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Relatos Selvagens

maio 24, 2015

relatosselvagens

O filme é a reunião de seis histórias independentes. São seis contos de aproximadamente 20 minutos cada. O filme, que é argentino, causou um certo frisson entre amantes do cinema e eu tinha muita expectativa com ele. Me parece que estava até concorrendo em alguma categoria do Oscar 2015.

Não decepcionou! Na verdade, quando o último caso acabou pensei como é bom ver um filme inteligente. Sinto que hoje em dia, em tempos de Velozes e Furiosos 7 bater recordes de bilheteria (claro, com a ajudinha da tragédia com o ator que morreu antes da estréia) um bom filme parece estar cada vez mais raro.

É lamentável ver tanta bobagem sendo feita mas o pior é a constatação de que essa realidade só atende a uma demanda existente.

Talvez todos os contos apresentados no Relatos Salvagens tenham um fator em comum, as viradas absurdas. No começo são situações normais como um homem puxando conversa com uma moça bonita no avião, um homem solitário entrando num restaurante vazio de noite, um homem dirigindo na estrada, outro que trabalha com bombas, uma festa de casamento e por aí vai. De repente, a virada.

O filme é classificado como comédia e realmente é engraçadíssimo e dramático ao mesmo tempo.

Um conto em especial chama a atenção pela mórbida coincidência com acontecimentos reais e recentes. Que foi a tragédia com o avião da empresa German Wings quando o co-piloto se trancou no cockpit e derrubou a aeronave intencionalmente.

Mas Relatos Selvagens, ótima pedida!

Música – Offspring em BH [2]

maio 8, 2015

Finalmente chegou o grande dia e eu ainda estava naquela de “vou” “não vou” devido a falta de companheiros dispostos a encarar a missão que na verdade nem foi das mais tenebrosas, uma vez que tomar cerveja e ver uma boa banda ao vivo, sossegado, encostado num cantinho da pista, não há de ser nunca um mal programa. É claro que no meio destas linhas tinha um indigesto e salgado ingresso, além da antipatia contumaz de uma típica quarta-feira.

Chutei o balde e fui. Meus temores começaram a se concretizar logo de cara e foi muito engraçado (triste) se ver tão dissonante (velho) no cenário (horda de adolescentes com camisa preta). Antes assim.

Peguei uma cervejinha e fui humilde pra pista tentar uma boa visão sem atrapalhar ninguém (aquelas rodinhas de mosh que acontecem quando a energia se concentra num ponto sabe? Então, vamos passar longe.)

E não demorou os caras entraram no palco. Nada de cabelo vermelho moicano, rapado com parafina pra cima. Não fossem algumas tatuagens e os instrumentos em punho, eu diria que era o Vinny on stage.

Dexter Holland (à dir.) todo almofadinha pagando de Vinny (à esq.)

Dexter Holland (à dir.) todo almofadinha pagando de Vinny (à esq.)

Como disse no post anterior não tinha grandes expectativas com o show mas esperava ansiosamente que pelo menos alguns clássicos do Smash rolassem e, por que não, minha querida Bad Habit.

Foi então que, logo de cara, iniciaram a apresentação com a porrada All I Want. Seguida de, ninguém mais, ninguem menos que BAD HABIT! E como se não bastasse logo a terceira música foi Come Out And Play! Ao mesmo tempo que a feliz sequência pudesse apontar para uma noite lendária me veio aquela pontada de preocupação: “já tocaram 90% do que eu vim ver”.

E foi dito e feito. Depois disso vieram diversas coisas esquisitas e outras mesmo bobas, como as já citadas Pretty Fly e Get A Job (levaram o público à loucura).

Saquei que o show era isso e me contentei a simplesmente esperar pelo final que, ao que tudo indicava seria com Self Steem. Antes do fim ainda fui muito bem surpreendido pela bela The Kids Aren´t Allright, que àquela altura da noite meu mal humor já tinha limpado das expectativas. Foi bem bacana. Aí veio mais uma e fechou a conta com Self Steem.

Resumindo, missão cumprida, todos felizes e Offspring nunca mais.

O Tempo – Offspring faz show agitado em BH na abertura da turnê brasileira