Posts Tagged ‘orkut’

Quer mais moedas de ouro?

janeiro 14, 2010

O Second Life assustou muita gente, talvez por ser a prova mais convincente de que um futuro parecido com Matrix nos espera. Mas além da vida online outro fator me assustou, a notícia de que pessoas estavam enriquecendo (ou quebrando) ao justamente vender e comprar bens, lotes e dinheiro do jogo no mundo real.

Funciona assim, você cria um boneco e este aparece no mundo de Second Life com uma mão na frente e outra atrás. Recebe uma certa quantidade de ‘dinheiro’ que tem o objetivo de te familiarizar com as regras mas não é o suficiente para garantir saúde, educação e moradia ao pobre coitado. Com isso você deve trabalhar, estudar e se aperfeiçoar de maneira a conseguir os tais créditos. Pra que? Para comprar uma casa num terreno badalado, roupas, carros e etc. Tudo como no mundo real.

Foi então que um sujeito levou a brincadeira a sério e começou a comprar todos os terrenos badalados de uma região (dentro do jogo) e revendia a preços inflacionados, pronto, ficou rico. Rico no jogo? Sim, mas graças a parcerias e estratégias comerciais é possível revender seus créditos do jogo em troca de dinheiro de verdade, ou, pegar dinheiro e comprar crédito.

Bom né? NÃO!

Talvez seja uma tendência incontrolável, sem volta mas ainda assim devemos ter cuidado de separar diversão de qualquer coisa.

Eu me lembro quando era pequeno e a televisão vivia infestada de propagandas de DISK-isso, DISK-aquilo, DISK-piada, DISK-amizade, DISK-sexo e por aí vai. Você era hipnotizado a ligar praquelas porcarias até que um dia vi no jornal:

Família entrou na justiça contra operadora que cobrou R$ X mil na conta telefônica por DISK-piada

E a família ganhou! O que aconteceu? Os pais saiam para trabalhar e deixavam os filhos aos cuidados da televisão. Esta, traiçoeiramente, dizia de 5 em 5 minutos “Ligue para o palhaço tal, ele quer conversar com você amiguinho!” – e foi assim que a criança torrou a fortuna em horas e mais horas de conversa telefônica. Mas a culpa não era dele (ou dos pais) ele estava hipnotizado.

De volta em 2010 estou vendo o jogo mania do momento Farmville dentro do Facebook. Você cria uma fazenda, cultiva produtos, ganha créditos e blablablabla uma bobagem (como qualquer joguinho). Num belo momento você se depara com a mensagem ‘Deseja conseguir mais créditos?‘ Sim! Como? Pagando.

Então amiguinho, se você quer que a sua fazenda fique mais bonita e vistosa do que a dos outros coleguinhas, você pode literalmente comprar uma melhor.

Logo em seguida entrei no Orkut e me deparei com um abandonado Buddy Poke (um boneco que representa o seu perfil e suas emoções). Ele estava tão abandonado que resolvi mudar o ânimo por uma emoção nova e bonitinha. Cliquei sem reparar no aviso ao lado:

Esta alteração requer 1 moeda de ouro. Você tem 20 moedas, deseja realizar a atualização?

Bem, sim… e em seguida apareceu: “Consiga mais moedas de ouro.

Interessante! O que teria, ó Deus, eu (seu servo e escravo do bem e da verdade) que fazer para conseguir mais humildes moedas de ouro?

Antigamente circulava um SPAM que dizia o seguinte “envie esta mensagem a todos os seus amigos ou o Orkut e o MSN serão pagos!” já estou até vendo um futuro próximo “deseja enviar scraps ILIMITADOS????? Click aqui.”

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Tecnologia – Me dá um convite?

novembro 10, 2009

Estamos na era dos convites, pelo menos quando o assunto é novidade (de softwares para internet). Nada, ou ninguém, melhor para testar um produto que o próprio usuário e assim as companhias liberam a criação de algumas contas nas novas plataformas para que os entusiastas ao redor do mundo possam verificar o funcionamento e, quem sabe, até encontrar defeitos de um programa que nem foi lançado ainda. Junto a isso, a questão dos convites ainda gera um reboliço e transforma o produto em ítem de desejo.

O primeiro convite que recebi foi do Gmail, logo depois do Orkut. Hoje os dois já estão liberados para todos os mortais que desejarem, inclusive piratas e espíritos de porco mundo afora..

Tempos depois comecei a ler nos jornais sobre um serviço revolucionário, dos mesmos criadores do Skype, que traria TV para net, o Joost. Mas esbarramos no mesmo problema de sempre, o tal do convite. Cadastrei no site e entrei na fila, um belo via, voilà, convite na mão. Testei o programa, distribui alguns convites mas o serviço não foi para frente.. Não era tão divertido e nem tão prático assim.

Hoje, graças à generosidade de grandes amigos,ando a testar dois novos produtos do Google, o Google Wave e o Novo Orkut. O novo Orkut ficou com cara (deslavada) de Facebook e o Google Wave eu tô apanhando pra entender o funcionamento e, principalmente, a euforia ao redor do esquema. Enfim, se vai vingar ou não, só o tempo dirá. Enquanto isso, alguém quer convite? Tô brincando..!

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Música – Comunidade Transferida…

outubro 17, 2009

transferir udora

Em 2004, ano que recebi (e ignorei) o convite de um amigo para fazer parte de um tal de Orkut, foi justamente o ano em que criei a comunidade do Udora (então Diesel).

Após insistência do amigo resolvi aceitar o convite, assim descobri as redes sociais. Era tudo muito novo e divertido. A comunidade de Belo Horizonte possuía algo perto de uns 300 usuários e era realmente possível conhecer alguém por ali. Todos sentiram orgulho quando a mesma ultrapassou os 1000 membros mas por outro lado perdemos a intimidade e a graça.

O jeito então era procurar comunidades mais divertidas e saíamos desbravando a rede e rolando de rir ao encontrar coisas como “Eles Perguntam/Elas Respondem“, “Imagino gente levando fatality“, “Meus pais falam MAQUE Donalds” e por aí vai… sem contar aquelas de “Odeio Axé!“, “Odeio Funk!“, “Odeio Gugu!“, “Odeio acordar cedo!“, “Odeio quem odeia qualquer coisa!“…

Depois de um tempo, paramos de procurar comunidades dos outros e começamos a criar as nossas próprias. Vibrávamos eufóricos quando a mesma atingia um nível respeitável de popularidade (qualquer coisa acima de um membro hehe).

Um amigo criou a Eu Odeio a MTV Brasil (criticando a péssima fase pela qual passou a emissora) e outro criou a Farra Todo Dia (em homenagem a um estilo de vida).

Foi então que eu pensei, pensei, pensei e resolvi eu também iniciar a minha própria. O tema seria uma homenagem a melhor banda de Belo Horizonte na época, o Diesel.

Com orgulho (e sem propaganda!) vi a comunidade crescer dia após dia. Foram 2, 5, 10, 100, 1000 membros. Outras comunidades da banda apareceram mas a minha, por ser a primeira, mantinha a liderança.

Um momento marcante foi quando os próprios membros da banda começaram a fazer parte e, vez por outra, se manifestar. Depois que voltaram dos Estados Unidos então, o Gustavo (vocalista) percebeu o poder da ferramenta e começou a ter uma participação ativa postando agenda, novidades, encontro com os fãs e até respondendo perguntas. Mas a coisa cresceu tanto que ele decidiu criar a sua própria comunidade do Udora (nada mais justo…)

Então, foi aí que o som da banda mudou radicalmente. Começaram a cantar em português e novos fãs foram atraídos (batemos nos 3 mil membros). A comunidade viveu dias de luta e discussão (quaantas discussões e reflexões e inflexões e filosofias sobre o que estava acontecendo) e os fãs se polarizaram: os novos e defensores da atual fase contra os antigos rancorosos.

Do meu lado eu acabei me afastando da confusão e a comunidade deixada às traças e conflitos. Por diversas vezes alguém me procurava para apagar um incêndio ou moderar um comentário mais exaltado. Outros pediam apenas atualizações, mas não deu. Foi ficando e ficando…

Hoje resolvi virar a página e aproveitar o prestígio que a comunidade ainda tem para jogá-la na mão de alguém que possa movimentar o pessoal e continuar a tarefa de promover uma grande banda orgulho de Belo Horizonte.

Boa sorte ao novo dono e boa sorte ao Udora.

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MÚSICA – SHOWS DE INVERNO EM MINAS (3)

junho 24, 2009

fest

Uma das programações mais aguardadas do ano é a lista de atrações do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana. Por lá costumam aparecer os maiores e melhores shows, de graça. Pois bem, o único problema (eu não consigo entender o porquê disso) é a desagradável mania dos organizadores de só divulgar a lista de shows em cima da hora.

Você entra no site diariamente e não tem nem uma dica de nada apenas uma notinha dizendo: em breve a programação completa. Em breve?! Semana que vem já é julho! E tooodo ano é essa novela. Mas não adianta estressar, o negócio é esperar e seguir a vida. Quando a agenda for divulgada, se der pra ir bem, se não der amém.

Com esta infinita indefinição logo os boatos começam a correr pela cidade e agitar os bastidores da festa. Alguns juram de pé junto que vai ter show de fulano. Outros mais modestos dizem “ouvi dizer em ciclano” mas não revela suas fontes.

Ano passado as apostas estavam altas e vários nomes cotados mas quando a organização divulgou a lista oficial pegou  todos de surpresa. Nem o mais otimista dos especuladores imaginaria um show de Maria Rita com Ouro Preto de cenário. Pois foi, só que, não foi. Em cima da hora cancelaram a atração e encaixaram o Monobloco no lugar.

As apostas deste ano (segundo esta comunidade no Orkut), onde o tema do Festival é o Clube da Esquina, circulam entre o próprio Milton Nascimento (figurinha carimbada) e, mais uma vez, Maria Rita. Além de um improvável, mas fantástico, Djavan. Será?

Deus ajuda que seja! No mais, só torcer e esperar.

Tédio com um T bem grande pra você

dezembro 27, 2008

ponto

A pontualidade é a virtude dos entediados“. Não sou eu que digo, é a ‘sorte de hoje‘ do Orkut.

Mas eu assino embaixo!

Agora, que não me leiam meu chefe antigo e novo.

Música – Los Hermanos na Fundição Progresso

dezembro 11, 2008

lhfundicao

Certa vez (antes do Orkut nascer) eu estava acompanhando o fórum (Coollist) da banda Diesel e tinha acabado de rolar um show do Silverchair em BH, foi então que um membro falou: ‘próximo bom show, Los Hermanos‘. Fiquei intrigado. Los Hermanos não era aquela banda da Anna Júlia? Eu até ouvi dizer que eles lançaram um segundo disco com uma proposta diferente mas, será que presta? Devido a credibilidade do fórum fiquei encucado.

Passados uns dias um amigo meu, o Saulo, me disse eufórico: ‘cara fui num dos melhores shows da minha vida, Los Hermanos‘. Poxa, até você meu rei? Me diga lá o que é que os Hermanos tem? ‘-A banda é do caralho! Todas as músicas são boas e no show você não acredita na energia que rola, todo mundo sabe todas as letras eu fiquei até sem graça porque só conhecia algumas músicas mas no próximo eu vou estar afiado, estou decorando tudo e vou te passar umas músicas pra você ir também‘. Ok, foi assim que ouvi pela primeira vez ‘Samba a Dois‘, ‘Quem Sabe‘, ‘Outro Alguém‘, ‘Cadê Teu Suin‘ e outras picadas.

As primeiras ouvidas confesso que não foram nada sobrenatural mas com o tempo já não conseguia ouvir coisa que não fosse da banda. Eis então que o sonhado segundo show foi anunciado, Saulo me ligou doido para comprarmos ingresso, isso era uma segunda-feira. “Ah, comprar ingresso segunda pro show de sábado? Pres´tenção sô! Lá pra quarta ou quinta a gente compra isso“. Quando cheguei no Lapa Multishow, na quarta-feira, senti a faca do arrependimento a me fitar, os ingressos estavam esgotados

Saulo ficou inconformado e no dia do show foi até a porta pra ver se conseguia entrar. Não conseguiu. Tinha até alguns cambistas vendendo mas o preço tinha sido absurdamente inflacionado. Ele falou que do lado de fora do Lapa tinha centenas de pessoas sem ingresso querendo entrar de todo jeito e foi tanto que até fecharam a rua. 

Mas nem tudo era tristeza, devido a grande procura, uma semana depois já tinha outro show dos Hermanos marcado. Desta vez no Chevrolet Hall (lugar grande) e com o Pato Fu. Agora eu não perco de jeito nenhum! Comprei os ingressos com antecedencia e fiz o dever de casa, ouvi os CDs da banda até a exaustão. Além disso ainda gravei uma coletânea pra patroa também ir se interando.

E o show, como foi? Soberbo!! Por mais que eu ja tivesse sido avisado sobre o comportamento do público, quando você está ali no meio, é bonito dimais.. Estávamos na frente do palco quando os primeiros acordes de ‘O Vencedor‘ soaram como uma tormenta e o chão começou a tremer. Todos ao redor pulavam. Na hora dos versos a banda diminuiu e passou a responsabilidade pro povo e este gritou como se estivessem se despedindo da vida, exatamente como no clipe ao vivo da música.

–>   http://www.youtube.com/watch?v=VLPURvCvPP0   <–

O resto do show foi exatamente do mesmo jeito e cada música causava o seu frisson. Sai de lá querendo mais e toda vez que a banda estivesse na cidade, lá estaria eu.

Fui no show do Pop Rock (por causa deles), do Mix Garden, do lançamento da Telemig GSM, outro no Chevrolet e um na calourada da PUC no Mineirinho. Todos foram absurdamente bons mas após esta quase overdose senti a necessidade de diminuir um pouco o ritmo para não enjoar. Antes que eu deixasse de acompanhar eles próprios anunciaram a pausa da banda.

Ai ai ai, esse negócio de pausa não costuma dar certo. Um pouco antes surgiram boatos de que Camelo e Amarante iam fazer carrera solo, o que foi desmentido, mas esta história de pausa, num sei não.

Como agradecimento aos fans sempre presente decidiram fazer um show no Rio de Janeiro de despedida. Seriam dois dias na Fundição Progresso. A procura, mais uma vez, foi tão grande que abriram o terceiro dia. Eu até ia no show mas devido a uma complicada soma de fatores (falta de ingresso, custo de viagem e final de semestre) não foi possível. Alguns amigos foram e disseram que foi o melhor dos shows, o que já era de se imaginar uma vez que todos estavam com a emoção à flor da pele e o coração apertado pela despedida. Como se não bastasse ainda disseram que na porta estava chuvendo ingresso de cambistas a preços irrisórios. 

Enfim, para quem não foi ao show ou até mesmo para quem deseja conhecer um pouco da energia que era um show do Los Hermanos, este show de despedida rendeu o belíssimo CD+DVD ‘Ao Vivo na Fundição Progresso’. Ouvindo as músicas, pra quem gosta é impossível não se emocionar e pra quem não conhece, impossível não se espantar com tamanha devoção.

Uma amostra dessa loucura já havia sido registrada no DVD Ao Vivo no Cine Íris mas acho que foi a dor do adeus sem a certeza do retorno que temperou este show com a euforia dos músicos e a voracidade da platéia que cantou as 31 músicas dizendo ‘vá descansar mas volte logo para nos alegrar’.