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Música – Offspring em BH

janeiro 19, 2014

Eu não sou punk! Nunca fui. Não usei cabelo vermelho, rosa, verde, com parafina, corrente, calça rasgada, piercing, nada disso. No máximo um jeans surrado, um tênis furado e uma camisa preta de banda. E um cabelo desdrenhado. Mas nada radical, nada punk.

Apesar disso eu simpatizo com a idéia, com a filosofia, com o foda-se e principalmente, com o ritmo musical.

O punk enquanto ritmo são aqueles três acordes mal tocados, uma bateria acelerada e um meliante se esganiçando e provocando ao microfone.

O punk, penso, nasceu com os Sex Pistols na Inglaterra e virou Ramones na América. Gosto e respeito os dois.

Diga-se de passagem, “Ramones” não é uma marca de grife para estampar camisetas femininas, da mesma forma como é ridículo lojas caras venderem jeans rasgados e justamente por serem rasgados, são muito mais caros.

O que diriam os velhos punks mendigos que só tiveram um jeans na vida se pudessem receber royalties pela exploração comercial da moda que eles lançaram?

Meus primeiros contatos com o mundo do rock não vieram pelo Ramones ou Sex Pistols, mas sim pelo Green Day e pela MTV. E na época, Green Day era chamado de punk. Hoje eu tenho maturidade o suficiente para entender que, talvez um dia eles tenham brincado disso mas, naaa, deixa.

O punk de verdade, todos sabem, vai muito além da sonoridade e está muito mais ligado à atitude.

Está aí o Jim Morrisson, um grande e verdadeiro punk. Um baderneiro. Um cara que liga o foda-se sem desfazer o cabelo e no entanto o The Doors não é uma banda punk.

Mas o Green Day é. Ou era. Ou queriam que fosse.

O fato é que a primeira vez que ouvi When I Come Around achei muito legal e comprei o Dookie.

Considero, até hoje, o Dookie um dos meus melhores discos. Mas não acho que seja um disco puuuunk por assim dizer. É sim um disco cujo ritmo punk-rock é muito bem feito. Tá certo que os integrantes deviam ser uns drogados vivendo loucamente a juventude e o rock and roll e isso está intimamente ligado ao universo punk mas ainda sim rolava um quê de MTV demais. E ainda rola né.

Enfim, depois do Green Day busquei outras referências punk e acabei trombando com o Offspring cujos especialistas juravam que era muuuito melhor.

Comprei um tal de Smash e, PQP, que disco! Virei fã. Melhor ou pior que o Dookie? Não sei, esses rankings cansam. O importante era que eu tinha uma nova banda a adorar.

Foi então que depois do Smash lançaram Ixnay on the Hombre e achei bacana. Não conseguiram repetir a uniformidade de músicas boas do Smash mas ainda assim tinha Mota, Me and My Old Lady e o hit-MTV ‘All I want’.

Acho que foi aí que a coisa desandou, MTV!

O próximo disco, Americana, veio cheio de bobagens tipo Pretty Fly For a White Guy e Why DOn´t you get a job que foram ultra sucessos mundiais.

Aí foi aquela coisa, milhares de fãs da noite pro dia que nunca tinham ouvido Come Out and Play, Bad Habit ou até mesmo Self ESteem, e o pior, achavam que Offspring era essa bobagem alegrinha de “Uno, dos, tres, cuatro, cinco, cinco, seis”

Desisti! Larguei pra lá. Nunca mais procurei nada. Ignorei. Liguei o foda-se!

Duzentos anos depois, num certo Pop Rock Brasil, em Belo Horizonte, anunciaram Offspring como atração principal.

Fiquei curioso! Pensei, será que rola?

O problema era que, mesmo sem acompanhar nada da banda, o fato dela tocar num festival tão idiota quanto Pop Rock Brasil já não precisava dizer mais nada. Resolvi não ir.

De forma saudosista, olhei o setlist tocado e até vi que tinham músicas interessantes, claro! Mas não tive estômago para assistir NX Zero enquanto esperava o show principal. Ignorei.

Hoje, outros duzentos anos depois, ao passar pelo Chevrolet Hall, também em BH, vi um cartaz “The Offspring, 5 de fevereiro”.

Pensei, não estou fazendo naaada, quem sabe não rola uma nostalgia? E quem sabe não rola “Bad Habit”?

Vou conferir!

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20 de junho de 2013

junho 21, 2013

Há alguns anos atrás Lula era Presidente e sua popularidade não parava de bater recorde de aprovação. Recebeu prêmios internacionais e até Barack Obama falou que ele era “O cara”. Com tudo dando certo e surfando nessa onda positiva, Lula conseguiu ainda mais duas vitórias quase pessoais para a carreira, o Brasil iria sediar a Copa do Mundo de Futebol e ainda as Olimpíadas de 2016.

É claro que os céticos torceram o nariz e os ranzinzas começaram a reclamar mas o povo, ah o povo, este saltou de alegria e comemorou como nunca o anúncio. No dia, milhares de pessoas se reuniram (de tarde e no horário de expediente) nas areias das praias do Rio de Janeiro para fazer a “torcida” pelo Brasil e quando a vitória foi anunciada pronto, Carnaval.

Eu, que não gosto de futebol, não tenho time, não vejo jogo e repudio fanatismo alienista, ainda assim gosto da Copa do Mundo. Na verdade, não é que eu não gosto de futebol, não gosto é de fanatismo e como futebol no Brasil (no mundo?) é fanatismo… Pois bem, ainda assim pensei “vão acontecer maracutaias, o povo não vai falar de outra coisa, a mídia não vai falar de outra coisa e enfim tempos de torpor vão se instaurar no país.”

Mas não sei porque cargas d´água até eu comecei a achar que no final das contas a Copa no Brasil teria um saldo positivo. Roubalheira aconteceria, fanatismo aconteceria, alienação aconteceria mas ainda assim, no final das contas, o saldo seria positivo. No fundo queríamos sim receber o mundo, mostrar a todos que temos competência para organizar as cidades, receber turista, construir estádio, construir aeroporto, construir metrô, contar a história, nossa história, mostrar as cidades, não só Rio e São Paulo, mas Belo Horizonte, Recife, Brasília, coisas que geralmente não chegam lá fora. E além disso, deste sentimento de ansiedade de quem vai receber visita importante, havia a esperança de que obras importantes aconteceriam (mesmo que fosse às custas de safadeza). A tal da infraestrutura sairia do papel, aeroportos duplicados, modernizados, acesso aos estádios, novos estádios, metrô pra todo lado, hotéis, redes de telecomunicações 3G, 4G…

O tempo foi passando e nada.

A prefeitura de Belo Horizonte chegou a anunciar o tão sonhado metrô mas rapidamente jogou um balde de gelo em todos falando que as obras não seriam concluídas até o mundial, por isso não ia nem tentar. Ao invés disso lançaram o projeto do BRT. 

BRT…, BRT.

Pegaram a recém inaugurada Av. Cristiano Machado e jogaram tudo no lixo, quebraram tudo de novo. Tudo pelo BRT. Até hoje ninguém sabe ao certo como vai funcionar mas é a única obra anunciada e que de fato se vê alguma coisa. Curiosamente passa longe do Mineirão e de Confins mas é uma obra da Copa, BRT.

O tempo foi passando e começaram as notícias de obras pelo Brasil, obras nos estádios. E detalhe, todos atrasados. Começou uma corrida contra o tempo e com denúncia de tudo quanto é lado falando que era um atraso intencional com o objetivo de dispensar licitações na etapa final.

Brasília, que nem tem time de futebol, ganhou o estádio mais caro orçado em mais de um bi. Bilhão de reais.

Ronaldo, herói, homem gol, embaixador, vencedor, não desiste nunca e que foi pra delegacia num rolo com travestis, falou que não se faz Copa do Mundo com hospitais. Isso não foi agora, foi em 2011.

E de lá pra cá tudo foi acontecendo na mais absoluta normalidade. As notícias eram absurdas, como de costume, e a consequência dela não passava de um comentário, uma pauta a mais no bate-papo das pessoas no intervalo do cafézinho ou do almoço. 

Certa sexta-feira estive no aeroporto de Confins, na região metropolitana de BH, às 10 horas da noite e peguei um congestionamento monstro. Tudo parado, tudo travado. E não tinha problema no aeroporto, na estrada, na cidade, não tinha tempo fechado, não tinha evento, não tinha nada. Só tinha muita gente chegando ou partindo. Só tinha um aeroporto que não comportava o fluxo normal de uma sexta-feira a noite. Foi então que pensei “imagina na Copa”. 

Era o sentimento do Brasil inteiro. Com todas as notícias de obras que não aconteceram que a gente ia vendo o sentimento era um só “imagina na Copa”.

Um dia vi uma menina com uma camisa ainda mais interessante que dizia “imagina depois da Copa”.

Pois bem, o tempo foi passando e o grande teste para a Copa do Mundo chegou, a Copa das Confederações. Finalmente as autoridades foram revelando os verdadeiros planos para a Copa.

O que eu achei engraçado foi uma onda leviana que passou pela cabeça das pessoas com a idéia de que deveriam aproveitar a Copa no Brasil para também lucrar algum dinheiro. Ok! Ótimo, mas vender latinha de cerveja na porta do estádio não é empreendedorismo nenhum, é esmola, e o povo besta vendo a Copa mais cara de todos os tempos num país que não tem dinheiro para corrigir o salário mínimo dignamente fica feliz é justamente com esmola.

Mas nem isso deu certo. Os ingressos começaram a ser vendidos (Copa Confederações) e o plano de mobilidade urbana consiste em dar feriado para as pessoas e bloquear quarteirões ao redor do estádio, além de varrer mendigo das ruas e limpar (derrubar casas) áreas ocupadas próximas aos eventos.

Poucos dias antes da abertura aconteciam algumas greves em Minas e os grevistas ameaçavam timidamente arranhar a imagem do evento. E em São Paulo um grupo que protestava contra o aumento da passagem de ônibus fui trucidado pela polícia.

Normal. Tudo normal.

Chegou então o grande dia. O início oficial do grande teste para o Brasil mostrar ao mundo a sua verdadeira face.

“Brasil mostra a tua cara, quero ver quem paga pra gente ficar assim” – Já dizia Cazuza lá nos anos 80.

Todos reunidos para ver o primeiro jogo da Copa das Confederações, Brasil em campo, estádio cheio, festa bonita, mídia em festa e DE REPENTE, uma notícia que arrancou risada de todos. Risada no sentido de “QUE DOIDO MEU! Isso está acontecendo???”

Enquanto o Brasil sentava em frente a televisão para ver a repercussão que o mundo daria ao início do torneio, um grupo tocava o terror e manifestava do lado de fora do estádio.

Em plena abertura??? Foi sensacional!! Mas a PM mais uma vez agiu com rapidez, truculência e o movimento dispersado.

Dentro do estádio é a hora de ouvir o presidente da Fifa e a presidente do Brasil, Joseph Blatter e Dilma Rouseff.

Uma inacreditável, alta e sonoríssima vaia ecoou por todo o planeta dizendo “essa é pra vocês, mas não é tudo, vocês não perdem por esperar!”

A opinião pública se dividiu, pôxa que feio, vaiando a Presidente?

Me lembro de uma música bonita que o Gabriel Pensador fez para o Collor em 92 que dizia “hoje estou feliz, matei o presidente”.

De lá pra cá os videos da PM batendo nos estudantes e na mídia correram o mundo e isso deu força não para que os estudantes se acoassem, mas para que reunissem o ódio guardado no coração e convocassem manifestações ainda maiores. 

Como quem diz “ontem éramos 10mil, hoje somos 20, vai fazer o que, me bater?” E como um vírus o Brasil pegou fogo. Tudo que estava na garganta há 1 semana, 1 mês, 4 anos, 10 anos, 50 anos, 500 anos resolveu sair de uma só vez.

I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!

No país do futebol, em plena Copa das Confederações, a última notícia do jornal é futebol.

Chegamos ao extremo utópico fantástico de hoje, 20 de junho de 2013 ver a Rede Globo de Televisão DEIXAR DE TRANSMITIR UM JOGO OFICIAL DA COPA PARA FAZER COBERTURA DE PROTESTOS.

Ontem, no segundo jogo da seleção brasileira, milhares de manifestantes tentaram IMPEDIR O ACESSO DO ÔNIBUS DA SELEÇÃO AO ESTÁDIO.

Wiliam Bonner ABANDONOU A COBERTURA DA COPA PARA COBRIR PROTESTOS.

Repórter da Globonews aparece numa imagem chocante com um baita de um buraco na testa, causado por um tiro de borracha da polícia.

Manifestantes saem às ruas em todo o Brasil e só no Rio de Janeiro, um levantamento rápido indica no mínimo 300 mil pessoas gritando contra o governo.

É notícia demais, é rápido demais, é incompreensível demais, é lindo demais. Ainda não dá para analisar o momento, nos cabe colaborar e participar.

De quebra, a FIAT tirou sua propaganda boba do ar porque o tiro saiu pela culatra e agora estão usando sua música tema como hino dos protestos.

Realmente é um momento sem palavras e é impossível negar: O GIGANTE ACORDOU.

Música – Guns n Roses em BH

janeiro 7, 2010

Certa vez, há exatos 17 anos, quando eu tinha 12, influenciado por primos mais velhos e procurando a música November Rain, comprei a fita K7 do disco Appetite for Destruction do Guns n´Roses. Passada a decepção de não encontrar a tal música, fiquei feliz com a já farofa Sweet Child O´Mine e também com todas as outras que viria a adorar.

Junto com a fita comprei meu primeiro Walkman e tive o prazer de ouví-la à exaustão sempre de cabo a rabo. Anos mais tarde o Discman aposentou o Walk e a fita foi deixada de lado até que, ainda mais tarde, já passeando de carango com um velho rádio toca fitas, a fitinha do Guns reapareceu trazendo de volta a alegria daqueles anos.

Depois do Appetite, já em CD (e posteriormente somente em MP3) conheci o User Your Illusion I e II, Spaghetti Incident, GNR Lies e o ótimo Live Era mas nenhum deles era (por inteiro) tão bom  quanto aquele da fitinha.

LADO A
Welcome to the Jungle
It´s so Easy
Nightrain
Out ta Get me
Mr Brownstone
Paradise City
LADO B
My Michelle
Think About You
Sweet child O´mine
You´re Crazy
Anything Goes
Rocket Queen

Em 2001 o novo e desacreditado Guns n´Roses se apresentou no Rock In Rio 3 e eu assisti a apresentação ao vivo pela TV com o frio na barriga de quem estivesse lá e ao ouvir os velhos clássicos na voz gorda e rouca de Axl percebi que ainda assim aquelas canções tinham muita força e justificavam a investida. Na oportunidade, Mr.Rose falou sobre o lançamento do próximo disco Chinese Democracy.

Em 2008, milhares de anos depois da promessa, é finalmente apresentado ao público (não sem antes vazar na internet e quase levar um hacker à prisão) o famigerado (e fraco) álbum.

É assim que chegamos em 2010 e a notícia da turnê mundial do Guns n´Roses talvez passasse batida, não fossem dois nomes singelos, fortes, bonitos e demasiadamente maravilhosos:

BRASIL – BELO HORIZONTE

10 de março, Mineirinho

Said anything gooooOOOooOOOoooOOoooooOOooeeeeEEEss tonight.

Tecnologia – Street View Belo Horizonte

agosto 13, 2009

Em breve o internauta mundial poderá desfrutar de um simpático passeio virtual pelas ruas de Belo Horizonte. A cidade, junto de Rio de Janeiro e São Paulo, foi escolhida para início do projeto Street View no Brasil.

O Street View é aquele velho serviço sensacional do Google, disponível no primeiro mundo, onde o usuário ‘entra‘ dentro de uma foto de 360 graus, capturada no nível da rua e vive a experiência extra sensorial de divagar (ou dirigir) por aí. Podemos passear pela Torre Eiffel, Casa Branca e inúmeros outros locais ou itinerários tão quanto, ou nem tão, famosos.

Não podemos, é claro, deixar de lembrar as polêmicas do StreetView. Como por exemplo as pessoas que não gostaram da divulgação da fachada de suas casas, placa de carro, gente saindo de sex shop e por aí vai. Mas não tem problema, venha St.View venha!

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Torre Eiffel, Paris

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Casa Branca, Washington

Atualmente já existe um serviço parecido com o Street View atuando em diversas cidades brasileiras, o 360 cities.

Em Belo Horizonte é possível navegar pela Praça do Papa, Praça da Liberdade ou Igrejinha da Pampulha. Mas o 360 é muito limitado, ele cobre apenas um ponto, uma foto. Já o Street View cobre um itinerário e vasculha quarteirões inteiros.

A FIAT fez uma parceria com o Google para iniciar, o quanto antes, a cobertura das cidades escolhidas e disponibilizou 30 Stilos para instalar as super câmeras panorâmicas que dão o efeito mágico.

Existe até um canal no YouTube para promover a parceria e divulgar o andamento dos trabalhos.

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Fiquei pensando, qual itinerário de Belo Horizonte ficaria bonito na fita?

Poderia ser a orla da Lagoa da Pampulha.. Ou, quem sabe, a grandiosidade da Feira Hippie (haja rosto para borrar). Talvez uma volta pelo Mercado Central ou também pela zona boêmia (entornos da Guaicurus). Quem sabe ainda a Av. Bandeirantes ou Amazonas.

UFMG, Mineirão, Centro Administrativo, Serra do Curral… Esta porém só pode do lado de cá, pois o lado de lá (devastado pelas mineradoras) seria uma triste verdade inconveniente, bem como o alto da Afonso Pena após as 18.

Já imaginou, as “meninas” dando tchau?

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Música – Festival de JAZZ da Savassi

agosto 12, 2009

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Festa maravilhosa!! Várias ruas da Savassi fechadas formando um grande quarteirão de festa e carnaval, com um pequeno detalhe, Jazz!

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Savassi Festival 2009

O Savassi Festival: Jazz & Lounge é um festival anual de música instrumental realizado no espaço público, com franquia gratuita. Realizado desde 2003, tem aumentado o seu escopo e público a cada ano, alcançando cerca de 23.000 pessoas em 2008. Em 2006 foi alçado à condição de evento oficial da cidade de Belo Horizonte. Desponta, a passos firmes, como o maior festival de jazz do Brasil em termos de público e obtém, a cada ano, maior repercussão na mídia.

Savassi Festival 2009

Festival ao ar livre com jazz e música instrumental

Dia 7 de setembro
Rua Antônio de Albuquerque, entre Sergipe e Praça da Savassi
Rua Alagoas, entre Av. Getúlio Vargas e Av. Cristovão Colombo


Palco Alagoas

13:00h-14:00h: DJ Alexandre de Sena
14:00h-15:15h: Diapasão
15:15h-16:00h: DJ Alexandre de Sena
16:00h-17:15h: Márcio Hallack convida Nivaldo Ornelas (BH/RJ)
17:15h-18:00h: DJ Alexandre de Sena
18:00h-19:15h: Idriss Boudrioua Base & Brass (França/RJ)
19:15h-20:00h: DJ Davi Gardoni
20:00h-21:15h: Carla Cook (USA)
21:15h-22:00h: DJ Davi Gardoni


Palco TIM

13:00h-14:00h: DJ Fred Lavorato
14:00h-15:15h: A Inevitável Experiência Acústica
15:15h-16:00h: DJ Fred Lavorato
16:00h-17:15h: Foco (RJ)
17:15h-18:00h: DJ Fred Lavorato
18:00h-19:15h: Juarez Maciel convida Bocato (SP)
19:15h-20:00h: DJ Cubanito
20:00h-21:15h: Rádio Suingue (RJ)
21:15h-22:00h: DJ Cubanito convida Bill Lucas e Rafael Leite


Palco Stella Artois

13:00h-14:00h: DJ Penélope
14:00h-15:15h: Eduardo Machado Quarteto (SP)
15:15h-16:00h: DJ Penélope
16:00h-17:15h: Lado B
17:15h-18:00h: DJ Penélope
18:00h-19:15h: Donny McCaslin (USA)
19:15h-20:00h: DJ Fausto
20:00h-21:15h: Banda Savana Jazz (SP)
21:15h-22:00h: DJ Fausto

Palco Jazzy Petrobras

13:00h-15:00h DJ Cateb
15:00h-16:30h DJ De La Musique
16:30h-18:00h Live PA Yubaba (Cyberset Rec)
18:30h-20:00h Live PA Trotter (Royal Soul Records)
20:00h-22:00h Bittencourt


Música – Show Marcelo Camelo no Music Hall

junho 1, 2009

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Quase 7 meses se passaram da primeira apresentação solo de Marcelo Camelo em Belo Horizonte. Nesse meio tempo foi possível digerir melhor o disco ‘Sou‘ e retirar o resto de ansiedade e expectativas ‘hermânicas’ que poderiam se manifestar com relação ao show. Na verdade, nesse meio tempo eu tive até o privilégio de assistir um show do Los Hermanos. Talvez estivesse ali exorcizando os últimos demônios, ou, quem sabe, fechando a tampa do caixão.

O show do Los Hermanos foi estranho. As músicas eram ótimas, a banda perfeita, a platéia, o ambiente mas faltou alguma coisa. Talvez o Radiohead tenha sugado todo o clima. Talvez era só o momento errado. Eu sei é que eu não saí de lá ávido por novidades neste sentido e sim com o pensamento de ‘dê mais tempo ao tempo‘. Talvez um show hoje só de Los Hermanos fosse diferente, mas mesmo assim não passa pela cabeça de ninguém pensar no fim definitivo da banda. Já o Camelo, em recente entrevista ao portal UAI do Estado de Minas, quando perguntado se os fãs poderão ver o Los tocando novamente, foi preocupante: “Não temos estes planos.”.

E assim, olhando para o futuro, chegamos ao Music Hall para um show mais intimista do poeta. Eu achei que a liberdade da pista, em oposição à vigilância dos assentos marcados do Palácio das Artes, proporcionaria um show mais memorável. Mas a verdade é que liberdade demais é um perigo. Você dança, canta, levanta os braços, bate palmas, vai ao banheiro, encontra um conhecido, bate um papo, pega uma cerveja, volta ao banheiro, vai pra fila, compra ficha, fica perdido, volta pra turma e nesse meio tempo o show rolando… No Palácio das Artes, vez por outra acontecia um silêncio sepulcral onde o violão, a voz e acompanhamentos ganhavam destaque e, com este clima, fascinada pelo espetáculo, a platéia não perdia um único movimento sequer.

No Music Hall, mesmo tendo tocado o disco inteiro e algumas ‘extra‘ deu aquela sensação de show curto. Talvez justamente porque ninguém queria que acabasse mas o importante é que voltamos pra casa de coração e alma lavada mais uma vez.

O que mais chama a atenção (no Camelo e no Los Hermanos) é a participação da platéia que, como sempre, não se limita a refrões, cantaria tudo até de trás-para-frente se fosse solicitado.

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Sozinho, Marcelo Camelo entrou no palco e abriu o show com Passeando. Em seguida, já com o Hurtmold posicionado, veio Téo e a Gaivota, Tudo Passa e daí pra frente só alegria. Dizem (não vi) que, durante a música Janta (parceria de Marcelo com Mallu Magalhães) ele se emocionou. Nessa altura a Providência que eu tinha tomado ‘mais logo’ já não me permitia discernir entre um Camelo choroso ou um Marcelo apaixonado, só sei que, quando rola Los Hermanos, aí é que tudo desaba mesmo, não tem jeito.

Poisé e Além do Que Se Vê, como se já não fossem extraordinárias, quando executadas ao violão ganham brillho novo e o povo transborda em catarse. Morena não tenho certeza se rolou ou se sonhei mas Santa Chuva também terá sempre o seu lugar. Um dia perfeito seria acompanhar um dueto entre Camelo e Maria Rita nesta canção.

De repente, sem aviso e sem graça o show acabou. Será que foi demasiadamente curto ou demasiadamente bom? Com certeza os dois.

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Felizmente, para os ausentes e para os desmemoriados, existe o YouTube que não me deixa mentir.

Mais Tarde e Janta

Santa Chuva

Pois É

Menina Bordada

É morena…

Música – Show do Iron encheu!!

março 19, 2009

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Valei-me São Francisco!! Ó Minas Gerais, verás que um filho teu não foge à luta!! E assim, contrariando as expectativas, o show do Iron Maiden na capital  não decepcionou e fez tremer as paredes do Mineirinho.

Como sempre ocorre nestes eventos (show do Iron) o público foi um show à parte. Sem briga, sem tumulto, sem confusão, sem correria, sem nada! Apenas uma mancha negra enfileirada para entrar no templo e rezar sua missa. De contra-tempo só um ou outro que exagerou na bebida e ficava ali, sentado, deitado, vomitado no seu cantinho sem incomodar ninguém. Do lado de dentro era festa. Quando o show começou então, ouvia-se em uníssono “Maiden! Maiden! Maiden!” Repetindo o espetáculo de todos os outros lugares por onde passa.

O setlist foi praticamente o mesmo dos outros shows no Brasil e igualmente emocionante. Mesmo sabendo que Aces High seria a primeira, quando começa, você chora. Sabendo que ia rolar Wrathchild, quando começa, você chora. Sabendo que em Fear Of The Dark o coral ia ser estrondoso, quando começa, você chora. Sabendo que no intervalo pro Bis, a volta seria ao som da introdução de Number Of The Beast, quando começa, você chora. Sabendo que o Eddie ia aparecer, quando aparece… é lindo demais.

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Fotos Jornal O Tempo

Música – BH posta à prova

março 16, 2009
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Iron Maiden ontem em São Paulo

À 2 dias do dia mais histórico de todos (para os fans de rock de Minas Gerais), uma pergunta não quer calar: vai encher?

Na quarta-feira, 18 de março, Belo Horizonte vai ver o sonho de muitos de seus filhos virar realidade, vai receber em seus palcos o show de uma das maiores bandas (se não a maior) de heavy metal de todos os tempos, o Iron Maiden.

Mas nem tudo vai bem, o que aconteceu?

O público mineiro não tem a fama muito boa, apesar de se declararem os mais roqueiros do Brasil e, dizerem, repudiar outros estilos como AxéMusic, Forró, Sertanejo, Pagode e funk, quando o negócio é enfiar a mão no bolso e ir ao show eles escorregam e saem fora.

Quando uma banda grande anuncia shows no Brasil (e BH fica gentilmente incluída FORA das cidades) o mineiro (belorizontino) torce o nariz, chora, reclama e vai pro buteco resmungar. Quando uma banda se arrisca a passar por aqui, ao invés do público dar o recado e comparecer, ele some.

Desculpas não faltam, pode ser o ingresso caro, pode ser início de mês, pode ser meio de mês, pode ser final de mês, pode ser uma dor de barriga, pode ser Mineirinho, pode ser show no meio da semana, desculpa não falta.

Há quem diga que mineiro é jacu mesmo!

O público não tem dinheiro para ver o Iron Maiden mas os shows no Palácio das Artes esgotam ingresso. Tudo bem, é outro público. Mas e as festas de Axé e Eletrônika? Tudo esgotado. Metaleiro é pobre? Metaleiro de Minas é pobre?

A vinda do Iron a Belo Horizonte vai ser um marco na história da cidade, bom ou ruim. Muitas pessoas comemoram a chance de ver um show deste porte, outras odiaram, pois agora ficou mais difícil arrumar uma desculpa.

Nem tudo são flores, realmente o ingresso está caro (100 arquibancada e 150 pista, ingressos de estudante) e além disso o local do show tem milhares de desafetos declarados, o Mineirinho.

Mas quer saber o que eu acho disso? BH já era! Quem quer ir no show VAI e quem não quer NÃO VAI! Não precisa ficar arrumando desculpazinha de não entro no Mineirinho ou está ridiculamente caro. Vai me dizer que é preferível pagar 10 reais num ingresso para ver o show em São Paulo do que pagar 150 pra ver em BH? E os custos com a viagem?

A turnê brasileira do Iron Maiden começou por Manaus e, por lá, 15 mil fanáticos lotaram o local do show. No Rio foram 22 mil e em São Paulo incríveis 63 mil! Em BH, até semana passada, segundo o site Mondo Metal, apenas 6 mil ingressos (dos 20 mil à venda) haviam sido vendidos. Pode ser que na reta final os números se alterem. Caso isso não aconteça, podemos nos despedir dos shows relevantes para sempre e abraçar a causa: BH é uma roça!!

Faltam 2 dias.

BH ontem

fevereiro 3, 2009

Fotos Estado de Minas e Portal UAI

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Música – Iron Maiden em BH!!

janeiro 20, 2009

Se as previsões e fofocas se confirmarem, 2009 vai ser o ano mais caro de todos os tempos! Pelo menos pros fãs de música, haja vista a enorme quantidade e variedade de shows agendados pro país.

Que o Iron Maiden ia voltar ao Brasil, um ano após o show que fui no Pacaembu em São Paulo, para várias apresentações em 2009, todo mundo já sabia. Agora o site Mondo Metal trás uma notícia daquelas! Segundo eles já está confirmado para o dia 18 de março o show do Maiden em BELO HORIZONTE!! E agora, o que dizer? Vem Comigo moçada!!

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