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Música – Sepultura / Kairos / Jean Dolabella

novembro 16, 2011

s2

O Sepultura sempre foi a minha banda preferida do coração. Às vezes mais, outras menos mas estamos lá, sempre juntos desde 94, 95 quando peguei o bonde andando e não desci mais.

O primeiro contato foi através da MTV que anunciava o clipe de Roots Bloody Roots e me incentivou a comprar o primeiro CD da banda, Roots.

Rapidamente percebi que existia uma grande e gloriosa história que precedia e construía uma base sólida e que nos traria ao fantástico Roots. Essa história era ilustrada por álbuns como Chaos AD, Arise, Schizophrenia, Benneath the Remains, Bestial Devastation e outros afora.
Pouco depois que elegi esta como a banda guia veio a primeira tragédia, Max Cavalera abandona o grupo.

Ferida incurável! Mas amenizada pela entrada do excelente Derrick Green.

O livro ‘Sepultura – toda a história’ ilustra melhor estes anos gloriosos até a transição para o vocalista americano.

Me senti culpado por não ter curtido a banda antes e vivenciado momentos históricos como o show que o Sepultura (com Max) fez com o Ramones e Raimundos em Belo Horizonte.

Haja visto que nenhuma das três bandas existem mais (pelo menos da forma como eram), quem foi neste show hoje em dia deveria excursionar pelo país fazendo palestras dizendo como foi aquela tarde histórica.

Como eu não podia mais me dar ao luxo de perder momentos históricos, quando o Sepultura anunciou o primeiro show em BH, em 1999 com o vocalista novo, eu, é claro, não poderia ficar de fora.

E sim! Foi histórico. Me lembro de estar grudado no palco como um metaleiro inconsequente quando de repente Andreas, Paulo, Igor e Derrick entram andando no palco, sem cerimônia e o ambiente vira uma panela de pressão prestes a explodir aos primeiros acordes de “Spit”. Foi foda, foi tenso, foi ducar*lho!

Vieram os discos Against, Roorback, Sepulnation, Dante XXI e etc, quando não mais que de repente Igor também anuncia, ‘estou fora!’

E agora, o que será do Sepultura? Jogar as baquetas, fechar o buteco? Não!! Para alegria geral da SEPULNATION eles conseguiram encaixar outro grande baterista Jean Dolabella e para alegria maior ainda dos belorizontinos old school de plantão o rapaz também era mineiro, beozonte, roqueiro, gente boa e de outra banda importante na história da cidade, o Diesel. Só restava saber se a química entre os novos quatro seria tão forte como aquela que um dia consagrou a banda.

O primeiro teste foi em outro show lendário que tive o prazer de testemunhar em Belo Horizonte. O primeiro do Sepultura com Jean na capital mineira. Sai de lá com excelentes sentimentos e com a impressão de que um helicóptero estava estacionado no palco durante a apresentação. Era a fúria bumbo duplo do ex-Diesel.

Se ao vivo o rapaz era digno de substituir um Cavalera restava a dúvida do estúdio. O seu primeiro disco A-lex dava dicas de que a nova arquitetura, apesar de ainda não estar 100%, poderia retomar os dias de paixão.

E foi então que finalmente, em 2011 o Sepultura finalmente se reencontra e, emanando o poder do Deus do Metal, lança aquele que talvez possa ser considerado o melhor disco desde o saudoso Roots de 95: KAIROS.


A banda estava completa. Harmonia, poder e sucesso. Num álbum que homenageia a sua própria história destacam-se os riffs bem construídos das guitarras a solidez do baixo e a potência destrutiva da bateria e do vocal.

Elogios vinham da Europa, dos EUA, do Brasil e do… Rock in Rio! Escalados para tocar no palco secundário o Sepultura bateu forte na cabeça e conseguiu abafar o tal do Glória (banda emo e sem história) que inexplicavelmente ($erá?) tocava no palco principal.

É, os bons dias estavam de volta. Para mim só faltava uma coisa, presenciar, em mais uma sequência de momentos históricos, a performance de Kairos ao vivo. E o tão aguardado dia chegou, numa sexta-feira: 11 do 11 do 11.

Que pena, mal sabia eu que este dia peculiar seria muito mais histórico do que eu imaginava…

O show em si foi quase impecável. ‘Quase’ porque cheguei atrasado e fiquei num lugar ridículo para assistir e também porque justamente achei que a banda iria valorizar mais a nova fase tocando mais músicas de Kairos/A-lex/afins do que os ditos ‘clássicos’ do Sepultura.

Apesar de serem músicas fantásticas criadas por 50% dos caras no palco, e que merecem total reconhecimento pela sua criação, ainda assim ver o novo Sepultura tocando qualquer coisa pré-Derrick, soa como banda cover. Principalmente quando boa parte do show é dedicada a estas músicas e a platéia, é claro, responde melhor a elas.

Eu, por ter feito o dever de casa, preferia um Kairos na íntegra com algumas do Dante XXI, A-lex, Roorback e, num determinado momento, aquele saudosismo com Desperate Cry, Troops of Doom, Inner Self, Territory e Roots Bloody Roots.

Mas tudo bem, seria hipocrisia minha reclamar de um show com um setlist privilegiado destes. Saí de lá novamente com a alma lavada e sensação de mundo melhor.

Hoje, quando estou lendo a resenha do show no Mondo Metal, logo abaixo da frase que diz que a competência de Jean Dolabella nas baquetas não fez ninguém sentir falta de Igor Cavalera, estava a notícia:

Após 5 anos, Jean Dolabella deixa o Sepultura.

Fui pego de surpresa! Como assim? Após a sintonia? Após Kairos? Após o tapa de luvas negras do Rock In Rio?

Não sei o que dizer…

Só resta novamente, agradecer ao Jean por também escrever páginas brilhantes na biografia da banda e mais uma vez desejar, do fundo do coração força e sorte ao SEPULTURA!

Música – Ruído das Minas

setembro 24, 2009

ruido

Meus olhos mal podiam acreditar, mas sim, estava passando um bom programa na MTV Brasil. Ela, que foi minha janela para o mundo e apresentou muito mais do que bandas, shows e músicas; desenhou um estilo de vida; ela que sucumbiu à pressão e talvez por orientações da matriz cerrou os olhos para o que construíra resolvendo correr atrás de mercado e audiência, estava ali novamente nos alimentando com coisa boa. Estou falando do documentário Ruído das Minas.

Idealizado, dirigido, filmado e produzido por alunos de Comunicação da UFMG, o documentário lança luz sobre o cenário musical de Belo Horizonte no início dos anos 80, mais especificamente, sobre o movimento metaleiro que florescia na cidade e despontava para o resto do mundo. Movimento este que lançou bandas como Sarcófago, Overdose, Chakal além, é claro, daquela que não só foi a banda brasileira mais bem sucedida no exterior como também influenciou todo o segmento mundial de música pesada, o Sepultura.

Pois bem, material de primeira linha. Entrevistas inéditas e muitas cenas de arquivo que fazem a narrativa competente sobre o movimento histórico que borbulhava na cidade. Maaas sobre o documentário em si eu só não gostei de uma coisa, o testemunho das outras bandas criticando o Sepultura e praticamente culpando-os pelo desfalecimento da cena como um todo. Situação que acabou por coroá-los como (quase) os únicos representantes do heavy-metal brasileiro/mineiro.

Em certa altura do filme alguém diz que, tecnicamente, as outras bandas eram tão boas quanto, mas aí eu pergunto, se é assim, porque então o Sepultura tem tamanho sucesso internacional? Porque roubaram para si o heavy metal by minas e o apresentaram primeiro ao mundo? Isso parece ressentimento de segundo lugar. Aonde estava escrito que o primeiro a fazer sucesso deveria puxar os outros? Eu realmente acho que o Sepultura por vezes faz pouco caso de sua terra natal (dando muito mais valor a São Paulo, onde tem o maior fã clube) mas daí a culpá-los pelo insucesso de outrém já é demais.

Inclusive, eu acho a história do Sepultura tão boa que ela por si só já daria um filme. A primeira parte já foi inclusive escrita (no excelente livro de Sílvio Gomes, Sepultura: Toda a História) mas e a última, será que termina com a saída de Igor? Acho que não. O Sepultura já demonstrou ter fôlego para muito barulho ainda.

E o metal mineiro? Bem, esse aí… é créu, é créu neles!

PS: É claro que boas bandas ainda persistem ou, vez por outra, brotam, à exemplo do falecido Diesel ou Eminence, este último que iniciou recentemente boa escalada rumo ao sucesso na Europa, mas!, é notório que a cidade perdeu, em termos de tradição, para outros públicos como os sertanóides, funk-shitters e Axé Brasil Axé Minas Gerais.

Música do Dia – Jasco

setembro 8, 2009

*Jesus rocks!

Sepultura
Jasco

Drop D

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Gradually slower toward the end
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Música – DVD Zé Trindade

junho 15, 2009

capa dvd

Certa vez um amigo me disse “você é um grande promotor do Los Hermanos” e foi assim que tomei consciência da minha péssima mania de sair divulgando bandas. É como se existisse a ‘boa da vez’. Não posso empolgar com uma banda que pronto, lá vai eu fazendo campanha, emprestando CD e implorando ‘vamos ao show de fulano?

Porque isso?

Na verdade tudo é fruto de uma injustiça e vem do triste fato do mercado ditar as regras. Mas quem faz o mercado é o povo. O povo tem o poder! Sim, o problema é que somos influenciados por uma grande mídia que às vezes até nos deixa com a ilusão de que temos algum poder restante, mas na verdade foi tudo pensado e calculado entre altos e baixos de audiência e ranking de ibope. Nessa história ganha destaque quem eles querem ou quem consegue furar o esquema. Por isso, estou nessa. Para dar uma força a quem se atreve a furar o esquema.

Quando estes ‘atrevidos’ são de Belo Horizonte é aí que a coisa ganha um gostinho todo especial. Nos anos 80 o Sepultura balançou a cidade, que ficou pequena e se mudaram para São Paulo, de lá, para o mundo. Mais tarde outras promessas do Rock from Gerais apareceram mas nenhuma me emocionou tanto quanto o Diesel. Ah o Diesel… ainda hoje matei a saudade de algumas faixas de seu único álbum; Drain, My Pain, Burn My Hand, Redhead Saint, Sleeping Giant… maravilha, mas a banda acabou.

Vieram então tempos de morosidade. As grandes bandas da cidade estavam adormecidas e sem fazer show. Talvez cansadas de tanto bater na porta do sucesso que preferia escalar um Tihuana aqui ou um Detonautas acolá. Pra não dizer um 9 mil Anjos da vida… não!!  Foi nesse clima de desilusão que conheci o Zé Trindade e comprei a briga.

Finalmente! Alguém por quem lutar, alguém por quem dar a cara a tapa, alguém por quem outra vez dizer com orgulho eu sou de BH e lá se faz rock and roll!

Ok, eu fui um pouco dramático agora mas o espírito é esse hehe. E assim sendo não poderia ficar de fora da festa de lançamento do DVD ao Vivo do Zé e comemoração de 5 anos da banda.

A festa foi no Castelinho Caiçara para um público seleto de admiradores do melhor do rock autoral da cidade e, como dizia o convite, a vista e o pôr do sol fizeram show a parte.

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A abertura esteve a cargo da banda Pacto Livre que apresentou boas composições próprias além de covers de primeira linha que foram, a divertida, Jumento Celestino dos Mamonas, Porque a Gente é Assim do Barão Vermelho e uma versão matadora de Moby Dick, clássico do onipresente Deus de todos, Led Zeppelin.

Legal, mas a noite era mesmo do Zé Trindade que após apresentar algumas composições novas desfilou com desenvoltura pelos seus “clássicos“. O Trem, Blues da Lua, Denis Pilantra e tantas outras. Uma música que gosto bastante e tenho sentido falta nestas apresentações é Porque Você Não Me Escuta que abre o disco de 2007.

Tudo bem, assim como aconteceu outro dia na Federal, o fechamento do show ficou por conta da bênção do Led Zeppelin numa versão espetacular de The Song Remains The Same.

O DVD

O ingresso da festa dava direito a um brinde que podia ser uma camiseta da banda, o primeiro (e por enquanto único) CD ou o tão aguardado DVD ao Vivo no Music Hall. Peguei o DVD.

Me lembro bem do dia da gravação, a casa não encheu mas quem compareceu assistiu uma banda competente em sua melhor fase e rumo ao que de melhor essa área pode oferecer. O DVD mostra o registro do show e a força das músicas novas e antigas que devolvem o sorriso ao rosto de quem curte um som bem feito e a soma perfeita de guitarra, baixo e bateria. Em pouco mais de 1 hora de vídeo o Zé mostra a que veio e o porquê de tanto burburinho com seu nome, mas a melhor definição mesmo vem do próprio ‘release’ do DVD:

Trindade significa a “união de três pessoas distintas que formam um só Deus” que, no caso, existe em forma de música, mineira de Zé e mundial de rock!

Eu recomendo!

Música – Sepultura e Angra

maio 17, 2009

sepangra

As duas bandas brasileiras mais famosas no exterior estão fazendo uma turnê juntas, turnê esta que desemboca em BH no dia 16 de agosto.

Pois bem, ontem eles foram no Altas Horas (da Globo) e resolvi matar a curiosidade. Eu estava me perguntando, bandas com estilos tão diferente (as duas são heavy metal, mas duas vertentes totalmente opostas dentro do heavy) como poderiam funcionar juntas no palco? A resposta veio ontem e quer saber? Não funciona!

O instrumental das bandas é impecável, do lado do Angra então nem se fala, são músicos de virtuosismo e que batem o recorde de notas por minuto. Pra falar a verdade acho que o que deu errado foi só o vocalista Edu Falaschi.

Infelizmente, depois que o Massacration apareceu, não tem mais como levar um cara daquele a sério, a menos que fosse inacreditavelmente competente nos agudos, coisa que a idade e os possíveis excessos do rock and roll não permitem mais.

A primeira (e única) música que tocaram juntos foi Immigrant Song do Led Zeppelin e vendo o Edu fazer o famoso “ah-a-aaaaaaaaaa-ah!” da introdução me rendeu primeiro risados por lembrar do Massacration, depois lágrimas por lembrar do Angra. No mais, a música fica boa na voz do Derrick. Por falar nisso, depois que até U2 e “O Coquinho” ficaram boas na voz do negão ele tem carta branca pra cantar o que quiser.

Ainda assim acho que vai ser um grande show, cada banda no seu palco, no seu momento, no seu território heavy metal.

Música – Still the best!

abril 7, 2009

Alguém fala pro Jean: “-Cê vai quebrar o brinquedo mininu!!” hehehe

Música – Sepultura – A-Lex

fevereiro 18, 2009

alex

Eu acho que o fato de nenhum Cavalera ter participado do disco não influenciou em nada no produto final, apesar da infelicidade ser um prato cheio pros críticos e desafetos da formação.

Na minha opinião o Sepultura atingiu o clíMAX criativo com o trio Arise-Chaos-Roots e de lá pra cá, tirando obviamente as perdas que teve, não fez nada que equivalesse. A nova química, substituindo Max por Derrick, chegou em sintonia perfeita no disco Dante XXI mas, para encaixar agora Jean e reencontrar a identidade do grupo, talvez tenham que lançar mais algumas coisas.

De cara o disco mostra sua melhor faixa, Moloko Mesto, um hard-metal-core pesadão, gritado e com a assinatura Sepultura, ainda com direito a excelente virada de bateria no meio. Mas pára por aí, seguindo, as faixas perdem o brilho e ficam parecendo músicas apenas razoáveis de uma banda competente.

Sem contar essa história de fazer disco baseado em livro. Bem, não li os livros(*) então não deveria criticar, mas acredito que eles não fizeram isso na pretensão de que os fans o fossem fazer. Fizeram talvez para agradar a crítica intelectual. O fan quer mesmo é paulera, né não? Mas é claro que uma letra profunda, com conteúdo e significado são bens vindas desde que, é claro, sejam a amarra entre sonoridade e mensagem.

Outra boa faixa é a música The Treatment, onde novamente a bateria se destaca. O resto do CD até tem bons momentos como Filthy Rot e What I Do! Mas no fundo, no fundo, o álbum não empolga.

(*) Dante XXI foi baseado no livro Divina Comédia e A-Lex na Laranja Mecânica.

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Música – Com a faca e o queijo

janeiro 22, 2009

seplex

Na semana de lançamento do seu próximo disco de inéditas (A-Lex) o Sepultura deu uma entrevista ao jornal Estado de Minas onde comenta, além das inspirações do álbum, o fato de, em 2009, a banda estar completando 25 anos de estrada.

Andreas Kisser, falando sobre as comemorações das Bodas de Prata, comentou a possibilidade de haver um show especial com a participação de ex-integrantes, leia, Max e Igor Cavalera!!

Já faz um tempo Max Cavalera vem dizendo em entrevistas que não guarda ressentimentos de ninguém e que adoraria tocar novamente com o Sepultura. Do outro lado, os integrantes remanescentes sequer se manifestavam a respeito do assunto. Agora, foi a primeira vez que o tema foi abordado pelo lado Sepultura.

Estão todos com a faca e o queijo na mão, só falta acertar alguns detalhes e pronto, nasce um acontecimento daqueles na história do rock mundial digno de arrancar lágrimas dos mais intrépidos bárbaros.

Quem sabe assim meu sonho não se concretiza? Infelizmente, para um show destas proporções é bem capaz que escolham São Paulo de cenário, uma vez que lá se concentra a maior parte dos fans da banda. Mas no meu sonho, este dia histórico aconteceria na Praça Duque de Caxias, no Santa Tereza onde tuudo começou. Sepultura no palco com Max, Igor, Andreas, Paulo, Derrick, Jean e Jairo, e lá embaixo, Bolão distribuindo macarrão para sanar a fome de metal de toda Sepulnation.

Simpatia para emagrecer de Chico Xavier

janeiro 16, 2009

simpatia

Estava eu saboreando uma tchela no Bolão(*), aguardando o fim de uma missa de formatura quando vejo uma gordinha a me observar ao longe. Ela fez que vinha, desistiu, tomou coragem e se aproximou com um papel na mão:

“-Olha, num ri não porque é sério. E também não jogue fora, por favor!”

Me entregou e partiu, de onde ela veio pra onde ela vai, não sei dizer.

Simpatia para emagrecer de Chico Xavier

quarta-feira: pela manhã, coloque meio copo com água e, dentro dele, o número de grãos de arroz que deseja perder em quilos. Não coloque números a mais do que quer emagrecer, pois os quilos perdidos não serão recuperados. A noite, beba a água, deixando os grãos de arroz, completando mais meio copo.

quinta-feira: pela manhã, beba a água em jejum, deixando os grãos de arroz e completando novamente, mais meio copo de água.

sexta-feira: pela manhã, em jejum, beba a água com os grãos juntos.

Observações: Conserve sempre o mesmo copo durante o processo. Não faça regime, pois a simpatia é infalível. Tire o número de cópias correspondente aos quilos que deseja perder e comece o ritual na quarta-feira, após distribuir as cópias. Publique esta simpatia em um jornal na mesma semana.

(*) Reduto boêmio no bairro Santa Tereza. Famoso por ser um excelente “fim-de-noite”, pelo seu macarrão e pelo mexido chamado “Rochedão”. O interior é decorado com uma grande coleção de relógios de parede que dividem espaço com posters e discos de ouro de alguns de seus frequentadores mais ilustres: Sepultura, Skank e o pessoal do Clube da Esquina.

Sepultura in our hearts, can´t take it away

janeiro 14, 2009

Enquanto A-Lex, disco novo do Sepultura, não chega(*) e também aproveitando o momento Cavalera Conspiracy, resolvi fazer um apanhado revival dos CDs do Sep que tive o prazer de conhecer.

(*) Disco deve chegar às lojas no dia 23 de janeiro de 2009

A primeira música do Sepultura que ouvi foi Territory, e ouvi por alto pela MTV quando lançaram o clipe (aquele no barro e tal). Mas o primeiro CD que comprei mesmo foi o ROOTS.

roots

ROOTS (1996)

Foi minha porta de entrada pro paraíso(?) e mais tarde descobriria que este disco fecha a fase Trilogia-Perfeita da banda coroando a fase de ouro junto com os álbuns Arise e Chaos A.D. O disco foi o mais inovador até então e conta com a  participação em algumas faixas dos índios Xavantes. Instrumentos estranhos, afinação estranha, vocal perfeito. Esta combinação compõe o que, pra mim, é chamado de ópera do metal. Um disco sensacional. Com destaque para Roots Bloody Roots, Attitude, Breed Apart, Ambush, Spit, Dusted e Sympton of The Universe (do Black Sabbath). Tem também uma faixa de violão clássico (Andreas Kisser mostrando serviço) e outra de violão acompanhado pelos índios.

chaosCHAOS A.D. (1993)

Foi o segundão. Nesta época Sepultura já era minha banda predileta e eu já tinha contagiado meu irmão Tiriri com a doença (como diria meu pai). Porém queria conhecer o passado da banda com cautela e com este disco foi paixão instantânea. Nem foi preciso fazer força porque ele é repleto de clássicos como Territory (aquela do clipe), Refufe/Resist, Slave New World, Kaiowas, Biotech Is Godzilla, Propaganda e etc. Além disso no cd brasileiro tem um cover matador de Polícia do Titãs. Esse negócio de trabalhar com índio começou nessa época quando compuseram a acústica Kaiowas em homenagem a uma tribo.

ariseARISE (1991)

Seguindo a escadinha de trás-pra-frente. É o álbum logo antes do Chaos e o mais cruzão de todos. Não raro considero este o melhor disco da fase Max. Destaque para Arise, Dead Embryonic Cells e Desperate Cry. Tem também a clááássica Orgasmatron e outras ótimas (e menos conhecidas) como Subtraction, Under Siege e Meaningless Movements.

benneathBENNEATH THE REMAINS (1989)

A partir daqui meu irmãozinho querido dividiu comigo a missão de completar a coleção e comprou este e os dois próximos cds. Benneath the Remains foi muito importante na história da banda pois foi o primeiro disco a atingir o público internacional. Esse sucesso foi o responsável por fazer com que a banda se mudasse pros Estados Unidos e começasse a sina de virar a banda brasileira mais bem sucedida no exterior de todos os tempos. Inclusive, não diga, tem muito mais reconhecimento lá fora do que aqui. Deste disco saíram Benneath the Remains, Mass Hypnosis e o hino Inner Self.

morbidMORBID VISIONS / BESTIAL DEVASTATION (1985)

Na época do lançamento estes LPs tinham 8 e 5 faixas respectivamente, mas nós compramos um CD especial que reunia os dois álbuns. Bem, o Bestial foi o primeiro lançamento da banda e o Morbid o segundo. Na época o som era bem tosco mas ainda assim, legal. Lembrando que Max e Igor tinham por volta de 15 anos. Além do ritmo rápido e estilo trash-death-metal os discos trazem momentos inspirados como uma introdução com voz demoníaca de um sujeito que fala quase arrotando. No disco Gates Of Metal Fried Chicken Of Death do Massacration, João Gordo faz uma introdução zuada no mesmo estilo. Apesar do amadorismo dos discos foi daí que saiu O maior clássico do Sepultura: TROOPS OF DOOM.

schizoSCHIZOPHRENIA (1987)

Não tenho muita paciência com este disco não mas como colecionador valeu a pena. Tem uma regravação de Troops of Doom e também gosto de Escape to the Void e R.I.P (Rest In Pain). Além disso, se não me falha a memória, o Apocalyptica (banda de músicos clássicos fans assumidos de Metallica que tocam músicas de heavy metal com violoncelos) regravou Inquisition Symphony .

arg

ARGENTINIAN ROOTS (1996)

Antigamente a gente comprava CD pirata em loja igual compra CD normal. Este eu comprei na loja da Cogumelo em Belo Horizonte. Esta loja, diga-se de passagem, foi muito importante na história do Sepultura pois o seu selo (Cogumelo Records) foi quem lançou os primeiros discos da banda. Infelizmente a loja fechou (lá pra 2000 e qualquer coisa) mas realmente temos que concordar que ficou difícil de concorrer com a internet e o Napster. O disco é o registro de um show que a banda fez na Argentina, na turnê do Roots, e é bem legal.

rootsofTHE ROOTS OF SEPULTURA (1996)

Álbum duplo, o CD2 é simplesmente o Roots original. O CD1 é uma coletânea com as músicas mais antigas (do Arise pra trás) e também algumas faixas ao vivo da turnê do Arise. Tem uma faixa instrumental que tem umas viagens do Carlinhos Brown de ficar fazendo barulho arrastando garrafa na terra e brincando eco. Por falar nisso, esqueci de comentar, o Carlinhos participa do disco Roots na faixa Ratamahatta.

againstAGAINST (1998)

Foi muito difícil superar a saída do Max e aceitar o Derrick. Inclusive, acho que aceitaaaaar mesmo só veio recentemente com o Roorback e DanteXXI mas enfim, o Against não deixa de ser um bom disco. Tem uma faixa sensacional gritada por João Gordo (amigo de velhos tempos) chamada Reza. Tem também as boas Against, Choke e Rumors. Juntamente deste disco compramos o primeiro do Soulfly.

bsidesB-SIDES (1997)

Coisa de colecionador, ou (como dizem), caça-níquel de gravadora que ainda queria lucrar com a banda antes que as coisas desandassem, afinal de contas o trauma era recente. Tem algumas faixas ao vivo, uma jam tribal de Kaiowas e faixas raras como uma versão demo de Roots quando esta não tinha nem letra.

revoluREVOLUSONGS (2002)

Passei um tempo ignorando a banda e não ouvi o disco Sepulnation de 2001. Só no ano seguinte que corri atrás para ouvir este disco de covers. Por falar nisso, a partir daqui inauguramos a era internet e eu parei de colecionar o disco físico. Falando nisso não tive paciência de ouvir tudo e só gosto de Bullet The Blue Sky, cover do U2 que ficou magavilhoso.

underUNDER A PALE GREY SKY (2002)

É um dos melhores discos ao vivo de um show de banda de rock que já ouvi. Está tudo bem gravado, equalizado e a banda, parece que prevendo o fim, estava nervosa. Este show foi o último (ou um dos) da turnê Roots. Um registro histórico e bem parecido com o piratão Argentinian Roots, porém, bem gravado. É um álbum duplo com setlist matador, gravado em Londres. O Sepultura também lançou em 2005 um CD/DVD ao vivo em São Paulo mas ainda não ouvi.

danteDANTE XXI (2006)

Eu andava meio desanimado com o Sepultura e cansado de rezar pro Max voltar mas este disco mudou tudo. Após ler ótimas críticas resolvi vencer o preconceito e ouvir de coração aberto. O disco é excelente! Me fez desejar que o reencontro ainda demorasse algum tempo. A banda entrou em sintonia perfeita e o Derrick tá cantando demais. Foi também o último disco com Igor. Quando fizeram o primeiro show em Belo Horizonte com Jean, nesta turnê, eu estava lá e pude conferir ao vivo que o rapaz dava conta do recado. Como se não bastasse meu amigo Dudu ganhou o CD autografado e gentilmente me deu. Destaque para Convicted In Life, City of Dis, False e Ostia.

roorbackROORBACK (2003)

Gostei tanto do Dante e empolguei tanto com a fase Derrick que baixei este disco para ouvir. É cansativo mas tem ótimos momentos como Come Back Alive e Apes of God. Foi aqui que parece que o novo Sepultura começou a olhar pra frente e enterrar o passado. Até então parecia quatro caras competentes tocando música pesada. Aqui, a personalidade mais expressiva vai se impondo no rifs, timbres e voz.

Que pena não achei todos pra foto oficial e olhando bem, tá faltando é muita coisa ai hein!

Que pena não achei todos pra foto oficial e olhando bem, tá faltando é muita coisa aí hein!

Autógrafos

Autógrafos

alex

Bem, então foi isso. Semana que vem com o lançamento de A-Lex a história do metal vai ganhar mais uma página e eu (espero) mais alguns bons momentos felizes.