Relatos Selvagens

maio 24, 2015 by

relatosselvagens

O filme é a reunião de seis histórias independentes. São seis contos de aproximadamente 20 minutos cada. O filme, que é argentino, causou um certo frisson entre amantes do cinema e eu tinha muita expectativa com ele. Me parece que estava até concorrendo em alguma categoria do Oscar 2015.

Não decepcionou! Na verdade, quando o último caso acabou pensei como é bom ver um filme inteligente. Sinto que hoje em dia, em tempos de Velozes e Furiosos 7 bater recordes de bilheteria (claro, com a ajudinha da tragédia com o ator que morreu antes da estréia) um bom filme parece estar cada vez mais raro.

É lamentável ver tanta bobagem sendo feita mas o pior é a constatação de que essa realidade só atende a uma demanda existente.

Talvez todos os contos apresentados no Relatos Salvagens tenham um fator em comum, as viradas absurdas. No começo são situações normais como um homem puxando conversa com uma moça bonita no avião, um homem solitário entrando num restaurante vazio de noite, um homem dirigindo na estrada, outro que trabalha com bombas, uma festa de casamento e por aí vai. De repente, a virada.

O filme é classificado como comédia e realmente é engraçadíssimo e dramático ao mesmo tempo.

Um conto em especial chama a atenção pela mórbida coincidência com acontecimentos reais e recentes. Que foi a tragédia com o avião da empresa German Wings quando o co-piloto se trancou no cockpit e derrubou a aeronave intencionalmente.

Mas Relatos Selvagens, ótima pedida!

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Música – Offspring em BH [2]

maio 8, 2015 by

Finalmente chegou o grande dia e eu ainda estava naquela de “vou” “não vou” devido a falta de companheiros dispostos a encarar a missão que na verdade nem foi das mais tenebrosas, uma vez que tomar cerveja e ver uma boa banda ao vivo, sossegado, encostado num cantinho da pista, não há de ser nunca um mal programa. É claro que no meio destas linhas tinha um indigesto e salgado ingresso, além da antipatia contumaz de uma típica quarta-feira.

Chutei o balde e fui. Meus temores começaram a se concretizar logo de cara e foi muito engraçado (triste) se ver tão dissonante (velho) no cenário (horda de adolescentes com camisa preta). Antes assim.

Peguei uma cervejinha e fui humilde pra pista tentar uma boa visão sem atrapalhar ninguém (aquelas rodinhas de mosh que acontecem quando a energia se concentra num ponto sabe? Então, vamos passar longe.)

E não demorou os caras entraram no palco. Nada de cabelo vermelho moicano, rapado com parafina pra cima. Não fossem algumas tatuagens e os instrumentos em punho, eu diria que era o Vinny on stage.

Dexter Holland (à dir.) todo almofadinha pagando de Vinny (à esq.)

Dexter Holland (à dir.) todo almofadinha pagando de Vinny (à esq.)

Como disse no post anterior não tinha grandes expectativas com o show mas esperava ansiosamente que pelo menos alguns clássicos do Smash rolassem e, por que não, minha querida Bad Habit.

Foi então que, logo de cara, iniciaram a apresentação com a porrada All I Want. Seguida de, ninguém mais, ninguem menos que BAD HABIT! E como se não bastasse logo a terceira música foi Come Out And Play! Ao mesmo tempo que a feliz sequência pudesse apontar para uma noite lendária me veio aquela pontada de preocupação: “já tocaram 90% do que eu vim ver”.

E foi dito e feito. Depois disso vieram diversas coisas esquisitas e outras mesmo bobas, como as já citadas Pretty Fly e Get A Job (levaram o público à loucura).

Saquei que o show era isso e me contentei a simplesmente esperar pelo final que, ao que tudo indicava seria com Self Steem. Antes do fim ainda fui muito bem surpreendido pela bela The Kids Aren´t Allright, que àquela altura da noite meu mal humor já tinha limpado das expectativas. Foi bem bacana. Aí veio mais uma e fechou a conta com Self Steem.

Resumindo, missão cumprida, todos felizes e Offspring nunca mais.

O Tempo – Offspring faz show agitado em BH na abertura da turnê brasileira

Música – Offspring em BH

janeiro 19, 2014 by

Eu não sou punk! Nunca fui. Não usei cabelo vermelho, rosa, verde, com parafina, corrente, calça rasgada, piercing, nada disso. No máximo um jeans surrado, um tênis furado e uma camisa preta de banda. E um cabelo desdrenhado. Mas nada radical, nada punk.

Apesar disso eu simpatizo com a idéia, com a filosofia, com o foda-se e principalmente, com o ritmo musical.

O punk enquanto ritmo são aqueles três acordes mal tocados, uma bateria acelerada e um meliante se esganiçando e provocando ao microfone.

O punk, penso, nasceu com os Sex Pistols na Inglaterra e virou Ramones na América. Gosto e respeito os dois.

Diga-se de passagem, “Ramones” não é uma marca de grife para estampar camisetas femininas, da mesma forma como é ridículo lojas caras venderem jeans rasgados e justamente por serem rasgados, são muito mais caros.

O que diriam os velhos punks mendigos que só tiveram um jeans na vida se pudessem receber royalties pela exploração comercial da moda que eles lançaram?

Meus primeiros contatos com o mundo do rock não vieram pelo Ramones ou Sex Pistols, mas sim pelo Green Day e pela MTV. E na época, Green Day era chamado de punk. Hoje eu tenho maturidade o suficiente para entender que, talvez um dia eles tenham brincado disso mas, naaa, deixa.

O punk de verdade, todos sabem, vai muito além da sonoridade e está muito mais ligado à atitude.

Está aí o Jim Morrisson, um grande e verdadeiro punk. Um baderneiro. Um cara que liga o foda-se sem desfazer o cabelo e no entanto o The Doors não é uma banda punk.

Mas o Green Day é. Ou era. Ou queriam que fosse.

O fato é que a primeira vez que ouvi When I Come Around achei muito legal e comprei o Dookie.

Considero, até hoje, o Dookie um dos meus melhores discos. Mas não acho que seja um disco puuuunk por assim dizer. É sim um disco cujo ritmo punk-rock é muito bem feito. Tá certo que os integrantes deviam ser uns drogados vivendo loucamente a juventude e o rock and roll e isso está intimamente ligado ao universo punk mas ainda sim rolava um quê de MTV demais. E ainda rola né.

Enfim, depois do Green Day busquei outras referências punk e acabei trombando com o Offspring cujos especialistas juravam que era muuuito melhor.

Comprei um tal de Smash e, PQP, que disco! Virei fã. Melhor ou pior que o Dookie? Não sei, esses rankings cansam. O importante era que eu tinha uma nova banda a adorar.

Foi então que depois do Smash lançaram Ixnay on the Hombre e achei bacana. Não conseguiram repetir a uniformidade de músicas boas do Smash mas ainda assim tinha Mota, Me and My Old Lady e o hit-MTV ‘All I want’.

Acho que foi aí que a coisa desandou, MTV!

O próximo disco, Americana, veio cheio de bobagens tipo Pretty Fly For a White Guy e Why DOn´t you get a job que foram ultra sucessos mundiais.

Aí foi aquela coisa, milhares de fãs da noite pro dia que nunca tinham ouvido Come Out and Play, Bad Habit ou até mesmo Self ESteem, e o pior, achavam que Offspring era essa bobagem alegrinha de “Uno, dos, tres, cuatro, cinco, cinco, seis”

Desisti! Larguei pra lá. Nunca mais procurei nada. Ignorei. Liguei o foda-se!

Duzentos anos depois, num certo Pop Rock Brasil, em Belo Horizonte, anunciaram Offspring como atração principal.

Fiquei curioso! Pensei, será que rola?

O problema era que, mesmo sem acompanhar nada da banda, o fato dela tocar num festival tão idiota quanto Pop Rock Brasil já não precisava dizer mais nada. Resolvi não ir.

De forma saudosista, olhei o setlist tocado e até vi que tinham músicas interessantes, claro! Mas não tive estômago para assistir NX Zero enquanto esperava o show principal. Ignorei.

Hoje, outros duzentos anos depois, ao passar pelo Chevrolet Hall, também em BH, vi um cartaz “The Offspring, 5 de fevereiro”.

Pensei, não estou fazendo naaada, quem sabe não rola uma nostalgia? E quem sabe não rola “Bad Habit”?

Vou conferir!

A Busca, com Wagner Moura

setembro 26, 2013 by

No final você entende que é uma historia bonitinha, é disso que o filme se trata e não um grande thriller de mistério e aventura como sugere o trailer. Uma pena. Na verdade o filme não convence.

Aviso de spoilers

Porque Wagner Moura sai naquela trilha insana e desvairada, sozinho, ao invés de, no mínimo, comunicar a policia que seu filho esta desaparecido com um cavalo? Porque ai talvez resolveria o filme rápido e sem graça demais, suponho.

E quando Wagner, de-ses-pe-ra-do, pede ao senhor cardíaco para usar o único telefone da vila e este, malignamente, se recusa a emprestar porque tem poucos creditos? Da pra sentir o desespero dos personagens nessa hora? Ele demorou uns 5min pra pensar em ligar a cobrar e mesmo assim pra que, so pra dar um “oi” pra esposa? Não convence.

O desespero mesmo so esbarra no começo do filme, quando os pais esperam o menino pra jantar e ele não aparece, ai você pensa: nóóóó… Mas depois começa a busca e incrivelmente tudo vai dando certo. Fantástico como todo mundo viu o menino e também a sorte de Wagner ao seguir perfeitamente seus passos.

No final, quando você saca qualé a do filme, o esquema do pai ausente que vai conhecendo o filho através dos rastros que ele deixou e blablabla, é que você pensa: realmente, não é um filme ruim, é um filme… bonitinho.

20 de junho de 2013

junho 21, 2013 by

Há alguns anos atrás Lula era Presidente e sua popularidade não parava de bater recorde de aprovação. Recebeu prêmios internacionais e até Barack Obama falou que ele era “O cara”. Com tudo dando certo e surfando nessa onda positiva, Lula conseguiu ainda mais duas vitórias quase pessoais para a carreira, o Brasil iria sediar a Copa do Mundo de Futebol e ainda as Olimpíadas de 2016.

É claro que os céticos torceram o nariz e os ranzinzas começaram a reclamar mas o povo, ah o povo, este saltou de alegria e comemorou como nunca o anúncio. No dia, milhares de pessoas se reuniram (de tarde e no horário de expediente) nas areias das praias do Rio de Janeiro para fazer a “torcida” pelo Brasil e quando a vitória foi anunciada pronto, Carnaval.

Eu, que não gosto de futebol, não tenho time, não vejo jogo e repudio fanatismo alienista, ainda assim gosto da Copa do Mundo. Na verdade, não é que eu não gosto de futebol, não gosto é de fanatismo e como futebol no Brasil (no mundo?) é fanatismo… Pois bem, ainda assim pensei “vão acontecer maracutaias, o povo não vai falar de outra coisa, a mídia não vai falar de outra coisa e enfim tempos de torpor vão se instaurar no país.”

Mas não sei porque cargas d´água até eu comecei a achar que no final das contas a Copa no Brasil teria um saldo positivo. Roubalheira aconteceria, fanatismo aconteceria, alienação aconteceria mas ainda assim, no final das contas, o saldo seria positivo. No fundo queríamos sim receber o mundo, mostrar a todos que temos competência para organizar as cidades, receber turista, construir estádio, construir aeroporto, construir metrô, contar a história, nossa história, mostrar as cidades, não só Rio e São Paulo, mas Belo Horizonte, Recife, Brasília, coisas que geralmente não chegam lá fora. E além disso, deste sentimento de ansiedade de quem vai receber visita importante, havia a esperança de que obras importantes aconteceriam (mesmo que fosse às custas de safadeza). A tal da infraestrutura sairia do papel, aeroportos duplicados, modernizados, acesso aos estádios, novos estádios, metrô pra todo lado, hotéis, redes de telecomunicações 3G, 4G…

O tempo foi passando e nada.

A prefeitura de Belo Horizonte chegou a anunciar o tão sonhado metrô mas rapidamente jogou um balde de gelo em todos falando que as obras não seriam concluídas até o mundial, por isso não ia nem tentar. Ao invés disso lançaram o projeto do BRT. 

BRT…, BRT.

Pegaram a recém inaugurada Av. Cristiano Machado e jogaram tudo no lixo, quebraram tudo de novo. Tudo pelo BRT. Até hoje ninguém sabe ao certo como vai funcionar mas é a única obra anunciada e que de fato se vê alguma coisa. Curiosamente passa longe do Mineirão e de Confins mas é uma obra da Copa, BRT.

O tempo foi passando e começaram as notícias de obras pelo Brasil, obras nos estádios. E detalhe, todos atrasados. Começou uma corrida contra o tempo e com denúncia de tudo quanto é lado falando que era um atraso intencional com o objetivo de dispensar licitações na etapa final.

Brasília, que nem tem time de futebol, ganhou o estádio mais caro orçado em mais de um bi. Bilhão de reais.

Ronaldo, herói, homem gol, embaixador, vencedor, não desiste nunca e que foi pra delegacia num rolo com travestis, falou que não se faz Copa do Mundo com hospitais. Isso não foi agora, foi em 2011.

E de lá pra cá tudo foi acontecendo na mais absoluta normalidade. As notícias eram absurdas, como de costume, e a consequência dela não passava de um comentário, uma pauta a mais no bate-papo das pessoas no intervalo do cafézinho ou do almoço. 

Certa sexta-feira estive no aeroporto de Confins, na região metropolitana de BH, às 10 horas da noite e peguei um congestionamento monstro. Tudo parado, tudo travado. E não tinha problema no aeroporto, na estrada, na cidade, não tinha tempo fechado, não tinha evento, não tinha nada. Só tinha muita gente chegando ou partindo. Só tinha um aeroporto que não comportava o fluxo normal de uma sexta-feira a noite. Foi então que pensei “imagina na Copa”. 

Era o sentimento do Brasil inteiro. Com todas as notícias de obras que não aconteceram que a gente ia vendo o sentimento era um só “imagina na Copa”.

Um dia vi uma menina com uma camisa ainda mais interessante que dizia “imagina depois da Copa”.

Pois bem, o tempo foi passando e o grande teste para a Copa do Mundo chegou, a Copa das Confederações. Finalmente as autoridades foram revelando os verdadeiros planos para a Copa.

O que eu achei engraçado foi uma onda leviana que passou pela cabeça das pessoas com a idéia de que deveriam aproveitar a Copa no Brasil para também lucrar algum dinheiro. Ok! Ótimo, mas vender latinha de cerveja na porta do estádio não é empreendedorismo nenhum, é esmola, e o povo besta vendo a Copa mais cara de todos os tempos num país que não tem dinheiro para corrigir o salário mínimo dignamente fica feliz é justamente com esmola.

Mas nem isso deu certo. Os ingressos começaram a ser vendidos (Copa Confederações) e o plano de mobilidade urbana consiste em dar feriado para as pessoas e bloquear quarteirões ao redor do estádio, além de varrer mendigo das ruas e limpar (derrubar casas) áreas ocupadas próximas aos eventos.

Poucos dias antes da abertura aconteciam algumas greves em Minas e os grevistas ameaçavam timidamente arranhar a imagem do evento. E em São Paulo um grupo que protestava contra o aumento da passagem de ônibus fui trucidado pela polícia.

Normal. Tudo normal.

Chegou então o grande dia. O início oficial do grande teste para o Brasil mostrar ao mundo a sua verdadeira face.

“Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim” – Já dizia Cazuza lá nos anos 80.

Todos reunidos para ver o primeiro jogo da Copa das Confederações, Brasil em campo, estádio cheio, festa bonita, mídia em festa e DE REPENTE, uma notícia que arrancou risada de todos. Risada no sentido de “QUE DOIDO MEU! Isso está acontecendo???”

Enquanto o Brasil sentava em frente a televisão para ver a repercussão que o mundo daria ao início do torneio, um grupo tocava o terror e manifestava do lado de fora do estádio.

Em plena abertura??? Foi sensacional!! Mas a PM mais uma vez agiu com rapidez, truculência e o movimento dispersado.

Dentro do estádio é a hora de ouvir o presidente da Fifa e a presidente do Brasil, Joseph Blatter e Dilma Rouseff.

Uma inacreditável, alta e sonoríssima vaia ecoou por todo o planeta dizendo “essa é pra vocês, mas não é tudo, vocês não perdem por esperar!”

A opinião pública se dividiu, pôxa que feio, vaiando a Presidente?

Me lembro de uma música bonita que o Gabriel Pensador fez para o Collor em 92 que dizia “hoje estou feliz, matei o presidente”.

De lá pra cá os videos da PM batendo nos estudantes e na mídia correram o mundo e isso deu força não para que os estudantes se acoassem, mas para que reunissem o ódio guardado no coração e convocassem manifestações ainda maiores. 

Como quem diz “ontem éramos 10mil, hoje somos 20, vai fazer o que, me bater?” E como um vírus o Brasil pegou fogo. Tudo que estava na garganta há 1 semana, 1 mês, 4 anos, 10 anos, 50 anos, 500 anos resolveu sair de uma só vez.

I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!

No país do futebol, em plena Copa das Confederações, a última notícia do jornal é futebol.

Chegamos ao extremo utópico fantástico de hoje, 20 de junho de 2013 ver a Rede Globo de Televisão DEIXAR DE TRANSMITIR UM JOGO OFICIAL DA COPA PARA FAZER COBERTURA DE PROTESTOS.

Ontem, no segundo jogo da seleção brasileira, milhares de manifestantes tentaram IMPEDIR O ACESSO DO ÔNIBUS DA SELEÇÃO AO ESTÁDIO.

Wiliam Bonner ABANDONOU A COBERTURA DA COPA PARA COBRIR PROTESTOS.

Repórter da Globonews aparece numa imagem chocante com um baita de um buraco na testa, causado por um tiro de borracha da polícia.

Manifestantes saem às ruas em todo o Brasil e só no Rio de Janeiro, um levantamento rápido indica no mínimo 300 mil pessoas gritando contra o governo.

É notícia demais, é rápido demais, é incompreensível demais, é lindo demais. Ainda não dá para analisar o momento, nos cabe colaborar e participar.

De quebra, a FIAT tirou sua propaganda boba do ar porque o tiro saiu pela culatra e agora estão usando sua música tema como hino dos protestos.

Realmente é um momento sem palavras e é impossível negar: O GIGANTE ACORDOU.

JD Vital no Opinião Minas

agosto 21, 2012 by

Jornalista JD Vital comenta lançamento do livro “Como se faz um bispo” no programa Opinião Minas da Rede Minas.

Parte 1

Parte 2

Como se faz um bispo

agosto 11, 2012 by

Lançamento em Belo Horizonte do livro “Como se faz um bispo” do jornalista JD Vital.

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Dia 20 de agosto de 2012 às 19:30 no auditório da CEMIG, Av Barbacena 1200.

http://comosefazumbispo.wordpress.com

virada2010

abril 26, 2012 by

virada2010

Música – Sepultura / Kairos / Jean Dolabella

novembro 16, 2011 by

s2

O Sepultura sempre foi a minha banda preferida do coração. Às vezes mais, outras menos mas estamos lá, sempre juntos desde 94, 95 quando peguei o bonde andando e não desci mais.

O primeiro contato foi através da MTV que anunciava o clipe de Roots Bloody Roots e me incentivou a comprar o primeiro CD da banda, Roots.

Rapidamente percebi que existia uma grande e gloriosa história que precedia e construía uma base sólida e que nos traria ao fantástico Roots. Essa história era ilustrada por álbuns como Chaos AD, Arise, Schizophrenia, Benneath the Remains, Bestial Devastation e outros afora.
Pouco depois que elegi esta como a banda guia veio a primeira tragédia, Max Cavalera abandona o grupo.

Ferida incurável! Mas amenizada pela entrada do excelente Derrick Green.

O livro ‘Sepultura – toda a história’ ilustra melhor estes anos gloriosos até a transição para o vocalista americano.

Me senti culpado por não ter curtido a banda antes e vivenciado momentos históricos como o show que o Sepultura (com Max) fez com o Ramones e Raimundos em Belo Horizonte.

Haja visto que nenhuma das três bandas existem mais (pelo menos da forma como eram), quem foi neste show hoje em dia deveria excursionar pelo país fazendo palestras dizendo como foi aquela tarde histórica.

Como eu não podia mais me dar ao luxo de perder momentos históricos, quando o Sepultura anunciou o primeiro show em BH, em 1999 com o vocalista novo, eu, é claro, não poderia ficar de fora.

E sim! Foi histórico. Me lembro de estar grudado no palco como um metaleiro inconsequente quando de repente Andreas, Paulo, Igor e Derrick entram andando no palco, sem cerimônia e o ambiente vira uma panela de pressão prestes a explodir aos primeiros acordes de “Spit”. Foi foda, foi tenso, foi ducar*lho!

Vieram os discos Against, Roorback, Sepulnation, Dante XXI e etc, quando não mais que de repente Igor também anuncia, ‘estou fora!’

E agora, o que será do Sepultura? Jogar as baquetas, fechar o buteco? Não!! Para alegria geral da SEPULNATION eles conseguiram encaixar outro grande baterista Jean Dolabella e para alegria maior ainda dos belorizontinos old school de plantão o rapaz também era mineiro, beozonte, roqueiro, gente boa e de outra banda importante na história da cidade, o Diesel. Só restava saber se a química entre os novos quatro seria tão forte como aquela que um dia consagrou a banda.

O primeiro teste foi em outro show lendário que tive o prazer de testemunhar em Belo Horizonte. O primeiro do Sepultura com Jean na capital mineira. Sai de lá com excelentes sentimentos e com a impressão de que um helicóptero estava estacionado no palco durante a apresentação. Era a fúria bumbo duplo do ex-Diesel.

Se ao vivo o rapaz era digno de substituir um Cavalera restava a dúvida do estúdio. O seu primeiro disco A-lex dava dicas de que a nova arquitetura, apesar de ainda não estar 100%, poderia retomar os dias de paixão.

E foi então que finalmente, em 2011 o Sepultura finalmente se reencontra e, emanando o poder do Deus do Metal, lança aquele que talvez possa ser considerado o melhor disco desde o saudoso Roots de 95: KAIROS.


A banda estava completa. Harmonia, poder e sucesso. Num álbum que homenageia a sua própria história destacam-se os riffs bem construídos das guitarras a solidez do baixo e a potência destrutiva da bateria e do vocal.

Elogios vinham da Europa, dos EUA, do Brasil e do… Rock in Rio! Escalados para tocar no palco secundário o Sepultura bateu forte na cabeça e conseguiu abafar o tal do Glória (banda emo e sem história) que inexplicavelmente ($erá?) tocava no palco principal.

É, os bons dias estavam de volta. Para mim só faltava uma coisa, presenciar, em mais uma sequência de momentos históricos, a performance de Kairos ao vivo. E o tão aguardado dia chegou, numa sexta-feira: 11 do 11 do 11.

Que pena, mal sabia eu que este dia peculiar seria muito mais histórico do que eu imaginava…

O show em si foi quase impecável. ‘Quase’ porque cheguei atrasado e fiquei num lugar ridículo para assistir e também porque justamente achei que a banda iria valorizar mais a nova fase tocando mais músicas de Kairos/A-lex/afins do que os ditos ‘clássicos’ do Sepultura.

Apesar de serem músicas fantásticas criadas por 50% dos caras no palco, e que merecem total reconhecimento pela sua criação, ainda assim ver o novo Sepultura tocando qualquer coisa pré-Derrick, soa como banda cover. Principalmente quando boa parte do show é dedicada a estas músicas e a platéia, é claro, responde melhor a elas.

Eu, por ter feito o dever de casa, preferia um Kairos na íntegra com algumas do Dante XXI, A-lex, Roorback e, num determinado momento, aquele saudosismo com Desperate Cry, Troops of Doom, Inner Self, Territory e Roots Bloody Roots.

Mas tudo bem, seria hipocrisia minha reclamar de um show com um setlist privilegiado destes. Saí de lá novamente com a alma lavada e sensação de mundo melhor.

Hoje, quando estou lendo a resenha do show no Mondo Metal, logo abaixo da frase que diz que a competência de Jean Dolabella nas baquetas não fez ninguém sentir falta de Igor Cavalera, estava a notícia:

Após 5 anos, Jean Dolabella deixa o Sepultura.

Fui pego de surpresa! Como assim? Após a sintonia? Após Kairos? Após o tapa de luvas negras do Rock In Rio?

Não sei o que dizer…

Só resta novamente, agradecer ao Jean por também escrever páginas brilhantes na biografia da banda e mais uma vez desejar, do fundo do coração força e sorte ao SEPULTURA!

Tecnologia – Ubuntu e Eu [4]

maio 12, 2011 by

Ah, eu falhei! Eu sou um péssimo reviewer, desisto. Não que não tenha levado o plano de sobreviver com Ubuntu (e somente) no notebook à risca até hoje, 5 meses depois, mas falhei na narração de como foram estes dias “Windowsless” e cá entre nós, sinceramente falando, não voltei pra Microsoft ainda por preguiça.

Enfim, o Ubuntu é bom? É sim! É muito bom, e claro, de graça! Essa palavrinha linda, e no caso do Linux não vem acompanhada de armadilhas como nos “falsos-de-graça” de hoje em dia. À exemplo dos aplicativos para smartphones nos Market Places Android e Apple Store da vida onde você baixa o jogo/programa “de graça” e vem; ou recheado de propagandas insuportáveis ou é apenas um tira-gosto pra você comprar a versão FULL, essa palavrinha feia.

Mas ainda assim o Ubuntu tem uns probleminhas. É claro que talvez o problema seja eu e minha falta de vontade, mas um sistema que quer se popularizar não deveria, à primeira dificuldade, fechar a cara pro usuário e dizer “se vire” e sim adotar um espírito Santander do tipo “vamos fazer juntos?”

Para você ter idéia das dificuldades, não consegui instalar o Firefox 4 até hoje no computador porque não consegui! Eita burrice! Fui no site, fiz o download da versão para Linux mas não consegui achar jeito de clicar num arquivo e ele começar a instalar lindamente sozinho. Busquei ajuda porcamente aqui e ali no Google mas os fóruns longos, técnicos e fedendo a piadinha e gírias nerd me enjoam. Deixei pra lá.

Outro problema, esse sim mais grave, é o fato de estar achando o sistema consideravelmente mais lento. Às vezes abro 20 abas no Firefox e o bicho quase pede por favor para fazer alguma coisa. Se no meio destas tiver um ‘youtubezinho’ então, esquece.

Novamente busquei ajuda no Google sobre lentidão na internet no Ubuntu mas o resultado foi o mesmo.

Por fim, tem a inconveniência muito grande de não ter programas consagrados em versões livres e chic para Linux, à exemplo até mesmo de, pasme, Skype!

Não é que não tem Skype pro Ubuntu, tem sim, mas uma versão 2.0 com visual de 1970 que faz chorar de rir os usuários Windows 7 Skype 5.

Ainda assim, aquela vedete do momento, a tal da Cloud Computing Web 2.0 ajuda a minimizar boa parte deste lamento, uma vez que Facebook vai ser Facebook em qualquer navegador. Seja você preto, branco, Windows, Linux, Mac e quiçá; Android e iOS! O mesmo vale pro Gmail, Yahoo, Folha de São Paulo, Redtube 🙂 e companhia. O problema é que voltamos naquela questão da lentidão percebida.

E aí, como ficamos? Vim aqui me despedir e voltar pra Microsoft?
Ainda não, porque? Porque estou com preguiça. Além do mais vi no jornal que lançaram uma versão nova do Ubuntu então vou dar mais uma chance pro rapaz. Vou instalar a nova e QUEM SABE um dia, escrever alguma bobagem a respeito.

No mais, espero que o Google lance seu Chrome OS e possa assim adiar ainda mais o meu retorno cruel e insólito ao domínio do império.