Posts Tagged ‘nirvana’

Música – Them Crooked Vultures

novembro 10, 2009

tcv

Esta ‘coisa’ de nome esquisito, impronunciável e intraduzível é, na verdade, uma Super Banda. Super bandas aparecem da junção (natural ou não) de artistas consagrados e parece que ninguém gosta mais da brincadeira do que Dave Grohl, vocalista do Foo Fighters e eterno ex-baterista do Nirvana.

Não satisfeito com a fama, dinheiro, prestígio e reconhecimento exacerbadamente comprovados devido a toda sua genialidade já demonstrada, o cara ainda continua se envolvendo de corpo e alma em grandes projetos. Depois de tocar bateria no disco do Queens Of The Stone Age e manifestar publicamente o seu desejo de assumir o lugar de John Bonham na reunião do Led Zeppelin (além de outros projetos que não lembro…) a bola da vez é o aguardado trabalho de estréia do Them Crooked Vultures, banda formada por Josh Holmme (QOTSA), Dave Grohl e (jogada de mestre!) John Paul Jones (um Zeppelin vivo e preservado em corpo físico).

Após meses de mistério e novidades liberadas a conta gotas, finalmente o disco foi lançado e está disponível para audição no YouTube, e já nas primeiras audições eu arriscaria um ‘fantástico‘!

O que seria do mundo sem o Dave Grohl?

Anúncios

Semana Santa

abril 9, 2009

https://i0.wp.com/buzzworthy.mtv.com/wp-content/uploads/2008/03/kurt_cobain2.jpg

“…it´s okay to eat fish,


´cause they don´t have any


feelings… ”

Antes fosse…

abril 8, 2009

dead

Esta semana, dia 5 de abril, completaram 15 anos da morte de Kurt Cobain. Ele foi um dos primeiros artistas contemporâneos cuja morte me lembro. Aliás, passei a ouvir o Nirvana devido a tamanha comoção ao redor da notícia.

Me lembro da retrospectiva daquele ano (94) quando um dos destaques foi a morte do cantor que influenciou milhares de pessoas e criou um movimento na música mundial, o Grunge. Depois disso, quando a MTV “comemorava” meses do acontecido, resolvi assistir alguns especiais e, inevitavelmente, virei fã.

A morte de Renato Russo ouvi pelo rádio. Foi mais ou menos a mesma história do Nirvana. Não conhecia seu trabalho e comecei a destrinchar mesmo após a morte. Já o Mamonas, esse eu conhecia bem (e quem não?), minha irmã então novinha me deu a notícia com os olhos cheios de lágrimas.

Também me lembro do Chico Science. Estava viajando e não sabia de nada quando de repente uma ligação do meu irmão me revelam duas trágicas notícias: 1-Max saiu do Sepultura; 2-Chico Science morreu. Meses antes ouvi na rádio “Chico Science e Nação Zumbi tocam em Belo Horizonte pela segunda vez em menos de um mês!“, pensei, ‘se estão vindo direto, oportunidade é o que não vai faltar’. E faltou, até hoje me arrependo.

Já a Cássia Eller eu estava na praia. Morreu no reveillón. Lembro de estar sentado num boteco quando um menino passou vendendo um jornal de longe que trazia alguma notícia sobre a Cássia na capa, achei que se tratava de algum show importante na virada (realmente ela ia fazer o reveillón de Copacabana). No outro dia o Scooby, com a sua delicadeza que lhe é peculiar me disse: “…e a Cássia hein? Foi pro saco!”

Um dia resolvi perguntar pessoas mais velhas sobre como foi a notícia e repercussão da morte de pessoas famosas. Eu mesmo nasci num dia trágico. Essa história quem conta é meu pai, no dia 9 de julho de 1980 se apaga uma estrela e outra se acende. Morria Vinícius de Morais e eu nascia. hehe

Mas nada foi mais forte e sincero que o depoimento do meu querido Tio Zinho a respeito da morte de seu maior ídolo. Em suas palavras:

Zinho: “eu estava em alguma boate em Belo Horizonte quando Miltinho veio correndo afobado e dizendo ‘Zinho você não sabe quem morreu’. Pelo jeito que veio achei até que fosse alguém da família, tomei coragem e perguntei ‘Quem? Fala logo!” Ele disse: John Lennon. -Puuuta que pariu!!, desabafei, antes fosse alguém da família.

Cinema – Marley e Eu

janeiro 29, 2009

marley

Acho que todo filme de cachorro é bom. Mas não aquele bom garantido de “pode ir tranquilo que vai ser um filmaço“, mas sim um bom ‘sacado‘ do tipo “pra gostar do filme vai depender do tanto que você deseja se envolver com a história“.

No fundo é sempre a mesma coisa, o cãozinho bagunceiro que aprendemos a amar. Mas essa obviedade toda não é culpa dos roteiristas ou autores, é culpa da vida e da natureza. Todo mundo que tem, ou já teve, um cachorro sabe o quanto nos envolvemos com esses bichinos e quão grande é a dor na hora que eles se vão. A raiva do estrago causado é rapidamente suprimida por aquela manifestação espontânea de felicidade pelo simples fato de te ver.

Como Marley e Eu existem milhares de outras histórias idênticas por aí. Eu mesmo poderia escrever “Michael e Eu” com a mesma carga de bagunça, estrago, alegria e tristeza do filme. Acontece que eu não estava de muito bom humor e tão pouco receptivo à uma historinha água com açúcar do sujeito e seu cachorro, com isso, até a metade achei o filme bonitinho, bobinho e forçado e pensei que a única coisa que iria salvar era a música de Hootie & The Blowfish, The Verve e uma versão salsa-reggae-mpb de Lithium do Nirvana. Me enganei. Assim como os cachorros na nossa vida, quando caí na realidade não tinha mais volta e a esta altura você já está na dúvida se torce por Marley ou sai do cinema e visita um pet-shop.

Quanto ao final, bem, todos sabem como termina um filme de cachorro e eu não chorei..

. . .   . . .

. . .

. . .   . . .   . . .   . . .   . . .

. . .

..mas confesso que segurei pra c*ralho!