Posts Tagged ‘rio de janeiro’

Tecnologia – Street View Belo Horizonte

agosto 13, 2009

Em breve o internauta mundial poderá desfrutar de um simpático passeio virtual pelas ruas de Belo Horizonte. A cidade, junto de Rio de Janeiro e São Paulo, foi escolhida para início do projeto Street View no Brasil.

O Street View é aquele velho serviço sensacional do Google, disponível no primeiro mundo, onde o usuário ‘entra‘ dentro de uma foto de 360 graus, capturada no nível da rua e vive a experiência extra sensorial de divagar (ou dirigir) por aí. Podemos passear pela Torre Eiffel, Casa Branca e inúmeros outros locais ou itinerários tão quanto, ou nem tão, famosos.

Não podemos, é claro, deixar de lembrar as polêmicas do StreetView. Como por exemplo as pessoas que não gostaram da divulgação da fachada de suas casas, placa de carro, gente saindo de sex shop e por aí vai. Mas não tem problema, venha St.View venha!

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Torre Eiffel, Paris

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Casa Branca, Washington

Atualmente já existe um serviço parecido com o Street View atuando em diversas cidades brasileiras, o 360 cities.

Em Belo Horizonte é possível navegar pela Praça do Papa, Praça da Liberdade ou Igrejinha da Pampulha. Mas o 360 é muito limitado, ele cobre apenas um ponto, uma foto. Já o Street View cobre um itinerário e vasculha quarteirões inteiros.

A FIAT fez uma parceria com o Google para iniciar, o quanto antes, a cobertura das cidades escolhidas e disponibilizou 30 Stilos para instalar as super câmeras panorâmicas que dão o efeito mágico.

Existe até um canal no YouTube para promover a parceria e divulgar o andamento dos trabalhos.

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Fiquei pensando, qual itinerário de Belo Horizonte ficaria bonito na fita?

Poderia ser a orla da Lagoa da Pampulha.. Ou, quem sabe, a grandiosidade da Feira Hippie (haja rosto para borrar). Talvez uma volta pelo Mercado Central ou também pela zona boêmia (entornos da Guaicurus). Quem sabe ainda a Av. Bandeirantes ou Amazonas.

UFMG, Mineirão, Centro Administrativo, Serra do Curral… Esta porém só pode do lado de cá, pois o lado de lá (devastado pelas mineradoras) seria uma triste verdade inconveniente, bem como o alto da Afonso Pena após as 18.

Já imaginou, as “meninas” dando tchau?

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Réveillon 2010 é Copacabana na cabeça!

julho 27, 2009

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O U2 está novamente cada vez mais perto dos brasileiros. Duas cidades de peso já se manifestaram publicamente sobre o desejo (e início de negociações) para trazer a melhor banda em atividade no mundo para tocar de graça em seus palcos.

A primeira foi Brasília que anunciou o nome dos irlandeses como sonho de consumo para colorir a mega festa de aniversário dos 50 anos da Capital Federal que está sendo desenhada.

Hoje foi a vez do Rio de Janeiro, que quer U2 na festa de Réveillon em Copacabana. Já imaginou? Aquela multidão fazendo a contagem regressiva no melhor estilo “Um, dois, três, quatorze!!!” Eu não consigo nem imaginar uma cena dessas, só de ler a notícia já tive alteração de pressão e tremedeira nas mãos.

Mas todos sabemos que o sucesso da operação vai muito além de boa vontade política e rios de dinheiro (ah se fosse fácil assim), depende é do U2.

Malandros que são, os cariocas já tem uma carta na manga caso algo dê errado: Roberto Carlos.

É claro que a primeira opção nem se compara à segunda mas esta também garantiria bom entretenimento e riscaria o nome do Rei da minha lista de shows ainda por assistir.

Por um ou por outro, 2010 é ano de Copa!

Perdidos no Rio

maio 22, 2009

 

Surfando na net encontrei um texto no blog (blog chic na Veja!) de Tony Beloto falando sobre as artemanhas, malandragens e sacanagens do trânsito carioca. Carioca é malandro né? Veja bem, malandragem é a arte de levar vantagem, geralmente, em cima dos outros então fiquemos alerta.
Resolvi hoje contar a minha breve experiência de dirigir no Rio de Janeiro. Algumas pessoas (não citemos nomes por questões de privacidade alheia) já nos esperavam na cidade foi assim que eu e M.G.M (23 anos?) pegamos a BR-0-esburacada-40 em direção à cidade maravilhosa. 
A primeira coisa que me chamou a atenção, além da grandeza da linha vermelha e do fato daquele lugar ser constantemente vedete de manchete de jornal com bala perdida, foi o cheiro insuportável de uréia que tomou conta do carro. Bela recepção! Mas nossos amigos estavam no Cristo e pra lá nos dirigimos.
Mapinha na mão, Redentor no horizonte e acho melhor perguntar um nativo. Cheguei pro taxista e disse:
-Amigo, Cristo Redentor, como faço?
-Ih ai, faishhx o xeguinte, tá vendo aquela avenida ali atrás? Dá uma ré aqui, pega ela e boa!
-Dar ré aqui?? Você está louco meu rei?? Como dou a volta?
-Todo mundo faishhxx isso aih.. mas se for dar a volta é direita, direita.
-ok!
Anda, anda, anda e perdemos de novo. Neste meio tempo cruzamos um sem fim de “salve-se quem puder”. É carro atravessando ônibus que segue taxista e motoboy pra todo lado. Sinal vermelho e as outras sinalizações eram formalidades secundárias. Tudo bem.
Peguei uma pista marginal (com passagem para apenas UM carro) e encontrei outro cidadão estacionado e querendo dar ré:
-Ô queridão! Cristo tá longe daqui?
-Brother, vou passar lá perto, me segue aí!!
E saiu dando ré.
-De novo?? Ah não assim fica difícil demais. 
Foi então que um carro iluminado parou do meu lado e um casal simpático disse:
-Vocês estão perdidos?
Hmm, de repente a cautela e o pé-atrás mineiro me fizeram pensar. Lembrei dos noticiários, da violência, dos oportunistas, chantagistas, bandidagem, malandragem e sem mais muito pensar disse:
-Sim! Vamos ao Cristo…- com quase lágrimas nos olhos
-Vocês são de onde? 
Ai meu Deus, porque isso agora? Já não raciocinava e no embalo respondi:
-De Minas.
-De Minas?? Ela também é!! Levamos vocês lá, segue aí.
Não sei porque senti que podia confiar nos dois. E assim eu e M.G.M seguimos os simpáticos estranhos até perto do Cristo, não sem antes ficar perdidos mais umas vez, mas no final deu tudo certo.
E a moral da história?
Nenhuma. Só sei que foi assim.

 

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Surfando na net encontrei um texto no blog (blog chic na Veja!) de Tony Beloto falando sobre as artemanhas, malandragens e sacanagens do trânsito carioca. Carioca é malandro né? Veja bem, malandragem é a arte de levar vantagem, geralmente, em cima dos outros então fiquemos alerta.

Resolvi hoje contar a minha breve experiência de dirigir no Rio de Janeiro. Algumas pessoas (não citemos nomes por questões de privacidade alheia) já nos esperavam na cidade foi assim que eu e M.G.M (23 anos?) pegamos a BR-0-esburacada-40 em direção à cidade maravilhosa cheia de encantos mil. 

A primeira coisa que me chamou a atenção, além da grandeza da Linha Vermelha e do fato daquele lugar ser constantemente vedete de manchete de jornal com bala perdida, foi o cheiro insuportável de uréia que tomou conta do carro. Bela recepção! Mas nossos amigos estavam no Cristo e pra lá nos dirigimos.

Mapinha na mão, Redentor no horizonte e acho melhor perguntar um nativo. Cheguei pro cidadão e disse:

-Amigo, Cristo Redentor, como faço?

-Ih ai, faishhx o xeguinte, tá vendo aquela avenida ali atráishx? Dá uma ré aqui, pega ela e boa!

-Dar ré aqui?? Você está louco meu rei?? Como dou a volta?

-Todo mundo faishhxx isso aih.. mas se for dar a volta é direita, direita.

-ok!

Anda, anda, anda e perdemos de novo. Neste meio tempo cruzamos um sem fim de “salve-se quem puder“. É carro atravessando ônibus que segue taxista e motoboy pra todo lado. Sinal vermelho e as outras sinalizações eram formalidades meramente secundárias. Tudo bem.

Peguei uma pista marginal (com passagem para apenas UM carro) e encontrei um taxista estacionado e querendo dar ré:

-Ô queridão! Cristo tá longe daqui?

-Brother, vou passar lá perto, me segue aí!!

E saiu dando ré.

-De novo?? Ah não assim fica difícil demais. 

Foi então que um carro iluminado parou do meu lado e um casal simpático disse:

-Vocês estão perdidos?

Hmm, de repente a cautela e o pé-atrás mineiro me fizeram pensar. Lembrei dos noticiários, da violência, dos oportunistas, chantagistas, bandidagem, malandragem e sem mais muito pensar disse:

-Sim! Vamos ao Cristo…– com quase lágrimas nos olhos

-Vocês são de onde? 

Ai meu Deus, porque isso agora? Já não raciocinava e no embalo respondi:

-De Minas.

-De Minas?? Ela também é!! Levamos vocês lá, segue aí.

Não sei porque senti que podia confiar nos dois. E assim eu e M.G.M seguimos os simpáticos estranhos até perto do Cristo, não sem antes ficar perdidos mais umas vez, mas no final deu tudo certo.

E a moral da história? Nenhuma!

Só sei que foi assim…

Música – BH posta à prova

março 16, 2009
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Iron Maiden ontem em São Paulo

À 2 dias do dia mais histórico de todos (para os fans de rock de Minas Gerais), uma pergunta não quer calar: vai encher?

Na quarta-feira, 18 de março, Belo Horizonte vai ver o sonho de muitos de seus filhos virar realidade, vai receber em seus palcos o show de uma das maiores bandas (se não a maior) de heavy metal de todos os tempos, o Iron Maiden.

Mas nem tudo vai bem, o que aconteceu?

O público mineiro não tem a fama muito boa, apesar de se declararem os mais roqueiros do Brasil e, dizerem, repudiar outros estilos como AxéMusic, Forró, Sertanejo, Pagode e funk, quando o negócio é enfiar a mão no bolso e ir ao show eles escorregam e saem fora.

Quando uma banda grande anuncia shows no Brasil (e BH fica gentilmente incluída FORA das cidades) o mineiro (belorizontino) torce o nariz, chora, reclama e vai pro buteco resmungar. Quando uma banda se arrisca a passar por aqui, ao invés do público dar o recado e comparecer, ele some.

Desculpas não faltam, pode ser o ingresso caro, pode ser início de mês, pode ser meio de mês, pode ser final de mês, pode ser uma dor de barriga, pode ser Mineirinho, pode ser show no meio da semana, desculpa não falta.

Há quem diga que mineiro é jacu mesmo!

O público não tem dinheiro para ver o Iron Maiden mas os shows no Palácio das Artes esgotam ingresso. Tudo bem, é outro público. Mas e as festas de Axé e Eletrônika? Tudo esgotado. Metaleiro é pobre? Metaleiro de Minas é pobre?

A vinda do Iron a Belo Horizonte vai ser um marco na história da cidade, bom ou ruim. Muitas pessoas comemoram a chance de ver um show deste porte, outras odiaram, pois agora ficou mais difícil arrumar uma desculpa.

Nem tudo são flores, realmente o ingresso está caro (100 arquibancada e 150 pista, ingressos de estudante) e além disso o local do show tem milhares de desafetos declarados, o Mineirinho.

Mas quer saber o que eu acho disso? BH já era! Quem quer ir no show VAI e quem não quer NÃO VAI! Não precisa ficar arrumando desculpazinha de não entro no Mineirinho ou está ridiculamente caro. Vai me dizer que é preferível pagar 10 reais num ingresso para ver o show em São Paulo do que pagar 150 pra ver em BH? E os custos com a viagem?

A turnê brasileira do Iron Maiden começou por Manaus e, por lá, 15 mil fanáticos lotaram o local do show. No Rio foram 22 mil e em São Paulo incríveis 63 mil! Em BH, até semana passada, segundo o site Mondo Metal, apenas 6 mil ingressos (dos 20 mil à venda) haviam sido vendidos. Pode ser que na reta final os números se alterem. Caso isso não aconteça, podemos nos despedir dos shows relevantes para sempre e abraçar a causa: BH é uma roça!!

Faltam 2 dias.

Música – Shows no Rio

janeiro 7, 2009

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Uma semana de férias no Rio e foi o suficiente para acrescentar alguns shows ao currículo. Tá bom, tá bom, tá bom, quer dizer; bom, bom, bom num tá… hihihi

A primeira parada foi em Petrópolis, cidade de férias do Imperador, e tão logo chegamos vimos um palco e cartaz convidando para show de Dudu Nobre. O evento era showmício da posse do novo prefeito então, foi aquela rasgação de seda, por parte do Dudu, tecendo elogios ao Paulão do Morro (ou da Vila?) prefeito eleito.

O show foi legal. Eu não sou um grande sambista mas clássico é clássico e foi daí justamente que vieram os seus bons momentos. Sem contar a farofinha “essa família é muito unida..”(*), legal. Os clássicos foram aqueles samba-enredo contagiantes mas que já cansaram um pouco, do tipo, “explode coração, na maior felicidade” ou, “você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão” e por ai vai.

Depois de Petrópolis seguimos pro reveillón na capital para assistir Revelação, Mart´nália e algumas escolas de samba. Não vimos nada! O Revelação até que deu pra ouvir (e eu não festejo isso), mas a Mart´nália não ouvi bulhufas, tamanha confusão. Só identifiquei um trecho de “don’t worry be happy” que é trilha de novela. Já as escolas de samba, não sei nem dizer se teve mesmo.

Saindo da capital e de volta a Petrópolis, pegamos a estrada da felicidade e fomos nos juntar à invasão de mineiros a Cabo Frio. Ado-a-ado tá tudo dominado! (que podre!)

Na verdade fugimos da muvuca e escondemos em Arraial do Cabo. É
interessante fazer nota sobre o congestionamento kilométrico que pegamos
na estrada Cabo Frio-Arraial que transformou a fuga quase que num tiro no pé. Mas quando finalmente chegamos ao local de nossa querida estadia fomos surpreendidos por um palco montado na areia e diversas barraquinhas de comida e bebida, sinal de festa vindoura.

Pergunta um pergunta outro, ninguém sabe ao certo o que esta acontecendo. Felizmente um cartaz no poste sana a curiosidade e infelizmente não poderia assistir os melhores dias. Mas Cláudio Zoli e Moraes Moreira estão de bom tamanho.

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No mesmo dia mais tarde quando saíamos da pousada para ver o show na praia, um ‘jovem’ estiloso chama a atenção ao comentar com a recepcionista que sua banda estava indo pra São Paulo e etc… olhei mais uma vez e quem era? O próprio Zoli se preparando para subir ao palco. As meninas não deixaram barato e garantiram uma lembrança.

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Ele foi até simpático, perguntou de onde éramos e desejou bom show. Mais tarde nos pegou de surpresa ao dizer no palco “boa noite galera de Arraial e de BH“. Emocionante. Já o show começou meio morno, abriu com aquela (única?) que todos conheciam “na madrugada vitrola rolando um blues, tocando BB King sem parar” e eu pensei: ‘ele vai ter que sambar agora pra salvar o resto da apresentação porque a carta na manga já foi.’ Ledo engano. Lá do meio pra frente (do show), passada a fase “show de churrascaria“, Zoli resolveu ligar a distorção da guitarra e mostrou porque está comemorando 25 anos de carreira. O cara manda bem! Muito bem! Tanto que fomos lá pra frente e entramos no clima ao som de vários sucessos (farofas) da música brasileira. Além de Linha do Equador, Felicidade Urgente (**) e alguma coisa de Tim Maia, o momento mais esperado era À Francesa de Marina Lima que acredito até que fica melhor com ele do que com ela.

No outro dia, contagiados pela emoção do encontro do dia anterior, ficamos de butuca na pousada pra ver se a sorte se repetiria agora com o Moraes Moreira . Esse sim até eu queria foto. Mas infelizmente ele não estava lá, e pior, quando achei que iria ver pela primeira vez o novo baiano, caiu um toró que comprometeu a relização do show. Na verdade só atrasou, e fui dormir mais de meia-noite e ainda não havia começado, uma pena.

E assim foram os primeiros dias do ano que está só começando, que venha o resto, e de preferência, de graça!

(*) Música tema da minisérie da Globo A Grande Família

(**) Música de Elba Ramalho que era da trilha de Vamp

Copacabana bitch!

janeiro 6, 2009

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Como um bom mineiro pé atrás que sou, confesso que tenho um pouco de preconceito e medo do Rio. Também, com a avalanche de notícias ruins oriundas de tal lugar, recentemente reforçadas com o brilho do cinema, e o colorido dos jornais, não é difícil imaginar o porque.

Por outro lado, milhares de pessoas que continuam defendendo a “Cidade Maravilhosa” não devem estar de todo erradas. Talvez sofram de ilusão coletiva. Talvez a propaganda negativa seja uma estratégia para evitar que mais e mais pessoas se apaixonem. Calma, não é o meu caso. Continuo pé atrás e com os dois olhos bem abertos.

Esse ano, por reviravoltas e falta de opção, heis que me surge um convite inesperado de passar o reveillón em Copacabana. Ao contrário do que possa parecer, este não é um programa caro, afinal de contas, a praia é pública (ainda). O peso da questão está no nome, Copacabana.

Ela é quase uma vadia, bitch! Ponto de putas, viados e travestis. Além de não passar de uma praia normal de cidade grande com a sua avenida beira-mar e um conjunto de prédios velhos e novos. Mas tem alguma coisa ai. Algo no ar está estranho.

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Você xinga, critica e ignora mas de repente os prédios deixam de ser velhos e viram testemunha da história. Uma história de glamour e desigualdade. Riqueza, dinheiro, status e casarões. Os ricos de outro tempo desfilavam por ali. Os de hoje ainda tentam. De repente o Copacabana Palace. Sua grandeza impõe respeito. Quantas celebridades não já passaram por ali? A última foi a Madonna. Tempos atrás o Rolling Stones armou uma passarela que ia da varanda do hotel até o palco montado na praia.

E ela, the bitch!, Copacabana, segue te envolvendo. Você já não sabe se faz parte do glamour ou se é um estranho na orla. Não tem problema. Hoje somos todos um e todos iguais. Um ponto na multidão. Um em um milhão. Na verdade, um em dois milhões… pois foi o público estimado na maior festa de ano novo do mundo(será? Rio ou SP?).

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Quanto a festa em si não foi aquela cooisa sobrenatural que um ou outro mais empolgado pode jurar, mas ainda assim é, sem dúvida, emocionante estar ali tão pequeno perante tudo.

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Com relação a segurança, assim como no histórico Rolling Stones Day, foi muito tranquilo. Me senti mais a vontade (e seguro) do que em qualquer festa de rua que Belo Horizonte quisesse fazer. Falando nisso, nem fazem mais, porque as últimas (na época do Dia do Rock da SavassiFM e trios elétricos na região) sempre terminavam com arrastão e bomba de gás de efeito moral (bom nome né?)

Mas mesmo assim vale o lembrete dos pais: RIO É RIO. Voltando da festa feliz da vida e com a missão cumprida abro o jornal e o que aparece? ‘5 pessoas feridas por bala perdida em Copacabana.’ É, a experiência foi boa e eu até recomendo mas não se esqueça jamais do lembrete.

Para tornar o reveillón ainda melhor só faltava um showzinho mais bacana porque Revelação e Mart´nália não empolgaram. Eu estava quase preferindo ir a São Paulo ver o Skank do que passar por isso. Enfim, independentemente do meu gosto anti-musical, depois dos fogos parece que até diminuiram o som e ficou impossível ouvir o show da filha de Martinho da Vila. Deixa quieto.

Resumindo, foi bom? Foi! Recomendo? Sim! Voltaria? Talvez! Mas uma coisa é certa, e isso falo aos leitores de coração aberto, não inventa de ir de calça jeans e tênis. Não ouse passar a 1km daquela praia de jeans porque algo acontece e ela te puxa pra dentro do jeito que for. Oh vida, oh you bitch!

Rolling Stones 2006

Rolling Stones 2006

Reveillón 2009

Reveillón 2009

Música – Los Hermanos na Fundição Progresso

dezembro 11, 2008

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Certa vez (antes do Orkut nascer) eu estava acompanhando o fórum (Coollist) da banda Diesel e tinha acabado de rolar um show do Silverchair em BH, foi então que um membro falou: ‘próximo bom show, Los Hermanos‘. Fiquei intrigado. Los Hermanos não era aquela banda da Anna Júlia? Eu até ouvi dizer que eles lançaram um segundo disco com uma proposta diferente mas, será que presta? Devido a credibilidade do fórum fiquei encucado.

Passados uns dias um amigo meu, o Saulo, me disse eufórico: ‘cara fui num dos melhores shows da minha vida, Los Hermanos‘. Poxa, até você meu rei? Me diga lá o que é que os Hermanos tem? ‘-A banda é do caralho! Todas as músicas são boas e no show você não acredita na energia que rola, todo mundo sabe todas as letras eu fiquei até sem graça porque só conhecia algumas músicas mas no próximo eu vou estar afiado, estou decorando tudo e vou te passar umas músicas pra você ir também‘. Ok, foi assim que ouvi pela primeira vez ‘Samba a Dois‘, ‘Quem Sabe‘, ‘Outro Alguém‘, ‘Cadê Teu Suin‘ e outras picadas.

As primeiras ouvidas confesso que não foram nada sobrenatural mas com o tempo já não conseguia ouvir coisa que não fosse da banda. Eis então que o sonhado segundo show foi anunciado, Saulo me ligou doido para comprarmos ingresso, isso era uma segunda-feira. “Ah, comprar ingresso segunda pro show de sábado? Pres´tenção sô! Lá pra quarta ou quinta a gente compra isso“. Quando cheguei no Lapa Multishow, na quarta-feira, senti a faca do arrependimento a me fitar, os ingressos estavam esgotados

Saulo ficou inconformado e no dia do show foi até a porta pra ver se conseguia entrar. Não conseguiu. Tinha até alguns cambistas vendendo mas o preço tinha sido absurdamente inflacionado. Ele falou que do lado de fora do Lapa tinha centenas de pessoas sem ingresso querendo entrar de todo jeito e foi tanto que até fecharam a rua. 

Mas nem tudo era tristeza, devido a grande procura, uma semana depois já tinha outro show dos Hermanos marcado. Desta vez no Chevrolet Hall (lugar grande) e com o Pato Fu. Agora eu não perco de jeito nenhum! Comprei os ingressos com antecedencia e fiz o dever de casa, ouvi os CDs da banda até a exaustão. Além disso ainda gravei uma coletânea pra patroa também ir se interando.

E o show, como foi? Soberbo!! Por mais que eu ja tivesse sido avisado sobre o comportamento do público, quando você está ali no meio, é bonito dimais.. Estávamos na frente do palco quando os primeiros acordes de ‘O Vencedor‘ soaram como uma tormenta e o chão começou a tremer. Todos ao redor pulavam. Na hora dos versos a banda diminuiu e passou a responsabilidade pro povo e este gritou como se estivessem se despedindo da vida, exatamente como no clipe ao vivo da música.

–>   http://www.youtube.com/watch?v=VLPURvCvPP0   <–

O resto do show foi exatamente do mesmo jeito e cada música causava o seu frisson. Sai de lá querendo mais e toda vez que a banda estivesse na cidade, lá estaria eu.

Fui no show do Pop Rock (por causa deles), do Mix Garden, do lançamento da Telemig GSM, outro no Chevrolet e um na calourada da PUC no Mineirinho. Todos foram absurdamente bons mas após esta quase overdose senti a necessidade de diminuir um pouco o ritmo para não enjoar. Antes que eu deixasse de acompanhar eles próprios anunciaram a pausa da banda.

Ai ai ai, esse negócio de pausa não costuma dar certo. Um pouco antes surgiram boatos de que Camelo e Amarante iam fazer carrera solo, o que foi desmentido, mas esta história de pausa, num sei não.

Como agradecimento aos fans sempre presente decidiram fazer um show no Rio de Janeiro de despedida. Seriam dois dias na Fundição Progresso. A procura, mais uma vez, foi tão grande que abriram o terceiro dia. Eu até ia no show mas devido a uma complicada soma de fatores (falta de ingresso, custo de viagem e final de semestre) não foi possível. Alguns amigos foram e disseram que foi o melhor dos shows, o que já era de se imaginar uma vez que todos estavam com a emoção à flor da pele e o coração apertado pela despedida. Como se não bastasse ainda disseram que na porta estava chuvendo ingresso de cambistas a preços irrisórios. 

Enfim, para quem não foi ao show ou até mesmo para quem deseja conhecer um pouco da energia que era um show do Los Hermanos, este show de despedida rendeu o belíssimo CD+DVD ‘Ao Vivo na Fundição Progresso’. Ouvindo as músicas, pra quem gosta é impossível não se emocionar e pra quem não conhece, impossível não se espantar com tamanha devoção.

Uma amostra dessa loucura já havia sido registrada no DVD Ao Vivo no Cine Íris mas acho que foi a dor do adeus sem a certeza do retorno que temperou este show com a euforia dos músicos e a voracidade da platéia que cantou as 31 músicas dizendo ‘vá descansar mas volte logo para nos alegrar’.