muletas, precisa-se de mais.

Nessa hora lembrei-me do também imortal Vilibaldo Alves quando disse “As lágrimas correm sobre minha face”. Foi para o Atlético. Também sofrido. Também amado. Também idolatrado. De passado também glorioso. Também Preto. Também Branco.

Ele morreu. O Peter Pan de Chicago morreu. Morreu menino, pois sempre se recusou a crescer. E a Terra do Nunca nunca mais será a mesma.

Morreu em casa. Subitamente. Não teve a emoção de James Dean, a glória de Senna, a mística de Elvis ou mesmo o estrelato de Jimi Hendrix. Enfartou sozinho. Procurou na morte a simplicidade que não teve na vida.

Recompondo-me das lágrimas percebo o egoísmo desumano que seria praticado ao deixar de celebrar, também na morte, as inúmeras alegrias que o Rei do Pop nos proporcionou ao longo de nossas vidas. A Festa está mantida. E vai ser épica, única e empolgante, regada a Billie Jean, Beat It, Thriller, Bad e tudo a que temos direito. É a melhor homenagem que poderíamos prestar.

Sabe-se que uma pessoa é Rei quando, mesmo em baixa, morre em alta. O mundo hoje é órfão de uma pessoa que fez sucesso há 20 anos e que, pelos últimos anos de sua vida, deve chegar ao céu de costas.

É ruim? Não se for de moonwalk.

Leo