Posts Tagged ‘radiohead’

Música – Músicas novas

março 28, 2011

Estou achando incrível a minha atual capacidade de ouvir músicas novas e sair um pouco daquela zona de conforto das mesmas músicas de sempre. Mas não acho que o mercado esteja mais criativo, eu é que vivo um súbito bom humor musical.

Para 2011 estava na expectativa do lançamento de alguns álbuns como a sequência de Marcelo Camelo e Cavalera Conspiracy (tudo a ver) e o próximo do Radiohead mas talvez o que eu tenha mais gostado (pela falta de expectativa, não por incompetência da banda mas sim pela minha ignorância) seja o Angles do Strokes.

Radiohead – The King of Limbs

Pelo pouco que conheço e venho acompanhando o Radiohead já descobri que fazer um álbum de fácil assimilação é a última exigência da banda quando entra em estúdio e esse parece que foi até demais. Não que o disco seja ruim, mas na primeira ouvida ele soa estranho e constante, como se fosse uma única música esquisita. Sem violão, sem guitarra, sem refrão e quase sem bateria mas com muita batida, beats e vocais chorados. Repetindo, não que seja ruim, mas vindo de quem vem vale a pena ouvir mais umas 20 vezes para tentar captar a beleza do conjunto.

The Strokes – Angles

Ao contrário do Radiohead este já empolga na primeira música e mostra a que veio. Com boas guitarras, solos, andamento e gritos tem tudo que eu precisava neste momento. Ainda não passei da faixa 5 mas até aonde ouvi foi bem agradável.

Cavalera Conspiracy – Blunt Force Trauma

Esse simplesmente não tinha como dar errado. Seguindo a linha venenosa e raivosa do primeiro disco os irmãos Cavalera repetem a fórmula e acertam cheio na mão. Ideal para ouvir no trabalho e merece mais comentários num post próprio.

Marcelo Camelo – Toque Dela

Este disco ainda não foi lançado e está previsto para Abril (se não me engano), mas o Marcelo Camelo já divulgou no Youtube o que seria a primeira música de trabalho, uma tal de Ô ô, que rendeu mais comentários da mídia pelo nome estranho do que pela sonoridade em si. Bem, a música é boazinha e dá vontade de ouvir o restante do álbum, é esperar pra ver.

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Música – Show Marcelo Camelo no Music Hall

junho 1, 2009

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Quase 7 meses se passaram da primeira apresentação solo de Marcelo Camelo em Belo Horizonte. Nesse meio tempo foi possível digerir melhor o disco ‘Sou‘ e retirar o resto de ansiedade e expectativas ‘hermânicas’ que poderiam se manifestar com relação ao show. Na verdade, nesse meio tempo eu tive até o privilégio de assistir um show do Los Hermanos. Talvez estivesse ali exorcizando os últimos demônios, ou, quem sabe, fechando a tampa do caixão.

O show do Los Hermanos foi estranho. As músicas eram ótimas, a banda perfeita, a platéia, o ambiente mas faltou alguma coisa. Talvez o Radiohead tenha sugado todo o clima. Talvez era só o momento errado. Eu sei é que eu não saí de lá ávido por novidades neste sentido e sim com o pensamento de ‘dê mais tempo ao tempo‘. Talvez um show hoje só de Los Hermanos fosse diferente, mas mesmo assim não passa pela cabeça de ninguém pensar no fim definitivo da banda. Já o Camelo, em recente entrevista ao portal UAI do Estado de Minas, quando perguntado se os fãs poderão ver o Los tocando novamente, foi preocupante: “Não temos estes planos.”.

E assim, olhando para o futuro, chegamos ao Music Hall para um show mais intimista do poeta. Eu achei que a liberdade da pista, em oposição à vigilância dos assentos marcados do Palácio das Artes, proporcionaria um show mais memorável. Mas a verdade é que liberdade demais é um perigo. Você dança, canta, levanta os braços, bate palmas, vai ao banheiro, encontra um conhecido, bate um papo, pega uma cerveja, volta ao banheiro, vai pra fila, compra ficha, fica perdido, volta pra turma e nesse meio tempo o show rolando… No Palácio das Artes, vez por outra acontecia um silêncio sepulcral onde o violão, a voz e acompanhamentos ganhavam destaque e, com este clima, fascinada pelo espetáculo, a platéia não perdia um único movimento sequer.

No Music Hall, mesmo tendo tocado o disco inteiro e algumas ‘extra‘ deu aquela sensação de show curto. Talvez justamente porque ninguém queria que acabasse mas o importante é que voltamos pra casa de coração e alma lavada mais uma vez.

O que mais chama a atenção (no Camelo e no Los Hermanos) é a participação da platéia que, como sempre, não se limita a refrões, cantaria tudo até de trás-para-frente se fosse solicitado.

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Sozinho, Marcelo Camelo entrou no palco e abriu o show com Passeando. Em seguida, já com o Hurtmold posicionado, veio Téo e a Gaivota, Tudo Passa e daí pra frente só alegria. Dizem (não vi) que, durante a música Janta (parceria de Marcelo com Mallu Magalhães) ele se emocionou. Nessa altura a Providência que eu tinha tomado ‘mais logo’ já não me permitia discernir entre um Camelo choroso ou um Marcelo apaixonado, só sei que, quando rola Los Hermanos, aí é que tudo desaba mesmo, não tem jeito.

Poisé e Além do Que Se Vê, como se já não fossem extraordinárias, quando executadas ao violão ganham brillho novo e o povo transborda em catarse. Morena não tenho certeza se rolou ou se sonhei mas Santa Chuva também terá sempre o seu lugar. Um dia perfeito seria acompanhar um dueto entre Camelo e Maria Rita nesta canção.

De repente, sem aviso e sem graça o show acabou. Será que foi demasiadamente curto ou demasiadamente bom? Com certeza os dois.

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Felizmente, para os ausentes e para os desmemoriados, existe o YouTube que não me deixa mentir.

Mais Tarde e Janta

Santa Chuva

Pois É

Menina Bordada

É morena…

Gem

abril 20, 2009

Para os companheiros(as): Fau, Lady, Rubens


O mal amado

março 31, 2009

mainardi

Sabe quando o professor dá aquela sacaneada com a turma ou, o seu chefe te passa uma tarefa faltando 1 minuto para o fim do expediente e você diz “a mulher dele deve ter dormido de calça jeans” ? Acredito que este seja o mal do qual padece Diogo Mainardi, colunista da Veja e membro da mesa de discussão do Manhattan Connection do GNT.

Tente procurar um único texto em que ele faça qualquer elogio a qualquer pessoa do mundo. Simplesmente não existe. A sua declarada antipatia pelo Presidente Lula (ou por qualquer outro político) é notória, de tal forma, que não mais justifica sequer a leitura porque já sabemos que de lá vão sair apenas críticas, ofensas, piadas e todo tipo de reza torcendo contra o sucesso do assunto em questão.

No Manhattan Connection, muitas vezes os seus colegas de bancada parecem perder a paciência com as posturas radicais e “do contra” de Diogo.

Na Veja, sua coluna é sempre citada como uma das que recebem mais cartas dos leitores, justamente por conta da sua postura radical e polêmica. Sabe quando o mundo estava em flerte com Obama? Diogo falou mal.

Às vezes até acontece de você dar razão para ele (quando por exemplo ele esculacha envolvidos em escândalos políticos) mas basta ir um pouco adiante e encontrar algum assunto que você simpatize que lá estará Diogo e sua língua afiada rogando pragas.

Mas desta vez ele foi longe demais. Há muito tempo não lia seus textos mas este, por falar de música, me chamou a atenção. Música? A pedra de gelo ouve música? Não só ouve como foi no show do Radiohead. Mas o alvo não eram os ingleses e sim os alemães do Kraftwerk.

Por mais que eu desgoste do estilo, acho que seria um pouco grosseiro de minha parte chamá-los de “O fracasso da minha geração”, tal qual fez Diogo Mainardi no texto desta semana. Texto, aliás, que teve o título alterado de “Kraftwek – O fracasso da minha geração” para “Kraftwerk e Mozart”. Será que alguém puxou sua orelha ou foi uma crise de consciência por ter pegado pesado demais?

Kraftwerk e Mozart – Revista Veja

Música – Só um festival

março 24, 2009

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Procurando notícias sobre a repercussão do show do Radiohead em SP (pelo festival JUST A FEST) no último domingo dei de cara com uma cronista do jornal O Tempo (de BH) falando justamente sobre o sofrimento do mineiro que se vê de fora do grande circuito de shows e que se dispõe a gastar grandes quantias para realizar um sonho, ou vários sonhos.

Além de arcar com o rombo no orçamento em si, muitas vezes ainda temos que conviver com o preconceito e desmérito daqueles que não entendem como é possível fazer uma viagem com o simples objetivo de ver um show. De minha parte eu não entendo como é possível pagar R$50,00 para entrar em uma boate (só para entrar) e lá dentro ainda conviver com assalto no bar, mas tem gente que gosta. Deixa eles! Deixa eu!

Dessa forma voltamos mais uma vez à capital cultural mais democrática do país para assistir um show que os verdadeiros fãs não só esperaram por quase 2 décadas para assistir, mas sim poderiam ter morrido ali, felizes da vida. Eu confesso não ter chegado nem perto da morte (talvez em outro show, do Ozzy, quando tocou Iron Man, fosse um momento mais adequado) mas curti cada segundo com a resposabilidade de ter tido a oportunidade de ver aquele momento. Eu e mais 30. 30 mil.

Achei estranho os relatos indignados da mídia paulista sobre a má-organização do evento. Como a minha referência a grandes festivais era aquele que uma certa rádio de Belo Horizonte jura ser o maior festival do Brasil, o Pop Rock, não tive do que reclamar, achei tudo lindo, grandioso e maravilhoso. Com exceção, é claro, do preço da cerveja pois 5 reais numa latinha é de doer. Já a lama e o afunilamento da multidão na saída não me causaram desconforto. Uma reclamação sim, agora é sério, com relação ao estacionamento, mais especificamente, à saída dele. Quando estávamos subindo para buscar o carro vimos um caminhão reboque descendo de ré, na contra-mão e complicando o trânsito lá dentro. Pensei, isso vai nos avacalhar a sair. Só não imaginava que isto iria representar 2 horas parado dentro do carro, paciência.

Outro problema é o descaso de policiamento nas redondezas do show. Como pode cambistas e flanelinhas circularem livremente sem nenhum instrumento do Estado para conter suas malignas intenções? Felizmente não acreditamos quando vários deles tentaram arrumar locais alternativos para estacionar o carro, uma vez que, segundo eles, o estacionamento oficial já estava lotado. Hoje vejo que vários carros, desses locais alternativos, foram arrombados. Não diga!

Los Hermanos

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O show começou religiosamente às 18:31 (no meu relógio) com a música Todo Carnaval Tem Seu Fim do Los Hermanos. A plateia cantou, a plenos pulmões, não só esta, mas todas as músicas do tão sonhado re-encontro dos barbudos. Lá na frente, do palco, o povo parecia mais empolgado, porém, lá atrás, assistindo mais pelo telão, eu e os arredores nos limitamos a cantar baixinho e assistir o show sem maiores demonstrações de entusiasmo. O show foi bom, mas não foi tão empolgante. Foi morno. Talvez um pouco ofuscados pelo Radiohead mais logo, talvez a ressaca da overdose de dois anos atrás ainda não tenha passado. Mas de todo jeito foi bom.

Kraftwerk

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Logo em seguida a organização posicionou quatro notebooks no palco, e só. Eu confesso que um dos maiores desafetos na música que tenho, é a eletrônica. Odeio! Odeio DJ! Odeio rave! Odeio tunsttunst! Odeio haus, techno, trance e qualquer coisa do gênero. Porém, fui obrigado a concordar que o show do Kraftwerk surpreendeu. Talvez pela minha total ausência de expectativa. Fui deixado levar e aquelas imagens hipnóticas romperam o preconceito e tornaram o show numa experiência quase agradável. Duas músicas chamaram a atenção, uma que a letra só dizia assim: “machine, machine, machine, machine, machine, machine, machine” e outra que repetia “1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 5! 6! 7! 1, 2, 3, 4! 1, 2, 3, 4!” Foi legalzinho. Longe de ser empolgante, mas no final das contas, ouvível e legalzinho.

Radiohead

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Finalmente chega o momento. Pontualmente às 22hrs sobe ao palco o Radiohead. Eu vi dois relatos interessantes nos jornais da internet. Um fazia uma resenha dirigida aos fãs e outro aos não-fãs. É interessante notar que até os não-fãs apreciaram a apresentação, uma vez que o conjunto de sons, imagens e público toma uma dimensão e harmonia tão grandes que é impossível não se emocionar.

Não escondo que fui ao show à espera das farofas e digo que daí vieram os melhores momentos, para mim, claro. Fake Plastic Trees foi linda. Karma Police e outras que nem sei o nome, me empolgaram. No palco os telões mostravam a banda dividida em imagens menores enquanto lasers, luzes e efeitos estroboscópicos cuidavam do clima da apresentação. E que clima! Talvez tenha sido o palco mais espetacular e exuberante que já vi. Ah não, o segundo, pois o palco de PopMart (do U2) ainda vai demorar a ser superado.

Pois bem, estava tudo lindo e perfeito mas ainda faltava uma música pra eu poder ir embora tranquilo sabendo que o investimento iria ser lembrado (e justificado) pelas próximas décadas, Creep. Vi no jornal que fazia muito tempo que eles não tocavam esta música, porém, ela apareceu recentemente no México (parece). Depois veio a notícia, “RJ teve Creep”, seria então questão de tempo apreciá-la em SP. E aconteceu… Foi a última música. No 3º bis, como esperado. Magistral, fenomenal, perfeita. A música, o show e a viagem. Valeu a pena.

Música – Bruno Medina fala do show

março 18, 2009

medina

Vocês quatro já se encontraram para falar dessas apresentações? Já decidiram repertório, agenda de ensaios e coisas assim?

Até agora só houve este encontro no show do Marcelo, e mesmo assim sem o Barba. Antes do recesso nos acostumamos a resolver muitas coisas por e-mail, e assim tem sido também agora. O Repertório já está decidido e posso adiantar que será um show longo para os padrões de festival, misturando as músicas de todos os discos. A princípio serão quatro os ensaios, isso sem contar com o tempo que cada um precisará gastar em casa relembrando suas partes.

PS: Bruno Medina tecladista do Los Hermanos

Entrevista link

Música – Led de escanteio

fevereiro 10, 2009

 

plant

Quando Robert Plant declarou (em 2008.) que não vai sair em turnê com o Led Zeppelin para se dedicar a carreira solo ao lado de uma tal de Alison Krauss, todo mundo pensou, quer dizer, eu pensei!, “tomara que quebre a cara e volte pro Led!” hehe

Mas o tiro saiu pela culatra. Ontem, na premiação do Grammy, o disco da dupla foi o grande vencedor faturando 5 estatuetas além da mais cobiçada ÁLBUM DO ANO. Desbancou inclusive fodões do momento como Coldplay, Radiohead e aquele povo chato de R&B que só americano gosta.

Ok, vamos tentar ver a coisa por um lado positivo (a esperança nunca morre). O Robert Plant inflou tanto seu ego, mais uma vez, que vai pensar: “vou quebrar o galho desses caras e fazer uns shows com o Led pelo mundo afora, depois, volto lá e KRAUSS nela.”

Música – Radiohead no Brasil (3)

janeiro 19, 2009

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Então meu, vamos dizer assim: “foi mais forte do que eu…”

Estou ouvindo e curtindo muito um CD ‘Best Of’ do Radiohead, mas o Los Hermanos foi, digamos, a gota d´água, ou, a cereja da torta.

And there we go again!

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Solicitacao de compra efetuada para Ingresso.com.br
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Esta e uma mensagem gerada automaticamente, portanto nao pode ser respondida.

Prezado(a) cliente, como informado durante a compra, os ingressos comprados nao poderao ser trocados. O sistema nao nos permite alterar data, sessao ou quantidade dos ingressos comprados.

Agradecemos pela compreensao.

Segue abaixo a confirmacao da sua solicitacao de compra.
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DADOS DA COMPRA
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Numero de Ingressos: 3 ( Pista Meia SP RadioHead 3 )
Evento: RadioHead
Local do Evento: Chacara do Jockey
Data da Sessao: 22/03/2009
Horario da Sessao: 21:30

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Aí quando eu entro no site pra comprar o ingresso o que me aparece de tentação?
iron
Ai pai, afasta de mim esse cálice!! Ou, arrumo um patrocínio… alguém?   🙂

Música – Radiohead no Brasil (2)

janeiro 14, 2009

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Adivinha QUEM vai abrir os shows do Radiohead no Brasil??

Dou-lhe uma!

Dou-lhe duas!

Dou-lhe três!

LOS HERMANOS!

É… o fardo de não ir a este show está ficando cada vez mais pesado. E ainda tem ingresso viu! Quem sabe?

 

–> Blog do Bruno Medina (tecladista Los Hermanos) comentando o fato.

Música – Coldplay no Brasil… em BH??!?!?

dezembro 2, 2008

coldplay

Nem bem assimilei o fato de perder o Radiohead no Brasil e me deparo com outra bomba. Coldplay no Brasil, e o melhor, em BH!!! Num é possível, sério?? Isso é sinal de decadência ou benevolência? Eu diria que empreendedorismo. Não tem nada pior que o povo ficar rogando praga. A banda custa a vir, e quando vem vamos xingar?? Não! Viva o Coldplay! Quer dizer, isso se vier mesmo.

Certa vez em “mil-novecentos-e-vó-lú-de-jeans” (hihi) passei na porta do Ginástico Clube (ali no alto da Afonso Pena) e eles estavam nos preparativos para o show do Steppenwolf(*) que aconteceria na cidade. Não segurei a curiosidade e perguntei a um roadie o que que tava pegando , ele me deu uma notícia triste: “Cara, o show foi cancelado, não vendeu ingressos o suficiente. Belo Horizonte é uma roça! No Rio e São Paulo esgotaram os ingressos e aqui teve que cancelar…“, enguli seco, enxuguei uma lágrima e me senti culpado de também não estar indo. Outros artistas como Soulfly(**) e BB King (***) também já cancelaram shows na capital do pão de queijo pelo mesmo motivo, então, assim sendo, e com a fama que temos, temos mais é que levantar as mãos pros céus quando um destes resolvem dar o ar da graça.

Outros ainda dizem “também, R$50,00 num ingresso, 60, 70, 80… tá achando o que?” O engraçado é que este mesmo cidadão paga o triplo rindo pra ir nos Axé da vida. E ir de Camarote, de Abadá, de blusinha rosa e gelzinho no cabelo. Pelo menos é um artista nacional né? Viva a arte nacional! Sei…

Pois bem, o Coldplay não é um Radiohead, vamos combinar né, mas tem o seu valor. Pra falar a verdade, eu nem gosto de Coldplay, eu gosto é do Parachutes. Ah… que delícia! Parachutes é o álbum de estréia do grupo. Ganhei do meu saudoso amigo Saulo de presente de aniversário quando voltávamos do show do Skank em Ouro Preto (aquele do DVD ao vivo). Ele me deu com a seguinte missão “você vai ter que aprender a tocar todas as músicas no violão“, hehe, foi malzis, não aprendi nenhuma. Mas o disco é muito viciante. É aquela melancolia, aquele violão arrastado, vocal choroso e piano dramático. Tudo embalado numa bateria consistente e baixo firme. Este é o Parachutes… Depois vieram outros discos que conseguiram (a meu ver) apenas emplacar uma farofa aqui e outra ali, nada que me empolgasse. Mas num tem problema, tá na terrinha, tá comigo, Vem Comigo! Quer dizer, se vierem mesmo.

parachutes

(*) É aquela banda do hit “Born to be Wild”

(**) Banda que Max Cavalera montou quando saiu do Sepultura

(***) É o dito Rei do Blues