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Música – Transmissor

março 24, 2011

Andaram reclamando que este blog anda muito técnico ultimamente e que deveria voltar a falar de música! 🙂 Coisa boa, pena que nem na música nem no cinema eu tenha visto muita novidade que valha o esforço de conhecer e comentar. Ou talvez, eu é que esteja ficando chato mesmo.

Mas, na contra-mão da má fase e atendendo às solicitações me lembrei do som da banda Transmissor e este sim vale algumas linhas. A primeira vez que ouvi falar da banda deve ter sido pela Rádio Inconfidência e o que mais me chamou a atenção foi o fato de alguns de seus integrantes serem ex-membros da antiga, saudosa, inequívoca e também belorizontina banda Diesel.

Acontece que na época (por volta de 2009) a proposta de som alternativo da banda não emplacou de primeira no meu playlist careta e acabou ficando esquecida de lado. Foi então que, já em 2011, trocando figurinhas justamente com uma antiga fã paulista do Diesel ela recomendou o som cativante do Transmissor.

Ouvi e gostei. Gostei muito. Um som relaxante, tranquilo, bonito, poético e agitado na medida certa.

Hoje, alguém postou no Facebook uma entrevista da banda aonde eles contam histórias de bastidores, composição e até algumas desventuras durante a estadia nos Estados Unidos, período que culminou com a mudança de nome de Diesel para Udora e o consequente desmembramento do Udora e nascimento do Transmissor.

Vale a pena.

ONS Entrevista – Banda Transmissor – 07/02/2011.

www.myspace.com/transmissor

Música – Comunidade Transferida…

outubro 17, 2009

transferir udora

Em 2004, ano que recebi (e ignorei) o convite de um amigo para fazer parte de um tal de Orkut, foi justamente o ano em que criei a comunidade do Udora (então Diesel).

Após insistência do amigo resolvi aceitar o convite, assim descobri as redes sociais. Era tudo muito novo e divertido. A comunidade de Belo Horizonte possuía algo perto de uns 300 usuários e era realmente possível conhecer alguém por ali. Todos sentiram orgulho quando a mesma ultrapassou os 1000 membros mas por outro lado perdemos a intimidade e a graça.

O jeito então era procurar comunidades mais divertidas e saíamos desbravando a rede e rolando de rir ao encontrar coisas como “Eles Perguntam/Elas Respondem“, “Imagino gente levando fatality“, “Meus pais falam MAQUE Donalds” e por aí vai… sem contar aquelas de “Odeio Axé!“, “Odeio Funk!“, “Odeio Gugu!“, “Odeio acordar cedo!“, “Odeio quem odeia qualquer coisa!“…

Depois de um tempo, paramos de procurar comunidades dos outros e começamos a criar as nossas próprias. Vibrávamos eufóricos quando a mesma atingia um nível respeitável de popularidade (qualquer coisa acima de um membro hehe).

Um amigo criou a Eu Odeio a MTV Brasil (criticando a péssima fase pela qual passou a emissora) e outro criou a Farra Todo Dia (em homenagem a um estilo de vida).

Foi então que eu pensei, pensei, pensei e resolvi eu também iniciar a minha própria. O tema seria uma homenagem a melhor banda de Belo Horizonte na época, o Diesel.

Com orgulho (e sem propaganda!) vi a comunidade crescer dia após dia. Foram 2, 5, 10, 100, 1000 membros. Outras comunidades da banda apareceram mas a minha, por ser a primeira, mantinha a liderança.

Um momento marcante foi quando os próprios membros da banda começaram a fazer parte e, vez por outra, se manifestar. Depois que voltaram dos Estados Unidos então, o Gustavo (vocalista) percebeu o poder da ferramenta e começou a ter uma participação ativa postando agenda, novidades, encontro com os fãs e até respondendo perguntas. Mas a coisa cresceu tanto que ele decidiu criar a sua própria comunidade do Udora (nada mais justo…)

Então, foi aí que o som da banda mudou radicalmente. Começaram a cantar em português e novos fãs foram atraídos (batemos nos 3 mil membros). A comunidade viveu dias de luta e discussão (quaantas discussões e reflexões e inflexões e filosofias sobre o que estava acontecendo) e os fãs se polarizaram: os novos e defensores da atual fase contra os antigos rancorosos.

Do meu lado eu acabei me afastando da confusão e a comunidade deixada às traças e conflitos. Por diversas vezes alguém me procurava para apagar um incêndio ou moderar um comentário mais exaltado. Outros pediam apenas atualizações, mas não deu. Foi ficando e ficando…

Hoje resolvi virar a página e aproveitar o prestígio que a comunidade ainda tem para jogá-la na mão de alguém que possa movimentar o pessoal e continuar a tarefa de promover uma grande banda orgulho de Belo Horizonte.

Boa sorte ao novo dono e boa sorte ao Udora.

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Música – Sem volta

abril 19, 2009

Udora em Malhação 2.

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Música – Udora na Malhação

outubro 26, 2008

Gustavo Drummond que me desculpe mas não posso ver isto e fingir que lá fora o céu ainda é azul e todas as pessoas são felizes. Infelizmente uma parte de mim morreu com este cartaz. Quando você é rockeiro e curte uma banda alternativa adora escarçar as bandas comerciais, os programas de auditório, as rádios FM e todo o seu público iludido. Mas quando você descobre que esta banda também precisa ganhar dinheiro e que lá no fundo ela também é comercial, é um choque. Você começa a questionar a própria vida. Mas é necessário saber separar as coisas. Dentro deste universo de influências, mídia, modismo, panelinha, dinheiro, imposição e até sorte, ainda é possível a uma pessoa de bem identificar características interessantes como inteligência, bom senso, criatividade e talento no meio musical. Quando estas características encontram a oportunidade e nasce um sucesso, tudo bem, abrace a causa. Agora, quando a coisa é planejada, manipulada e empurrada fica difícil de engulir. Com relação ao Udora eu não sei dizer o que aconteceu. Esta trilha de Malhação não deixa de ser mérito deles e “bom” pra carreira, mas o que acontece é que eu me cansei. Cansei de dar colher de chá. Cansei de esperar as coisas melhorarem. Cansei de tentar entender o lado dos caras. Eu não quero saber o lado dos caras! Eu não quero rock de butique nem de faz-de-conta.

Mas porque de toda esta raiva e agonia? Porque não simplesmente ignorar o fato igual ignoramos tanta gente horripilante que cruzamos por aí? Para entender precisamos voltar alguns anos e encontrar outra banda: O Diesel. Em 2001, antes do Rock In Rio (no Rio) rolou uma tal de “Escalada do Rock” que era uma disputa entre bandas independentes de todo o Brasil para ver quem iria tocar no Palco Mundo do festival. Para minha surpresa a banda que estava liderando a parada era de Belo Horizonte e tinha um som furioso. Era o Diesel. Para alegria de todos os Belorizontinos a banda ganhou e teve o privilégio de tocar no mesmo palco aonde no mesmo dia ainda tocariam Deftones, Silverchair e Red Hot Chili Peppers. Eu estava presente naquele momento e fiquei impressionado com as pessoas que estavam na frente do palco com cartazes e camisetas dando o seu apoio aos amigos que chegaram ‘lá’. Rapidamente busquei mais informações e descobri o álbum que justificava tanta algazarra, era o primeiro e único CD do Diesel. Uma bomba, uma granada, uma belezura!

O que aconteceu então neste meio tempo para chegarmos até aqui? Bem, os caras se recusaram a assinar com uma gravadora (conforme ‘prêmio’ pelo Rock In Rio), foram morar nos Estados Unidos e tiveram que mudar de nome (virou Udora), lançaram mais um ótimo disco (Liberty Square), brigaram entre si, voltaram pro Brasil, teve troca de integrantes(*) e anunciaram que iriam cantar em português. Pouco tempo depois chegou às lojas o GoodbyeAlô.

Hoje quando escuto o velho Diesel sinto felicidade em saber que se trata de outra banda e ouvindo o Liberty Square sinto penar pelo fato de terem resolvido manter o nome.

Mas nem tudo está perdido, no GoodbyeAlô  algumas faixas são ouvíveis e pelo menos credibilidade comprovada os caras tem. Nos resta agora acompanhar os acontecimentos e esperar que algum dia estes iluminados mineiros possam recobrar o juízo e consciência antes que chegue o dia onde eles vão precisar “colocar uma loira e uma morena em cada canto do palco“(**).

(*) Jean Dolabela abandonou o posto de baterista e foi substituir Igor Cavalera no Sepultura.

(**) A frase foi dita pelo próprio Gustavo Drummond (vocalista) no Rock In Rio quando ele, em discurso, se vangloriava do sucesso alcançado com a banda sem precisar apelar. Curiosamente não achei o video no youtube…