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Tecnologia – Ipad 2, a novela

março 2, 2011

Chegou ao fim hoje a última novela dos tempos modernos chamada Ipad 2. Já faz alguns meses que a internet vinha acumulando especulação sobre o sucessor do aparelho eletrônico de aceitação mais rápida de todos os tempos, o Ipad.

O volume de especulação foi tão grande, que o aguardado lançamento da 2ª versão do tablet serviu mais para para ver quem estava mais certo ou errado do que para realmente supreender alguém. E naturalmente, com tantos palpites ficou difícil para a Apple lançar alguma coisa que fosse realmente inédita.

Boa surpresa mesmo ficou por conta da participação do apresentador oficial do aparelho, o mestre Steve Jobs. Ele que anda afastado por motivos de saúde abriu exceção na agenda para mais uma vez brilhar diante dos olhos do mundo protagonizando mais um capítulo da história da eletrônica moderna.

Sem atrasos e transmitido ao vivo via blogs e twitters mundo afora, o evento decepcionou por não ter uma transmissão oficial de video. Mas isso não diminuiu a emoção de quem pregou os olhos no computador, à partir das 15h (de Brasília) para acompanhar os pronunciamentos ao vivo.

Mesmo após meses de especulação e terabytes de palpites na net, ninguém poderia dizer ao certo que o aguardado Ipad 2 seria anunciado hoje, afinal de contas a Apple não deu uma única palavra oficial a respeito.

Foram meses de notícias (sensacionalistas ou não) que diziam ter flagrado um case novo da Apple com buraco para câmera, o que evidenciaria a presença das mesmas no novo aparelho. Ou então uma característica no novo iOS que sugeriria uma resolução de tela maior. Fornecedores chineses também comentavam a presença de um slot de cartão de memória ou speaker maiores. Um suposto protótipo do Ipad 2 chegou inclusive a ser fotografado “por acaso” na última CES ocorrida em janeiro último.

O fato é que os rumores ficaram tão grandes e faziam tanto sentido que eram visto como um upgrade natural e não como uma boa novidade que seria anunciada. Diante da avalanche, a Apple se calou.

Enquanto isso no resto do mundo, toodos os outros fabricantes correm atrás do seu próprio tablet, numa corrida muito parecida com aquela que causou a febre dos netbooks tempos atrás. Netbooks estes que foram assassinados pela própria Apple (e Jobs) quando lançou a primeira versão do Ipad dizendo que um netbook simplesmente não era bom para nada.

Assim que o evento começou a melhor surpresa do dia apareceu e a internet explodiu de mensagens como “Steve Jobs on stage“. A sua simples presença no palco já é motivo de euforia para todos os geeks do planeta e (certamente) desespero para toda concorrência.

Nós temos trabalhado muito nisso e eu não queria perder este momento” – disse Steve em seu habitual traje preto enquanto apresentava as façanhas do Ipad 1 que vão desde sua incrível receita de vendas de 9 bilhões de dólares para os cofres da Apple até a sua fantástica incorporação no dia a dia de pessoas tão diferentes como músicos, médicos, professores, empresários e, é claro, os nerds (que hoje são chamados de geeks).

Após 20 minutos de ‘show’ finalmente o momento que todos aguardam. Sim, a Apple vai lançar hoje o sucessor do Ipad e sim, ele se chama Ipad 2. Mais fino, mais leve, mais rápido, câmeras e o mesmo preço. Basicamente é este o dispositivo que na opinião da Apple vai ser “o” aparelho de 2011 da mesma forma que o antecessor reinou (e fez história) em 2010.

Após a apresentação, com apostadores fazendo logoff de suas sessões virtuais e colhendo méritos e fracassos de seus palpites, chegou a hora de olhar com mais calma o que de fato é o novo Ipad. E com a mesma intensidade especulatória dos últimos dias, começaram a surgir os textos analisando o novo lançamento.

Dentre eles um comentário da PC Magazine me chamou a atenção. E ele dizia que uma fonte segura da Apple (claro) comentou que não se deveria esperar grandes coisas do Ipad 2, porque eles tiveram problemas de desenvolvimento e para cumprir cronograma fizeram o lançamento sem uma grande novidade, mas que a terceira geração do aparelho, esta sim te faria cantar e dançar.

Ou seja, bem no estilo Rede Globo que já exibe cenas da próxima novela antes mesmo da atual ter o seu esperado último capítulo, mal mal o Ipad 2 foi anunciado e já começa a novela IPAD 3. É mole? Agora sim, bem vindo a 2011.

 

 

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Tecnologia – Ubuntu e Eu [2]

janeiro 12, 2011

DOWNLOAD

O primeiro passo da nossa jornada rumo à liberdade de espírito é justamente conseguir o Ubuntu! E como não poderia deixar de ser, consegui-o-o gratuitamente no site do projeto www.ubuntu.com.

Qual versão baixar? Bem, a última! Claro. Mas foi só depois de baixar que eu vi que existe uma versão do sistema especialmente desenvolvida para Netbooks e que pode ser encontrada aqui.

Antes de começar vamos falar da minha máquina para ilustrar melhor a história. Pretendo instalar o Ubuntu no meu netbook que é um Asus EEEPC 1002HA com processador de 1.6GHz, 160GB de HD, 1GB de memória RAM, wireless, video integrado, bluetooth, webcam e etc.

Infelizmente, na correria eu acabei baixando a versão 10.10 32bit (a última até o momento) para Desktop do Ubuntu. Mas como eu rodo o Windows 7 – 32bit sem problemas, acredito que vai ser fichinha pro Net. Se der certo mesmo pode ser que no futuro troque pela versão Net.

EXPECTATIVA

Agora uma questão filosófica, quais as minhas necessidades computacionais atuais? Na reta final do curso de Engenharia Eletrônica eu precisava de uns softwares bem específicos que eu nem ousei pesquisar se tinha versão para Linux, tipo Matlab, Siemens Step7, Logo, Wizcon, WinHP, compilador Arduíno e etc. Mas agora que o suplício acabou as necessidades ficaram bem mais modestas, mas ainda assim com certo desejo de qualidade.

Hardware

Eu preciso de um sistema operacional que converse bem com o hardware disponível e de preferência, identifique e configure tudo automaticamente. Ou seja, a placa de rede cabeada e wireless, além do bluetooth, speaker, video, microfone, webcam, mouse touchpad, leitor de cartão e portas USB tem que funcionar perfeitamente.

Software

Alguns programas são básicos para a sobrevivência de qualquer pessoa no ano de 2OOZY como um editor de texto, planilha e apresentação. Bem como PDF, imagens, player de música, player de video, editor de video (estilo Windows Movie Maker), Itunes e também os programas feitos para CLOUD COMPUTING (nome chic pra caramba).

Internet

A vida hoje é online e online devemos ficar. E como temos Firefox para Linux, então ‘seus problemas se acabaram-se‘. Mas ainda assim quero ver o suporte e a performance do bicho para rodar Flash (contrariando os desejos da Apple), Java e demais páginas. Bem como aqueles serviços fundamentais como os Instant Messengers MSN, Google Talk, Skype, Facebook, Myspace e outros jovens à vista.

Pergunta: o Ubuntu vai me oferecer tudo isso? E mais, EU saberei saborear estes recursos do Ubuntu? Vamos que vamos.

Programa baixado, é hora de instalar.

BACKUP

Antes de instalar, uma vez que vamos formatar geral, é importante fazer um backup bacana dos seus arquivos atuais. No meu caso, são cerca de 100GB de backup. Como o netbook não tem drive de cd, muito menos de blue-ray, o jeito é fazer o backup via pendrive ou rede. Hmmmmmm, 100GB em pendrive? Não, vamos via rede. E ainda assim foi um parto! 2 dias de conexão wireless inconstante e uma taxa máxima de transferência de 2MB/s. O grande problema é que você não pode simplesmente selecionar tudo e mandar copiar porque de tempos em tempos dá pau e você tem que clicar num ‘Continuar‘ ou simplesmente recomeçar o processo. Para monitorar a transação do netbook para desktop, utilizei o excelente site Logmein que permite controle remoto do computador e é tema de um futuro post, quem sabe.

 

PENDRIVE DE BOOT

Para instalar um sistema operacional novo numa máquina que não tem drive óptico (nem disquetes, diga-se de passagem) é possível fazê-lo através de um drive de CD externo, conectado via USB ou simplesmente através de um pendrive de boot, (‘bootável’, como dizem). Pode ser feito também via LAN, mas vamos de pendrive mesmo.

Peguei o meu pendrive guerreiro de 4GB e formatei em NTFS, seguindo os procedimentos que eu tinha num antigo roteiro que ensinava a fazer justamente um pendrive bootável. Foi então que percebi o problema de não conseguir dar boot na unidade, porque era NTFS. Reformatei rapidamente em FAT32 e deu tudo certo. Mas como fazer?

1) Entre nas configurações da BIOS do seu computador, opções de BOOT e habilite a opção de dar boot a partir de um pendrive (ou flash unit, flash memory…) É claro que o computador tem que ter suporte a isso, mas os mais novos todos tem.

2) Prepare o pendrive bootável do Ubuntu. Como fazer? Nesta página tem os procedimentos rápidos e simples de como criar. Basicamente você precisa instalar o Universal-USB-installer e a partir dele indicar onde está o arquivo ISO (que baixamos do site do Ubuntu) e qual o pendrive a ser transformado. Sem segredo. Feito isso podemos finalmente começar a saga!

E isso será assunto para a parte [3].

Tecnologia – Piratas chineses não perdem tempo

maio 31, 2010

IPED

Apple

abril 16, 2010

Como você leu o título deste post:

Épôu ou Êipôu?

Há muito tempo atrás numa galáxia muito muito distante quando existia uma banda chamada Aborto Elétrico, havia também uma propaganda de cursinho de inglês onde um cara dizia:

Cara, você fala inglês? Vamos ali comigo naquelas gatas!

Aí o infeliz chegava pras meninas e dizia:

Hi, I like ‘êipôus’ and ‘melançaises’” – Pecando ao errar a pronúncia correta de apple e por inventar um novo  nome para melancia.

E daí? Então, estes dias eu tenho ouvido tanta gente falar ‘êipou‘, ‘êipou‘, ‘êipou‘ que comecei a ficar até na dúvida. O correto é ‘eipou’ ou ‘épou’?

É ÉPÔU CACETE!!!!!!!!!!!!!!

Repita 10 vezes para nunca mais errar:

ÉPÔU!

APPLE!

ÉPÔU!

APPLE!

ÉPÔU!

APPLE!

ÉPÔU!

APPLE!

ÉPÔU!

APPLE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Tecnologia – Microsoft + Yahoo! vs Google

julho 31, 2009

Certa vez uma professora me disse “o poder é indestrutível, o pessoal briga, briga, briga, faz oposição, pra que? Para tomar o poder.”

A Microsoft está hoje numa situação favorecida por conta de uma visão de negócio bem sucedida em outras épocas e também por incrível talento comercial. Veja bem, comercial e não técnico. O importante não é saber fazer, mas ser amigo de quem sabe, ou no caso da Microsoft, copiar mesmo.

Já o Google apareceu com serviços miraculosos que saltaram aos olhos de todos e ainda convenceu o mundo de que era possível ter soluções de qualidade e gratuitas. Hoje vemos que o gratuito não é bem fruto de mágica e sim de patrocínio e que o interesse do Google no comportamento dos usuários é sim preocupante.

Tempos atrás, falando em informática, haviam dois pólos principais no mundo, a Microsoft e a Apple. Quase que o bem contra o mau. A Microsoft fornecia soluções copiadas em larga escala a preços acessíveis (quase sempre com produtos porcos e defeituosos) já a Apple não só trazia inovações como lançava tendências, porém, para um público limitado e disposto a investir em tecnologia.

Hoje vemos que a Apple também não é lá flor que se cheire, mesmo mantendo razoável frequência em bons lançamentos (de hardware como Iphone, Ipod, Imac etc) vez por outra alguma tacada comercial deixa os fãs mais histéricos com a pulguinha atrás da orelha. Porque o bluetooth do Iphone é limitado para fone de ouvido e para enviar arquivos para outro dispositivo preciso utilizar o serviço pago de uma operadora? Porque só lançaram, a princípio, o Iphone pela AT&T? Pois é, quem tem o poder dita regras.

O Google, principal frente anti-Microsoft, já começa a mostrar as garrinhas e preocupar os usuários e como se não bastasse, o Yahoo agora cedeu a pressão e entrou para família Gates.

Será que é possível um software realmente gratuito e realmente de qualidade que podemos confiar? O Google ia bem, mas vale lembrar que o Google é uma corporação. Não confie em corporações pois eles tem objetivos financeiros.

Nestas horas nos lembramos do exemplo do Linux e da Mozilla Foundation (Firefox), rede internacional de colaboração mútua visando o bem estar geral. Será que podemos confiar nisso? Até agora sim.

Mas com esta história de fusão na informática, eu só sei de uma coisa…

E agora, quem poderá nos defender?

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Tecnologia – A Palm contra-ataca

fevereiro 7, 2009

palmpre

Faz pouco tempo (coisa de umas duas semanas), a Palm resurgiu das trevas e botou lenha no acirradíssimo mercado de smartphones. O seu tão esperado novo aparelho de ponta finalmente foi apresentado ao público e não decepcionou, bateu de frente com o Iphone

Design elegante, hardware de primeira e sistema operacional inovador, içaram o Palm Pre à condição de ‘bola da vez‘ em rodinhas de fofocas tecnológicas. 

palmpre2

Conseguirá este, derrubar a Apple e, o mais difícil, tirar a Palm da alcunha de EX-empresa de sucesso? Só o tempo dirá. Apesar de ainda ter fans espalhados pelo mundo o fato é que a Palm não só deixou a concorrência passar à frente como decepcionou os próprios filhos. Eu mesmo sou ressentido com ela e não vai ser qualquer aparelhozinho que vai fazer eu quebrar a promessa de nunca mais falar bem deste nome. 

Agora.., nunca diga nunca.

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Visite o HOTSITE do aparelho.

Tecnologia – Do mp3 ao mp9

janeiro 15, 2009

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Primeiro Deus fez o mp3 e então a vida começou.

Quando formos escrever a nossa própria bíblia para deixar aos povos futuros poderíamos começar com esta frase (em paródia à original “e fez-se luz“, ou algo parecido).

Pois bem, o MP3 foi uma das invenções mais explêndidas que pude ver nascer. Se hoje o pendrive que carrego no peito tem a capacidade de armazenar em torno de 2000 músicas, ou mais de 100 álbuns, isso tudo se deve ao formato mp3 que compactou o arquivo original de música digital mantendo a qualidade (ouvível) do CD.

Tá certo que no mesmo pendrive de 8 GB caberiam também muitos arquivos no formato WAV, mas não fosse o MP3 surgindo no momento que surgiu e impulsionando toda uma geração tecnológica, o nosso desenvolvimento certamente seria diferente.

O fato é que logo começaram a surgir Discmans que realizavam a proeza ler um CD recheado de MP3. Então, perceberam que o CD não era a melhor coisa do mundo. Exigia cuidados para gravar, manusear, guardar e mesmo assim arranhava, descascava e mofava. Resolveram manter o formato e mudar a mídia, começaram a aparecer os players com memória embutida. Muito bom, mas o CD ainda tinha suas vantagens. Se o seu player tivesse uma memória de 256MB ou 512, o CD, além de possuir mais espaço (650MB na época) tinha a facilidade de te permitir andar com uma sacola com diversos CDs.

Este pequeno problema foi resolvido com o avanço da tecnologia das memórias flash e a sua miniaturização permitiu colocar cada vez mais informação em espaços cada vez menores. Ou seja, 2, 4 ou 8 GB dão e sobram.

O fato é que a Apple lançou o melhor MP3 player do mercado que unia tecnologia de ponta, inovação, bom gosto e qualidade: o IPOD. Um sonho de consumo para 10 entre 10 pessoas das quais apenas 0,1 poderiam comprar (uma vez que os preços eram e ainda são caríssimos).

No outro lado da história e visando, talvez, a democratização da tecnologia, começaram a aparecer as marcas genéricas. Algumas muito boas já outras, quase descartáveis. Passaram a chamar estes aparelhos então de “MP3” porque na verdade eles eram “MP3 players“, mas o nome é difícil. Resumindo ficou MP3.

Um belo dia resolveram lançar um produto superior, com mais inovações e que iria atender à sede das classes menos favorecidas por consumo eletrônico, lançaram assim o MP4, que era um MP3 com uma telinha ordinária para passar pequenos videos e fotos.

Melhora uma coisa aqui, outra ali e pronto. Nasceu o MP5.

Hoje já estamos no MP9 e basta você entrar no Shopping Oi ou no site do Mercado Livre para ver as ofertas tentadoras. Tem televisão, touch-screen, 2 chips, mp3 player, video, internnet, bluetooth, irda, leitor de cartão e o diabo. E tudo isso por 400, 300 reais.

Há algo estranho no ar. Quando a esmola é demais o santo desconfia, já dizia o ditado. Peque uma marca maior qualquer e veja o preço dos celulares com muito menos recursos: 500, 600 reais. Agora pegue o topo de linha: 2000 reais. Como é possível então uma marca genérica oferecer os menos benefícios por 1/4 do preço? Bondade? Humildade? Benevolência? Tecnologia revolucionária? Não, não. Gambiarra!

O blog da Bia Kunze (A Garota Sem Fio) teve um post hoje que nos ajuda a questionar ainda mais o que falta a estes aparelhos e manter o pé atrás na hora da compra, se não, o repúdio total aos eletrônicos genéricos.

CLIQUE AQUI!

A revolução do MySpace

novembro 26, 2008

myspace1

O site de relacionamento MySpace.com tem revolucionado o cenário musical mundial de forma bem sutil. Estes dias eu li na revista Super Interessante um rapaz dizendo que a pirataria era boa pro capitalismo porque afinal de contas, ela o forçava a se reinventar.

Não adianta as gravadoras e mega empresários ficarem torcendo o nariz contra a música mp3 ou contra os sites de troca de arquivo, eles deveriam sim é repensar na sua forma de distribuição de música. Hoje qualquer mortal pode comprar um CD ‘virgem’ por menos de R$1,00, imprimir uma capinha bacana e gravar ali algumas músicas. Se o mortal tiver uma banda e um trabalho autoral poderia então ao custo de uns R$3,00 vender seus discos. Mas é claro que entram outros gastos na história. Na indústria fonográfica mesmo existe o gasto com pagamento de salários, distribuição do CD pelos lojas, material de divulgação, cachê dos artistas e por aí vai. Mas mesmo assim, nada vai convencer nenhum cristão de que R$30,00, R$40,00 seja um preço justo por um mísero CD. Ainda mais quando você vai comprar um álbum inédito e não sabe se vai gostar de todas as músicas. Na modernidade, pagamos apenas pelo que gostamos e olhe lá.

Na ponta da revolução estão a Apple Store, loja da criadora do Iphone (do Ipod, do IMac, do Macintosh…) que vende downloads autorizados de arquivos MP3 (você paga por música baixada) e o site mySpace.

O MySpace, como todo site de relacionamento, permite a você criar um perfil e associar perfis de amigos ao seu. No seu perfil você pode colocar fotos, videos, textos e músicas. O fato de disponibilizar músicas parece que foi o que mais deu certo. No princípio o artista (na grande maioria desconhecidos) poderiam autorizar ao internauta fazer o download do arquivo, mas hoje parece que não pode mais, paciência. O lance é que cada vez mais grandes artistas estão fazendo o lançamento do seu álbum de inéditas no mySpace.

Funciona assim, você não consegue baixar as músicas, mas escuta o disco na íntegra. Um dos primeiros a fazer isso foi o Radiohead e agora todo mundo faz.

Só este mês tivemos os seguintes lançamentos inéditos no myspace:

www.myspace.com/margarethmenezes

margarethmyspace

www.myspace.com/marcelocamelo

http://br.myspace.com/thefiremanmusic

www.myspace.com/littlejoymusic – nova banda Rodrigo Amarante (ex-Los Hermanos)

camelojoypaulspace

www.myspace.com/gunsnroses

gnschinecespace

www.myspace.com/oasis

oasisspace

www.myspace.com/mallumagalhaes

malluspace

www.myspace.com/britneyspears <- Eco!

britneyspace

Após o lançamento parece que o disco do Guns não está mais disponível na íntegra mas pelo menos eu consegui ouví-lo de ponta-a-ponta no dia 23 de novembro antes do lançamento oficial nas lojas que foi ontem, dia 25.

Outro fato que merece comentário é sobre a Mallu Magalhães. Completando o ciclo de revoluções do mySpace podemos dizer que ela foi a primeira artista fruto da geração mySpace. Tudo começou quando ela, ainda mais jovem, colocou umas músicas próprias no site e o trem virou fenômeno de clicks. Hoje, mais ou menos 1 ano depois, a menina virou celebridade, assinou com uma grande gravadora, assinou com a Vivo, participou do CD solo de Marcelo Camelo e ainda divide com ele a polêmica de pombinhos da vez.

Tecnologia – Lifedrive

novembro 15, 2008

iphone_lifedrive

O Brasil espera ancioso o início das vendas oficiais do IPhone, o revolucionário celular da Apple. Mas muito antes dele já existia um segmento de aparelhos que anunciavam a revolução. Quem acompanhou a evolução dos palmtops com certeza não se surpreendeu com o Iphone porque afinal de contas ele só uniu duas tendências: o celular e o palm criando assim o smartphone. Na verdade o Iphone não foi nem o primeiro a fazer isso mas devido a uma grande sacada de marketing, bom gosto e inovação técnica conseguiu ser lembrado como o divisor de águas, e também não deixa de ser mérito seu a popularização destas novas tecnologias.

Mas vamos voltar no início de tudo. Quem não se lembra das antigas agendas eletrônicas? Eu mesmo ganhei uma em “mil novecentos e vó-lú-sambando” e ela era a sensação tecnológica do momento por onde passava.  Seu visor tinha 2 linhas de texto e meia dúzia de colunas. A memória era suficiente para guardar aproximadamente 100 números de telefone, algumas datas de aniversário e alguns compromissos com alarme. Era uma verdadeira mão-na-roda. Depois de alguns anos (eu disse anos!) ela cooomeçou a ficar obsoleta e foram surgindo modelos melhores. Um dia vi uma agenda nova da minha mãe e fiquei encantado. O visor era muuito maior, a memória muuito melhor e tinha muuito mais funções. Claro que isso tudo, se comparado ao celular mais chulé que se tenha notícia de hoje, vira piada, mas mesmo assim pra época era show.

Não sei quando foi exatamente que os primeiros palmtops surgiram, mas vieram como evolução destes equipamentos, ou seja, eram agendas eletrônicas que foram ganhando recursos, funções e super poderes. Um dos primeiros e mais notáveis poderes que os palms ganharam foi a tela sensível ao toque. Nasceu assim a famosa touch screen e sua inseparável caneta stylus. Uma das boas jogadas do Iphone foi explorar ao máximo a touch screen além de aposentar a stylus, agora tudo é feito com os próprios dedos.

Os palms foram assim se re-inventando e consquistando cada vez mais admiradores ao redor do mundo. Uma empresa que se destacou na corrida foi justamente, a Palm, referência mundial no assunto. Enquanto os primeiros celulares eram desenhados, os palms foram somando recursos. Ganharam tela grande, visor colorido, mais memória, leitor de cartão, conectividade sem fio e por aí vai. Um dos últimos modelos badalados que a Palm lançou, o Lifedrive, era praticamente um computador completo. Tinha processador, memória RAM, disco rídigo, leitor de cartão, sistema operacional, Bluetooth, Infravermelho além de tocar música, video executar programas e o pacote office com direito a documentos do Word, PowerPoint e Excel. Só faltavam nele 3 coisas: câmera, telefone e… funcionar.

Na época que foi lançado o Lifedrive era anunciado como a próxima etapa da evolução e a concorrência demoraria séculos para atingir o mesmo nível de maturidade que este aparelho representava. Além da tela gigantesca (do tamanho do Iphone) seu maior trunfo era um micro-hd de 4GB de capacidade. Comparado aos seus antecessores (com memória interna de 256MB) este HD era uma infinidade de espaço. Mas infelizmente parece que logo ele foi um dos motivos pelo qual o Lifedrive afundou. O tal micro-HD, justamente por ser HD, possuía partes móveis que, esquentavam muito, aumentavam consumo de bateria e aumentavam o tempo de resposta do sistema, ou seja, tornava as operações mais lentas fazendo a máquina ficar “pensando” muito. Como se não bastasse, o HD era mais suceptível a pancadas e isso gerava perdas de dados e resets constantes no sistema (não raro sendo o format a única opção).

Assim a Palm aprendeu da pior maneira possível que os micro-HDs talvez não fossem lá uma boa solução. Enquanto isso o resto do mundo focava no aperfeiçoamento das memórias flash que exigem menos bateria, tem acesso mais rápido e são mais resistentes a pancadas.

Além de tudo já citado o Lifedrive ainda reservou algumas surpresas para o fim. Parece que uma série teve problemas de bateria e com isso o palm simplesmente morria. Morria mesmo. Não adianta usar ligado na tomada, dar reset, warm-reset, full-reset, chute-queda-xingo-pisada-reset, nada. A única solução era mandar para assistência técnica (e adivinha? Se não estivesse na garantia o preço era 400 reais independente do problema). O negócio foi tão feio que a Europa chegou a proibir a comercialização do Lifedrive.

Junto com estes problemas (logo no seu modelo top de linha) a Palm foi aos poucos se apagando, apagando até que ninguém hoje lembra mais. Recentemente lançaram o Palm Centro que é quase uma piada. Em comparação a qualquer celular “melhorzinho”, toma de lavada.

No caminho natural das coisas (e da tecnologia) tem sempre uma empresa por cima e outra por baixo. Ontem a Palm estava por cima, hoje talvez seja a Apple. Mas o que me deixou mais chateado com esta história do Lifedrive foi o feedback da Palm acerca de seu aparelho que notoriamente veio cheio de problemas. Sabe qual foi a resposta dela para quem comprou o produto top de linha e agora enfrentava problemas por ter confiado na empresa?

Sentimos muito” – em outras palavras – ema, ema, ema, cada com seus problemas(*).

(*) Sim, eu tenho um Lifedrive com menos de um ano de uso estragado na gaveta e esperando a decisão: ir mais uma vez para manutenção ou içar vôo livre pela janela?

PS: Menos de um ano de uso afinal de contas o tempo que ficou na garantia em SP não conta. E foi pra lá 2 vezes.