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Música – Zé Trindade – Lá Embolêra

agosto 24, 2009

Música – DVD Zé Trindade

junho 15, 2009

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Certa vez um amigo me disse “você é um grande promotor do Los Hermanos” e foi assim que tomei consciência da minha péssima mania de sair divulgando bandas. É como se existisse a ‘boa da vez’. Não posso empolgar com uma banda que pronto, lá vai eu fazendo campanha, emprestando CD e implorando ‘vamos ao show de fulano?

Porque isso?

Na verdade tudo é fruto de uma injustiça e vem do triste fato do mercado ditar as regras. Mas quem faz o mercado é o povo. O povo tem o poder! Sim, o problema é que somos influenciados por uma grande mídia que às vezes até nos deixa com a ilusão de que temos algum poder restante, mas na verdade foi tudo pensado e calculado entre altos e baixos de audiência e ranking de ibope. Nessa história ganha destaque quem eles querem ou quem consegue furar o esquema. Por isso, estou nessa. Para dar uma força a quem se atreve a furar o esquema.

Quando estes ‘atrevidos’ são de Belo Horizonte é aí que a coisa ganha um gostinho todo especial. Nos anos 80 o Sepultura balançou a cidade, que ficou pequena e se mudaram para São Paulo, de lá, para o mundo. Mais tarde outras promessas do Rock from Gerais apareceram mas nenhuma me emocionou tanto quanto o Diesel. Ah o Diesel… ainda hoje matei a saudade de algumas faixas de seu único álbum; Drain, My Pain, Burn My Hand, Redhead Saint, Sleeping Giant… maravilha, mas a banda acabou.

Vieram então tempos de morosidade. As grandes bandas da cidade estavam adormecidas e sem fazer show. Talvez cansadas de tanto bater na porta do sucesso que preferia escalar um Tihuana aqui ou um Detonautas acolá. Pra não dizer um 9 mil Anjos da vida… não!!  Foi nesse clima de desilusão que conheci o Zé Trindade e comprei a briga.

Finalmente! Alguém por quem lutar, alguém por quem dar a cara a tapa, alguém por quem outra vez dizer com orgulho eu sou de BH e lá se faz rock and roll!

Ok, eu fui um pouco dramático agora mas o espírito é esse hehe. E assim sendo não poderia ficar de fora da festa de lançamento do DVD ao Vivo do Zé e comemoração de 5 anos da banda.

A festa foi no Castelinho Caiçara para um público seleto de admiradores do melhor do rock autoral da cidade e, como dizia o convite, a vista e o pôr do sol fizeram show a parte.

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A abertura esteve a cargo da banda Pacto Livre que apresentou boas composições próprias além de covers de primeira linha que foram, a divertida, Jumento Celestino dos Mamonas, Porque a Gente é Assim do Barão Vermelho e uma versão matadora de Moby Dick, clássico do onipresente Deus de todos, Led Zeppelin.

Legal, mas a noite era mesmo do Zé Trindade que após apresentar algumas composições novas desfilou com desenvoltura pelos seus “clássicos“. O Trem, Blues da Lua, Denis Pilantra e tantas outras. Uma música que gosto bastante e tenho sentido falta nestas apresentações é Porque Você Não Me Escuta que abre o disco de 2007.

Tudo bem, assim como aconteceu outro dia na Federal, o fechamento do show ficou por conta da bênção do Led Zeppelin numa versão espetacular de The Song Remains The Same.

O DVD

O ingresso da festa dava direito a um brinde que podia ser uma camiseta da banda, o primeiro (e por enquanto único) CD ou o tão aguardado DVD ao Vivo no Music Hall. Peguei o DVD.

Me lembro bem do dia da gravação, a casa não encheu mas quem compareceu assistiu uma banda competente em sua melhor fase e rumo ao que de melhor essa área pode oferecer. O DVD mostra o registro do show e a força das músicas novas e antigas que devolvem o sorriso ao rosto de quem curte um som bem feito e a soma perfeita de guitarra, baixo e bateria. Em pouco mais de 1 hora de vídeo o Zé mostra a que veio e o porquê de tanto burburinho com seu nome, mas a melhor definição mesmo vem do próprio ‘release’ do DVD:

Trindade significa a “união de três pessoas distintas que formam um só Deus” que, no caso, existe em forma de música, mineira de Zé e mundial de rock!

Eu recomendo!

Música – Festa Lançamento DVD Zé Trindade

junho 8, 2009

Música – Led neles!

maio 27, 2009

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“Tome doses descontroladas de Led Zeppelin e Rush”, estes belos versos da música O Mundo É Seu do Zé Trindade resumem bem o comportamento que deve delinear a vida de um bom roqueiro. Mas, com relação ao Led Zeppelin, eu acho que o pessoal de Belo Horizonte tem exagerado um pouco. Pelo menos no que diz respeito a repertório de banda cover.

Numa rápida corrida de olho na programação de uma das principais casas de show+boate+rock da cidade é possível confirmar esta tendência.

Não bastassem as bandas exclusivamente cover do Led Zeppelin, como Kashmir(falecida), Coda(falecida), Zé Pêlin e LEDIII(nova!), as canções do grupo inglês estão oficialmente presente no repertório de 9 em cada 10 bandas da cidade.

São elas (além do próprio Zé Trindade!):

Velotrol
Magma
Audiosoul
Carne Nua
Pedra Lascada
Vinil
Little Trouble
Cartas
Ca$h

Todas estas bandas vão se apresentar no Jack Rock Bar entre os meses de Maio e Julho.

Alguns meses atrás estava eu no show do Cartoon quando atacaram de Stairway to Heaven (hino farofa mor do Led) e não satisfeitos ainda vieram com Since I´Ve Been Loving You. O tempo parou naquele momento e foi a performance mais fantástica da música de todos os tempos.

Já o Zé Trindade sempre ataca de Good Times Bad Times e não importa quantas vezes tocarem vai ser sempre fantástico, agora, a que mais me marcou foi uma belíssima interpretação de Achilles Last Stand que presenciei no Stonehenge Rock Bar. Soberbo!

Falando em Stonehenge, certa vez estava prestigiando o Zé Pêlin quando começaram a tocar Mutantes, The Doors, Raul Seixas e equivalentes. De repente o vocalista me solta esta: “o que vocês querem ouvir??“, nós retrucamos: “será que rola um Led Zeppelin?”

Outro dia feliz foi um show do Coda no Calabouço em mil novecentos e qualquer coisa, nos meus primeiros movimentos underground. Jamais esquecerei Regis Tilt Cobra virando garrafão de 5L de Sangue de “Boà” e depois moshando em frente ao palco. E também um finalzinho de domingo inocente que terminou com o Kashmir quebrando tudo no Garage d´Caza. Na ocasião estavam apresentando um novo vocalista que, à primeira vista, parecia que ia afundar o nome da banda, MAS, quando cantaram, atendendo nossos pedidos, Immigrant Song, as dúvidas cessaram! Estava ali o Led Zeppelin Spirit!

Pois então, não é que eu esteja reclamando! Eu só acho que se for pra tocar, que faça bem feito. Como diria o Tio Ben Parker: “com um grande poder vem uma grande responsabilidade“. No mais, descontrole total!

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Música – Cálix

março 16, 2009

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Estava eu voltando para casa após mais um dia de batalhas destemidas, não necessariamente ganhas, quando, não mais que de repente, o random do som me trás Dança com Devas do Cálix.

Grande Cálix! Do meu saudoso amigo e colega de engenharia, Rufino dos teclados hehe. O Cálix, junto de Cartoon e Concreto, embalou as calouradas do CEFET por gerações a fio. Eram sempre as mesmas bandas, mas era sempre excelente, porque mudar?

Destas, o Cálix era a mais zen, ou, a mais Jethro Tull de todas, com seus violões, melodias, guitarras limpas e flautas. Dança com Devas foi um hit marcante e era sempre muito bem acompanhada por Além do Vento e Canções de Beurin.  Depois, no outro disco, vieram as também ótimas Deserto e Looking Back. Um ponto alto do show, pra mim, era o cover de Paul McCartney (versão GunsRoses) da música Live And Let Die, além de momentos Jethro e Pink Floyd.

O Cálix é daquelas bandas, patrimônio de Minas Gerais, de talento, bom gosto e capacidade reconhecidas, porém, que não alavanca. Certa vez, numa cervejada no Shopping Rosa, dei um fora com o Rufino: “qual banda do cenário independente de Belo Horizonte, que é reconhecidamente boa, merecia estourar na sua opinião?” Ele foi categórico ao responder: “Cálix!” hehe bola fora minha. Mas concordo com ele, eles merecem!! Olha a quantidade de belezuras made in qualquer outro lugar do Brasil que somos obrigados a engulir goela abaixo e o Cálix aí cabisbaixo andando nas sombras.

Não só eles, mereciam estourar também Cartoon, Concreto, Zipados, Somba e por aí vai… Até o Tianastácia, na época de ouro, merecia ter tido mais espaço. Diesel então, merecia o mundo. Hoje é a vez do Zé Trindade buscar um lugar ao sol e enquanto isso Minas vai sendo representada por Pato Fu, Jota Quest e Skank, nenhum deles com a bandeira do rock from gerais, paciência.

O Cálix, em 2007, parecia que ia decolar de vez, quando gravou um DVD ao Vivo no Palácio das Artes. Infelizmente não deu muita repercussão (que eu saiba) e hoje ninguém lembra que eles existem.

Quer dizer, fizeram um show sexta e sábado passado com o grupo Amaranto no Minascentro e parece que foi bem legal, mas não deu pra conferir.

No mais, boa sorte à banda e não desistam nunca porque nós não desistimos de vocês! hehe

Quem quiser pode ouvir os clássicos no site da banda: www.calix.com.br

Música – Zé Trindade

fevereiro 5, 2009

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-O aniversário da Guedes mudou de lugar.

-Putz.. Que m*rda! Onde vai ser?

-Você está sentado? Então prepare-se, vai ser no Stonehenge Rock Bar e vão tocar duas bandas, uma cover de Led Zeppelin e outra cover de Rage Against the Machine.

-Sééééério????!!?!?!?? PQP!!!!!!!!!!!!

E foi assim o meu primeiro contato com uma energia explosiva chamada Zé Trindade.

Nesse mesmo dia, do lado de fora do bar, tomamos uma pinga num boteco da esquina, acompanhada de boa moela para preparar os ânimos para uma noite inesquecível. Mais tarde soubemos que a primeira banda não era exatamente cover do Led, mas tocava algumas coisas. Tão pouco importa, cover deles tem aos montes, estamos aqui mesmo pelo RATM.

Meia-noite, Stone lotado, quartinho (inferninho) insuportável e três rapazes sobem ao palco. Era o Zé Trindade. Trocaram duas palavras com a platéia e pronto, fogo na bomba! Foi uma sequência maravilhosa de hits, clássicos e músicas próprias intercaladas. Realmente tocaram os Zeppelins, como prometido, com uma desenvoltura admirável. Além disso rolou Mutantes, The Doors e uma versão matadora (primeira de muitas) de War Pigs do Black Sabbath. No finalzinho da apresentação tocaram a introdução de Bulls On Parade (do RATM) e todo mundo olhou um pro outro e disse: “Como assim?”

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Minutos mais tarde os três estavam de volta ao palco acompanhados de um sujeito que atende pelo nome de ‘Macarrão‘. Estava ali o Rage Against The Machine Cover, que se tratava na verdade da força do Zé Trindade + Macarrão.

O show foi i-na-cre-di-tá-vel. Eu jamais havia sentido aquela energia num show de banda cover. Os arranjos, solos, efeitos, vocal, letra e postura da banda simplesmente idênticas ao Rage original. A galera pulava tanto (inclusive eu) que o teto era uma preocupação constante. Foram umas duas horas do melhor do repertório da banda e isso tudo, pirei, era apenas o primeiro show do Rage Cover. Sim, eles estavam utilizando aquele espaço para fazer a sua primeira apresentação e destruíram.

Passado um tempo vieram um sem-fim gigantesco de shows com a dobradinha fantástica “Zé + Rage” e lá estava eu curtindo. Aos poucos fui prestando atenção nas músicas ‘diferente’ que o Zé tocava e eram as músicas próprias. Passei a admirar ainda mais. Como se não bastasse um trabalho cover de primeirísisma linha, o material próprio ainda era sensacional.

Nas músicas cover que o Zé toca (Led, Sabbath, Doors, Mutantes e etc) é simplesmente fascinante ver o Danilo tocar guitarra, gritar e ainda fazer solos com tamanha perfeição. Já a cozinha (baixo e bateria) formam uma base sólida como rocha e vez por outra abrem brecha para um dos dois içar vôo num solo estrondoso.

Eu estava tão fascinado com a banda (jurando que o espírito do rock havia renascido ali) que não falava de outra coisa. E tanto foi que no dia do meu aniversário um amigo de serviço (Diguin) comprou um CD do Zé que foi entregue, em local de trabalho, pelo próprio Danilo. Foi emocionante demais da conta, hehe. 

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O álbum é uma obra prima e faz páreo a grandes discos de rock da história. A fonte da qual eles bebem (rock 70) foi reinventada e traduzida para o bom português com maestria. E nisso lá vai enxurradas de riffs, viradas de bateria, solos de guitarras, gaita e momentos mosh-pit.

As minhas preferidas são O Trem, Porque Você Não Me Escuta, O Mundo É Seu, Último Segundo, Denis Pilantra (mara!) e o primeiro hit de todos Blues da Lua.

No segundo semestre do ano passado eles gravaram um DVD no Freegells (e eu estava lá claro) que, não sei porque, ninguém falou mais nada. Espero que ainda seja lançado apesar de, no site, estarem falando é do segundo CD. Não tem problema, o que vier será bem recebido.

E lá vamos nós atrás deles no Stonehenge, no LordPub, no JackRock ou no Buteco da Bio. Sempre gritando Rock and Roll Zéé e também pedindo War Pigs (porque começou assim e que assim seja até o fim).

 

Gravação de DVD no Freegells

Gravação de DVD no Freegells

PS: A única versão de War Pigs mais eletrizante e empolgante que eu já ouvi na vida e que não foi o Zé Trindade tocando, foi, quando justamente o Ozzy Osbourne tocou a sua criação no show do Pacaembu ano passado. Aah.. ô vida…

PS2: Agora, só porque eu falei, o site está anunciando o DVD hehe

PS3: No site Palco MP3 e da LastFM rola de ouvir e até baixar gratuitamente algumas faixas. Recomendo!