Posts Tagged ‘mineirinho’

Música – Shows de abril

abril 18, 2011

Apesar de Setembro ser visto por muitos como o mês da música de 2011 no Brasil, devido ao mega evento Rock in Rio, abril também trouxe boas surpresas e artistas de relevância até maior do que aqueles que vão se apresentar no festival que mantém o ‘rock‘ praticamente só no nome.

Foram três shows fantásticos praticamente na mesma semana, que sacudiram o mercado e fizeram a alegria dos fãs. Ozzy Osbourne, U2 e Roxette. Todos eles em turnê pelo Brasil fazendo shows em várias capitais, com exceção do U2 que ficou apenas em São Paulo reservando 3 dias na agenda para o público brasileiro.

O primeiro foi o Ozzy, que fez um show antológico (como de costume) no Mineirinho e que apesar da tradicional e conhecida péssima acústica do local conseguiu empolgar a platéia com seus clássicos e presença de palco. O show começou pontualmente no horário marcado e eu inclusive desconfio que deixou muita gente do lado de fora se estapeando na fila. Sorte a minha que entrei antes, comprei umas latinhas e consegui pegar um bom lugar na pista para ver o Príncipe das Trevas mais uma vez.

A primeira vez que vi o Ozzy foi em 2008 em São Paulo quando lançava o disco Black Rain e teve o show aberto por Black Label Society e Korn. O evento em si foi espetacular e emocionante, talvez pela minha ansiedade de ver o Madman pela primeira vez ou talvez pela organização dos paulistas ser mais elegante que a nossa. Nesse show, antes do início, Ozzy ficou fazendo umas gracinhas do tipo conversar com a platéia dos bastidores enquanto o povo ia à loucura ao ouvir suas risadas nos alto falantes do Morumbi. Aqui no Mineirinho não teve esse suspense. O show estava marcado para 21h (ou era 22?) e teríamos ainda a banda de abertura Hibria. Para minha surpresa o Hibria tocou antes do horário marcado e na hora do convite já estava lá Ozzy no palco. Sem cerimônia e sem emoção ele simplesmente entrou, cantou e foi embora. Sorte que é o Ozzy.

Seu novo guitarrista, diga-se de passagem, mostrou a que veio e convenceu o público de suas habilidades fazendo solos cinematográficos e fantásticos, ganhando a simpatia do público ao puxar um trecho de ‘Brasileirinho’ durante um momento Guitar Hero da noite. Mas mesmo assim essa performance não foi tão marcante quanto ver o troglodita Zakk Wilde solando, sangrando e manchando a guitarra branca de vermelho no show passado. Mas em questão de repertório o Mineirinho agradou mais, inclusive na fase Black Sabbath de onde tivemos Paranoid, War Pigs, Iron Man (inteira!) e a linda Faries Wear Boots. Já da fase solo vieram as tradicionais e esperadas Mama I´m Coming Home, Bark at the moon, Crazy Train, Mr. Crowley, Suicide Solution, I Don´t Know e outras. Além é claro da música atual de trabalho, Scream.

Uma bronca que eu tenho do Ozzy e de seus shows é o fato dele simplesmente ignorar o disco que eu mais gosto, Ozzmosis de 1995. Disco maravilhoso e inigualável que põe no chinelo os últimos Scream e Black Rain, e de onde saíram músicas fantásticas como Perry Mason, Ghost Behind My Eyes, Denial, Old LA Tonight e todo o restante. Mas fazer o que né, vai discutir com o Príncipe das Trevas? 🙂

O segundo show da lista foi o U2, que dispensa apresentações. Tudo que cerca o U2 é grandioso e espetacular, numa raríssima mistura de qualidade musical com aparato tecnológico e infra estrutura de show. A atual turnê 360º não é apenas a turnê mais bem sucedida (financeiramente) de todos os tempos, mas deve ser também a mais incrível já projetada e executada. Com o palco monstruoso no meio do gramado é impossível não se impressionar mesmo que a distância. Este show infelizmente eu não fui e por enquanto com relação ao U2 vou me contentando com as ótimas lembrancas da POP MART Tour que vi, também em SP, em 1998.

Finalmente o último da lista é o saudoso, emocionante e carismático Roxette. Há tempos atrás, vendo uma onda de reuniões musicais que estava acontecendo na música, quando bandas que já tinham acabado voltavam à atividade para sacudir os fãs (e ganhar um trocado) eu fiz um exercício de imaginar qual banda de antigamente eu gostaria de ver e me lembrei da dupla sueca do Roxette. Me lembro bem da primeira fita K7 que comprei na vida e foi justamente o disco Joyride em 1993. Jamais imaginaria que 18 anos mais tarde estaria eu num ginásio lotado em Belo Horizonte aplaudindo clássicos desse disco executados pela lendária dupla Marie Fredriksson e Per Gessle de forma acústica ao violão. Foi realmente algo memorável e de se emocionar.

Por falar em ganhar o público, o que o guitarrista do Roxette fez foi de envergonhar o guitar hero do Ozzy que achou que a sacada ‘Brasileirinho’ já era o suficiente. O rapaz foi além e numa jogada extremamente feliz conquistou a todos executando de forma dramática as notas de “Ó Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais, ó Minas Gerais.

Com quase uma hora (perdoada) de atraso, o Roxette entrou no palco e de cara atacou de Dressed For Success, seguida de Sleeping in My Car do disco Crash Boom Bang. Daí pra frente o show foi uma mistura de músicas desconhecidas (pelo menos por mim) e clássicos de todos os tempos de tirar o fôlego. Coisa que faria até sua avó virar os olhinhos ao ouvir ao vivo baladas como It Must Have Been Love e Spending My Time. Tivemos ainda Joyride, Church of Your Hear, Perfect Day, Things Will Never Be The Same, Watercolors in the rain, How Do you Do?, Dangerous, Listen to your hear e outras. Algumas delas, como dito, só na voz e violão, fazendo o público suspirar ao ritmo do casal.

Pois bem, com tantas boas opções de show musical não foi a mitologia do criador do Heavy Metal nem a grandiosidade do U2 que mais me empolgaram e sim o jeito simples e perfeito do Roxette que numa mistura de competência e saudade cravaram o mês de abril de 2011 num mês de saudade eterna e carinho no coração daqueles que apreciam uma boa e histórica apresentação ao vivo.

Música – Guns n Roses em BH

janeiro 7, 2010

Certa vez, há exatos 17 anos, quando eu tinha 12, influenciado por primos mais velhos e procurando a música November Rain, comprei a fita K7 do disco Appetite for Destruction do Guns n´Roses. Passada a decepção de não encontrar a tal música, fiquei feliz com a já farofa Sweet Child O´Mine e também com todas as outras que viria a adorar.

Junto com a fita comprei meu primeiro Walkman e tive o prazer de ouví-la à exaustão sempre de cabo a rabo. Anos mais tarde o Discman aposentou o Walk e a fita foi deixada de lado até que, ainda mais tarde, já passeando de carango com um velho rádio toca fitas, a fitinha do Guns reapareceu trazendo de volta a alegria daqueles anos.

Depois do Appetite, já em CD (e posteriormente somente em MP3) conheci o User Your Illusion I e II, Spaghetti Incident, GNR Lies e o ótimo Live Era mas nenhum deles era (por inteiro) tão bom  quanto aquele da fitinha.

LADO A
Welcome to the Jungle
It´s so Easy
Nightrain
Out ta Get me
Mr Brownstone
Paradise City
LADO B
My Michelle
Think About You
Sweet child O´mine
You´re Crazy
Anything Goes
Rocket Queen

Em 2001 o novo e desacreditado Guns n´Roses se apresentou no Rock In Rio 3 e eu assisti a apresentação ao vivo pela TV com o frio na barriga de quem estivesse lá e ao ouvir os velhos clássicos na voz gorda e rouca de Axl percebi que ainda assim aquelas canções tinham muita força e justificavam a investida. Na oportunidade, Mr.Rose falou sobre o lançamento do próximo disco Chinese Democracy.

Em 2008, milhares de anos depois da promessa, é finalmente apresentado ao público (não sem antes vazar na internet e quase levar um hacker à prisão) o famigerado (e fraco) álbum.

É assim que chegamos em 2010 e a notícia da turnê mundial do Guns n´Roses talvez passasse batida, não fossem dois nomes singelos, fortes, bonitos e demasiadamente maravilhosos:

BRASIL – BELO HORIZONTE

10 de março, Mineirinho

Said anything gooooOOOooOOOoooOOoooooOOooeeeeEEEss tonight.

Junte-se a eles

maio 11, 2009

paocirco

Dias antes do antológico show do Iron Maiden em Belo Horizonte eu perguntei a um amigo se ele iria mais uma vez prestigiar os ingleses:

-Eu até queria.. no dia eu vou estar na Pampulha, mas não no Mineirinho, vou ao jogo do Cruzeiro no Mineirão.

O que?? Você vai deixar de ver o Iron pra ver jogo do Cruzeiro? – perguntei. “Sim! Este ano a Libertadores é nossa e não posso perder um jogo destes em casa“.

Entendo. Realmente a Libertadores é um campeonato importante e o fato do Cruzeiro, não só estar disputando, mas estar bem é muito bom. Então tá.

Dias depois os jornais anunciam um evento que vai parar a cidade, o jogo Cruzeiro e Atlético. Pela Libertadores? Não! Claro que não! É a final do Campeonato Mineiro.

Ah entendi, são dois campeonatos ao mesmo tempo, a Libertadores e o Campeonato Mineiro, beleza!

Quando o jogo acabou (com a aviltante vitória de 5×0 do time da Toca) o narrador anuncia: “Semana que vem, no segundo jogo da final a situação do Cruzeiro vai ser muito tranquila.

Perai! Segundo jogo da final? Esse povo é esperto. Quem pode parar uma cidade, um país, um dia; pára dois num é não? Com isso a audiência das TVs e das FMs vão lá em cima duas vezes! O público lota o Mineirão, eles vendem camisa, vende isso, vende aquilo, vende jornal, os programas diários de esporte tem assunto pro mês e por aí vai.

Tudo bem, veio o segundo jogo da final e o empate favoreceu o Cruzeiro que se sagrou campeão. Agora todos podem se concentrar na Libertadores.

Dois dias depois uma notícia chama a atenção: “Jogo importantíssimo para o Atlético!!!“, hein? Mas já? Como assim?

Era um jogo da Copa do Brasil, o Galo precisava ganhar de não sei quem por não sei quanto e blablabla. Mas outro Campeonato?? Sim amigo, outro!

Isso já tá ficando chato. Foi então que o Galo perdeu e foi eliminado da Copa do Brasil. Ótimo! Agora chega de futebol diário, vamos assistir a Libertadores, jogo semana sim semana não, torcer pelos times brasileiros, torcer por Minas Gerais e… de repente o país pára novamente. Os meios de comunicação fazem um alvoroço, um rebuliço, as torcidas se agitam, os ânimos se exaltam, os cruzeirenses tem sede de vitória e o Atlético busca a chance de se redimir com a torcida… estava começando o CAMPEONATO BRASILEIRO.

Aaaaahhh!! Nãããããão!!!! Mais um campeonato??? Quem aguenta isso?? É futebol o ano inteiro??

Sim! E este é o ponto chave do negócio. O esquema é tão bem bolado que garante entretenimento pra quase 100% da população durante (quase) todas as quartas e domingos do ano. Um campeonato acaba no início do outro que já emenda com o meio de mais um e todos esperam o nacional.

É, parece que o que vale é o velho ditado, se não pode com eles…

Agora, a Libertadores da América quer libertar quem de quem? Dá vontade de dizer a todos: hermanos, libertem-se do futebol!

Música – Alôncio no Iron Maiden

abril 25, 2009

Depois do sucesso Jacaré no Ozzy, finalmente entra em cartaz, dos mesmos produtores, o sensacional “Alôncio no Iron Maiden”.

Vem Comigo que eu só te boto em boa!


Música – Mineirinho 18mar09

março 20, 2009

Música – Show do Iron encheu!!

março 19, 2009

iron4

Valei-me São Francisco!! Ó Minas Gerais, verás que um filho teu não foge à luta!! E assim, contrariando as expectativas, o show do Iron Maiden na capital  não decepcionou e fez tremer as paredes do Mineirinho.

Como sempre ocorre nestes eventos (show do Iron) o público foi um show à parte. Sem briga, sem tumulto, sem confusão, sem correria, sem nada! Apenas uma mancha negra enfileirada para entrar no templo e rezar sua missa. De contra-tempo só um ou outro que exagerou na bebida e ficava ali, sentado, deitado, vomitado no seu cantinho sem incomodar ninguém. Do lado de dentro era festa. Quando o show começou então, ouvia-se em uníssono “Maiden! Maiden! Maiden!” Repetindo o espetáculo de todos os outros lugares por onde passa.

O setlist foi praticamente o mesmo dos outros shows no Brasil e igualmente emocionante. Mesmo sabendo que Aces High seria a primeira, quando começa, você chora. Sabendo que ia rolar Wrathchild, quando começa, você chora. Sabendo que em Fear Of The Dark o coral ia ser estrondoso, quando começa, você chora. Sabendo que no intervalo pro Bis, a volta seria ao som da introdução de Number Of The Beast, quando começa, você chora. Sabendo que o Eddie ia aparecer, quando aparece… é lindo demais.

iron12iron21iron31

iron5

Fotos Jornal O Tempo

Música – BH posta à prova

março 16, 2009
ironsp

Iron Maiden ontem em São Paulo

À 2 dias do dia mais histórico de todos (para os fans de rock de Minas Gerais), uma pergunta não quer calar: vai encher?

Na quarta-feira, 18 de março, Belo Horizonte vai ver o sonho de muitos de seus filhos virar realidade, vai receber em seus palcos o show de uma das maiores bandas (se não a maior) de heavy metal de todos os tempos, o Iron Maiden.

Mas nem tudo vai bem, o que aconteceu?

O público mineiro não tem a fama muito boa, apesar de se declararem os mais roqueiros do Brasil e, dizerem, repudiar outros estilos como AxéMusic, Forró, Sertanejo, Pagode e funk, quando o negócio é enfiar a mão no bolso e ir ao show eles escorregam e saem fora.

Quando uma banda grande anuncia shows no Brasil (e BH fica gentilmente incluída FORA das cidades) o mineiro (belorizontino) torce o nariz, chora, reclama e vai pro buteco resmungar. Quando uma banda se arrisca a passar por aqui, ao invés do público dar o recado e comparecer, ele some.

Desculpas não faltam, pode ser o ingresso caro, pode ser início de mês, pode ser meio de mês, pode ser final de mês, pode ser uma dor de barriga, pode ser Mineirinho, pode ser show no meio da semana, desculpa não falta.

Há quem diga que mineiro é jacu mesmo!

O público não tem dinheiro para ver o Iron Maiden mas os shows no Palácio das Artes esgotam ingresso. Tudo bem, é outro público. Mas e as festas de Axé e Eletrônika? Tudo esgotado. Metaleiro é pobre? Metaleiro de Minas é pobre?

A vinda do Iron a Belo Horizonte vai ser um marco na história da cidade, bom ou ruim. Muitas pessoas comemoram a chance de ver um show deste porte, outras odiaram, pois agora ficou mais difícil arrumar uma desculpa.

Nem tudo são flores, realmente o ingresso está caro (100 arquibancada e 150 pista, ingressos de estudante) e além disso o local do show tem milhares de desafetos declarados, o Mineirinho.

Mas quer saber o que eu acho disso? BH já era! Quem quer ir no show VAI e quem não quer NÃO VAI! Não precisa ficar arrumando desculpazinha de não entro no Mineirinho ou está ridiculamente caro. Vai me dizer que é preferível pagar 10 reais num ingresso para ver o show em São Paulo do que pagar 150 pra ver em BH? E os custos com a viagem?

A turnê brasileira do Iron Maiden começou por Manaus e, por lá, 15 mil fanáticos lotaram o local do show. No Rio foram 22 mil e em São Paulo incríveis 63 mil! Em BH, até semana passada, segundo o site Mondo Metal, apenas 6 mil ingressos (dos 20 mil à venda) haviam sido vendidos. Pode ser que na reta final os números se alterem. Caso isso não aconteça, podemos nos despedir dos shows relevantes para sempre e abraçar a causa: BH é uma roça!!

Faltam 2 dias.

Na contra-mão do carnaval

fevereiro 20, 2009

Tá na mão. Yes burn baby, burn!

Esse ano vai ser diferente, só vai começar mesmo depois do show do Iron Maiden.

Up the Irons!

maideninhandsflames1

Música – Iron Maiden em BH!!

janeiro 20, 2009

Se as previsões e fofocas se confirmarem, 2009 vai ser o ano mais caro de todos os tempos! Pelo menos pros fãs de música, haja vista a enorme quantidade e variedade de shows agendados pro país.

Que o Iron Maiden ia voltar ao Brasil, um ano após o show que fui no Pacaembu em São Paulo, para várias apresentações em 2009, todo mundo já sabia. Agora o site Mondo Metal trás uma notícia daquelas! Segundo eles já está confirmado para o dia 18 de março o show do Maiden em BELO HORIZONTE!! E agora, o que dizer? Vem Comigo moçada!!

ironbh