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Música – Titãs na Girus

março 28, 2011

Não foi o melhor espetáculo de todos os tempos mas valeu pela nostalgia, pelo clima intimista e para conhecer a famosa e lendária boate Girus.

Localizada a 100km de BH na pequena Pará de Minas a Girus deve ser a boate mais famosa do Estado. Pelo menos pra mim que não sou adepto deste tipo de entretenimento. O simples fato de saber o nome e ter vontade de conhecer já é um ponto positivo para eles. 😉 Mas a casa realmente impressiona, são vários ambientes com várias luzinhas, lasers, fumacinha e televisão para todos os lados. Pra quem gosta deve ser bom. Pra quem não gosta pelo menos os vários ambientes proporcionam uma diversão mais democrática uma vez que se você não estiver gostando dos onipresentes funk ou axé pode simplesmente buscar outra sala aonde um pop rock mais simpático esteja acontecendo.

Hello Acústico (http://www.helloacustico.com/)

Antes do Titãs assistimos outro show que foi de incrível bom gosto e simpatia. Funcionou perfeitamente bem para uma banda de abertura de um show saudosista como seria a atração principal. A banda era formada por duas mulheres e um homem. Uma delas tocava violão enquanto a outra cantava e tocava violino, já o rapaz dividia os vocais em algumas músicas e segurava o contra-baixo. A fórmula deu muito certo assim como o repertório recheado de clássicos muito bem executados em versão power-acoustic 😉 Destaque para Cramberries e um trecho de Jeremy do Pearl Jam, show de bola.

Titãs

Tentei gravar alguns clipes do show para fazer tipo um best of da noite mas para minha total decepção o áudio ficou terrivelmente chiado.

O show do Titãs foi exatamente o esperado, sem tirar nem por. Mas o que era esperado? Bem, eles estavam lançando o disco novo chamado Sacos Plásticos mas com certeza ninguém estava lá para ouvir isso, então esperava-se uma noite cheia de clássicos e com uma ou duas novas só pra não passar batido. Dito e feito. E no quesito clássicos eu diria que até surpreenderam porque além das sacadas Flores, Marvin, Pra Dizer Adeus e Epitáfio ainda tivemos Polícia, Lugar Nenhum, Cabeça Dinossauro, Televisão, Bichos Escrotos e Aa Uu. Ou seja, o show cumpriu o seu papel e todos saíram girando e felizes da vida. E apesar da Girus ser bem grande, o local do palco principal em si não é, o que proporciona um show bastante intimista deixando os artistas bem próximos do público. E no quesito simpatia, o Titãs sempre deu um show a parte com todos eles conversando e interagindo com a platéia. Só faltou mesmo o baterista Charles Gavin, mas os outros estavam todos lá revesando instrumentos e microfone.

E o Sacos Plásticos? Não sei qual música foi deste disco mas como todas foram bem vindas e agradáveis, deve até ter alguma coisa boa. Mas, para mim os clássicos bastam.

[em breve o video chiado do show! :P]

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Perdidos no Rio

maio 22, 2009

 

Surfando na net encontrei um texto no blog (blog chic na Veja!) de Tony Beloto falando sobre as artemanhas, malandragens e sacanagens do trânsito carioca. Carioca é malandro né? Veja bem, malandragem é a arte de levar vantagem, geralmente, em cima dos outros então fiquemos alerta.
Resolvi hoje contar a minha breve experiência de dirigir no Rio de Janeiro. Algumas pessoas (não citemos nomes por questões de privacidade alheia) já nos esperavam na cidade foi assim que eu e M.G.M (23 anos?) pegamos a BR-0-esburacada-40 em direção à cidade maravilhosa. 
A primeira coisa que me chamou a atenção, além da grandeza da linha vermelha e do fato daquele lugar ser constantemente vedete de manchete de jornal com bala perdida, foi o cheiro insuportável de uréia que tomou conta do carro. Bela recepção! Mas nossos amigos estavam no Cristo e pra lá nos dirigimos.
Mapinha na mão, Redentor no horizonte e acho melhor perguntar um nativo. Cheguei pro taxista e disse:
-Amigo, Cristo Redentor, como faço?
-Ih ai, faishhx o xeguinte, tá vendo aquela avenida ali atrás? Dá uma ré aqui, pega ela e boa!
-Dar ré aqui?? Você está louco meu rei?? Como dou a volta?
-Todo mundo faishhxx isso aih.. mas se for dar a volta é direita, direita.
-ok!
Anda, anda, anda e perdemos de novo. Neste meio tempo cruzamos um sem fim de “salve-se quem puder”. É carro atravessando ônibus que segue taxista e motoboy pra todo lado. Sinal vermelho e as outras sinalizações eram formalidades secundárias. Tudo bem.
Peguei uma pista marginal (com passagem para apenas UM carro) e encontrei outro cidadão estacionado e querendo dar ré:
-Ô queridão! Cristo tá longe daqui?
-Brother, vou passar lá perto, me segue aí!!
E saiu dando ré.
-De novo?? Ah não assim fica difícil demais. 
Foi então que um carro iluminado parou do meu lado e um casal simpático disse:
-Vocês estão perdidos?
Hmm, de repente a cautela e o pé-atrás mineiro me fizeram pensar. Lembrei dos noticiários, da violência, dos oportunistas, chantagistas, bandidagem, malandragem e sem mais muito pensar disse:
-Sim! Vamos ao Cristo…- com quase lágrimas nos olhos
-Vocês são de onde? 
Ai meu Deus, porque isso agora? Já não raciocinava e no embalo respondi:
-De Minas.
-De Minas?? Ela também é!! Levamos vocês lá, segue aí.
Não sei porque senti que podia confiar nos dois. E assim eu e M.G.M seguimos os simpáticos estranhos até perto do Cristo, não sem antes ficar perdidos mais umas vez, mas no final deu tudo certo.
E a moral da história?
Nenhuma. Só sei que foi assim.

 

crist

Surfando na net encontrei um texto no blog (blog chic na Veja!) de Tony Beloto falando sobre as artemanhas, malandragens e sacanagens do trânsito carioca. Carioca é malandro né? Veja bem, malandragem é a arte de levar vantagem, geralmente, em cima dos outros então fiquemos alerta.

Resolvi hoje contar a minha breve experiência de dirigir no Rio de Janeiro. Algumas pessoas (não citemos nomes por questões de privacidade alheia) já nos esperavam na cidade foi assim que eu e M.G.M (23 anos?) pegamos a BR-0-esburacada-40 em direção à cidade maravilhosa cheia de encantos mil. 

A primeira coisa que me chamou a atenção, além da grandeza da Linha Vermelha e do fato daquele lugar ser constantemente vedete de manchete de jornal com bala perdida, foi o cheiro insuportável de uréia que tomou conta do carro. Bela recepção! Mas nossos amigos estavam no Cristo e pra lá nos dirigimos.

Mapinha na mão, Redentor no horizonte e acho melhor perguntar um nativo. Cheguei pro cidadão e disse:

-Amigo, Cristo Redentor, como faço?

-Ih ai, faishhx o xeguinte, tá vendo aquela avenida ali atráishx? Dá uma ré aqui, pega ela e boa!

-Dar ré aqui?? Você está louco meu rei?? Como dou a volta?

-Todo mundo faishhxx isso aih.. mas se for dar a volta é direita, direita.

-ok!

Anda, anda, anda e perdemos de novo. Neste meio tempo cruzamos um sem fim de “salve-se quem puder“. É carro atravessando ônibus que segue taxista e motoboy pra todo lado. Sinal vermelho e as outras sinalizações eram formalidades meramente secundárias. Tudo bem.

Peguei uma pista marginal (com passagem para apenas UM carro) e encontrei um taxista estacionado e querendo dar ré:

-Ô queridão! Cristo tá longe daqui?

-Brother, vou passar lá perto, me segue aí!!

E saiu dando ré.

-De novo?? Ah não assim fica difícil demais. 

Foi então que um carro iluminado parou do meu lado e um casal simpático disse:

-Vocês estão perdidos?

Hmm, de repente a cautela e o pé-atrás mineiro me fizeram pensar. Lembrei dos noticiários, da violência, dos oportunistas, chantagistas, bandidagem, malandragem e sem mais muito pensar disse:

-Sim! Vamos ao Cristo…– com quase lágrimas nos olhos

-Vocês são de onde? 

Ai meu Deus, porque isso agora? Já não raciocinava e no embalo respondi:

-De Minas.

-De Minas?? Ela também é!! Levamos vocês lá, segue aí.

Não sei porque senti que podia confiar nos dois. E assim eu e M.G.M seguimos os simpáticos estranhos até perto do Cristo, não sem antes ficar perdidos mais umas vez, mas no final deu tudo certo.

E a moral da história? Nenhuma!

Só sei que foi assim…

32 dentes

fevereiro 8, 2009

32d

Meu pai um dia me falou, pra que eu nunca mentisse. Mas, ele se esqueceu de dizer a verdade.

Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso
Eu nunca mais vou dizer o que realmente sinto

Eu juro

Eu juro

Eu nunca mais vou dizer o que realmente penso
Eu nunca mais vou dizer o que realmente sinto

Eu juro. Eu juro!

Eu juro, eu juro por Deus!

Não confio em ninguém

Não confio em ninguém

Não confio em ninguém

Não confio em ninguém

Não confio em ninguém

Não confio em ninguém com mais de 30
Não confio em ninguém com 32 dentes

Cinema – Titãs – A vida até parece uma festa

janeiro 26, 2009

CARTAZ TITAS

Assisti na pré-estréia nacional no Festival de Cinema de Tiradentes. Filme ao ar livre em praça pública. Antes de começar a sessão o diretor falou um pouco sobre o projeto, sobre a banda, sobre o Branco Mello e ainda ganhou um troféu do Festival pela sua participação.

No início dos anos 80, também no início da banda, Branco Mello (vocalista) comprou uma câmera VHS e começou a registrar os bastidores da sua vida e do conjunto. Filmou tudo que tinha direito por quase 30 anos. Esse material virou o documentário Titãs – A vida até parece uma festa que faz justiça a uma das maiores e mais importantes bandas brasileira.

Quando eu comecei a acompanhar o cenário musical achava o Titãs uma banda farofa de pop rock. Era na época do disco Domingo. Um belo dia vi uma entrevista do Sepultura dizendo que a música Polícia (que eles haviam gravado) era na verdade do Titãs. Fiquei encabulado, resolvi perguntar a um primo mais velho o que havia acontecido. Ele disse que o Titãs foi simplesmente a banda que ele mais curtiu na vida e que tem todos os discos, quer dizer, todos MENOS o Domingo que foi quando a coisa desandou. Veio então o Acústico MTV que foi um excelente álbum, repleto de clássicos e ótimas versões de músicas consagradas. Foi um sucesso arrebatador. Na época vi uma entrevista com alguém da banda dizendo que agora eles viam “os erros do passado“. Aquilo me deixou preocupado, como assim os erros? Quer dizer que o que estava por vir seria melhor? Duvido. E o que veio? Acústico II e mais um monte de farofinhas bonitinhas de novela junto com outras músicas fracas e bobas.

É, o Titãs havia acabado. A saída de Arnaldo Antunes foi um golpe quase fatal mas, talvez, Nando Reis ainda segurava as pontas. Quando este resolveu sair o Brasil também abandonou o Titãs. O lado triste é que muita gente quando escuta a banda hoje, nem sonha com a importância e influência que eles disseminaram no passado. Eu, por causa dos meus primos metaleiros, ficava com aquela pulga atrás da orelha querendo redescobrir a maior banda de rock pesado brasileira dos anos 80 e assim fui atrás dos discos Cabeça Dinossauro e Jesus Não Tem Dentes No País dos Banguelas.

titasfilme2

Muito bom, mas para entender mesmo o cenário completo da coisa, só se habituando no espaço/tempo em que tudo aconteceu. Era preciso voltar no tempo, voltar aos anos 80, sem computador, sem internet, sem celular, sem tv-a-cabo e o mais importante, saindo de um regime militar para aí sim entender o que foi o Titãs. O Brasil precisava e merecia uma banda com a inteligência, ousadia e irreverência do Titãs. Inteligência esta que estava presente nas letras e atitudes de Arnaldo Antunes, Branco Mello, Sérgio Brito, Marcelo Fromer, Nando Reis, Tony Beloto, Paulo Miklos e Charles Gavin. 8 músicos, 8 vocalistas, 8 letristas, 8 artistas.

Titãs no inicio com antigo baterista

Titãs no início

O documentário vem lançar luz sobre aqueles anos dourados e talvez explicar as transformações pelas quais cada um veio passando até mudar tudo para o que é hoje. Entendendo o filme e evoluindo com os caras é mais fácil aceitar e compreender a mudança no som e na postura de letra e melodia daquele bando de moleques rebeldes que viraram homens e constituíram família.

Sobre os momentos históricos contemplados no filme há uma infinidade de imagens maravilhosas como os Titãs no Rock In Rio 2, na TV Tupi, no Qual É a Música do Sílvio Santos, no Perdidos na Noite do Faustão e por aí vai. Tem uma participação no início da carreira de Gugu Liberato que mostra que os seus programas sempre foram uma grande besteira. Tem também uma participação na Hebe que lembrou uma cena de Austin Powers quando eles voltam no tempo e todos estão muito mais novos, com exceção de uma senhora que já era velha no passado. Desta forma, quando mostram o programa de Hebe em 1980 e qualquer coisa, ela está exatamente igual hoje em dia hehehe.

Outro ponto alto do filme é uma declaração de Roberto Carlos se manifestando sobre o desejo de tocar com o Titãs. E um momento triste, como não poderia deixar de ser, a morte do guitarrista Marcelo Fromer em 2001.

Cheio de sucessos, o público presente se emocionou bastante com o filme dançando, cantando e revivendo cada canção. O documentário veio fazer justiça e cobrar respeito a banda mais inteligente e áspera dos anos 80 mas não revela nada a respeito do futuro afinal de contas, o Titãs acaba de se tornar mais uma vez A Melhor Banda de Todos Os Tempos Da Última Semana.

TRECHO FILME

Cinema – 12a Mostra de Cinema de Tiradentes

janeiro 26, 2009

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Vamos dizer que, de cinema mesmo, aproveitamos muito pouco, pois só deu pra assistir um filme mas apesar disso a impressão da cidade e do festival foram as melhores possíveis.

Excelente organização, divulgação, produção e conteúdo. Cidade com infra-estrutura adequada de hotéis e restaurantes além de intervenção no trânsito e atrações culturais. Sem esquecer dos passeios de charrete. Por falar nisso, achei bastante desnecessário pintar os cavalos de rosa ou enfeitá-los com plumas e outros adornos de gosto duvidoso. Enfim, acho que R$35,00 podem ser melhor empregados em outras coisas.

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O passeio foi legal mas foi corrido. Voltamos com gostinho de quero-mais. O ideal era tirar a semana para entrar no clima da cidade. Você participa de uma oficina de manhã, almoça, pega um filme de tarde, pousada, relaxa, toma uma, dorme, filme de noite depois showzin de graça. No outro dia queima uma carne e dá uma volta, no terceiro dia, começa tudo denovo.

Esses festivais geralmente tem uma programação agitada e diversificada mas, quem dispõe de pouco tempo, tem que escolher bem e sacrificar o resto.

Com relação as oficinas não faço a menor idéia de como funciona ou aonde aconteciam. Já os filmes eram exibidos em dois ambientes, na praça central ou na tenda, tudo de graça.

Na praça havia um telão gigantesco (de cinema mesmo) com som fantástico e cadeiras para um punhado de gente. Como o lugar era aberto, é claro que as cadeiras foram poucas então todos arrumaram o seu cantinho em pé, no chão, ou de longe observando de soslaio.

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Na tenda, uma super-estrutura, rolavam vários ambientes. Tinha a sala de projeção, o “lounge” (palavra chic e chata) onde tinha apresentações musicais e o bar.

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Ao olhar a programação não tivemos a menor dúvida de qual filme assistir, escolhemos a pré-estréia nacional do filme documentário Titãs  – A vida até parece uma festa.

A exibição foi na praça que ficou abarrotada de gente. Durante a tarde uma fina garoa ameaçou estragar a festa mas felizmente de noite o céu abriu e colaborou com o evento ao ar livre. Para fazer a abertura do festival e conversar rapidamente com o diretor do filme chamaram ali, ao vivo, o showman Tuti Maravilha. Ele que anima as tardes belorizontinas à frente do Bazar Maravilha da Rádio Inconfidência. Por falar nisso, durante esta semana de Festival, o programa será inteiramente transmitido Ao Vivo de Tiradentes e pode ser ouvido na rádio Inconfidência (100,9 MHz) ou pela internet no site www.radioinconfidencia.com.br.

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Depois do filme todo mundo desceu pra tenda onde ia acontecer um show. Antes do show, boate. Não sou muito fã de boate e além disso estava muito cheio, mas ainda assim deu pra esperar o show começar e tomar uma cervejinha antes de seguir feliz pra casa.

No outro dia, já era hora de voltar, só deu pra curtir um pouco o clima da cidade. Aquele ambiente maravilhoso com cenário histórico, cheio de gente de todo tipo lotando as ruas, bandinha aqui, bandinha ali, violeiros, artistas, fanfarra, botecos, restaurantes, alegria… era quase carnaval.

Resumindo, mesmo sem interagir completamente com o festival, o pouco que aproveitamos já valeu a pena e o passeio como um todo foi “mara”, maravilhoso!

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