Posts Tagged ‘just a fest’

Gem

abril 20, 2009

Para os companheiros(as): Fau, Lady, Rubens


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Música – Só um festival

março 24, 2009

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Procurando notícias sobre a repercussão do show do Radiohead em SP (pelo festival JUST A FEST) no último domingo dei de cara com uma cronista do jornal O Tempo (de BH) falando justamente sobre o sofrimento do mineiro que se vê de fora do grande circuito de shows e que se dispõe a gastar grandes quantias para realizar um sonho, ou vários sonhos.

Além de arcar com o rombo no orçamento em si, muitas vezes ainda temos que conviver com o preconceito e desmérito daqueles que não entendem como é possível fazer uma viagem com o simples objetivo de ver um show. De minha parte eu não entendo como é possível pagar R$50,00 para entrar em uma boate (só para entrar) e lá dentro ainda conviver com assalto no bar, mas tem gente que gosta. Deixa eles! Deixa eu!

Dessa forma voltamos mais uma vez à capital cultural mais democrática do país para assistir um show que os verdadeiros fãs não só esperaram por quase 2 décadas para assistir, mas sim poderiam ter morrido ali, felizes da vida. Eu confesso não ter chegado nem perto da morte (talvez em outro show, do Ozzy, quando tocou Iron Man, fosse um momento mais adequado) mas curti cada segundo com a resposabilidade de ter tido a oportunidade de ver aquele momento. Eu e mais 30. 30 mil.

Achei estranho os relatos indignados da mídia paulista sobre a má-organização do evento. Como a minha referência a grandes festivais era aquele que uma certa rádio de Belo Horizonte jura ser o maior festival do Brasil, o Pop Rock, não tive do que reclamar, achei tudo lindo, grandioso e maravilhoso. Com exceção, é claro, do preço da cerveja pois 5 reais numa latinha é de doer. Já a lama e o afunilamento da multidão na saída não me causaram desconforto. Uma reclamação sim, agora é sério, com relação ao estacionamento, mais especificamente, à saída dele. Quando estávamos subindo para buscar o carro vimos um caminhão reboque descendo de ré, na contra-mão e complicando o trânsito lá dentro. Pensei, isso vai nos avacalhar a sair. Só não imaginava que isto iria representar 2 horas parado dentro do carro, paciência.

Outro problema é o descaso de policiamento nas redondezas do show. Como pode cambistas e flanelinhas circularem livremente sem nenhum instrumento do Estado para conter suas malignas intenções? Felizmente não acreditamos quando vários deles tentaram arrumar locais alternativos para estacionar o carro, uma vez que, segundo eles, o estacionamento oficial já estava lotado. Hoje vejo que vários carros, desses locais alternativos, foram arrombados. Não diga!

Los Hermanos

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O show começou religiosamente às 18:31 (no meu relógio) com a música Todo Carnaval Tem Seu Fim do Los Hermanos. A plateia cantou, a plenos pulmões, não só esta, mas todas as músicas do tão sonhado re-encontro dos barbudos. Lá na frente, do palco, o povo parecia mais empolgado, porém, lá atrás, assistindo mais pelo telão, eu e os arredores nos limitamos a cantar baixinho e assistir o show sem maiores demonstrações de entusiasmo. O show foi bom, mas não foi tão empolgante. Foi morno. Talvez um pouco ofuscados pelo Radiohead mais logo, talvez a ressaca da overdose de dois anos atrás ainda não tenha passado. Mas de todo jeito foi bom.

Kraftwerk

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Logo em seguida a organização posicionou quatro notebooks no palco, e só. Eu confesso que um dos maiores desafetos na música que tenho, é a eletrônica. Odeio! Odeio DJ! Odeio rave! Odeio tunsttunst! Odeio haus, techno, trance e qualquer coisa do gênero. Porém, fui obrigado a concordar que o show do Kraftwerk surpreendeu. Talvez pela minha total ausência de expectativa. Fui deixado levar e aquelas imagens hipnóticas romperam o preconceito e tornaram o show numa experiência quase agradável. Duas músicas chamaram a atenção, uma que a letra só dizia assim: “machine, machine, machine, machine, machine, machine, machine” e outra que repetia “1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 1, 2, 3, 4, 5! 6! 7! 1, 2, 3, 4! 1, 2, 3, 4!” Foi legalzinho. Longe de ser empolgante, mas no final das contas, ouvível e legalzinho.

Radiohead

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Finalmente chega o momento. Pontualmente às 22hrs sobe ao palco o Radiohead. Eu vi dois relatos interessantes nos jornais da internet. Um fazia uma resenha dirigida aos fãs e outro aos não-fãs. É interessante notar que até os não-fãs apreciaram a apresentação, uma vez que o conjunto de sons, imagens e público toma uma dimensão e harmonia tão grandes que é impossível não se emocionar.

Não escondo que fui ao show à espera das farofas e digo que daí vieram os melhores momentos, para mim, claro. Fake Plastic Trees foi linda. Karma Police e outras que nem sei o nome, me empolgaram. No palco os telões mostravam a banda dividida em imagens menores enquanto lasers, luzes e efeitos estroboscópicos cuidavam do clima da apresentação. E que clima! Talvez tenha sido o palco mais espetacular e exuberante que já vi. Ah não, o segundo, pois o palco de PopMart (do U2) ainda vai demorar a ser superado.

Pois bem, estava tudo lindo e perfeito mas ainda faltava uma música pra eu poder ir embora tranquilo sabendo que o investimento iria ser lembrado (e justificado) pelas próximas décadas, Creep. Vi no jornal que fazia muito tempo que eles não tocavam esta música, porém, ela apareceu recentemente no México (parece). Depois veio a notícia, “RJ teve Creep”, seria então questão de tempo apreciá-la em SP. E aconteceu… Foi a última música. No 3º bis, como esperado. Magistral, fenomenal, perfeita. A música, o show e a viagem. Valeu a pena.

Mena

março 21, 2009

Para lindeza!

Música – Bruno Medina fala do show

março 18, 2009

medina

Vocês quatro já se encontraram para falar dessas apresentações? Já decidiram repertório, agenda de ensaios e coisas assim?

Até agora só houve este encontro no show do Marcelo, e mesmo assim sem o Barba. Antes do recesso nos acostumamos a resolver muitas coisas por e-mail, e assim tem sido também agora. O Repertório já está decidido e posso adiantar que será um show longo para os padrões de festival, misturando as músicas de todos os discos. A princípio serão quatro os ensaios, isso sem contar com o tempo que cada um precisará gastar em casa relembrando suas partes.

PS: Bruno Medina tecladista do Los Hermanos

Entrevista link